Francelino: Que homem é este?
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DEU NA TRIBUNA DA IMPRENSA

Ao lado do caixão de José Alencar, como papagaio de pirata, a surpreendente ressurreição de Francelino Pereira, autor do célebre desabafo “Que país é esse?”

Carlos Newton

Foi surpreendente vê-lo no velório de José Alencar, no Palácio da Liberdade, ao lado de Lula, Aécio Neves, Itamar Franco, Marco Maia, Antonio Anastasia e outros políticos. Pois não é que lá estava ele, Francelino Pereira, ex-deputado, ex-“governador” biônico e ex-senador de Minas Gerais, e inteiraço, em plena forma, embora já chegando aos 90 anos, que completará a 2 de julho.

Embora os mais jovens acreditem que a frase-desabafo “Que país é esse?” seja da autoria do grande músico e cantor Renato Russo, vocalista do grupo Legião Urbana, o verdadeiro criador da famosa pergunta foi mesmo Francelino Pereira. Ao compor “Que País É Esse”, Renato Russo apenas aproveitou a antiga deixa do ex-presidente da Arena.

Nascido na pequenina cidade de Angical do Piauí, com aquela cabeça grande e chata que caracteriza parte dos nordestinos (entre os quais me incluo, inteiramente, antes que comecem a encher o saco), Francelino Pereira dos Santos chegou menino em Belo Horizonte, para onde a família se mudara.

Formou-se em Direito e Contabilidade, entrou na política e foi eleito vereador na capital, depois deputado federal, sempre pela UDN. Aderiu ao regime militar e se reelegeu pela Arena. Era presidente do partido da ditadura, em 1976, quando pronunciou a famosa frase, numa crítica aos que duvidavam da disposição do presidente Geisel de promover a reabertura política. E as críticas estavam certas, pois Geisel não fez reabertura nenhuma, pelo contrário, fechou o Congresso em 1977, criou senadores e governadores biônicos.

Com a frase, Francelino entrou para o lado folclórico da História do Brasil e se deu bem. Geisel gostava tanto dele que o fez “governador” biônico de Minas Gerais , cumprindo “mandato” de 1979 a 1983. Até hoje, continua recebendo aposentadoria como governador e segue na ativa do nepotismo político, ganhando um salário extra como “conselheiro” da estatal Cemig.

E agora aparece bem juntinho de Lula, como papagaio de pirata no velório de José Alencar. Francelino parece ser mesmo indestrutível

(Texto reproduzido no Blogbar do Fontana)

abr
01
Posted on 01-04-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 01-04-2011

Tribuna da Bahia publica hoje (1)na coluna Em Tempo, assinada pelo jornalis Alex Ferraz:

Ferocidade
em excesso

Os rugidos leoninos não caíram bem na Praça Municipal.
A vereança se doeu, chiou, e agora só quer ouvir miados.
Pois é, devagar com o andor que o santo é de barro…

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, disse que o Brasil não deve comprar títulos da dívida portuguesa no leilão que será realizado hoje.

Segundo a agência financeira Bloomberg, ao ser questionado na quinta-feira sobre a possibilidade de o Brasil ajudar Portugal com a compra de títulos, Guido Mantega respondeu: “não creio”.

Durante a visita esta semana a Portugal, a Presidente brasileira, Dilma Rousseff, disse que o Brasil “fará tudo o que for possível” para ajudar Portugal, estando disponível para negociar a compra de títulos da dívida portuguesa.

“No caso dos títulos, nós temos que cumprir os requisitos que dizem respeito ao uso das reservas do Brasil”, declarou Dilma Rousseff aos jornalistas na terça-feira, em Coimbra.

O Instituto de Gestão e Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) realiza hoje um leilão extraordinário de Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, num montante indicativo de 1.500 milhões de euros e a uma taxa média anual do cupon de 5 por cento.

(Informações do jornal português Diário de Notícias)

abr
01
Posted on 01-04-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 01-04-2011

Deu no portal TERRA

A produção industrial avançou 1,9% em fevereiro, o resultado mais elevado desde março 2010 (3,5%), segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria registrou expansão de 6,9%, acima dos 2,4% registrados em janeiro. Nos últimos doze meses, o indicador avançou 8,6%, prosseguindo com redução no ritmo de crescimento e registrou a expansão menos intensa desde agosto de 2010 (9,8%).

A elevação do ritmo da atividade industrial em fevereiro atingiu 17 dos 27 ramos industriais. A evolução do índice de média móvel trimestral também cresceu em fevereiro (0,5%), interrompendo dois meses seguidos de recuos de 0,2%.

Ainda segundo o IBGE, a indústria acumulou expansão de 4,6% no primeiro bimestre de 2011, resultado acima do índice do quarto trimestre do ano passado (3,3%). No setor de bens de consumo duráveis houve salto de 1,5% para 11,7% entre os dois períodos, e no de bens de capital, de 7,0% para 13,1%.

