Dilma e Lula com Alencar: Diário de Notícias/Arquivo
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DEU NO JORNAL PORTUGUÊS DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O ex-vice-presidente José Alencar morreu com falência múltipla de orgãos no dia em que a atual presidente, Dilma Rousseff, e o ex-presidente, Lula da Silva se encontram em Portugal.

Nos últimos meses, o ex-vice presidente de Lula da Silva passou muito tempo no hospital. Em Dezembro de 2010, depois de uma operação para tratar uma hemorragia digestiva, Alencar recebeu a visita de Lula da Silva e Dilma Rousseff no hospital. Nesse dia disse à recém-eleita presidente que o seu objetivo era ficar bom a tempo de assistir à cerimônia de tomada de posse, a 1 de Janeiro de 2011. Ainda se vestiu, mas a mulher convenceu-o a não ir e a seguir o conselho dos médicos.

Desde então foi internado mais quatro vezes, a última das quais ontem à hora de almoço, com uma grave obstrução intestinal. Os médicos assumiram imediatamente que a situação era grave.

O primeiro diagnóstico de cancer deu-se em 1997 e, desde então, Alencar passou por 17 cirurgias e retirou 20 tumores.

Empresário de sucesso, José Alencar foi candidato a vice-presidente na campanha de Lula da Silva, na sua terceira candidatura, em 2002. Vitoriosos, assumiram os respectivos cargos a 1 de Janeiro de 2003 e exerceram-nos até à tomada de posse de Dilma Rousseff, a 1 de Janeiro de 2011. Entre 2004 e 2006 foi ainda ministro da Defesa.

(Postado por Vitor Hugo Soares com informações do DN, de Lisboa)

mar
29


José Alencar:luta até o fim
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Deu no portal Terra

Vagner Magalhães

Direto de São Paulo

Morreu às 14h41 desta terça-feira, aos 79 anos, o empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar (PRB), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer – doença contra a qual lutava desde 1997 – e falência múltipla de órgãos. Assinam o documento o doutor Antonio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico do hospital, e o doutor Paulo Ayrosa Galvão, diretor clínico.

O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em “condições críticas”. Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Nascido em 17 de outubro de 1931, José Alencar foi o 11º filho de um total de 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. O ex-vice-presidente nasceu em um povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 mil habitantes no interior de Minas Gerais. José Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixou três filhos reconhecidos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.

Ele começou a trabalhar aos 7 anos, no balcão da loja do pai. Em 1946, aos 15, deixou a casa da família, na zona rural, para trabalhar como balconista em uma loja de tecidos da cidade. Dois anos depois, em maio de 1948, José Alencar mudou-se para Caratinga, onde conseguiu emprego como vendedor. Ao completar 18, em 1950, Alencar abriu seu próprio negócio, com a ajuda de um dos irmãos. Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros (MG), a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País.

Nos anos seguintes, José Alencar foi presidente da Associação Comercial de Ubá, diretor da Associação Comercial de Minas, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, disputou uma vaga no Senado Federal, elegendo-se por Minas Gerais com quase 3 milhões de votos. No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infraestrutura, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

Embora tenha se caracterizado como a principal voz dissonante do governo Lula em relação à política de juros ao longo dos oito anos de mandato, sua inclusão na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 foi decisiva para que o petista conquistasse o apoio do empresariado e, pela primeira vez, a Presidência do País.

A presença de Alencar foi decisiva na vitória de Lula ao angariar o apoio do empresariado, desconfiado com a possibilidade de um presidente da República sindicalista. Em 2004, Alencar passou a acumular a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa, função que exerceu até março de 2006. Em 2007, assumiu o segundo mandato como vice-presidente após ser reeleito, novamente, ao lado de Lula.

Alencar se desligou do Partido Liberal (PL) em 29 de setembro de 2005, após a crise envolvendo o nome de seu sobrinho Daniel Freitas, um dos fundadores da DNA Publicidade e falecido em 2002. A DNA, que tem como sócio o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, foi investigada por suposto envolvimento no escândalo do mensalão. Ainda em 2005, juntamente com outros ex-membros do PL, Alencar participou da fundação de um novo partido: o Partido Republicano Brasileiro (PRB).

