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A deputada Luiza Maia (PT) demonstrou esta quarta-feira, em alguns minutos de entrevista por telefone concedida ao âncora da Rádio Metrópole Mario Kertész, que nem tudo está perdido na Assembléia Legislativa da Bahia. Ao contrário, o que ficou evidente durante a conversa surpreendente para muita gente (como revelaram vários ouvintes que entraram no ar ao vivo em seguida), foi um sopro de ânimo: uma parlamentar segura, preparada técnica e politicamente, e acima de tudo afirmativa e corajosa em suas atitudes e posições.

Governista sim, mas a impressão que ficou da conversa é que a deputada petista deveria servir de modelo não apenas para seus companheiros de partido e da frente de apoio ao governo Jaques Wagner, mas também para os membros da reduzida, frágil e vacilante atual bancada da oposição na Assembléia baiana.

Autora de um projeto para acabar com o voto secreto na Assembleia Legislativa da Bahia, Luiza Maia (PT) bateu um bolão na entrevista com Kertesz. Fez críticas severas e procedentes ao comportamento político e atuação parlamentar de muitos de seus colega. Lamentou a pouca aceitação do voto aberto e reclamou do reduzido número de projetos produzidos pela Casa e que efetivamente vão a votação.

“A Assembleia Legislativa da Bahia a está andando na contramão da vida política e da sociedade em que ela está inserida”, disse a deputada petista ao constatar que, na terça-feira (29), apenas dois projetos de autoria dos deputados foram votados. “Nós estamos vivendo um momento em que ou o Poder Legislativo retoma seu prestígio ou a gente não vai servir para nada”, afirmou.

A retomada do prestígio, segundo a parlamentar, passa pela mudança no sistema de votação. “Aqui só se vota secretamente. Acho isso uma aberração. Como é que minhas decisões eu tenho de esconder de quem me elegeu? Não consigo entender essa doidice de votar secretamente”, reclamou.

Na entrevista, a deputada disse não ter muita esperança em aprovar a mudança. Revelou que alguns deputados já afirmaram que ela está querendo aparecer com o projeto e que o voto aberto seria o retorno do “voto de cabresto”.

Os ouvintes que entraram no ar em seguida, deram razão a Luiza Maia.

PEDÁGIO

Firme, a deputada petista não fugiu de um tema que poderia parecer incômodo para uma governista: A cobrança de pedágio em estradas da Bahia. Sobre a tentativa da mudança da praça do pedágio da Estrada do Coco deputada explicou que a Concessionária Litoral Norte (CLN) disse ter perdido 30% da receita do pedágio e decidiu que a solução para recuperar o lucro seria a antecipação da praça de cobrança para os limites do Rio Joanes.

“Mas estamos fazendo pressão. Nenhuma autoridade tem direito de retirar os direitos que a sociedade conquistou com muita luta. Vai ter uma guerra em Camaçari, mas não vai tirar a praça de lá”, reagiu Luiza Maia.

Finalmente, um bom exemplo na Bahia. Para governistas e oposicionistas ao mesmo tempo. Bravo!

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da Radio Metrópole)

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