abr
13


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Muitos beijos para todos.

BOA NOITE!!!

(vhs)


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CRÔNICA

Beijo na boca, como viver sem ele?

Maria Aparecida Torneros

Sou daquelas pessoas beijoqueiras. Quando menina ( como centenas fazem) treinei muito beijando laranjas e maçãs tentando adivinhar o gosto de um futuro e prazeroso beijo na boca. Retive em mim alguns receios naturais, esperei o namorado do colégio, adiei muito e aos 17 anos, finalmente, provei da coisa ansiada, com um desajeitado sentimento de invadir e ser invadida no sorriso e na sensação de doce ou amargo, foi uma confusão.

Com o tempo, claro, esmerei-me na prática e os namoradinhos foram se sucedendo, descobri que cada ser humano beija do seu prórprio jeito e que há beijos despretenciosos e inocentes enquanto outros são provocantes e libidinosos. Os beijos de amor são identificados com o coração aos pulos, elevam-se à categoria do alerta vermelho, casamento ou sexo à vista, afinal, a carne é fraca, dizem todos por aí…
Atualizando meu vocabulário com os filhos adolescentes de amigas e amigos, incorporei o BV, boca virgem, quer dizer aquela pessoinha que ainda não beijou ninguém. Corre entre a meninada o estigma, Fulaninha é BV, coitadinha… rs…

Noutro dia, uma amiga viúva há uns poucos anos, me confessou que não abraça ou beija alguém desde que perdeu o marido, e o fez, num tom choramingado, saudoso, talvez porque o beijo que realmente lhe faz falta não é o de qualquer um, mas aquele do seu companheiro de tantos anos que partiu deixando-lhe a saudade da vida em comum e consequentemente dos seus beijos trocados por décadas.

Há casais que se beijam, pelo processo da rotina, como autômatos, nem parecem sentir a importancia dos seus beijos e a propria necessidade deles tornou-se ato cotidiano, fazendo parte do roteiro previsto na correria do dia a dia.

Os chamados beijos inesquecíveis, estes nos acompanham a vida inteira, quem não os tem por aí seja em sonho ou lembrança, atentando para os que já vimos e revimos em cenas cinematográficas ou novelas sublimadoras de solidões e abandonos pessoais. Muitas vezes ver um beijo de amor, numa cena deliciosamente bem estruturada, parece lavar a alma de quem anda carente de beijos reais…

Solteiros e divorciados precisam traçar estratégias para descolar seus beijinhos avulsos, e o conseguem, com artimanhas de pequenos encontros, conquistas, bailinhos de clubes, etc. Tudo perfeito e plausível.

Nos carnavais, nos permitimos, claro que alguns de nós, nem todos somos iguais, trocar beijos com estranhos no auge da folia… e em festas, os jovens chamados “ficantes”, fazem a fila andar e beijam vários parceiros numa só noite…

Nada a julgar, apenas constatar que o beijo nunca sai de moda, é o primeiro passo, depois do olhar (então é o segundo?) para que se aproxime de alguém com efetivo encontro de peles e tatos…

Beijar e fechar os olhos. Imaginar-se num mundo de amor e paz… Sem despedidas… Sem egoísmos, sem cobranças, sem depois…

Ficar sem beijar..Ficar sem falar. Fechar a boca.. Fechar-se aos beijos. Trancar o coração, abaixar os olhos, beijar só na saudade, e seguir vivendo, também pode ser uma escolha, uma fuga, uma decisão, um pós-trauma, um desgosto, a sensação que ninguém mais nos beijará daquele jeito…

E quantos de nós, ao entrarmos na velhice, solitários e resolvidos, voltamos a ser BVs? Parece engraçado? Pois façam uma pesquisa, há mas pessoas vivendo sem beijos na boca do que se pode imaginar… sobrevive-se, sim, verdade…

Como se vive sem um beijo na boca? Vive-se da saudade dele ou do esquecimento dele…é válido… o que pode doer é viver com desejo dele, sem se atrever a permitir-se correr atrás, dar-se uma chance…

Porque o sentimento pode assumir outras dimensões, beija-se a alma em pensamento, faz-se trabalho voluntário e caridoso, abraçam-se os necessitados de compreensão, atendam-se nossos vellhinhos, distribuam-se beijos na testa, confortem-se os sofrimentos alheios, e a vida segue…muitos casais trocam beijos na boca em homenagem a uma vida que sonham…

Quem vive sem eles, mesmo sem dar ou receber mais beijos na boca…é indispensável recordar o bolero e pedir “besame mucho” como se fora esta noche la última vez”…

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

abr
13
Posted on 13-04-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 13-04-2011


FHC: falando grego?
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DEU NO SITE DE CHICO BRUNO ESTA QUARTA-FEIRA

Direito da Varanda: Chico Bruno
Os colegas não entenderam FHC

Nenhum partido pode representar o todo da sociedade. O nome – partido – indica que uma legenda deve representar uma parte da sociedade.

