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Anos 60 no Rio de Janeiro
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CRÔNICA/VIVÊNCIAS

Zé Luis, o militante, uma história a ser contada

Maria Aparecida Torneros

Ele gritava, em 67 e 68, pelos corredores do colégio: – Cidaaaaaaaaaaaa…. espalhafatoso e sempre sorridente. Zé Luís, um moreno de cabelos de índio, tão lisos, que insistentemente caíam sobre seus olhos. Aluno do científico e presidente do diretório estudantil da entidade. Eu, aluna do curso clássico noturno, no Pedro II, também muito risonha e cheia de amigas e amigos.

Nosso namoro foi quase infantil, e quase adulto. Durou menos de um ano, entre encontros e desencontros. Mas me rendeu muitas notas máximas na cadeira de prática de ensino, na escola Normal, onde eu cursva, simultaneamente, durante os dia, o Instituto de Educação, para formar-me professora primária. Na verdade, rendeu muito mais, uma história inacabada a ser recontada. Ele queria ser arquiteto e era exímio desenhista. Num tempo em que não existiam nem a computação gráfica e nem as xeroxs coloridas, eu pedia para o Zé desenhar figuras históricas para meus trabalhos de normalista. Lembro de um Santos Dumont que ele fez, junto com a imagem do avião 14 Bis. Foi um sucesso, no álbum seriado que me serviu de apoio para uma das aulas que dei às crianças da escola onde estagiava como professoranda.

Tirei 10, evidentemente, não só pelos desenhos lindos, mas também porque a figura carismática do pai da aviação sempre fez parte da minha galeria pessoal de líderes brasileiros, arrojados compatriotas e inteligentes criaturas a honrar meu país.

Eu e duas amigas éramos inseparáveis. Regina e Rosária, que me acompanham até hoje e certamente devem se lembrar nas noites em que as deixei para acompanhar o Zé nas tais reuniões dos militantes. Aconteciam numa universidade. Eu ia e não entendia quase nada. Ansiava pelo término das reuniões porque queria trocar uns beijinhos com o namorado. Mas a discussão acalorada corria solta, na praça da República, com alunos secundaristas a planejar mobilização para as constantes greves daquele período.

Nas noites em que ele me gritava, eu respondia: – Espera, Zé, já to indooooooooooooooo…. olhando-o do alto das grades dos corredores do segundo andar, no prédio centenário na Av. Mal. Floriano. Lá embaixo, o menino risonho, engravatado, com a pastinha debaixo do braço, me aguardando para irmos namorar. Mas só depois da tal reunião político-estudantil. Eu aceitava e vivia a dupla aventura. Iniciava-me nas artes da política e do amor, pisando em ovos, digamos, não compreendia ambos , aliás, tenho dúvidas com os dois temas, que persistem até os dias de agora.

Um casalzinho de jovens caminhava abraçado , uniformizado, pela av Presidente Vargas em direção ao tal encontro, onde eles se chamavam de “camaradas”. Via sempre por lá o líder estudantil Vladimir Palmeira, com sua verve envolvente.

Um dia, a boba aqui perguntou porque faziam isso. O Zé, com ares de sabichão , me disse que eu precisava ler mais a respeito da revolução russa, dos Bolcheviques e Mencheviques, que só vim a estudar mesmo nos anos 70, na universidade.

Assembléia terminada, votadas as questões de ordem, combinadas as datas e horas das passeatas e protestos, eu e ele seguíamos para ver o mar, na Praça XV, olhando Niterói lá longe, antes da construção da ponte. No trajeto , ele sempre me lembrava que no dia de cada passeata, eu devia me esconder na casa de velas, na hora do pegapracapá, quando a polícia chegasse, já que estaria muito ocupado e não poderia me proteger. Eu me sentia importante, participante corajosa, como namorada do manda chuva dos estudantes do Pedro II.

Sentávamos num banco qualquer. Sonhávamos e imaginávamos o futuro. Sempre ríamos muito. Ele era um ser brincalhão. Um namoradinho da mocidade que nunca esqueci, melhor que isso, um amigo que me ajudava a estudar, na biblioteca, muitas vezes, quando eu precisava me concentrar para as provas. Depois de algum tempo, levava-me ao ponto do ônibus. Eu ia para um lado e ele para outro. Não podia chegar tarde em casa, no subúrbio, a hora fatal era sair da cidade às 22 horas.