No tempo em que ocupou o cargo de vice-presidente, José Alencar ganhou os títulos de cidadão honorário dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, do Distrito Federal e de 53 municípios brasileiros, sendo 51 deles em Minas Gerais.

Juros

Desde o início do primeiro mandato, o empresário foi voz discordante da política econômica do governo Lula, comandada então pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Mudou o titular da pasta, assumiu Guido Mantega, mas não o discurso de Alencar. Ao longo de oito anos, sua posição pela queda na taxa de juros foi tão ferrenha que se tornou uma marca registrada.

Tanto que, ao comentar o bom estado de saúde do então vice após a cirurgia de 17 horas a que ele se submeteu em janeiro de 2009 – a mais complexa que enfrentou na luta contra o câncer -, o então presidente Lula afirmou, em tom de brincadeira: “tenho certeza de que a primeira palavra dele será para pedir a redução da taxa de juros”.

Câncer

Alencar lutou contra o câncer desde 1997, quando, após um check-up, foi encontrado um tumor no rim direito e outro no estômago, retirados naquele mesmo ano. Em 2000, uma nova cirurgia retirou um tumor na próstata. Depois da remoção de outros nódulos no abdome, Alencar foi diagnosticado com câncer no intestino.

Em janeiro de 2009, ele enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar chegou a ficar internado 22 dias após a operação.

Reconhecimento de paternidade
Alencar morreu em meio a um polêmico reconhecimento de paternidade disputado na Justiça. Em julho de 2010, a Justiça de Caratinga (MG) concedeu à professora Rosemary de Morais, 55 anos, o direito de ser reconhecida como filha do empresário. Ela seria fruto de um relacionamento com uma enfermeira, na década de 50.

Alencar se recusou a fazer o teste de DNA e sua defesa contestou a decisão. Em setembro do mesmo ano, o então vice-presidente obteve no Tribunal de Justiça de Minas uma liminar para impedir o uso do sobrenome e a mudança do registro de nascimento da professora. O recurso ainda será analisado pela corte.

Leia mais no Terra sobre morte de Jose Alencar
http://noticias.terra.com.br


Dilma em Coimbra: ajuda na crise portuguesa/Reuters
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Deu no jornal português PÚBLICO

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse, hoje, em Coimbra, que o Brasil poderá ajudar Portugal a ultrapassar a atual crise económica, Ao Ao chegar ao Hotel Quinta das Lágrimas, a presidente respondeu a um repórter que perguntou sobre essa hipótese: “Poderá. O Brasil poderá ajudar Portugal como Portugal ajudou o Brasil economicamente”.

A Presidente do Brasil chegou esta terça-feira a Portugal para a primeira visita oficial a um país europeu desde que tomou posse em Janeiro. Na sua visita, que termina na próxima quinta-feira, Dilma Rousseff tem na agenda encontros com os chefes de Estado e de Governo portugueses e ainda a participação na cerimónia de doutoramento honoris causa do seu antecessor Lula da Silva, na Universidade de Coimbra.

Um dos primeiros pontos da agenda de Dilma Rousseff está marcado para esta tarde, quando visitar a Universidade de Coimbra (UC) um dia antes de assistir ao doutoramento “honoris causa” de Lula da Silva. A Presidente brasileira irá almoçar em Coimbra e depois irá fazer “uma visita privada” àquela universidade, como adiantou à Lusa uma fonte da assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A visita à UC acontece “a convite do reitor”, João Gabriel Silva.
Além do reitor, na visita Dilma Rousseff irá ser acompanhada pela vice-reitora da UC para as Relações Institucionais, Helena Freitas.

