Farkas (com Guido Araujo) na Jornada de Cinema da Bahia
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O fotógrafo, produtor de cinema e diretor Thomaz Farkas, que na década de 1940 foi um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirantes, em São Paulo, iniciativa que foi um marco da fotografia moderna brasileira, morreu no fim da tarde de sexta-feira, aos 86 anos, de falência múltipla de órgãos.

A morte de Farkas entristece e abala profunda e particularmente, também, os realizadores de cinema e a cultura cinematográfica na Bahia, principalmento no campo do filmr curta metragem e do cinema documental. Thomas Farkas foi presença ativa e um dos maiores estimuladores das Jornadas de Cinema da Bahia, sempre ao lado do cineasta Guido Araujo, criador da mostra baiana nos anos 70, que virou um evento internacional.

Ele havia recebido ontem alta do Hospital Sírio Libanês, onde estava internado devido a longa enfermidade. Morreu na casa de sua família.

“Fotografia, para mim, é o melhor jeito de aproveitar a vida”, costumava dizer Farkas. Fotógrafo de origem húngara, foi amante das imagens e ajudou a trazer ao Brasil uma fotografia mais ligada à modernidade. Apaixonado pelo País, quis fotografar, filmar e registrar o que existia de identidade brasileira. Thomaz tem a paixão de enxergar o mundo através de um visor.

O Instituto Moreira Salles (IMS) inaugurou a exposição Thomaz Farkas: Uma Antologia Pessoal, em janeiro deste ano, que rendeu ainda um livro. A exposição está aberta, a princípio, até o dia três de abril.

Fotógrafo amador, amante das imagens e, talvez, mais profissional do que muitos, Thomaz tinha a paixão de enxergar o mundo através de um visor. Sua primeira câmara ele ganhou ainda criança de seu pai. A família, o bairro do Pacaembu, seus amigos foram os alvos de sua fotografia. Nascido em uma família dedicada à imagem – seus avós já tinham loja de fotografia na Hungria, a família Farkas já está na quinta geração dedicada à imagem, seja por meio da fotografia, seja por meio do cinema. Aliás a Hungria nos deu ótimos fotógrafos. Apenas para citar alguns, Brassai e Robert Capa. “Falamos uma língua que ninguém entende, então, nos comunicamos pela fotografia e pela música”, costumava brincar Thomaz.

( Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Estadão online :http://www.estadao.com.br/noticias )

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