Quando eu já estava terminando a escola normal e já tinha decidido fazer o vestibular para jornalismo, encontrava-me atarefada com estudos e preparativos para a formatura, ele me veio com uma convesa estranha. Estava sério pela primeira vez. Presenteou-me com um livro sobre o comunismo chinês: “a oitava lua”. Disse que ia ter que sumir. Que se engajaria numa luta mais forte contra a ditadura. Só depois eu soube que era o MR8. Naquele dezembro de 68, as coisas recrudesceram. Foi assinado o AI5, eu participei da colação de grau, sem a presença dele, mas homenageio-o no meu discurso de oradora. Apenas citei que o dedicava a alguém que tinha concorrido para que eu concluísse o curso ajudando-me muito e que agora não podia estar ali. Não sabia do seu paradeiro. Mas confiava que ele seguia sua caminhada por ideais tão fortes na garotada da época.

O ano seguinte, 69, já na universidade, foi, para mim, de muitas descobertas sociais e políticas. Segui imaginando que o Zé devia estar na luta e que um dia me procuraria. Já não éramos namorados, mas as memórias dos nossos momentos compartilhados nunca saíram da minha cabeça.

A cada vez que sabia de alguma notícia de militantes mortos ou abatidos, presos ou perseguidos, exilados ou mais tarde anistiado, eu observava as listas de nomes na esperança de uma linha sobre o Zé Magro, como era conhecido. Na vida clandestina, eu supunha, ele devia ter assumido codinomes a que nunca tive acesso.

O som da sua risada, seus trejeitos espalhafatosos, seu desenho esmerado, a lápis cera, seu carinho daqueles velhos tempos, ainda permanecem em mim.

A vida correu. Passaram-se 40 anos. Estamos em dezembro de 2008. Nunca mais soube dele.

Vou encerrar este texto transcrevendo um email que recebi de um ex militante (omitirei seu nome), em 2005.

Vale como outra homenagem à memória do Zé, e a sua história , ou melhor a nossa pequena-grande história, e meninos quase adultos, naqueles meses de 67 e 68.

Eis o texto recebido: ” Maria Aparecida, o Vladimir sempre avisa que, nos tempos atuais, é preciso TER MUITO CUIDADO quando se fala de ex-companheiros, especialmente se for um “MAMA DON´T CRY” (“amigos presos e sumidos pra nunca mais voltar”). Vc. é jornalista e sabe muito mais que eu sobre o assunto. O Vladimir aconselhava que quando nos deparamos com tal fato, no caso o Zé Magro, é bom que narremos fatos e/ou costumes que NUNCA FORAM relatados nos vários livros de memórias ou histórias daquele período. Vou tentar seguir os conselhos do Vladimir. Eu conheci e fiquei amigo de um aluno do Colégio Pedro II, em 1968, chamado JOSE LUIS DA MOTTA RODRIGUES, que sempre comparecia as reuniões do Centro Acadêmico Candido de Oliveira, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, na Praça da Republica ( Campo de Santana ), liderada por Vladimir Palmeira. Zé Magro, sempre com seu uniforme do “CAFÉ GLOBO”, como ele gostava de definir o Pedro II por causa de um horrível emblema pregado no lado esquerdo da camisa branca. Zé Magro tinha um “tique nervoso” de sempre alisar a gravata azul ( de péssimo gosto ) berrante que compunha o uniforme. Zé Magro falava sempre do seu amigo e colega de classe, um jogador (ponta-esquerda) de futebol do Fluminense, chamado Gilson Nunes, embora o Zé Magro se confessasse torcedor do Flamengo. Zé Magro contava que namorava uma normalista do Instituto de Educação, da Praça da Bandeira. Todavia era muito comum que as meninas de lá namorassem meninos do Pedro II e do Colégio Militar. As meninas do Pedro II também gostavam de namorar os meninos do Colégio Militar, os quais, por razões apenas sabidas por eles, não tinham coragem de levar, uniformizados, suas namoradas na porta do colégio Pedro II. Zé Magro morria de rir quando nos contava isso…. Zé Magro tinha uma grande amizade com o Prof. Jairo Bezerra, de quem falava muito bem, mormente quando contava vantagem de “ ter professores que foram autores dos livros que todo mundo usava no ginasial e científico do Brasil “. A ultima vez que conversei com Zé Magro, foi em 69, quando nos encontramos na sinuca da Praça Tiradentes, quando ele me contou que iria para São Paulo se juntar ao MR-8. Certa ocasião, em 1976, em Pigalle, Paris, vi uma pessoa muito semelhante ao meu amigo Zé Magro, mesmo descontando o desgaste do tempo. Soltei do táxi e saí correndo atrás da pessoa, mas não consegui encontra-lo. Li praticamente TODOS os livros de memórias “DOS QUE VOLTARAM”, mas não consegui identificar ninguém com traços do ZÉ MAGRO. Até hoje, tratando-se do Zé Magro, continuo “bêbado trajando luto”. Para que meu coração não dê problemas ( como o seu que disparou ) vou tomar meu Atenol 100. L.P.S.M.

