Enterro em Realengo: “não há palavras que consolem” /DN
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Uma chuva de pétalas de rosas, lançada de um helicóptero, não apagou a emoção extrema dos familiares e amigos nos funerais, hoje (8), de algumas das crianças mortas quinta-feira por um atirador suicida numa escola do Rio de Janeiro.

No cemitério do Murumbu, onde os corpos de três crianças das oito enterradas esta sexta-feira foram velados, um helicóptero da polícia militar aproximou-se e largou uma chuva de pétalas de rosa, em homenagem às vítimas.

Junto aos corpos, centenas de pessoas e familiares muito emocionados, alguns precisando de auxilio médico, prestado numa tenda montada pela secretaria de saúde dentro do cemitério.

Desconsolada, a mãe de Larissa, uma das crianças que faleceram naquele estabelecimento de ensino do Rio de Janeiro, gritava, em pranto, o nome da filha, ao mesmo tempo, uma prima da criança deixava o local por não conseguir ficar para o enterro.

Hudson, de 17 anos, lamentava a perda da irmã, de 12 anos. “Ela sempre gostou de ir à escola, nunca faltava às aulas. Era representante da turma e só tirava boas notas”, disse em declarações à agência Lusa. O jovem contou como chegou a ver os corpos ensanguentados quando correu para a instituição de ensino na quinta-feira, mal soube do ocorrido na escola, onde outro irmão, de nove anos, também estava mas conseguiu fugir.

O prefeito da cidade, Eduardo Pais, passou pelo local onde transmitiu que “não há palavras que sirvam de consolo aos familiares”. Eduardo Pais contou que os seus filhos, de cinco e seis anos, o questionam sobre o tiroteio e teve de lhes explicar, emocionado, o sucedido.

abr
08


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ROSA FLOR

Composição: Geraldo Vandré e Baden Powell

Rosa
Flor nascida na tristeza
Faz da sua dor beleza
E traz
Pra quem quiser fugir de todo o mal
E vir brincar de ser feliz
Ouvindo a voz que vem
Falar do amor da flor
Mulher
Da dor do amor de quem
Nem mesmo amor pôde encontrar
Foi num carnaval
Que alguém chegou
Falando em ser feliz
E rosa
Chorando
Depois que ele partiu vive a esperar
Pelo carnaval pra sonhar
Foi num carnaval
Que alguém chegou
Falando em ser feliz
E rosa
Chorando
Depois que ele partiu vive a esperar
Pelo carnaval pra sonhar
Pra sonhar
Pra sonhar

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BOM ENTARDECER

(VHS)

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08
Posted on 08-04-2011
Filed Under (Aparecida, Crônica) by vitor on 08-04-2011

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CRÔNICA/SENTIMENTALIDADES

AMORES E REVOLUÇÕES

Maria Aparecida Torneros

Tenho passado as noites, há algumas semamas, na casa da minha mãe, de 84 anos, que anda baqueando em saúde física. Entretanto, quanto às memórias, sua saúde mental já não tão perfeita ainda dá mostras de conservar lembranças fortes, como constatei durante a apresentação do primeiro capítulo da novela “amor e revolução”, no SBT, a que assistimos juntas, em meio a uma pluralidade impossível de controlar.

Os sentimentos vieram aos borbotões, ela disparava frases sobre aqueles dias de 64, em que eu tinha 14 anos e ela 36, o quanto ela acompanhava noites adentro as transmissões da rádio da legalidade, com a voz forte e inesquecível do gaúcho Leonel Brizola a pregar o estado de direito e a permanência do presidente Jango no poder.
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Revivemos as questões familiares. Tio preso e sumido que era líder metalúrgico na Fábrica Nacional de Motores, meu pai perseguido no trabalho, por meses a fio, os vizinhos que nos estranharam, proclamando a vitória dos militares e dali por diante uma sucessão de fatos aos quais nos acostumamos a conviver. Nas esquinas, desde o subúrbio carioca onde morávamos, a caminho do centro, onde eu e meu irmão cursávamos o ginasial, nas esquinas, aparatos militares, muita boca fechada, muito medo e a sensação de que o país virava de cabeça para baixo.

No colégio, conversas sussurradas com coleguinhas mais conscientes, tentativas de compreensão e a certeza da ditadura que se instalaria e faria parte da nossa história por longo tempo.

Amores? era o nosso tempo de iniciá-los, a começar pelos jogos amorosos entre adolescentes sonhadores e indo ao encontro dos conceitos de amor à Pátria que o Colégio Pedro II tão magestosamente nos incutia através de paradas ocasionais, marchas em solenidades rotineiras, cantorias de hinos ufanistas, aulas inesquecíveis de história e geografia do nosso país imenso e rico.