Às 10h30 de amanhã, Lula da Silva será então distinguido, na Sala Grande dos Atos, também conhecida por Sala dos Capelos, após formação do tradicional cortejo académico a partir da Biblioteca Joanina. Além de Dilma Rousseff, estarão ainda na cerimónia o Presidente da República, Cavaco Silva, e seu homólogo de Cabo Verde, Pedro Pires.

Na quinta-feira, último dia da visita oficial, a chefe de Estado brasileira será recebida de manhã no Palácio de Belém para uma reunião de trabalho com o homólogo, Cavaco Silva. Depois, Dilma Rousseff irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama. Segue-se uma deslocação até ao Palácio de São Bento, para um encontro com o ainda primeiro-ministro, José Sócrates. A agenda da Presidente brasileira termina com um almoço oferecido por Cavaco Silva .


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Não é preciso dizer mais nada. A não ser boa tarde e Deus salve Salvador.
(VHS)

mar
29
Posted on 29-03-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 29-03-2011


Neto e Imbassahy: juntando cacos
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OPINIÃO POLÍTICA

Oposições juntam os cacos

Ivan de Carvalho

Depois da devastação que sofreu nas eleições e com as adesões ao governo no período pós-eleitoral, a oposição que restou começa a tentar juntar os cacos na Bahia. Afinal, a vida continua, a política também. Mas os cacos são poucos.

Ontem, no restaurante da Assembléia Legislativa, reuniram-se o deputado federal e presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, ACM Neto e a bancada de oposição na Assembléia Legislativa. O motivo da reunião foi a articulação das cúpulas com a bancada oposicionista na Assembléia.

Mas, a comprovar que são poucos os cacos a juntar, estiveram presentes apenas nove deputados estaduais – Luciano Simões, Leur Lomanto Neto e Pedro Tavares, do PMDB, Tom Araújo, Herbert Barbosa e Paulo Azi, do DEM e Sandro Régis, Elmar Nascimento e Reinaldo Braga, do PR e Augusto Castro, do PSDB. Ao todo, 11.

Não estiveram presentes, porque estão com um pé na base governista e o outro também, Gildásio Penedo, do DEM, Temóteo Brito, Alan Sanches e Ivana Bastos, do PMDB. Os quatro deverão oportunamente ingressar no PSD, partido a ser fundado e liderado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar. O democrata Rogério Andrade, que se acreditava que permaneceria em sua atual legenda, não compareceu ao almoço. O presidente do DEM, ex-governador Paulo Souto, não compareceu. Ele parece não estar muito ligado no dia a dia da política baiana.

Sabe-se também que para o novo partido, o PSD, invenção do prefeito paulistano Gilberto Kassab e do vice-governador paulista Afif Domingos, vai, entre muitos outros, o prefeito democrata de Feira de Santana, Tarcísio Pimenta. Com isso, abre-se um leque de três prováveis candidatos a prefeito de Feira de Santana: Tarcísio Pimenta, pelo PSD, o petista Zé Neto, atual líder do governo na Assembléia Legislativa e que já disputou a prefeitura local na eleição de 2008 e o ex-prefeito democrata José Reinaldo, que tem grande popularidade no município.

Assim configurada, deverá ser uma grande e bela batalha no segundo maior colégio eleitoral da Bahia, provavelmente travada em dois turnos.

Mas, voltando ao cenário da oposição baiana, não foi somente no restaurante da Assembléia Legislativa que houve reunião. A direção do estadual do PMDB reuniu-se na manhã de ontem para discutir e fixar estratégias para as eleições municipais do ano que vem. O ex-ministro Geddel Vieira Lima esteve presente.

A estratégia principal é a de ter preparar candidaturas próprias a prefeito e vice no maior número possível de municípios, como recomendado pelo diretório nacional – e com especial ênfase nos principais colégios eleitorais baianos. Realizar debates junto às bases e agregar lideranças nos municípios em que o PMDB teve desempenho inferior ao esperado é outra medida acertada.