Aparecida Torneros, jornalista e escritora , mora no Rio de Janeiro, onde edita O Blog da Mulher Necessária

abr
20

deu no IG

O Poder Judiciário já entrou em recesso da Semana Santa a partir de hoje. As principais instâncias da Justiça em Brasília já não trabalham por previsão da lei 5.010, de 1966, que indica, em seu artigo 62, inciso II, que o feriado da Semana Santa para o Judiciário começa na quarta-feira.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio, diz que essa é uma interpretação “elástica” da lei, que está “enraizada” no Judiciário. “Está lá que a folga fica entre quarta-feira e domingo e resolveram incluir o primeiro dia.”

Marco Aurélio falou com o iG pelo telefone, do exterior, mas diz ser a favor do trabalho das cortes na quarta-feira da Semana Santa, como nas demais profissões. “Por mim, o feriado seria a partir de quinta”, afirma. Ele acrescentou, ainda, que o tema tem de ser discutido com a sociedade. “Temos que ser honestos com nós mesmos.”

Da mesma opinião compartilha o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante. E ele lembra que não é apenas a quarta-feira Santa que os juízes folgam além das demais categorias, mas também nos feriados regimentais.

Além dos feriados cívicos, o Judiciário possui, ainda, outros três feriados regimentais ao longo do ano, que podem ser instituídos pelos tribunais regionais em dias diferentes. O mais comum deles é o Dia da Justiça, em 8 de dezembro e dia de preceito católico, em homenagem à Imaculada Conceição de Maria. Para Cavalcante, esses feriados confundem, porque podem ser diferentes entre diversas regiões.

Os feriados dos tribunais superiores costumam ser replicados como ponto facultativo em todos os Estados e nas cortes de primeira instância, destaca Cavalcante. A Portaria 001 de 3 de janeiro 2011 da Justiça Federal, por exemplo, estendeu para os Tribunais Regionais Federais o benefício a que os tribunais superiores têm direito.

Justiça já trabalhou na quarta-feira Santa

Marco Aurélio lembra que já houve anos em que os tribunais superiores trabalharam na quarta-feira Santa. Uma das vezes foi em 2006, quando ele presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os trabalhos foram executados normalmente na quarta-feira porque ocorreram eleições majoritárias naquele ano.

Para Cavalcante, é preciso debater esse tema com reflexão crítica. “Não se justifica perder tantos dias do Judiciário, que tem compromissos com a sociedade.”

CNJ não tem poder para alterar lei

Para Cavalcante, quem poderia levar a uma reformulação dessa situação é o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela reformulação de quadros e meios do Poder Judiciário. “O CNJ tem de liderar esse debate”, diz o presidente da OAB.

Segundo o conselheiro e ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, porém, o CNJ não pode disciplinar um fato que é previsto em lei. “Para mudar isso, seria preciso que um novo projeto de lei fosse avaliado e aprovado pelo Congresso”, esclarece o conselheiro.

Gandra destaca, porém, que o Judiciário não funciona apenas nos momentos de sessão e audiências. “Há trabalhos executados em qualquer hora do dia”, diz ele, que determina metas de trabalho para seus subordinados. “O trabalho do Judiciário não pode ser mensurado por horários”, completa

Prazos processuais prorrogados

Por conta do recesso, os prazos processuais que vencem entre hoje e domingo são automaticamente prorrogados para a segunda-feira, dia 25.

Para aproveitar o feriado prolongado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai tirar do ar o seu site amanhã, entre 8h30 e 20h30, para promover uma manutenção evolutiva na infraestrutura.

Saveiros (Dori Caymmi / Nelson Motta)

BOM DIA!!!

Deu no Comunique-se (Portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Anderson Scardoelli

A decisão de proibir o jornal O Estado de S. Paulo de divulgar informações sobre a Operação da Polícia Federal chamada de Boi Barrica, que investigava o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai custar R$ 38,39 ao desembargador Dácio Vieira. A determinação de obrigar o juiz a pagar parte dos custos do processo foi divulgada nesta segunda-feira (18/4) pela 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou, por unanimidade, o recurso especial impetrado pelo Estadão.

“É um valor irrisório”, declara o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour. O executivo diz que a decisão do judicial em ordenar que Vieira pague esta quantia representa “um tijolinho que leve” ao fim do processo que deixa o Estadão “há 627 dias sob censura, de acordo com o que é destacado pelo site do jornal. Porém, o dirigente afirma ter uma “visão leiga do assunto”.