Revoluções? centenas delas dentro dos nossos corações e atormentando nossas cabeças. Um ir-e-vir e informações truncadas, censuradas, mentiras, verdades camufladas, os próximos anos, tentativas de resistência, o fenômeno do militarismo acima da legalidade, o exílio de tantos, o desaparecimento de outros tantos, as torturas, as perseguições, um inferno sob a égide de um sol maravilhoso, tropical, os anos 60 escoando, a dureza do AI5 em dezembro de 68, a conquista da famosa Copa do Mundo em 70 e o mundo rondando em torno de novos ideais, resgate democrático, direito de votar, diretas já, em pouco mais de 15 anos, dentro de nós, mil amores e mil revoluções.

Pois a novela está só começando. Parece que vai misturar tudo num fervente caldeirão. Tomara que sirva para esclarecer e elucidar às novas gerações. Tomara que honre a memória dos tombados e desaparecidos, e que ajude a repassar e repensar período tão obscuro da vida brasileira.

Enquanto isso, eu e minha mãe, permanecemos juntas, testemunhas das nossas sentimentalidades e lembranças, diante de uma televisão capaz de transmitir episódios fortes, atingindo ainda que tardiamente, corações que se surpreendem frágeis, apesar das décadas que ficaram para trás. Daqui para a frente, um Brasil novo nos impele a festejar… é que acreditamos piamente…

Maria Aparecida Torneros é escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher necessária

abr
08
Posted on 08-04-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-04-2011

O programa de assistência financeira da União Européia (UE) e do FMI a Portugal deverá elevar-se a 80 mil milhões de euros, incluindo uma vertente dirigida aos bancos, e, se tudo correr bem, será aprovada pelos ministros europeus das finanças na sua próxima reunião de 16 de Maio.

Estas decisões foram tomadas pelos ministros das finanças da zona euro e da União Europeia (UE) durante uma reunião cujas primeiras horas foram integralmente dedicadas à análise do pedido de ajuda formalizado ontem à noite pelo Governo.

A preparação do programa de ajustamento econômico que constitui a contrapartida da ajuda vai “começar imediatamente”, afirmaram Jean-Claude Juncker, ministro das finanças do Luxemburgo e presidente do eurogrupo, e Olli Rehn, comissário europeu responsável pela Economia e Finanças.

O Programa de Estabilidade (PEC IV) apresentado pelo Governo em Março, mas rejeitado pela oposição, será “o ponto de partida” do programa de ajustamento, e terá de incluir “um ajustamento orçamental ambicioso”, reformas estruturais para, entre outros aspectos, eliminar a rigidez do mercado de trabalho e corrigir os desequilíbrios macroeconômicos, embora “salvaguardando a posição econômica e social” dos cidadãos.

( Informações do jornal português PÚBLICO , Laszlo Balogh/ Reuters) (arquivo))

abr
08
Posted on 08-04-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 08-04-2011


Joaquim: um escândalo nas mãos
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OPINIÃO POLÍTICA

Da ingratidão

Ivan de Carvalho

Vários envolvidos no escândalo do Mensalão, o mais rumoroso de todos os casos de corrupção ocorridos no Brasil desde a chegada de Pedro Álvares Cabral – não estou afirmando que seja o maior caso de corrupção, embora certamente supere o que acabou levando à renúncia à Presidência da República o hoje senador Fernando Collor de Mello.

Estou afirmando que, em matéria de barulho e de número de pessoas importantes envolvidas, foi o maior desde o Descobrimento. Não creio que os índios, que, ao contrário dos africanos subsaarianos (como ficou difícil escrever e falar depois dessa história de politicamente correto) usavam mais sinais de fumaça do que tambores para transmitir notícias hajam feito mais barulho – a respeito de alguma quadrilha de caciques e, quem sabe, morubixabas corruptos – do que o que ouvimos aí pelos idos de 2005 a respeito do Mensalão.

Bem, a Câmara dos Deputados, com muitos de seus membros envolvidos no escândalo (afinal o objetivo principal sujeira era exatamente o Congresso Nacional) e sob forte pressão da opinião pública andou cassando uns poucos, ainda que vistosos mandatos parlamentares. Houve também renúncias espertas, ainda que hilárias. E apesar de tudo isso, muitos mandatos que deviam ter sido extirpados foram poupados. E por isto teve até gente praticando a “dança da pizza” no plenário, lembra, Ângela Gugelmin?

Então veio a sisuda Polícia Federal – órgão subordinado ao governo por intermédio do Ministério da Justiça – e fez uma rigorosa investigação (toda investigação policial no Brasil é rigorosa, não sei como é que os advogados desmontam seus resultados com tanta facilidade). O relatório do inquérito foi para o procurador geral da República, que apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Joaquim Barbosa, relator, acolheu a denúncia, transformando o caso em processo que abriga acusações graves, por vários crimes.

