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Deu no Comunique-se (Portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Anderson Scardoelli

A decisão de proibir o jornal O Estado de S. Paulo de divulgar informações sobre a Operação da Polícia Federal chamada de Boi Barrica, que investigava o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai custar R$ 38,39 ao desembargador Dácio Vieira. A determinação de obrigar o juiz a pagar parte dos custos do processo foi divulgada nesta segunda-feira (18/4) pela 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou, por unanimidade, o recurso especial impetrado pelo Estadão.

“É um valor irrisório”, declara o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour. O executivo diz que a decisão do judicial em ordenar que Vieira pague esta quantia representa “um tijolinho que leve” ao fim do processo que deixa o Estadão “há 627 dias sob censura, de acordo com o que é destacado pelo site do jornal. Porém, o dirigente afirma ter uma “visão leiga do assunto”.

Em seu requerimento, o Estadão argumentava que Vieira deveria arcar com as despesas do processo. O juiz foi afastado do caso em 2009, após ser definido que ele não teria isenção para estar à frente da ação movida por Fernando Sarney contra o jornal. O desembargador, de acordo com reportagens do Estadão, “era do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia”.

“Havendo o reconhecimento da suspeição do magistrado, deve ele arcar com o pagamento das custas”, afirma o ministro Benedito Gonçalves, relator no STJ do recurso especial do Estadão contra Vieira.

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