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Posted on 17-03-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-03-2011


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Bud Powell Trio, sugestão para uma noite quente que pede uisquinho com gelo!
BOA NOITE
(Gilson Nogueira)

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Posted on 17-03-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 17-03-2011


Eduardo Campos: estresse em Petrolina
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Deu no Direto da Varanda, site de Chico Bruno

Cobrado pelo jornalista Magno Martins, há pouco, esta quinta-feira( 17) em Petrolina, sobre a situação das 47 máquinas paradas, sem uso algum em Serra Talhada, na sede do IPA, o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) se estressou. Acabou cometendo um equívoco, ao acusar o jornalista de estar sendo instrumentalizado pelo dono da empresa vendedora, que deseja, via mídia, receber o dinheiro que não foi pago pela compra do maquinário.

O diálogo com o jornalista foi ríspido e presenciado por muitas autoridades, inclusive o vice-governador João Lyra Neto.

– Magno, disse o governador, você está sendo instrumentalizado, bradou.

Em resposta o governador ouviu:

– O senhor está sendo injusto comigo. Não conheço e nunca ouvi falar deste empresário que vendeu as máquinas. Não sei de quem se trata. O que retratei foi o clamor do povo sertanejo contra o que está ocorrendo. O senhor acha correto que 47 máquinas estejam encostadas no sertão, região tão pobre, que precisa dessas máquinas para tantas necessidades básicas?

De pronto, o governador percebeu que havia exagerado e disse que Magno não estava fazendo jornalismo marrom. Disse, ainda, que não tinha culpa alguma pelo que estava ocorrendo em Serra Talhada. Disse que a responsabilidade era da União, que não cumpriu o convênio.

– A minha contrapartida eu dei, de 10%. Se esse negócio não for resolvido, eu vou exigir o meu dinheiro de volta, desabafou o governador.

Em seu blog, Magno Martins escreve que “só queria dizer ao governador, mais uma vez, que não sou lobista e que não me passaria por uma situação dessa, de ser instrumentalizado, porque tenho ética. O que fiz e faço é jornalismo”.

Deu no Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (17/3), no Palácio do Planalto, a cantora colombiana Shakira, que está no Brasil para uma série de shows. No encontro, a cantora deu um violão autografado para a presidenta para ser leiloado pelo Programa de Erradicação da Extrema Pobreza.

Em entrevista coletiva após a audiência, Shakira disse que elas trataram sobre políticas para as crianças pobres da América Latina, tema defendido pela Alas, fundação de artistas latino-americanos a qual representa, e manifestaram o interesse de em breve estabelecerem parceria em prol das crianças de zero a seis anos. Ela destacou a importância de se investir no atendimento e educação na primeira infância e ressaltou o papel do Brasil no continente e no mundo.

“O que defendemos na Alas coincide com a luta da presidenta Dilma. Queremos trabalhar juntas, e o Brasil é um país rico na região e de muita importância. É um momento muito positivo, temos a oportunidade histórica de erradicar a pobreza extrema”, disse.

A cantora citou ainda o fato de o Brasil ter pela primeira vez uma presidenta e disse que fez questão de cumprimentar Dilma pela iniciativa da construção de seis mil creches no país. É nesse sentido que Shakira pretende estabelecer parceria “em um futuro próximo”.

“É uma bênção que o Brasil tenha uma mulher encarregada [pela Presidência da República]. Ninguém como uma mulher para entender a necessidade das crianças”, afirmou.

A cantora pop desenvolve projetos humanitários, como o Alas, que luta pelo combate à desnutrição infantil na América Latina e no Caribe. Ela também criou, nos Estados Unidos, a Barefoot Foundation, organização que visa promover o acesso de crianças e jovens à educação de qualidade. A criação da Fundação, que tem parceria com a entidade colombiana Pies Descalzos, lhe rendeu o prêmio de Artista do Ano 2011, entregue pela Fundação da Universidade de Harvard (EUA) em fevereiro deste ano.

mar
17
Posted on 17-03-2011
Filed Under (Artigos, Claudio) by vitor on 17-03-2011


Bethania: projeto de R$ 1,3 milhão origina polêmica nacional
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Deu na revista digital Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br/ )

Claudio Leal

“É um patrulhamento idiota”. Diretor do projeto “O mundo precisa de poesia”, da cantora Maria Bethânia, o cineasta Andrucha Waddington reage, indignado e em voz alta, aos ataques à artista, que sofre críticas por ter conseguido a autorização do Ministério da Cultura (MinC) para arrecadar R$1,3 milhão através da lei de incentivo.