Infelizmente a oposição não entendeu o artigo de FHC, na verdade um ensaio sobre o papel da oposição.

Mais uma vez o governo agiu rápido e usou uma única palavra do longo texto para atiçar a oposição: “povão”, que como sempre caiu na esparrela e destoou da análise de FHC.

Vale fazer a exceção.

Pelo que se lê na imprensa, só José Serra deve ter lido o texto de FHC.

Os demais se contentaram em se defender da provocação dos petistas de que FHC e a oposição não gostam do “povão”.

FHC faz uma reflexão correta.

Só os que não têm bom senso é que não enxergam que o Parlamento de hoje é irrelevante, que os partidos se distanciaram da sociedade, que a moral dos políticos está na lama e que a banalização dos maus costumes tomou conta do país, entre outras mazelas.

FHC faz a mesma autocrítica que muitos já fizeram sobre a incapacidade dos tucanos de defender a agenda positiva iniciada com Itamar Franco.

Resumo da ópera.

O longo artigo de FHC remete a uma reflexão sobre a questão da falta de um comandante oposicionista.

Talvez o grande erro do PSDB tenha sido negar a FHC a liderança do partido.

O constrangimento dos tucanos com o artigo de FHC é uma babaquice sem tamanho.

O pior é que todos pegaram a corda petista e saíram dizendo aleivosias como à dita pelo líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

– Se eu ficar longe do povão não me elejo a nada.

Ora bolas, o senador paranaense sabe muito bem quem são seus eleitores. Pronunciou a frase apenas tentar afastar de si pecha de elitista.

Aécio Neves, que sempre escorrega que nem quiabo trocou o termo povão por classes C e D para dizer que ele foi reeleito em 2006 e Anastásia foi eleito em 2010 com os votos dessas classes.

Ora bolas, quem tem pretensões eleitorais se elege com os votos de uma parte da sociedade que é composta de vários patamares.

Serra teve 44 milhões de votos, a grande maioria desses votos foi obtida junto aos que não queriam eleger Dilma.

FHC e Serra falam a mesma língua destes eleitores, os demais oposicionistas se contorcem em uma estratégia equivocada de conquista de eleitores cativos do PT, quando deveriam correr atrás daqueles que emergiram para a nova classe média.

Para isso, só lhes resta seguir o caminho apontado por FHC, caso contrário definharão.


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A sugestão, garimpada por Regina Soares , amiga e colaboradora sempre atenta do Bahia em Pauta, vem de Belmont, na área da baia de San Francisco, cidade irmã de Salvador na longe-perto Califórnia (USA). BP agradece.

BOA TARDE!!!

(vhs)

Deu na BBC Brasil:

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil

O Senado uruguaio aprovou no fim da noite desta terça-feira um projeto de lei que anula a Lei de Anistia do país. A medida poderá abrir caminho para o julgamento de militares policiais acusados de crimes na ditadura militar, entre 1973 e 1985.

Após mais de 12 horas de debates, a votação terminou quase empatada, com 16 votos a favor da anulação e 15 votos contra.

O site Observa, do jornal El Observador, informou que os senadores aprovaram especificamente quatro artigos da chamada ‘Lei da Caducidad’, sob argumento de que “violam a constituição e carecem de valor jurídico”.

As mudanças afetam os militares que ainda não respondem a processo judicial, segundo afirmaram parlamentares da base governista e da oposição.

Segundo a imprensa local, o resultado foi comemorado no plenário da Casa.

“Vai ser aberta uma discussão jurídica sobre esta medida a partir de agora”, disse o senador da oposição e ex-presidente, Luis Alberto Lacalle.

O senador Rafael Michelini, que apoiou o fim da lei de anistia, afirmou que “hoje é um dia histórico”.