Em seu requerimento, o Estadão argumentava que Vieira deveria arcar com as despesas do processo. O juiz foi afastado do caso em 2009, após ser definido que ele não teria isenção para estar à frente da ação movida por Fernando Sarney contra o jornal. O desembargador, de acordo com reportagens do Estadão, “era do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia”.

“Havendo o reconhecimento da suspeição do magistrado, deve ele arcar com o pagamento das custas”, afirma o ministro Benedito Gonçalves, relator no STJ do recurso especial do Estadão contra Vieira.

abr
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Posted on 20-04-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 20-04-2011


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Cau Gomez, no jornal A TARDE (BA)


Um carro com a propulsão dos saveiros baianos
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OPINIÃO POLÍTICA

O automóvel revolucionário

Ivan de Carvalho

Reportagem do jornalista César Tralli, exibida pela Rede Globo de Televisão e que foi praticamente ignorada pelo restante da mídia, salvo na Internet, dá conta da invenção do primeiro automóvel movido a ar. Vale notar que, naturalmente, trata-se “apenas” do primeiro automóvel, não do primeiro veículo, pois vários outros tipos existiram ou existem.

Só para lembrar, os europeus fizeram suas viagens inaugurais ao Brasil em caravelas, só recentemente os saveiros deixaram de ser vistos todo o tempo cortando as águas da Baia de Todos os Santos e atracando junto à rampa do Mercado Modelo. Outros tipos de barcos à vela e de balões atmosféricos movidos pelas correntes de ar continuam em plena moda em quase todo o mundo.

Mas automóvel, não. Isso só existe na cidade de Brignoles, na França.
O automóvel que usa como combustível o ar, no estágio de desenvolvimento em que está, tem 80 cavalos de força, velocidade máxima de 150 quilômetros e autonomia de 300 quilômetros, após o que o tanque precisa ser reabastecido.

Mas de graça. É só chegar a uma bomba de ar compromido, daquelas usadas para encher pneus, na garage de casa, no borracheiro ou nos postos nas cidades e estradas e pronto. Nos postos, haveria para se pagar apenas a energia usada pela bomba de ar e o serviço do frentista – uma pechincha, portanto. Mas suspeito que, no Brasil, se algum dia aqui chegar esse veículo, logo o governo cuidará de enviar ao Congresso projeto de lei ou medida provisória, tributando o “ar veicular”. E aí adeus aquele tradicional anúncio que muitos postos e bombas de gasolina usavam – “Água e ar grátis”.

De acordo com a reportagem, algumas cidades já demonstraram seu interesse no automóvel movido a ar. Paris, Cidade do México, Hong Kong, Roma, Cairo. O avanço é enorme sob o aspecto ambiental. O veículo movido a diesel ou gasolina, ou, ainda que menos, a etanol, é altamente poluente. O ar que sai do motor de um automóvel movido a gasolina tem, se o motor estiver bem regulado, nove por cento de oxigênio. O ar que sai da descarga do protótipo do automóvel movido a ar tem 21 por cento de oxigênio – o percentual normal desse gás no ar.

E o automóvel a ar não produz monóxido de carbono nem dióxido de carbono. Além disso, o ar sai livre ou menos carregado de outras impurezas que continha quando entrou no motor, pois há um filtro para cuidar disso. O automóvel movido a ar será lançado inicialmente só como táxi.

Mas o que é que impediria que, uma vez suprida a frota de táxis, seja progressivamente – na medida da produção, que poderia ser assumida pelas grandes montadoras mundiais, e da demanda (poderia ser vedada mundialmente a fabricação de automóveis e outros veículos automotores que não fossem movidos a ar) – substituída toda a frota atual de automóveis e similares?

Ah, sim, uma coisa impediria sim. E vai impedir. O grande, imenso negócio do petróleo, que até dispensa a citação do etanol, mais chamado simplesmente de álcool no Brasil. As empresas de petróleo, orgulho do capitalismo e do “socialismo”, a depender das mãos em que estejam, mas sempre sugismundas. Bem que elas gostariam de vender ar, mas… E as empresas que vendem insumos para as empresas de petróleo. E os acionistas de umas e outras? E os países que vivem de exportar petróleo, com seus governantes. Onde iriam parar Hugo Chávez, Muammar Gaddafi, Mohammad Rafsanjani, entre tantos outros, muitos outros.

O motor do automóvel movido a ar tem apenas dois cilindros. Eles controlam a saída do ar comprimido previamente injetado no “tanque” e o ar que entra espontaneamente do meio ambiente. Quando os dois jatos de ar se encontram, a temperatura vai a 400 graus Celsius. E isso faz o motor trabalhar. Energia barata, limpa e sem os riscos, por exemplo, das usinas nucleares. O que estão esperando?

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