Deu na coluna EM TEMPO , assinada na Tribuna da Bahia pelo jornalista Alex Ferraz.

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Considerações sobre a violência

Antes, duas ressalvas: 1) a despeito da pompa (talvez até uma certa boçalidade) do título, não sou expert em violência nem em sociologia e o que se seguirá são apenas considerações feitas em noite passada quase em claro, preocupado com parentes que demoraram de voltar para casa; 2) Nunca, jamais, defendi nem defenderei bandidos, até porque já fui vítima deles, quase fatal. O que se segue é uma tentativa de bom senso, tão somente.

Não creio que será com espasmos que resultam em verdadeiros massacres que as autoridades de segurança pública baianas conseguirão reduzir o aterrador nível de violência na Bahia. Eleger uma quadrilha – ou suspeitos, pior ainda – como alvo para “dar uma satisfação” à sociedade, matando dez pessoas sumariamente, só faz aumentar o medo. Até porque, se a solução for matar todos os bandidos, será necessário um genocídio de meter inveja a Hitler.

A sistemática prática de assaltos a banco no interior reflete uma situação que vem de décadas e que somente tem se agravado: o absoluto desaparelhamento da Polícia fora da capital, já que em 80% dos municípios o efetivo é pífio, as viaturas idem (quando funcionam!) etc.

Usar a inteligência, prender, condenar, equipar a Polícia, fazer rondas ostensivas (mas sem espancar ninguém, principalmente inocentes), estar pronta para atender aos mais “simples” chamados de emergência e, principalmente, resolver crimes, seria, do ponto de vista deste modestíssimo escriba que nada sabe sobre técnicas de segurança pública, o caminho para tornar a Polícia eficiente, respeitada, admirada, procurada. Isso, é claro, sem falar na necessidade urgente de salários dignos para os que arriscam a vida para nos defender. Seria um bom início para, quem sabe, termos uma vida um pouco tranquila daqui, quem sabe, a oito, dez anos. Ou até menos…

DEU NO PORTAL TERRA

Um jovem carioca de 24 anos foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira por atear fogo em um morador de rua no bairro Bonfim, ( região de Salvador onde está localizada a basílica mais visitada por baianos e turistas).

A polícia acredita que Thiago Menezes Rodrigues é um dos fugitivos da invasão policial no Complexo do Alemão de novembro do ano passado, no Rio de Janeiro.

Pedro dos Santos estava deitado em frente a um antigo posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quando foi surpreendido por Thiago, que jogou gasolina sobre o corpo de Pedro e ateou fogo em seguida, de acordo com a polícia.

Em depoimento, o acusado contou que o morador de rua teria roubado seu boné e feito piadas a seu respeito. Pedro foi levado ao Hospital São Jorge com queimaduras leves. Thiago permanece detido, à disposição da Justiça.

mar
01
Posted on 01-03-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 01-03-2011


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Paixão, hoje na Gazeta do Povo (PR)

mar
01
Posted on 01-03-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 01-03-2011


Afif : liberal paulista é o problema

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OPINIÃO POLÍTICA

O PSB e sua manobra paulista

Ivan de Carvalho

Luiza Erundina foi, pelo PT, a primeira prefeita de São Paulo, de 1989 a 1992 e hoje é deputada federal pelo PSB. Importante: esta é a sigla do Partido Socialista Brasileiro.

Ontem, o blog bahiaempauta.com.br destacava a seguinte frase da mal encarada, mas não antipática velha senhora de 76 anos: “Se admitir isso, o partido vai passar da esquerda para a direita. O DEM sustentou a ditadura militar, que nos impôs tortura, exílio e desaparecimentos. É uma mistura que a química não admite.”

Coitada da química, quando manipulada pelos políticos brasileiros. Então, esta ciência passa a admitir qualquer mistura. Sem censura. Erundina, que se considera uma liderança de “esquerda”, como tantas outras pessoas que da mesma forma se rotulam, talvez nem saiba explicar com clareza exatamente o que significa ser “de esquerda” ou ser “de direita”. Apenas vale assinalar que a suposta existência de uma “esquerda” pressupõe a suposta existência de uma “direita”.

Então, talvez não faça lá muito sentido a afirmação de Erundina, ao referir-se à provável ou já quase certa transmigração do prefeito paulistano Gilberto Kassab do Democratas para o PSB – via um partido-ponte a ser criado para esse fim específico – de que a absorção de Kassab pelo Partido Socialista Brasileira levaria este da “esquerda” para a “direita”. Se “esquerda” e “direita” situam-se em lugares incertos e não sabidos do espectro político, a avaliação da ex-prefeita Erundina é, no mínimo, arriscada, mas possívelmente abilolada.

Ela, na entrevista à Folha, deixa absolutamente claro que já está isolada na seção paulista do PSB e que a entrada do prefeito Kassab (com a expectativa, quase promessa de ser o candidato deste partido a governador em 2014) a deixaria numa espécie de solitária. E denuncia que a migração do Kassab do DEM para o PSB nada mais é do que uma jogada do tucano José Serra para infernizar a vida política do governador também tucano Geraldo Alckmin.

Simples: Kassab seria candidato do PSB a governador, concorrendo com Alckmin, que estaria buscando a reeleição. A parte serrista do PSDB e do DEM paulista apoiaria Kassab, já então do PSB, contra Alckmin.

Quanto ao governo federal e ao PT – que estimulam Kassab a ir para o PSDB, ao invés de para o PMDB, como ele pensara a princípio e chegara a acertar com o vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer (hoje o mais exímio engolidor de sapos da República) –, atingiriam dois objetivos convergentes. Impediriam a ressurreição do PMDB paulista, que está atualmente morto com um deputado federal e quatro estaduais e plantariam o PSB com firmeza no maior colégio eleitoral do país, fazendo deste partido o contra-peso para neutralizar o PMDB.

Ora, não vejo nada demais em o PSB acolher Kassab, um político de curta história e ideologicamente uma caixa preta. O problema é acolher gente como Afif Domingos, do DEM e vice-governador paulista, que não é mesmo de “esquerda” nem de “direita”, mas politicamente um democrata e economicamente um liberal cujo ideário (seria burro se tivesse ideologia, mas não tem) é bem conhecido. O PSB perde mesmo o rótulo de “esquerda” se acolher Afif, mas creio que Afif perde sua história, que é boa, se for para o PSB.

mar
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BOA NOITE!!!

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