O debate sobre o blog esteve no topo dos assuntos mais comentados no Twitter, nesta quarta-feira, e abriu uma nova polêmica com o MinC.

“As leis de incentivo à cultura são para todos. Quem colocaria dinheiro para fazer um produto comercial com 365 vídeos de poesias? Esses projetos precisam de leis de incentivo è cultura, porque senão jamais serão feitos”, argumenta Andrucha, em conversa com Terra Magazine. Sócio da Conspiração Filmes e diretor de “Eu Tu Eles”, ele diz que cada vídeo custará R$ 3.562.

– É uma equipe que vai ter fotógrafo, produtor, maquiador, figurinista, equipamentos… Cada programa está custando R$ 3.562. São 365 programas. Um programa por dia. Trabalho de um ano. A gente vai produzir mais de 600 minutos – ou seja, o equivalente a cinco longas-metragens. No Brasil, um longa-metragem está custando entre quatro e sete, oito milhões de reais, tirando “Tropa de Elite” – afirma.

Para Andrucha, a mídia deveria falar justamente dos méritos do projeto. O cineasta insiste: há um patrulhamento contra a cantora.

– É um projeto absolutamente lindo, não entendo porque existe esse patrulhamento em cima de nomes como a Bethânia. Ela foi absolutamente atacada hoje por ser ter sido autorizada a captar (recursos) para um projeto do qual ela faz parte. Tem muita gente envolvida.

Ele afirma que não se trata apenas de “um blog”. Haverá postagens no YouTube e a divulgação do material, de junho de 2011 a junho de 2012.

– Não vejo cabimento. Esse é um projeto que não tem caráter comercial, é absolutamente cultural. É ambicioso porque é um volume de conteúdo muito grande, para trazer pro público os maiores poetas de língua portuguesa.

Nos pequenos filmes, a cantora pretende misturar música e poesia, num prolongamento da turnê do espetáculo “Bethânia e as palavras”, financiado pela Icatu Seguros. Entre os autores selecionados, o padre Antônio Vieira, Cecília Meireles, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen, o moçambicano José Craveirinha, Ferreira Gullar e Caetano Veloso. Bethânia gravaria também canções como “Dança da Solidão”, de Paulinho da Viola, e “Estranha forma de vida”, de Amália Rodrigues.

Nas gravações de cerca de dois minutos, Andrucha usará a fita beta analógica. O roteirista do blog será o antropólogo Hermano Vianna, que participou da única incursão do compositor Caetano Veloso pela blogosfera, no “Obra em progresso”, de 2008. Viana e Elias Andreato colaboram com a artista nos espetáculos poéticos.

“Bethânia e as palavras” – o gérmen do projeto polêmico – será apresentado em mais quatro capitais: Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Quem levar um livro em bom estado de conservação, terá direito a meia-entrada. As obras e 5% da renda serão doados para instituições de ensino. Há alguns anos, Bethânia realiza visitas a escolas públicas para recitar seus poetas preferidos e divulgar textos em língua portuguesa

mar
17


Tokyo sem neon:racionamento de energia/PÚBLICO
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Deu no jornal PÚBLICO, de Portugal

Em Tóquio, onde a terra voltou a tremer ontem (16), vive-se como se fosse domingo. Como se fosse todos os dias domingo. À superfície, a cidade está calma. Mas “as pessoas estão com medo”.
O pior é não saber a verdade, dizem os habitantes de Tóquio que, uma semana depois do sismo e do maremoto que criaram uma emergência nuclear, não têm dados suficientes para tomar decisões. Ainda ontem o ministro do Comércio, Banri Kaieda, anunciou que deveria ocorrer, hoje, um grande apagão no país e sobretudo em Tóquio. Horas depois, um porta-voz do Governo vinha desmentir e desdramatizar: são poucas as probabilidades de tal apagão acontecer.

