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Posted on 26-02-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-02-2011

Deu no site de Chico Bruno http://www.chicobruno.com.br/

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Direto da Varanda: Chico Bruno

Copa do Mundo vale a reeleição

Na sexta-feira (25), pela manhã, alguns jornais online reclamaram a falta de transparência na agenda da presidenta Dilma Rousseff.

É que Dilma abruptamente pegou o rumo de São Paulo.

Ela foi almoçar com o ex-presidente Lula e depois se reunir com Kassab e Alckmin.

Na verdade Dilma foi tratar de um assunto que lhe é muito caro, pois será o grande momento de seu governo: a Copa do Mundo de 2014.

No almoço, Dilma se informou com Lula sobre as tratativas entre o Corinthians e a Odebrecht para a construção do estádio em Itaquera, que deverá sediar a abertura do evento em 2014.

Pouca gente sabe, mas que fez o meio de campo entre o clube e a empreiteira foi o ex-presidente.

Segundo Renata Lo Prete, na coluna Painel, da Folha deste sábado, “a exemplo do que fez ontem em São Paulo, Dilma Rousseff comandará nos próximos dias outras reuniões “in loco” para discutir a Copa de 2014. Na segunda, a presidente estará no Rio com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB). Na terça, aproveitará a ida à Bahia para tratar do tema com Jaques Wagner (PT)”.

Nesta semana, a imprensa achou que o ministro do Esporte, Orlando Silva, foi ao Planalto receber um puxão de orelha de Dilma por conta de denúncias de O Estado de S.Paulo ao programa Segundo Tempo.

Na verdade, Dilma chamou o ministro para tomar pé da Copa do Mundo.

Ela queria saber a quanta andam as obras de infraestrutura nas cidades-sede.

Dilma tem a noção exata que as imagens mais marcantes de seu governo serão as da Copa do Mundo em 2014, um ano eleitoral em que Dilma poderá estar disputando a reeleição.

Por isso, abriu a oitiva sobre o ritmo das providências para a Copa do Mundo por São Paulo, cidade que deverá abrir o evento.

Com Antonio Palocci (Casa Civil) e Orlando Silva (Esporte) a tiracolo, Dilma chamou na chincha o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Cobrou dos dois providências para agilizar as obras de construção do estádio do Corinthians e também quis saber como andam as obras de infraestrutura que serão feitas pelo governo do estado e prefeitura da capital.

Na reunião Dilma apertou os parafusos de Alckmin e Kassab e garantiu que os R$ 200 milhões necessários para adaptar o estádio à capacidade exigida pela FIFA não seriam problema.

Resumo da ópera.

Dilma sabe que um tropeço na questão da Copa do Mundo de 2014 pode lhe custar à reeleição.

Por isso, fará de tudo para que a Copa do Mundo no Brasil seja inesquecível.


JN: audiência dispara em novo horário
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DEU NO COMUNIQUE-SE (Portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)
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Da Redação

Com um aumento de 19% na audiência, a TV Globo decidiu manter o “Jornal Nacional” às 20h30. O telejornal passou a ser exibido 15 minutos mais tarde, após o início do horário de verão. Segundo a emissora, o horário se adaptava aos telespectadores, que chegavam mais tarde em casa. No entanto, mesmo com o fim do horário de verão, manter o “JN” às 20h30 foi um bom negócio.

De 21 de dezembro até a última quinta-feira, o telejornal registrou 32,9 pontos no Ibope na Grande São Paulo, contra 27,6 no mesmo período há um ano (21 de dezembro de 2009 a 17 de fevereiro de 2010), quando ia ao ar das 20h15 às 20h55, informa o jornalista Daniel Castro, em seu blog no R7.

A média de televisores ligados no horário do “JN” subiu de 56,6%, para 59,3%, durante o período de 21 de dezembro de 2009 a 17 de fevereiro de 2010.

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Juazeiro(BA) e Petrolina(PE): vizinhas
e irmãs às margens do Velho Chico
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Ponto de Vista /Tribuna da Bahia

Voltando a Juazeiro e Petrolina

Consuelo Pondé de Sena

Nenhum lugar permanece inalterado senão na lembrança de quem o recorda ou revê. Tudo muda e, às vezes, é doloroso observar que não se tem controle sobre essas transformações.

Fazia muito tempo que não visitava as duas cidades vizinhas e irmãs, Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), localizadas no semi-árido brasileiro, às margens do “Rio da unidade nacional”.

Por sempre desejar rever o já visto, arrisquei-me na aventura de ir ao encalço do passado, no pressuposto de que conseguiria situar-me tranquilamente nos espaços preservados na memória. Ledo engano. “Nada do que foi será do mesmo jeito em que foi um dia”.

Mas, essa busca compulsiva e infrene sempre me conduz ao retorno, como se fosse possível deter o tempo rever as coisas do mesmo jeito.

Refletir nada custa, daí as considerações que se seguem. Embora situadas em estados diversos, as duas cidades banhadas pelo São Francisco são solidárias e cúmplices. Muitas pessoas vivem de um lado e trabalham no outro. Talvez, pelo destino comum, que as identifica, pelo rio majestoso que as separa e, ao mesmo tempo, as une, não se percebe as dissensões comuns às cidades vizinhas ou avizinhadas.

