mar
19
Posted on 19-03-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 19-03-2011

Em conferência de imprensa no Pentágono, o vice-almirante William Gortney confirmou ataque à Líbia e explicou que os mais de 100 mísseis lançados sobre o país governado por Kadaffii atingiram «mais de 20 objetivos» por toda a costa líbia.

A notícia de que os EUA e o Reino Unido lançaram a primeira onda de cerca de 110 mísseis Tomahawk sobre a Líbia, foi confirmada por um vice-almirante norte-americano.

No Pentágono, William Gortney adiantou ainda que os mísseis foram lançados a partir de navios e submarinos e atingiram «mais de 20 objetivos» por toda a costa líbia, entre os quais estavam sistemas de defesa anti-aérea.

O ataque norte-americano foi autorizado desde Brasilia pelo presidente Barack Obama, durante uma audiência privada com a presidente Dilma Rousseff.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal europeu TSF)

mar
19


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Lunik 9

Elis Regina

Composição: Gilberto Gil

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar
Momento histórico, simples resultado do desenvolvimento da ciência viva
Afirmação do homem normal, gradativa sobre o universo natural
Sei lá que mais
Ah, sim! Os místicos também profetizando em tudo o fim do mundo
E em tudo o início dos tempos do além
Em cada consciência, em todos os confins
Da nova guerra ouvem-se os clarins
Guerra diferente das tradicionais, guerra de astronautas nos espaços siderais
E tudo isso em meio às discussões, muitos palpites, mil opiniões
Um fato só já existe que ninguém pode negar, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:
A lua foi alcançada afinal, muito bem, confesso que estou contente também
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar?
O que será do mar, da flor, do violão?
Tenho pensado tanto, mas nem sei
Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar

BOM LUAR!!! E BOA NOITE!!!

(vhs)


Aparecida Torneros: homenagem às mulheres
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Bahia em Pauta recomenda a quem estiver no Rio de Janeiro este domingo, 20 de março:

A escritora e jornalista Maria Aparecida Torneros, colaboradora e amiga especial do Bahia em Pauta, fará palestra sobre o tema “A Mulher na Atualidade”, às 16 horas no auditório da Casa de España, Clube da Colônia Espanhola no Rio de Janeiro, em comemoração ao mês do Dia Internacional da Mulher.

Haverá sorteio de livros e o clube terá festejos durante todo o dia em homenagem às mulheres.

Maria Aparecida Torneros é autora dos livros “A Mulher Necessaria” e “Contra Ataque do Amor”,é profissional do jornalismo há 40 anos, e também professora universitária de Comunicação Social.

Neta de uma galega, Carmen Torneros, que emigrou para o Brasil em 1910, Maria Aparecida Torneros editou, durante a década de 80 até 93, o periódico Jornal de España, distribuído nos clubes cspanhóis brasileiros (inclusive o da Bahia, no bairro da Barra, em Salvador).

Seus livros tem abordado, entre outros assuntos, o mundo feminino, na cultura, na sociedade em geral, nas relações afetivas, na sua luta pelo lugar ao sol, pela conquista de seu próprio espaço, além de temas como meio ambiente, política, saúde, serviços e igualdade de oportunidades.

Seu próximo livro , a ser lançado ainda em 2011, é “Crônicas Frágeis para Mulheres Fortes”.

O Clube Espanhol, do Rio de Janeiro fica no bairro Humaitá, na Rua Vitório da Costa. A entrada é gratuita.
Todos lá este domingo, mulheres ou não. Bahia em Pauta recomenda. E muito!

(Postado por Vitor Hugo Soares)


Otto: À vontade com Afif Domingos
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OPINIÃO POLÍTICA

O NOVO PARTIDO

Ivan de Carvalho

As últimas decisões imediatas estavam sendo tomadas ontem para a fundação de um novo partido, a ser anunciada solenemente na segunda-feira. Seus dois principais líderes integram atualmente o Democratas e comandam politicamente a seção estadual do DEM. São eles o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o vice-governador paulista, Guilherme Afif Domingos.

Há que destacar que a Bahia é um dos estados em que o novo partido deve começar de forma mais promissora, sob a liderança do ex-governador e atual vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, que no momento está filiado ao PP e do qual só pode sair sem riscos legais se for para fundar outra legenda.

