João Carlos Teixeira Gomes
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O romancista, poeta e jornalista João Carlos Teixeira Gomes, Joca, o Pena de Aço da Bahia, amigo sempre querido do BP, de volta ao ninho em breve trânsito afetivo e intelectual (antes de retornar o Rio de suas paixões) , escreve:
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“Alo amigos, gente boa, gente fina, sou um homem de bem com a vida, otimista e galhardo, mas às vezes os poetas têm que pensar na Sinistra, e por isto envio para voces este SONETO DA MORTE, constante de livro inédito, todavia dedicado basicamente às belas jovens cariocas e baianas, carnavalescas, cheias de formas e de vida, fadas do amor. Unamo-nos pelo bem do mundo! Ass. Joca o Paladino da concórdia universal, o Pena de Aço. Dia 20 faço palestra na Biblioteca Pública dos Barris, às 15 horas. Compareçam para animados debates! ”
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POESIA NA WEB

SONETO DA MORTE

JC Teixeira Gomes

Olhei a minha cara e vi a morte
Nela estampada, sem bijuterias.
E disse para mim: – Terna consorte,
ó verduga amorável dos meus dias.
Não julguei desprovida a minha sorte
no embalo de veludo das mãos frias
e senti que era doce o canto forte
com que ela me envolveu em melodias.
Ó estranha mulher, sempre ultrajada,
verde morte de rude olhar tristonho,
riso discreto em face escaveirada,
quanto mentem por ti humanos medos,
pois não passas, enfim, de um longo sonho
ou o portal dos mágicos segredos.

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