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Postado em 05-04-2011
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 05-04-2011 09:43


Verdes governistas?: “talvez sim, talvez não”
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OPINIÃO POLÍTICA

A oposição e as eleições

Ivan de Carvalho

Em que pese sua fraqueza parlamentar, além das perdas ainda previstas ou possíveis, os cinco partidos de oposição ao governo estadual com representação na Assembléia Legislativa iniciaram articulações, que talvez ainda esteja longe da fase conclusiva, para traçar uma estratégia comum de ação política, talvez a única maneira de não se perderem totalmente em atitudes e posições dispersas e inúteis.

Os cinco partidos de oposição com representação na Assembléia Legislativa são o PMDB, o Democratas, o PSDB, o PR e o PRP. A soma das bancadas estaduais desses partidos não é muito significativa, ainda mais quando se considera que em algumas dessas legendas, a exemplo do PMDB e DEM, há deputados predispostos a deixarem esses partidos e migrarem para o PSD, a ser criado e que na Bahia tem como liderança principal o vice-governador Otto Alencar.

Isso significaria, caso a migração se concretize, que esses migrantes passariam a ser formalmente governistas, eles que, por enquanto, são governistas informais – não fazem oposição ao governo, até adotam atitude simpática e somente votariam a favor se seus respectivos partidos, pelas direções estaduais, fechassem questão em relação a determinada matéria sob apreciação da Assembléia Legislativa. Neste caso, desobedecer criaria o risco de perda do mandato por infidelidade partidária.

Mas se o aglomerado de partidos oposicionistas é fraco na Assembléia (onde tem frequentemente um certo reforço do chamado “bloco independente” formado por dois pequenos partidos, PTN e PSC) e suas bases municipais foram extremamente enfraquecidas pela onda adesista que se instalou na Bahia a partir da vitória do Jaques Wagner em 2006 e se consolidou com força total com a reeleição do governador nas eleições de 2010.

No entanto, as oposições, que também sofrem da escassez de lideranças populares importantes (têm, mas raras), dispõem de um trunfo muito relevante em campanhas eleitorais – tempo farto na propaganda eleitoral “gratuita” de televisão e rádio. Esse tempo é calculado pelo número de deputados federais que cada partido elegeu. Ora, o PMDB saiu do último pleito como o segundo maior partido da Câmara dos Deputados, superado apenas (e pela primeira vez) pelo PT. O PSDB e o DEM elegeram as terceira e quarta maiores bancadas e o PR, embora com bem mais modéstia, elegeu uma bancada bastante expressiva. A do PRP é pequena.

No caso da Bahia, se acontecer de os cinco partidos oposicionistas (repetindo, PMDB, DEM, PSDB, PR e PRP) se coligarem para eleições majoritárias, tempo de propaganda não faltará para a campanha eletrônica, restando saber se os candidatos serão bons, se o governismo estará em dificuldades e se as campanhas oposicionistas serão bem feitas.

Para completar o quadro, restaria considerar que rumo tomariam os partidos que formam o bloco PTN-PSC (o PTN participa, com a Secretaria Municipal de Educação, da administração do prefeito João Henrique, do PP, em Salvador). Há ainda o PPS.

O líder (ou chefe) do partido, Roberto Freire, tinha um forte preconceito (ou conceito) contra o grupo carlista na Bahia. Mas a morte levou ACM e a seu filho Luís Eduardo Magalhães, o outro filho de ACM, ex-senador Antonio Carlos Magalhães Júnior, voltou a dedicar-se exclusivamente a suas atividades empresariais, o sobrinho de ACM, deputado federal Paulo Magalhães, mesmo ainda no DEM, está pronto a saltar para o na Bahia governista PSD de Otto Alencar.

Será que só por causa do deputado ACM Neto o preconceito (ou conceito) persistiria? E, se sim, qual seria a alternativa? Para completar, na oposição, mas em faixa própria, está ainda o Psol e, talvez sim, talvez não, o PV.

Em tempo: o que se abordou foi apenas um dos muitos aspectos que envolvem a questão das oposições e das eleições na Bahia.

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