Deu no jornal PÚBLICO, de Portugal

O Presidente norte-americano Barack Obama exigiu um cessar-fogo imediato na Líbia e pediu a Muammar Khadafi para obedecer ao pedido das Nações Unidas para pôr fim à violência, caso contrário poderá sofrer uma ação militar. No terreno, as forças de Khadafi continuavam, no entanto, a avançar e estavam já a 50 quilómetros de Bengasi, segundo a Al-Jazira.

“Todos os ataques contra civis devem parar”, disse Obama na Casa Branca, naquelas que foram as suas primeiras declarações sobre a situação na Líbia depois de, ontem, o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado, por 10 votos a favor e cinco abstenções, a aplicação de “todas as medidas necessária” para travar a violência na Líbia entre as forças de Khadafi e os opositores que pedem o fim do regime. A expressão “medidas necessárias” inclui uma ação militar e a resolução contou apenas com as abstenções da Rússia, China, Alemanha, Brasil e Índia. Portugal esteve entre os dez membros que votaram favoravelmente a resolução.

Obama disse que haverá “milhares” de mortos na Líbia se a comunidade internacional deixar Khadafi prosseguir com a repressão contra os opositores. “Temos todas as razões para pensar que, sem controle, Khadafi poderá cometer mais abusos contra o seu povo e milhares de pessoas poderão morrer.”

“O nosso objetivo está definido, a nossa causa é justa e a nossa coligação é forte”, adiantou Obama. “Um cessar-fogo deve ser aplicado de imediato, Khadafi deve retirar-se das cidades tomadas pelos rebeldes e a água e eletricidade devem ser restabelecidas. Isto não é negociável.”

Apesar de o regime de Khadafi já ter anunciado um cessar-fogo, os ataques contra os rebeldes continuaram nesta sexta-feira, sobretudo na cidade de Misurata.

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