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Postado em 14-04-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 14-04-2011 10:33

DEU NO COMUNIQUE-SE (portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Renan Justi

Desde março deste ano, a seção “Erramos” do jornal Folha de S. Paulo está publicando não apenas as correções de reportagens mas também o nome do jornalista responsável pelo erro. Uma jornalista, que prefiriu não se identificar, acusou o jornal de humilhar os profissionais com a nova determinação. O Comunique-se apurou que nos últimos 40 dias, período em que a norma foi instaurada, a Folha divulgou em suas páginas a identidade de cinco repórteres.

“Diferentemente do informado na reportagem “Tela quente”, de Eduardo Ohata, a Rede TV! venceu a licitação pelos direitos de TV aberta dos Brasileiros de 2012 a 2014 com o valor de R$ 1,548 bilhão, e não de R$ 1,548 milhão”, informa a seção no dia 19/4.

“Quem vai comandar a Vale é Murilo Ferreira, e não Tito Martins, como publicado na reportagem “Bradesco decide indicar Tito Martins para a Vale”, de Mario Cesar Carvalho“, em 30/4.

Por e-mail
Os empregados foram notificados desta recente política via e-mail, em nome do diretor-executivo Sérgio Dávila. “A partir da edição de amanhã, 4.3, todo “Erramos” grave relativo a texto assinado identificará o autor”. Quando o equívoco não for de autoria do repórter, “a responsabilidade pelo erro, a autoria será atribuída à Redação. Caberá à SR classificar os erros em “graves” ou “menos graves”, avisa.

Exemplo: “Por erro da Redação, o deputado estadual Vinícius Camarinha (PSB-SP) foi citado indevidamente no texto “Conselho de Ética defende processo contra filha de Roriz”. Quem faz parte do conselho é o deputado federal Abelardo Camarinha (PSB-SP)”, esclarece em 18 de março.

Internamente, a prática de expor os nomes incomoda alguns funcionários da Folha. Uma fonte, ligada à redação do jornal, discorda da norma, definindo-a como “uma espécie de punição humilhante coletiva”. A reportagem do Comunique-se procurou a direção do jornal, mas não obteve resposta.

Direitos trabalhistas
Para o advogado trabalhista, Marcio Rocha, o jornal Folha de S. Paulo está agindo de forma desrespeitosa à imagem dos jornalistas. ”A forma correta seria a empresa dizer: “nós erramos”, sem expor o funcionário a uma situação vexatória”, e completa “o empregador é quem assume os riscos do negócio”, responde.

Também especializado na área de direito trabalhista, o advogado Sérgio Mattos acredita que casos como estes somente são passíveis de processo “se houver constrangimento moral”. Segundo ele, a maneira como a seção “Erramos” tem divulgado os nomes dos jornalistas não agride a moral dos profissionais.

Opine
Para você leitor, os veículos de comunicação devem publicar o nome dos jornalistas que cometem erros, para evitar novos equívocos, ou a prática é constrangedora?

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Comentários

Maria de Lourdes Siqueira on 14 Abril, 2011 at 13:20 #

Os veiculos de comunicação devem publicar o nome do jornalista que comete erros para evitar novos equívocos. Cada pessoa deve ser responsabilizada pelos seus erros


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