Um ponto destacado no encontro da bancada oposicionista com Imbassahy e ACM Neto na Assembléia foi a sucessão em Salvador. Um dos possíveis candidatos oposicionistas, o deputado ACM Neto afirmou que, unidas, as oposições são “imbatíveis” em Salvador, baseando sua afirmativa nas pesquisas eleitorais que diversos partidos já começaram a encomendar a respeito. Os “rumores” são de que ACM Neto lidera amplamente essas pesquisas.

mar
29
Posted on 29-03-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 29-03-2011


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Bello, no jornal Tribuna de Minas (MG)


Contrastes de uma cidade de 462 anos
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DEU NO PORTAL IG
http://ultimosegundo.ig.com.br

Terceira maior cidade do Brasil, Salvador completa 462 anos nesta terça-feira (29) em meio a uma crise financeira sem precedentes, que afeta a prestação de serviços públicos e a popularidade do prefeito João Henrique (PP).

A capital baiana fechou 2010 com um rombo de R$ 276 milhões em caixa, o equivalente a cerca de 10% da arrecadação do município. Ou seja, sem dinheiro para pagar obrigações financeiras de curto prazo. É a pior situação de disponibilidade de caixa entre as 17 capitais com dados finais de 2010 disponíveis no Tesouro Nacional. As que ainda não tem os dados finais de 2010 são: Boa Vista, Brasília, Cuiabá, João

Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, São Paulo e Teresina.
A situação repetiu roteiro de 2009, quando o TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) do Estado rejeitou as contas da prefeitura. Na ocasião, o órgão alertou para “sintomas preocupantes de desequilíbrio [financeiro] que poderão afetar a solvência da prefeitura”. A insolvência ocorre quando a venda do patrimônio não é suficiente para cobrir dívidas.

Multado em R$ 5.000 pelas irregularidades, o prefeito João Henrique aguarda julgamento de recurso no TCM. Se a rejeição for mantida no tribunal e na Câmara Municipal, poderá ser declarado inelegível. Já as contas municipais de 2010 ainda não foram analisadas pelo TCM.

“A situação fiscal do município está se agravando, em um momento em que há aumento de despesas gerais e de despesas com pessoal e com terceirizados”, afirma Antônio Souza, técnico do TCM. As despesas de Salvador subiram 15,3% de 2008 para 2009, mais do que o dobro do avanço da arrecadação no período, de 6,5%. Outros indicadores, como dívida e gastos com pessoal, estão dentro dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Razões do rombo

Para especialistas consultados pela reportagem, contudo, os problemas financeiros de Salvador não podem ser debitados apenas na conta do atual prefeito. Isso porque resultam também de fatores históricos, como baixa capacidade de arrecadação, descaso das elites políticas com a cidade e falta de planejamento nas gestões, apontam especialistas.

“O problema é a pobreza da população de Salvador”, destaca Sérgio Furquim, presidente do IAF (Instituto dos Auditores Fiscais) da Bahia.
Uma comparação com cidade de porte semelhante, como Belo Horizonte, ajuda a entender a situação. Embora tenha carga tributária apenas 12% superior a de Salvador, a capital mineira tem uma receita disponível 68% maior. Isso ocorre porque Salvador é mais pobre em termos absolutos: o PIB de BH é 42% maior. Com isso, a capital baiana dispõe de quantidade menor de recursos arrecadados por cidadão.
Soma-se a esse fator uma certa cultura antitributarista da cidade, avalia o cientista político Paulo Fábio Dantas, da Universidade Federal da Bahia.

“A classe média de Salvador se desenvolveu achando absolutamente normal gastar R$ 500 por mês de conta telefônica, mas considera absurdo pagar R$ 600 por ano de IPTU. Isso tem vínculo com uma falta de autoridade política do poder municipal [para promover reformas tributárias]”, diz.
Reflexos da crise

As dificuldades de caixa impactam o cotidiano da cidade, que é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e se candidatou a abrigar a abertura do torneio. Entre as conseqüências mais visíveis nos últimos meses estão a precarização de serviços públicos, como coleta de lixo e recuperação de vias, e o aumento de movimentos grevistas no funcionalismo municipal.