Há expectativa, na verdade, segurança, de que deputados federais e estaduais, bem como prefeitos, vereadores e lideranças políticas atualmente sem mandato devem mover-se para a seção baiana da nova legenda.

O que resta ver é a intensidade desse movimento quanto a políticos com mandato, pois a mudança para um novo partido, embora seja forma de deixar uma legenda sem perda do mandato, ainda é objeto de polêmica jurídica ou, pelo menos, de polêmica política com invocação de supostas razões jurídicas.

Otto Alencar estará bem à vontade nesse novo partido. Ele é amigo pessoal de Afif desde 1989, quando ocorreram as primeiras eleições diretas para presidente da República desde a eleição de Jânio Quadros, em 1960.

A amizade começou por uma ligação política. Afif foi candidato à Presidência da República em 1989 pelo Partido Liberal, o PL, e Otto Alencar, que era então deputado estadual e filiado ao PL, assumiu a chefia de sua campanha eleitoral na Bahia, embora na época estivesse vinculado ao grupo carlista liderado pelo PFL (hoje, DEM), que no mesmo pleito apoiou a candidatura de Fernando Collor, embora o candidato oficial da legenda fosse um ex-vice-presidente da República, Aureliano Chaves, que foi abandonado por seu partido em todo o país.

Aliás, vale ressaltar que Gilberto Kassab, principal motivador para a criação da nova legenda, foi introduzido na política justamente em 1989 e por Afif Domingos. Essa ligação política nunca foi desfeita.

O objetivo principal de Kassab é abrir espaço político para uma provável candidatura a governador em 2014, criando uma alternativa para a polarização PSDB-PT e a idéia é a de fazer isso em coligação ou mediante fusão do novo partido com o PSB, mas esta aliança com o PSB, um partido que cresceu muito nas últimas eleições, ainda é um ponto incerto.

Na Bahia, por exemplo, a senadora Lídice da Mata é receptiva, mas o secretário de Turismo e ex-deputado Domingos Leonelli não simpatiza com a hipótese. Os dois são as principais lideranças baianas do PSB.

Se não houver fusão ou coligação, o espaço político que Kassab tenta criar para sua candidatura em São Paulo pode não se tornar disponível. A não ser que outra alternativa, no presente oculta, venha a emergir. Pode ser.


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BOM DIA!!!

mar
19
Posted on 19-03-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 19-03-2011


Dilma com Obama:amabilidades/IG
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DEU NO IG

O presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido neste sábado com honrarias militares no Palácio do Planalto. O presidente americano passou as tropas em revista e, ao lado da presidenta Dilma Rousseff e da primeira-dama Michelle Obama, ouviu a execução dos hinos americano e brasileiro. Após a foto oficial, os dois líderes seguiram para uma exposição de artistas brasileiros dentro do palácio e seguiram para uma reunião privada.
A cerimônia começou um pouco mais de duas horas depois de Obama chegar, com sua família, à Base Aérea de Brasília, para começar a primeira etapa de um giro latino-americano de cinco dias que incluirá o Chile e El Salvador e foi descrito pela Casa Branca como “emblemático”.
Em sua mensagem semanal, que coincide com o início de sua primeira viagem pela região, Obama afirmou neste sábado que a aliança com a América Latina é cada vez mais “vital” para os EUA. “Sempre tivemos um vínculo especial com nossos vizinhos do sul. É um vínculo que nasce de uma história e de valores comuns, e milhões de americanos com raízes na América Latina o reforçam”, afirmou Obama em seu discurso gravado, divulgado nos EUA na manhã deste sábado.
Com sua mulher, Michelle, e as filhas Malia e Sasha, o líder americano desembarcou às 7h42 na Base Aérea depois de o avião Air Force One ter pousado às 7h31. Após o desembarque, Obama e sua comitiva seguiram para o hotel Golden Tulip, onde ficaram antes do encontro com Dilma.
Logo após a chegada à base aérea, representantes do governo brasileiro e americano assinaram dez acordos e tratados de cooperação. Entre os documentos há memorandos para o Comércio e para parcerias em grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.
Após o encontro no Palácio do Planalto, Dilma e Obama fazem uma declaração conjunta e seguem para o Itamaraty, onde encerram um encontro de CEOs brasileiros e americanos e assinam um acordo de Previdência. Em seguida, participam de almoço com empresários e outros convidados.
Por volta das 15h, Obama discursa para empresários no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-EUA, no Centro Empresarial 21. Antes de embarcar às 18h20 para o Rio de Janeiro, para a segunda etapa de sua viagem no Brasil, o líder americano participa às 17h20 de uma recepção no Palácio do Alvorada oferecida por Dilma.
*Com EFE