Perante as incertezas, os que podem continuam a sair do país. As agências noticiosas dão conta de filas no centro de passaportes da cidade. “Subitamente começámos a ter mais pedidos, 1,5 vezes mais do que o habitual”, disse à Reuters um funcionário, Shigeaki Ohashi. E há quem chegue ao aeroporto sem reserva ou destino escolhido, optando pelo que houver para se afastar da cidade e do país até estar resolvida a crise nuclear nas centrais danificadas pela catástrofe natural – sobretudo Fukushima –, que fizeram subir os níveis de radiação na capital japonesa até três vezes mais do que o considerado normal.

As pessoas estão com medo

Um português acabado de chegar a Osaka ido de Tóquio, que fez chegar o seu depoimento ao PÚBLICO Online via Facebook, confirma os cortes de luz na capital do Japão e que as ruas estão vazias. “As pessoas estão com medo. Os estrangeiros estão apavorados e a tentar sair de Tóquio, muitos deles em direcção a Osaka”.

França e Reino Unidos anunciaram um plano de voos para retirar os seus cidadãos e os Estados Unidos aconselharam os seus a sair do país.

Apesar do desmentido do Governo, os apagões já acontecem. A capacidade da companhia de electricidade foi seriamente afetado com os danos nas centrais nucleares, explicou o ministro Banri Kaieda e ainda há 850 mil de habitações sem electricidade. (Um milhão e meio não tem água potável). A população, incitada a poupar o mais que puder, está perante um dilema: as temperaturas descem a niveis abaixo dos zero graus.

Como medida preventiva, as luzes públicas foram apagadas, transformando a paisagem de Tóquio, que está irreconhecível sem os seus néons. E a energia está sendo racionada, com interrupções de fornecimento rotativas nas províncias que compõem a cidade de 36 milhões de habitantes – a cidade esvaziou, em relação à movimentação habitual constante de milhares de pessoas, pois muitas famílias optam por abastecer-se do máximo de alimentos e ficar em casa; as empresas também permitiram que parte dos seus funcionários trabalhem a partir de casa. O número de comboios foi reduzido.

Muitas escolas forma fechadas e muitas lojas encerraram por estarem sem produtos para vender. Porém, ainda se verifica normalidade, como mostra um vídeo realizado por um espanhol que se identificou nas redes sociais como Marc e que partiu de Tóquio para Osaka por insistência da família. Diz ele que está tudo “normal” e Tóquio e o vídeo mostra uma mercearia com frutas e vegetais à venda, um homem que passa de bicicleta, crianças a caminho de uma escola em funcionamento, uma mulher a passear um cão. Marc mostra ainda a estação de comboios onde compra um bilhete sem filas e viaja num comboio que tem muitos lugares vazios. Pelo caminho, lê a revista que comprou no quiosque da estação e liga o computador.

“É como se fosse domingo”, como disse o taxista Kazushi Arisawa, de 62 anos. Um domingo permanente numa cidade onde, ontem, a terra voltou a tremer e os temores aumentam.

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Caetano:um convite inapelavel para ver a lua
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DEU NO BLOG “CEGO GUIANDO CEGO” (http://cegoguiandocego.blogspot.com/)

Românticos, vampiros, cientistas, lobisomens, bruxas e poetas de plantão:

No dia 19 de março, acontecerá o fenômeno Perigeu Lunar. É quando a lua fica no seu ponto mais próximo da Terra. Desde 1992, a lua não se aproximava tanto da Terra. O Perigeu Lunar que coincidirá com a Lua Cheia, poderá deixar nosso satélite natural 14% maior e 30% mais luminosa, principalmente ao nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.
A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter. É dito que este fenômeno está conectado com o as extremas manifestações do clima – como os terremotos, vulcões e tsunamis…

Neste momento só o que posso fazer é pensar que podemos usar a força extraordinária dessa Lua tão forte para elevarmos a nossa mente e o nosso espírito!

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DICA DO BAHIA EM PAUTA PARA O SÁBADO DO PERIGEU

Este sábado, 19, dia da Superlua no céu, a nutricionista-naturalista Glauvânia Jansen, a pernambucana mais baiana de Salvador, amiga muito especial do Bahia em Pauta ( e do editor deste site blog) comanda a Caminhada da Lua Cheia na praia de Itapoã, evento que ela criou há anos.