“Os serviços públicos estão entre regulares e ruins. As ruas estão completamente esburacadas”, avalia o urbanista Lourenço Mueller.
Desde janeiro deste ano, ao menos oito categorias de funcionários públicos municipais (servidores do Programa de Saúde da Família, Samu, guardas municipais, agentes de trânsito, servidores de Serviços Públicos e de Obras Públicas, salva-vidas e Defesa Civil) promoveram ou ameaçaram greve. Em fevereiro, a Justiça do Trabalho penhorou R$ 2,3 milhões das verbas de patrocínio do carnaval arrecadadas pela prefeitura, para pagamento de dívida de 1993.

A cidade lidera outros indicadores negativos. É campeã nacional em crescimento de homicídios entre as capitais, com avanço de 404% nos números absolutos de 1998 a 2008. Também registrou a maior taxa de desemprego (10,3%) em fevereiro entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.

Crise gera instabilidade política

As dificuldades financeiras de Salvador se refletem no campo político. Segundo pesquisa do instituto Datafolha, o prefeito João Henrique atingiu seu recorde de avaliação negativa em dezembro de 2010. De acordo com o instituto, a gestão é aprovada por apenas 18% dos soteropolitanos, contra 34% que consideram o governo regular e 45% que o avaliam como ruim ou péssimo.

Eleito em 2004 pelo PDT, com apoio do PSDB, João Henrique se aproximou do PT do governador Jaques Wagner e se reelegeu em 2008 pelo PMDB. Vivenciou forte crise política na virada do ano, quando teve as contas rejeitadas e ficou temporariamente sem secretário da Casa Civil e líder na Câmara. Deixou o PMDB trocando críticas com o grupo de Geddel Vieira Lima, que lidera a sigla no Estado, e ingressou neste mês no PP, principal aliado de Wagner. A relação com o vice, Edvaldo
Brito (PTB), é ruim.

“É difícil separar nessa crise quais são os aspectos políticos, administrativos e financeiros. O que fica cada dia mais claro é que não se trata mais de uma crise da prefeitura, mas de uma crise da cidade, de grandes proporções”, afirma Paulo Fábio Dantas.

Para o cientista político, a cidade nunca foi prioridade para as elites políticas baianas, que sempre a usaram como ponte para alcançar o poder estadual. “E o problema de João Henrique não é que ele produziu a bancarrota da prefeitura, mas o fato de ter se conduzido até aqui como se ela não existisse”, diz.

E a crise, avalia o especialista, tem “componentes explosivos”: o “agravamento drástico de uma situação financeira que vem de muito tempo, uma indigência administrativa terrível, uma ausência completa de firmeza de propósitos em qualquer direção e uma cidade desprotegida politicamente”.

Outro lado

Procurada pela reportagem há mais de um mês, a Prefeitura de Salvador não se manifestou. O primeiro pedido formal de entrevista com o prefeito João Henrique foi encaminhado por e-mail em 24 de fevereiro.
Após vários contatos telefônicos, novo e-mail foi enviado em 16 de março. A pedido da Secretaria de Comunicação, a reportagem especificou as perguntas em mensagem encaminhada em 24 de março, seguida por novos contatos telefônicos reiterando o pedido. Não houve, contudo, resposta até a noite de segunda-feira (28).


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FELIZ ANIVERSÁRIO, SALVADOR. QUE VENHAM DIAS MAIS AMENOS, GENEROSOS E FELIZES.

BOA NOITE!!!

(VHS)


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DEU NO IG

O Corinthians ainda não apresentou o atacante Adriano, mas o camisa 10 já começou a receber conselhos. Nesta segunda-feira, o recado veio de um ilustre torcedor do clube: o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

O time paulista publicou em seu site oficial um vídeo em que Lula dá os parabéns ao “companheiro” Andrés Sanchez pela contratação do Imperador. O jogador então ouve um desejo de boa sorte.

“Você sabe que futebol você tem, você sabe que depende só de você, inclusive sua volta para a seleção brasileira. Mas se você não estiver pensando nisso, pense em jogar bem para fazer os corintianos felizes”, diz Lula ao jogador.

