Cristina,hoje, em Buenos Aires/Pagina 12
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Vitor Hugo Soares

Direto de Buenos Aires

Basta andar por Buenos Aires para perceber qua a campanha presindencial na Argerntina já está nas ruas.
Hoje, porem, começou a ter a cara dos Kirchner e fazer barulho típico do peronismo.Diante de milhares de militantes – cerca de 80 mil pessoas segundo cálculos de alguns especialista em manifestações públicas- convocados por kirchenistas da chamada Corrente da Militancia, sob a palavra de ordem “Todos com Cristina para seguir a mudança”, a presidente da Republica ,Cristina Kirchner, ratificou seu compromisso com o modelo economico social iniciado em 25 de maio de 2003, e pediu aos presentes que recordem seu marido “como se recorda de um militante, com alegria e compromisso “.
No estádio do Huracan, Cristina fez uma exortação especial aos “jóvens do bicentenario” a construir sua própria historia. “Se alguem pensa nos jovens que organizaram aquele 25 de maio de 1810, observará que os jóvens na Atgrntina sempre lutaram contra o jugo colonial ou as ditadura , em troca, voces tem a grande oportunidade de se incorporar a atividade política hão contra alguém mas para construir sobre as conciencias”
É como se escuta agora nas ruas de Buenos Aires, na noite desta sexta-feira, 11 de março: “A memória de Nestor Kirschner começa a empurrar Cristina para mais quatro anos na Casa Rosada ” .

(Vitor Hugo Soares, de Buenos Aires, com informações do jornal Página 12 )
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mar
11
Posted on 11-03-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-03-2011

OPINIÃO POLÍTICA

A Líbia e a primavera árabe

Ivan de Carvalho

Existe, aparentemente, um grave risco de que a chamada “primavera árabe” perca o rumo a partir do que está acontecendo na Líbia, onde o regime ditatorial de Muammar Gaddafi demonstra potencial que pode ser suficiente para vencer a rebelião de grande parte da população do país, incluindo praticamente a totalidade da população da região leste.

A perda de rumo da “primavera árabe” poderá vir exatamente pela derrota do movimento em um dos países em que eclodiu com mais força. A derrota dos rebeldes ali poderá ser um anticlímax, desestimulante para movimentos rebeldes ou simplesmente de oposição em várias outras autocracias árabes e muçulmanas não árabes, sendo destas últimas o exemplo principal o do Irã.

Já são duas semanas de protestos e conflitos sérios na Líbia, milhares de feridos e, a depender das fontes, com suas estimativas díspares e de difícil verificação, centenas ou até dois mil mortos. O movimento rebelde chegou a dominar completamente todo o leste do país, iniciando até com êxito incursões a cidades e localidades menores do Oeste, inclusive conseguindo o controle de uma cidade de média importância a apenas 50 quilômetros da capital, Trípoli.

A região de Trípoli é a base física, militar e demográfica em que se sustentam Muammar Gaddafi e seu regime, nessa fase que está sendo considerada de quase guerra civil. Aliás não vejo muita razão para o “quase”. Nessa região residem 2,2 milhões do total de menos de sete milhões de habitantes da Líbia (excluídos da conta os estrangeiros que trabalham ou trabalhavam lá).

O problema da rebelião é que o regime de Gaddafi foi apanhado de surpresa, não teve tempo de reagir e perdeu terreno, mas duas semanas depois de iniciados os conflitos o ditador parece já ter conseguido reorganizar razoavelmente suas forças, inclusive também fazendo largo uso de mercenários tão bem pagos quanto bem treinados e armados para o combate.

O regime no poder tem o controle absoluto do espaço aéreo e o está usando para bombardear objetivos estratégicos e cidades controladas pelos rebeldes. Esta semana passou a usar também embarcações de guerra para bombardear as costas com artilharia. Nessas condições, como deixava entrever o noticiário de ontem, o movimento rebelde começa a perder terreno na área militar e geográfica.

O esforço político e diplomático que os Estados Unidos, a União Européia, a OTAN e a ONU realizam para impedir um massacre dos rebeldes e tentar forçar a queda do regime poderia ser eficaz se fosse longo o prazo que esses quatro agentes citados têm atingir seus objetivos.

Mas o prazo é curto. Muito curto. Pode ser de apenas mais alguns dias, poucos dias. E a OTAN declarou-se, ontem, preparada para agir, mas advertiu que, para qualquer ação militar, precisa de uma autorização expressa da ONU.

E a ação militar sobre a qual mais se tem falado é o de estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. O que exige bombardeios prévios para destruição das defesas antiaéreas.

Os rebeldes acham insuficiente a “zona de exclusão aérea”. Eles pedem que os Estados Unidos ou a OTAN bombardeiem instalações militares do regime e aeroportos, para acabar com a superioridade militar de Gaddafi.

Ora, na ONU só quem pode dar tal autorização é o Conselho de Segurança e, neste, a Rússia e a China, que têm direito de veto, estão contra a autorização de qualquer ação militar. Aí, pela OTAN, parou. Restaria uma ação unilateral dos Estados Unidos e talvez Reino Unido. Mas não farão isto, nem fornecerão armamento e munição, nem eles nem a própria OTAN, sem saber antes com quem estão tratando. Quando e se ficarem prontos, talvez já não haja com quem tratar.

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