A caminhada sai da praia do Catussaba Itapoan e vai das 18:45 às 22 hs. “Onde você estiver a Lua cheia lhe acompanha, olhe para ela.Vai ser uma lua enorme”, diz Glau no convite para o encontro em Itapoã.

BP recomenda

(Vitor Hugo Soares )

mar
17
Posted on 17-03-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 17-03-2011


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Samuca, no Diário de Pernambuco (PE)

mar
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OPINIÃO POLÍTICA

A ameaça nuclear pacífica

Ivan de Carvalho

O grande desastre japonês ainda vai ser assunto por muito tempo, mas alguns aspectos evidentemente extrapolam os limites do importante país asiático e têm influência sobre o mundo e sobre o Brasil.
O aspecto relacionado com a energia nuclear, decorrente do incidente nas usinas de Fukushima, que a cada dia se apresenta mais grave, é um dos que terão influência em nível internacional.

O efeito principal será, até onde já se pode perceber, o de aumento da resistência à utilização da energia nuclear para geração de energia elétrica. Isto já está ocorrendo na sociedade, principalmente em organizações ligadas à preservação do meio ambiente, mas mesmo os governos ou vários deles não estão conseguindo permanecer imunes à desconfiança das populações de seus países quanto a essa forma de produzir energia elétrica.

Na Europa, principalmente, e nos Estados Unidos, os governos estão procurando, com maior ou menor empenho, uma sintonia com o sentimento de apreensão dos povos que governam. Isso é até, em parte, uma condição de preservação política desses governos. Eles não podem parecer indiferentes aos riscos óbvios do funcionamento das centrais nucleares existentes e dos programas de construção de novas.
Então, anunciam uma revisão geral das condições de segurança das usinas em operação nos países que constituem a União Européia e é claro que isso levará a semelhante revisão em todos os países democráticos europeus nos quais existam usinas nucleares. E é claro que os governos dos Estados Unidos e Canadá não poderão ficar fora dessa revisão.

É evidente também que o incidente nuclear de Fukushima retardará os planos de construção de novas usinas, pelo menos durante o tempo em que serão pesquisados quais os meios possíveis para a redução de riscos a partir da fase de construção.
Certamente muitos interessados virão com o argumento de que a energia nuclear não é dispensável, sendo, assim, obrigatória a construção de novas usinas, e, quanto aos riscos, a argumentação oficial não será apenas a de que mais cuidados de segurança serão adotados. Já está sendo alegado que a Europa, os Estados Unidos e, digamos, o Brasil, por exemplo (assim como a Rússia, a China, a Índia) não estão no nível de risco japonês de terremotos e maremotos.

Ainda que verdadeira a alegação, nem por isto é de confiança. Só para lembrar. Não houve terremoto nenhum em Chernobyl, na então União Soviética (Ucrânia), mas houve aí o pior acidente nuclear até hoje registrado. Nos Estados Unidos já houve um acidente nuclear muito grave (quatro pontos numa escala que vai até sete) e eles têm lá a Califórnia, candidata a virar Japão a qualquer momento.

Índia? Como a placa tectônica do Pacífico pressiona a placa asiática, razão dos terremotos japoneses, a placa tectônica indiana pressiona todo o tempo a placa asiática. Foi basicamente isto que em outras eras fez surgir a cordilheira do Himalaia, a maior e das mais recentes do planeta, da mesma forma que é das mais recentes a cordilheira dos Andes, na América do Sul.

Não se tem notícia de ondas de dez metros de altura, como a do tsunami recente no Japão, no litoral brasileiro (desde 1.500 D.C.). Mas as duas usinas de Angra dos Reis em funcionamento foram construídas para suportar impacto de onda de até seis metros. Só. A “divisa” entre as placas do Atlântico e da América do Sul não é próxima da costa brasileira, mas…

Mas quem já foi perguntar a elas o que podem estar aprontando? Ou quem garante que o maremoto não virá de cima, na forma de um corpo celeste de tamanho indesejado caindo no Atlântico?

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