Mais informações no IG:
http://www.ig.com.br/

mar
19
Posted on 19-03-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 19-03-2011


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Bira, originalmente no site Charge On Line
http://www.acharge.com.br/index.htm


Lua cheia na praia de Itapoã
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Este sábado, 19, a lua cheia será a maior dos últimos 18 anos, e a chegada de Barack Obama em Brasília nada tem a ver com o fenômeno, embora alguns arautos deslumbrados possam até apregoar que sim.

Na verdade, por estar mais próxima da Terra, a lua parecerá maior esta noite. Em Salvador, apesar do tempo que amanheceu chuvoso e com céu sisudo e encoberto, haverá a partir das 18h, a Caminhada da Lua Cheia, comandada por Glauvânia Jansen há anos, mas este sábado cercada de apelo todo especial.

O diretor do Observatório Astronômico de Lisboa, Rui Agostinho, explicou ao portal europeu TSF que «órbitas circulares perfeitas não existem» no sistema solar, sendo, por isso, a excentricidade da órbita da lua «variável».

O pesquisador acrescentou que este sábado fica marcado pela «casualidade de a lua a chegar a um perigeu» em fase de lua cheia.

Há quem acredite que as fases da lua influenciam as catástrofes da natureza, mas o cientista português desfaz o mito. Ainda assim, cada um seguramente seguirá acreditando no que quiser, alguns até em poderes sobrenaturais do presidente dos Estados Unidos, o visitante Obama.

(Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSF)


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BOA NOITE!!!

mar
19
Posted on 19-03-2011
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 19-03-2011


Luto de Cristina: dor ou marketing eleitoral?
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ARTIGO DA SEMANA

POLÍTICA, CULTURA E POLÊMICA EM BUENOS AIRES

Vitor Hugo Soares

Caminhar por Buenos Aires, como fiz estes últimos dias, é respirar política, cultura e polêmica o tempo inteiro. Sempre a vi assim e segue sendo assim nesta luminosa e enigmática cidade da América do Sul a que retorno periodicamente. Enfeitiçado desde que, oriundo das barrancas baianas do Rio São Francisco, pisei nas margens do Rio da Prata pela primeira vez, há mais de 30 anos.

Primeira surpresa: de volta ao hotel depois de um passeio de reconhecimento do terreno, dentro de um táxi amarelo e preto, marca registrada do lugar, o motorista de meia idade faz ansioso ao passageiro brasileiro curioso sobre a política local, perguntas improváveis de serem feitas por um portenho até bem pouco tempo: “Como vai Lula? Por onde anda? Será que ele vem dar uma ajuda na campanha de reeleição da presidenta Cristina este ano?”.

O politizado motorista fala, evidentemente, da presidente da República, Cristina Fernandez de Kirchner, viúva do ex-presidente e ex-senador justicialista, Nestor Kirchner, que antes de sofrer o ataque traiçoeiro do coração que o matou recentemente, fincou as bases de uma tendência claramente em ascensão na Argentina destes dias: o kirchenismo. O fenômeno , uma espécie mais moderna e envernizada do peronismo sem Perón e Evita, bem à moda da família Kirchner, é reconhecido por adeptos governistas e adversários. E o jornalista o confirma a cada passo.

Na capa da última edição de “Notícias”, por exemplo, a principal revista semanal da Argentina, vê-se a impactante imagem (jornalisticamente falando) de uma espécie de esfinge de Cristina toda vestida de negro, ao fundo de um bordado de pequenas fotografias da presidente em vestimentas de luto.