O segmento de bens de consumo semi e não duráveis permaneceu com desempenho abaixo da média da indústria nos dois períodos apesar de mostrar ganho entre o 4º trimestre de 2010 (1,6%) e o 1º bimestre de 2011 (2,4%). Já o setor de bens intermediários foi o único que registrou redução no ritmo de crescimento, passando de 3,9% para 2,4%.

Entre as categorias de uso, o maior crescimento de janeiro para fevereiro foi percebido nos bens intermediários, que tiveram aumento de 1,3%. Os bens de capital cresceram 0,9%. Já os bens de consumo semi e não duráveis tiveram queda de 0,2% e os bens de consumo duráveis, redução de 2,3%.

Segundo o IBGE, o crescimento da indústria na comparação ano a ano foi “influenciado não só pelo perfil de crescimento bastante disseminado entre as atividades industriais, mas também pelo efeito calendário, uma vez que fevereiro de 2011 teve dois dias úteis a mais que fevereiro de 2010”.

( Com informações da Agência Brasil )


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Maravilha das maravilhas! O que pode existir de melhor para começar uma sexta-feira, mesmo sendo um 1º de Abril ?

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
01
Posted on 01-04-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 01-04-2011


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Simanca, no jornal A TARDE (BA)


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OPINIÃO POLÍTICA

Prioridades no debate nacional

Ivan de Carvalho

Muitas coisas importantes estão acontecendo no Brasil, desde a morte, esta semana, do bravo ex-presidente da República José Alencar, da agitação política resultante das articulações para fundação de um novo partido, o PSD, até mesmo à importante, mas de certo modo hilária sagração do ex-presidente Lula como Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra, na honrosa e prestigiosa presença da presidente brasileira Dilma Roussef, que sobrevoou o Atlântico quase que só para isto.

A esse respeito do doutorado de Lula, o vice-presidente do DEM, José Carlos Aleluia, mandou carta à direção da universidade portuguesa, lamentando a distinção conferida a Lula, pois este, além de ter feito um governo nada eficaz “no setor educional”, andou se gabando em discursos que não estudou e chegou a presidente da República e que o único diploma que tinha era o de presidente. Agora, já não pode repetir essa gabolice: tem outro diploma, o de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra.

Mas os três assuntos citados no primeiro parágrafo destas linhas parece não resistirem, mesmo juntos, ao poder de atração da importante futrica que envolve o deputado-capitão Jair Bolsonaro, do PP, a cantora Preta Gil e o apresentador do programa de televisão CQC (Custe o Que Custar), Marcelo Tas. De repente, esses três parece haverem ocupado lugar mais relevante nas mentes dos brasileiros e nos espaços da mídia do que o vice-presidente que morreu, o ex-presidente que virou doutor e a presidente que governa o país.

Preta Gil, que se proclama negra e homossexual, perguntou por computador ao deputado Bolsonaro, por intermédio do programa CQC, como seria se um filho do deputado se apaixonasse por uma negra? Bolsonaro diz ter entendido que a pergunta se referia a uma paixão homossexual e bateu firme, de modo que ficou parecendo que dera uma resposta racista, que, aliás, seria praticamente inacreditável, se dada conscientemente.

Ele alega mal entendido. Não expressou qualquer outro ataque de natureza racista em qualquer outra ocasião, que eu saiba, mas não perde oportunidade de, embora reconhecendo o direito de cada um fazer sexualmente o que quiser “com o seu corpinho cabeludo entre quatro paredes”, espinafrar iniciativas, comportamentos e propostas tendentes a alargar o espaço público para o homossexualismo. “Estou me lixando para esse pessoal aí”, disse, referindo-se a quem o acusa de homofóbico.

Vai acabar num processo judicial de Preta Gil contra Bolsonaro? Nem Pensar. Ontem o baiano ACM Neto, líder do DEM e ex-corregedor da Câmara dos Deputados, disse que está “mais do que na hora” da Câmara punir o deputado Jair Bolsonaro. ACM Neto manifestou solidariedade a Preta Gil e ao movimento homessexual: “A Câmara precisa garantir o respeito às diferenças e diversidades de nosso país. Não podemos tolerar nenhum tipo de preconceito. Temos de dar o exemplo. Para isso, sou a favor que se puna este parlamentar”.

Mas as coisas não são simples assim. Mesmo dizendo cobras e lagartos de Bolsonaro, o líder do Governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, disse ontem que o caso faz parte do debate sobre o limite da imunidade da palavra dos parlamentares, garantida pela Constituição. Daí que, segundo ele, o caso deve ser discutido, não no Conselho de Ética, mas, de forma mais ampla, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Ressalvou que esta é uma posição sua e que o governo não se envolverá no assunto. Mas já está se envolvendo, na medida em que seu representante oficial Câmara o faz, enquanto Bolsonaro passa a criticar o que chamou de “kit gay para escolas de primeiro grau”. E sobre este assunto e outros correlatos falou várias outras coisas que estarão nos jornais de hoje.

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