O texto deverá ser enviado para a Câmara dos Deputados e a expectativa é que caberá ao presidente José ‘Pepe’ Mujica sancionar ou rejeitar a medida do legislativo.

Mujica era guerrilheiro quando foi preso, inclusive em regime de prisão solitária, nos anos da ditadura uruguaia.

Condenação

A votação contou com apoio de grande parte da base governista, mas gerou questionamentos entre alguns parlamentares do bloco.

A chamada Lei de Caducidad entrou em vigor em 1986 e foi submetida a dois plebiscitos populares – em 1989 e em 2009 – que a mantiveram em vigor.

No entanto, mais recentemente a lei tem sido alvo de ataques neste país de pouco mais de três milhões de habitantes.

Mais importante, no fim de março, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o Uruguai em um caso interposto por familiares de duas vítimas da ditadura militar e determinou que o país abrisse os arquivos do período.

Na opinião da Corte, a lei da anistia constituía um “obstáculo ao esclarecimento dos crimes contra a humanidade durante a ditadura”.

O caso levado à Corte foi iniciado pela família do escritor argentino Juan Gelman, que localizou a neta, Macarena, nascida nos porões da ditadura. Os pais da menina estão desaparecidos desde então.

Na segunda-feira, um dia antes da votação, militares da reserva e da ativa divulgaram um comunicado assinado por 1.200 deles, anunciando que entrarão com ação contra o Estado nos tribunais internacionais – a Corte Interamericana de Direitos Humanos e a Corte de Haia.

Em sua argumentação, os processos de ‘lesa humanidade’ são ‘arbitrários e irregulares’.

Alguns dos acusados daqueles crimes encontram-se presos, como o ex-presidente do país, Juan Maria Bordaberry, que cumpre prisão domiciliar.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelou esta quarta-feira em Bruxelas para o “maior sentido de responsabilidade” de todos os responsáveis por decisões políticas em Portugal, afastando qualquer hipótese de financiamento intercalado, para afastar o país da grave crise econômica que enfrenta.

“Eu espero o maior sentido de responsabilidade da parte de todos os decisores políticos em Portugal porque a situação, repito, é delicada e extremamente urgente”, disse José Manuel Durão Barroso numa conferência de imprensa em que aceitou responder a uma pergunta sobre o pedido de ajuda financeira feito por Lisboa.

(Deu hoje no jornal Diário de Notícias, com informações da Agencia LUSA)


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De: daibairros | Criado em: 29/10/2008 -No You Tube

Fundo de Quintal e a Primeira Dama do Samba cantando juntos essa bela canção
composta por Dona Ivone.
Samba de raiz dos mais belos

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Salve Dona Ivone – Viva o samba

BOM DIA!!!

(vhs)

abr
13
Posted on 13-04-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-04-2011


Dona Ivone: dignidade em pessoa
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MARIA OLÍVIA

Uma das mulheres mais importantes do país, Dona Ivone Lara completa 90 anos nesta quarta-feira (13 de abril) em plena atividade. Autora de grandes sucessos, como “Sonho Meu”, “Alguém me Avisou”, “Acreditar”, “Tendência”, “Enredo do Meu Samba”, “Tié” e muitas pérolas mais.

A compositora carioca, ligada ao Império Serrano, tem mais de 70 anos de carreira. Nossos maiores cantores de samba já gravaram as belas composições da Rainha da Música Popular Brasileira. Apesar do prestígio e da popularidade, ela só gravou 13 discos, infelizmente, coisas do nosso país! O Bahia em Pauta homenageia e deseja vida longa, sucesso, saúde e paz para Dona Ivone Lara, personalidade ímpar da cultura pupular brasileira, para que continue nos brindando com sua sabedoria e o melhor do samba, sempre.

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Com vocês, a letra do samba “Canto de Rainha”, composto pelos bambas Arlindo Cruz e Sombrinha, em sua homenagem:

“Tentando esquecer os amargos da vida
um dia saí e consegui disfarçar minha solidão
pois descobri algo mais que a inspiração
quando ouvi ivone cantar e
vi toda poesia pairar no ar

seu canto entrou na minha vida
e fez o que quis
hoje até posso afirmar
samba e minha raiz
quem nasceu pra sonhar e cantar e
tem sorriso de criança
pode embalar em cada
canto uma esperança
eu descobri o que é viver
e não é sonho ver um mundo
de tanta maldade desaparecer

se o mundo inteiro
ouvir ivone cantar ao alvorecer.
olha como a flor se ascende

se o mundo inteiro ouvir ivone cantar ao alvorecer

acreditar acreditar eu não
se o mundo inteiro ouvir ivone cantar ao alvorecer

liberdade. liberdade
se o mundo inteiro ouvir ivone cantar ao alvorecer

tiê tiê oia lá oxa
se o mundo inteiro ouvir ivone cantar ao
alvorecer ”