“140 dias vestida de negro: El Extraño luto de Cristina”, assinala a revista na manchete de sua reportagem principal. “O uso eleitoral da dor. Os dilemas íntimos de uma viuvez prematura. O vestuário de Olivos (a residência presidencial). Plano taliban para a presidência eterna e a operação midiática do “Já Ganhou” – completa Notícias, com evidente desconforto e azedume, a sua chamada para o texto informativo, analítico, dramático e seguramente destinado a polêmicas, como é do gosto argentino.

Segundo a revista, o uso eleitoral do luto presidencial é o mínimo que pode fazer o kirchenismo para vencer a batalha eleitoral de outubro que vem. “A bateria de operações está em marcha. Uma pesquisa da consultoria Aresco, de Julio Aurélio, convenientemente amplificada pela mídia oficialista, não só tentou demonstrar que Cristina está em condições de ganhar no primeiro turno – sua intenção de votos , projetando indecisos, superaria a marca dos 50% – mas também que ela estaria largando com vantagem abissal sobre seu principal competidor, Maurício Macri (governador da Província de Buenos Aires), líder do PRO (conservador), que segundo a surpreendente medição reuniria apenas 14% das intenções de voto e estaria acima de Eduardo Duhalde e Ricardo Alfonsin, ambos patinando ao redor de 10%.”, revela Notícias.

Instigante começo de uma campanha que já saiu dos gabinetes dos políticos e dos marqueteiros, para ganhar as ruas de Buenos Aires, este ano em que os argentinos viverão votando, como registra um tablóide local. 2011 apresenta-se como um largo ano eleitoral, cuja arrancada foi dada domingo passado , com as eleições municipais em Catamarca, e se concluirá em 23 de outubro, quando se elegerão o presidente da República e o vice para os próximos quatro anos.

De volta ao começo. Diante da questão inesperada do taxista sobre Lula, a memória do ex-repórter da sucursal do Jornal do Brasil na Bahia nos anos 70, (que a exemplo do saudoso jornal impresso nem existe mais), voa de retorno ao tempo da primeira visita à capital portenha.

Então o Brasil vivia seu período mais brutal de ditadura, sob o mando do general Garrastazu Médici: um país fechado não só para seus vizinhos do continente, mas também para o resto do mundo democrático. Envolto no manto do chamado “milagre brasileiro” operado na economia por Delfim Neto e cantado em verso e prosa por seus arautos. Alguns deles ainda cantam de galo por aí, com poder no Congresso e muito prestígio no governo federal.

A Argentina daquela época, ao contrário, fervilhava de democracia. Os filmes censurados por aqui, lá eram exibidos com foco de luz néon sobre os cartazes nos inumeráveis cinemas da Lavalle e Corrientes. Os livros proibidos por cá, eram vendidos fartamente, a preço de banana, na cidade invejável para o visitante também pela fama de ter mais livraria que o Brasil inteiro.

Na política, a vibrante efervescência que tomava conta das imensas avenidas em diagonal, ruas, praças, bares, cafés e recintos públicos, na campanha eleitoral que antecipava o retorno do exílio na Espanha de Juan Domingos Peron. Os bumbos ensurdecedores no primeiro comício de Hector Campora em Santo Andrés de Gilles, com Isabelita , que voltou antes do marido, no palanque.Os grafites nas paredes de Buenos Aires convocando no provocativo estilo portenho da época: “Vuelva, Peron. Somos machos, e somos muchos”.

No outro lado, as manifestações do candidato da União Cívica Radical, Raul Alfonsin, mais densas em conteúdo dos discursos, mas não menos intensas em vibração popular, a começar pelo hino de guerra da campanha de Alfonsin, que se cantava nas ruas de Buenos na época: “Oh, luche, luche, luche/ No dejes de luchar/ Por um govierno obrero, obrero e popular”. Depois, lá e cá, vieram os terremotos, as tempestades, os desastres e a fratura irreparável de sonhos políticos e utopias existenciais. Não há espaço para dizer mais nessas linhas.

A não ser para o registro amoroso de que Buenos Aires segue linda como sempre: feiticeira, política, intensa, culta e polêmica, como nos velhos tangos ou nas páginas dos livros de Borges e Cortázar. Vale a pena ir lá. E conferir de perto.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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