Lula jamais escondeu sua paixão pelo Corinthians. Além dos tradicionais “pitacos”, o petista já protagonizou alguns eventos relacionados ao Timão, como receber os jogadores alvinegros após o título da Copa do Brasil, fazer uma visita ao Parque São Jorge, ser condecorado pelo clube e torcer pessoalmente logo após deixar a presidência ao comparecer “in loco” ao duelo contra o São Bernardo, no Estádio 1º de Maio, que marcou sua luta como sindicalista.

A mensagem foi promovida por Ronaldo no Twitter. “Aí, Imperador! Recado do presidente para você”, escreveu o ex-jogador, principal responsável pelo acerto de Adriano com o clube do Parque São Jorge.


DEU NO PORTAL IMPRENSA

Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA

Uma repórter do jornal baiano A Tarde se demitiu, nesta terça-feira (28), sob a alegação de que o editor-chefe da publicação, Ricardo Mendes, teria cortado trechos de sua entrevista com Ivete Sangalo sobre questões delicadas, como a crise em sua empresa e um processo trabalhista de um ex-músico de sua banda.

Em comunicado divulgado entre jornalistas, Emmanuella explicou que deixa o jornal após quatro anos e sem “uma ideia romântica” do que é a profissão “ou de que não vá enfrentar” novamente a mesma situação.

A entrevista com Ivete Sangalo, feita na última sexta-feira (25), seria publicada na Muito, revista dominical do jornal A Tarde, e seguiu as recomendações da assessoria de imprensa da cantora, que pediu à repórter que não fizesse perguntas pessoais ou que tratasse de eventuais polêmicas com outros artistas.

“Mas para mim, neste momento, publicar uma entrevista de capa, com oito páginas internas de perguntas e respostas, em que, aos olhos do leitor, não se toca em dois dos assuntos mais relevantes envolvendo a cantora (isso pelo menos nos últimos três meses) é praticar um anti-jornalismo ao qual, em quatro anos de profissão, não estou acostumada”, escreveu Emmanuella.

A repórter conta que não havia recebido qualquer recomendação de seus superiores quanto as restrições de temas com a cantora; sabia apenas que o gancho da matéria seria “o Troféu Dodô & Osmar, promovido e realizado pelo Grupo A Tarde, no qual Ivete Sangalo será mestre de cerimônias”.

Ainda que os dois assuntos sejam considerados constrangedores, a repórter afirma que Ivete Sangalo respondeu aos questionamentos de “forma paciente e educada, longe dos bastidores do show business, sem nenhum tipo de pressão, e explicou qual sua versão dos fatos, afirmando que o irmão continua à frente dos negócios mesmo à distância”.

A decisão de deixar o jornal em que iniciou sua carreira como jornalista ocorreu após o editor-chefe ter supostamente mantido seu nome na matéria, mesmo depois de a repórter pedir que o texto não fosse assinado por ela.

“Se um jornal tem em mãos um material de relevância jornalística e decide não publicá-lo para não correr o risco de ferir suscetibilidades ou atender a qualquer outro interesse que não o de informar, nada mais faz do que pôr em risco a própria credibilidade”, disse a repórter. “Da minha, eu não abro mão”, finalizou.

Procurado pela reportagem do Portal IMPRENSA, Ricardo Mendes disse que não iria comentar o caso.

O caso Aguirre Peixoto

Recentemente, o jornal A Tarde se envolveu em polêmica que extrapolou os limites do estado da Bahia ao demitir, por suposta pressão de empreiteiras, o jornalista Aguirre Peixoto, que escreveu uma série de matérias sobre crimes ambientais cometidos por incorporadoras com a conivência do governo estadual.

O jornalista acabou readmitido em regime especial após dias de estado de greve e do jornal ter perdido seu editor-chefe, Florisvaldo Matos, que deixou o A Tarde dizendo que sua decisão era de “quem tem 52 anos de jornalismo

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