Mas o ministro-relator Joaquim Barbosa achou deficiente o relatório da PF no qual o MPF baseou a denúncia. Requisitou a produção de um relatório final, que respondesse a algumas questões que haviam ficado obscuras no anterior: o Mensalão foi financiado com dinheiro público? Houve mais beneficiários do valerioduto (Mensalão)? Qual era o limite da influência de Marcos Valério no governo petista? Para as duas primeiras questões, o relatório final da PF disse sim. Quanto ao limite da influência de Valério, depreende-se, pelo relatório, que não existia. O limite, claro.

Bem, há o ex-presidente. Quando o Escândalo do Mensalão estourou, ele fez saber que não sabia de nada. Mais à frente, aconselhado por Márcio Thomaz Bastos, excelente advogado criminalista e seu ministro da Justiça, adotou a tese de defesa política e jurídica de que o dinheiro que rolara no escândalo era dinheiro para campanha eleitoral e “não contabilizado”. Um crime, porém um crime eleitoral, supostamente “mais leve” – as aspas são minhas – e praticado largamente por muitos partidos e candidatos.

Finalmente, saindo do governo, Lula prometeu dedicar-se a provar que o Mensalão foi uma farsa. Traduzindo: não teria existido. Agora aparece esse relatório final da PF, subordinado ao ministro da Justiça da presidente Dilma Roussef, do PT. Lula disse que se o novo relatório, agora sob exame do procurador geral da República, for incorporado aos autos do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, o processo “só vai ser julgado em 2050”.

Que bom, hein, ex-presidente? Mas como é que um ex-presidente tão popular tem a coragem de dizer isso a um povo que gosta tanto dele, …

Ingrato.

abr
08
Posted on 08-04-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 08-04-2011


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Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas)


Deu no MSN/Estadão

O massacre na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, é destaque nos principais jornais estrangeiros nesta sexta-feira.

Muitos destacam o ineditismo deste tipo de acontecimento no Brasil, enquanto outros reproduzem trechos da carta deixada pelo atirador, Wellington Menezes de Oliveira, antes de se suicidar.

O diário ‘The New York Times’ destaca que, logo após a matança, os cariocas ‘buscavam entender’ a tragédia, na qual morreram dez meninas e dois meninos, com outros 24 feridos.

‘A violência urbana não é estranha ao Brasil, especialmente o tipo de violência nas favelas controladas pelas quadrilhas, que deram a esta cidade as taxas mais altas de homicídio do mundo. Mas pensava-se que o espectro do massacre na escola era principalmente uma aflição americana’, escreve o correspondente do jornal no Rio de Janeiro.

Na mesma linha, o diário ‘Christian Science Monitor’, de Bóston, descreveu ‘uma nação em choque diante do seu primeiro massacre escolar’.

Na Espanha, o ‘El País’ afirma que ‘os brasileiros só tinham notícia de matanças perpetradas em escolas através das reportagens do exterior’.

‘A tragédia convulsionou a todo o país por inédita’, escreve o correspondente do jornal espanhol no Rio.

Ainda na Espanha, o ‘El Mundo’ dedica uma página inteira à tragédia, sob o título ‘Dez minutos de disparos e gritos de desespero’.

‘Se é inquietante a frieza com que Wellington cometeu um assassinato após outro na mesma escola onde havia estudado anos atrás, preocupa também o conteúdo religioso da carta que deixou escrita’, afirma a reportagem do ‘Mundo’.

Na Grã-Bretanha, o jornal ‘The Guardian’ também destaca trechos da carta deixada por Wellington, que o diário considera cheia de ‘divagações’ e ‘bastante incoerente’.

Columbine ao sul do Equador

Na Argentina, o jornal ‘La Nación’ prepara um histórico de incidentes semelhantes no mundo. O da escola de Columbine, em Littletone, nos EUA, é um dos mais lembrados da lista.

No incidente, dois jovens abriram fogo contra alunos da escola antes de se suicidar em abril de 1999, deixando 13 mortos.

O mais sangrento, segundo o jornal, foi o ocorrido na universidade Virginia Tech, em Blacksburg, também nos EUA, oito anos depois de Columbine. Um estudante de origem sul-coreana matou outros 33 antes de tirar a própria vida.

Na Argentina, o ataque de um jovem de 15 anos contra seus colegas, que deixou três mortos em 2004, teria sido o primeiro deste tipo na América Latina.

‘Jamais havia ocorrido um episódio deste tipo no país; os brasileiros se assustaram e a classe política se mobilizou para tentar dar mostras de tranquilidade e assegurar que serão tomadas as medidas necessárias para evitar que uma tragédia deste tipo volte a acontecer’, escreveu o diário argentino.

Já o ‘Clarín’ entrevistou o sociólogo argentino Julio Waiselfisz, que há 12 anos faz um mapa da violência no Brasil.

O especialista diz que, apesar de inédita, a matança ‘não surpreende, em um contexto social onde as armas estão ao alcance de qualquer mão e onde a solução dos conflitos muitas vezes termina com a morte do outro’.

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