Para ouvir é só clicar: http://www.youtube.com/watch?v=FWO5h2up7GY&feature=player_embedded

Maria Olívia é Jornalista

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abr
13
Posted on 13-04-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-04-2011


Iotti, hoje no Zero Hora, de Porto Alegre (RS)


Kassab e Otto: tabelinha no PSD
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OPINIÃO POLÍTICA

O NOVO PARTIDO

Ivan de Carvalho

Um evento importante atinge e altera, hoje, o quadro partidário brasileiro. Ao meio dia, no Congresso Nacional, pelo menos 101 signatários – número mínimo exigido em lei – firmarão o manifesto de fundação do Partido Social Democrático, o novo PSD.
Os pelo menos 101 signatários – que deverão estar distribuídos proporcionalmente ao eleitorado de pelo menos nove Unidades da Federação, de acordo com a lei – serão os co-fundadores do PSD, cuja fundação é até agora o único caminho coletivo encontrado para os políticos com mandato que não estejam satisfeitos nos partidos pelos quais se elegeram.
O novo partido é, assim, numa primeira leitura, um drible na rigidez exagerada da fidelidade partidária imposta em lei e interpretada draconianamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, com reiteração do Supremo Tribunal Federal.
Pretendeu-se dar um merecido chega-prá-lá no reincidente descompromisso dos mandatários com as legendas pelas quais foram eleitos e acabaram, o legislador e o Judiciário, exagerando na dose e estabelecendo uma verdadeira ditadura partidária sobre os representantes, na verdade, não dos partidos, mas do povo, do qual, conforme a Constituição “todo o poder emana” e “em seu nome será exercido”.
Bem, mas voltando ao PSD, cumpre registrar que a iniciativa de fundá-lo nasceu em São Paulo, basicamente do prefeito da capital, Gilberto Kassab e do vice-governador Afif Domingos. O PSD, no nascimento, reúne algumas figuras políticas relevantes. Kassab, prefeito de São Paulo e aspirante ao governo do Estado. Afif Domingos, vice-governador de São Paulo e ex-candidato a presidente da República, aspirante, a depender da conjuntura, a candidato do PSD à sucessão de Kassab na prefeitura. Isso vai depender muito de como terminar o mandato de prefeito de Kassab.
Kassab e Afif saem do DEM para o PSD, assim como o faz no Tocantins a senadora Kátia Abreu, figura de destaque na bancada ruralista. Mas no Rio Grande do Norte, onde o senador Agripino Maia é o presidente nacional do DEM, o vice-governador sai deste partido para o PSD. E isso pode até ser o início de uma ligação da governadora Rosalba Ciarlini, do DEM, com o partido que está nascendo.
O mínimo de Unidades federadas participantes para a fundação de um partido é de nove, por exigência legal. O PSD vai começar com 13. Um número visto sob suspeita por muitos supersticiosos (mais nos EUA do que no Brasil), mas que ao PT parece haver dado muita sorte.
Das 13 seções estaduais com as quais o PSD pretende dar partida, duas se destacam, de saída, como as mais expressivas. Uma, claro, a paulista. A segunda, a da Bahia.
Aqui, sob a liderança do vice-governador Otto Alencar, o PSD tem, a partir de hoje, oito deputados estaduais e seis federais. Os estaduais e os partidos dos quais estão saindo: Gildásio Penedo e Rogério Andrade, do DEM; Temóteo Brito, Ivana Bastos e Alan Sanches, do PMDB; Ângelo Coronel, do PP; Adolfo Menezes, do PRP; e Maria Luiza Laudano, do PT do B. Os federais: Paulo Magalhães e Fernando Torres, do DEM; José Carlos Araújo, do PDT; Jânio Natal, do PRP; e Edson Pimenta, do PC do B (!?!?!!!).
Nacionalmente, tem sido divulgado que o PSD vai ter 40 deputados federais. Bem, isso é uma esperança para o futuro. Para agora, a previsão é de 25 a 30 deputados federais.

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