Certo é que, os naturais de cada cidade consideram sua terra natal melhor do que a outra, o que não é de estranhar, porque o sentimento de naturalidade impõe a defesa de cada território por parte dos seus respectivos habitantes.

Bem, para fazer essa visita, programada por minha prima Lígia, carioca, com alma de cigana, resolvemos fazer o trajeto pelo ar. Em confortável e novíssima aeronave, viajamos para Petrolina, na manhã do dia 24 de janeiro, alcançando-a pouco tempo depois.

Viagem agradável, céu azul, sem as terríveis turbulências que amedrontam a todos, inclusive os mais afeitos às viagens aéreas, desembarcamos leves e lépidas no aeroporto da cidade pernambucana, demandando para o Petrolina Pálace Hotel, onde ficamos hospedadas.

A última vez que havia estado em Juazeiro foi em 1992, quando do lançamento do livro “Juazeiro-trajetória histórica”, de minha autoria e de Angelina Garcez, editado pela Prefeitura Municipal daquela cidade, na gestão Joseph Wallace Bandeira, político e intelectual de rara sensibilidade. Prefaciou a obra o saudoso Professor José Calasans.

Àquela altura, para levar a efeito essa tarefa, nós, as autoras do trabalho, fomos inúmeras vezes à cidade de Juazeiro, fazendo o longo trajeto em ônibus de carreira. Na extensa estrada que conduz ao local, que desejaríamos pesquisar, íamos conhecendo vários lugares.

Podemos verificar, in loco, as agruras do meio ambiente, as dificuldades para alcançar a região, sentindo na pele o calor escaldante do semi-árido e imaginando o que é viver sob o sol causticante da região. Naquelas visitas freqüentes passamos a conviver mais de perto com pessoas acolhedoras, dentre quais destaco o casal Neide e Humberto Pereira, ele conceituado médico, colega e amigo de meu marido, Plínio Garcez de Sena.

Que saudades senti desta vez, das ocasiões em que lá estive, quando se realizavam concorridas jornadas médicas. Plínio, eufórico, reencontrava os colegas e todos nos divertíamos com as histórias do passado. Eram momentos de muita alegria e perfeita confraternização.

Não reencontrá-los, não mais estar com os amigos queridos, na acolhedora casa da Praça da Bandeira, ver vazia a morada de Neide e Humberto foi uma tristeza para mim. Para consolar-me, passei alguns minutos na Igreja de Nossa Senhora de Grotas, padroeira local, tendo a sorte de conhecer Maria Senhora, pessoa lhana e simpática, que me pôs a par dos últimos acontecimentos da velha urbe sanfranciscana.

Minha impressão foi a de que Juazeiro tem crescido desordenadamente, enquanto Petrolina vai ganhando foros de progressista cidade.

Não posso deixar de fazer referência aos bons restaurantes de Petrolina, especialmente o Maria do Peixe, o Capivara, Dona Emília e o Isaías, este último no Bodódromo, curioso e atrativo conjunto de casas de pasto, onde os pratos preferidos são o bode e o carneiro.

Depois de idas e vindas de um lado para outro, fomos conhecer a Ilha do Rodeadouro – lugar aprazível onde os moradores de ambas as margens curtem o fim de semana.

Consuelo Pondé de Sena, historiadora, escritora, cronista, dirige o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia

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26
Posted on 26-02-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-02-2011


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BOM DIA, SOB A CHUVA DO VERÃO BAIANO!!!

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O Estado desonesto

Ivan de Carvalho

O governo mandou um projeto de lei ao Congresso, fixando o novo valor do salário mínimo em R$ 545,00. O projeto, como é do conhecimento geral, foi aprovado facilmente na Câmara e no Senado pela ampla maioria governista.
Pior do que a esqualidez biafriana do reajuste proposto pelo governo Dilma Rousseff e concedido pelo Congresso Nacional é, certamente, o artigo do projeto enviado pelo Executivo que estabelece que nos próximos anos – até 2014, quando termina o atual mandato da presidente Dilma Rousseff – o valor do salário mínimo será fixado anualmente, não mais por lei, mas por simples decretos assinados pela presidente.
Inaugura-se, assim, ao que parece, uma nova figura jurídica no direito público brasileiro. Já tínhamos a Medida Provisória, um estranho invento, que vem perturbando seriamente o já complicadíssimo sistema jurídico nacional. Antes da Medida Provisória, fora inventada a Lei Delegada, instituto pelo qual o Legislativo, talvez com preguiça de cumprir seus deveres, delega ao Executivo poder para legislar sobre um determinado assunto.
Há diferença talvez importante entre Medida Provisória e Lei Delegada. Na primeira, o Executivo edita a MP, que passa a ter vigência imediata, mesmo enquanto tramita no Legislativo, onde precisa ser discutida e votada. Caso seja rejeitada, podem ser criados sérios problemas de direito e materiais, uma vez que o que estava valendo e sendo executado deixa de valer e, evidentemente, em um grande número de casos, não se pode desfazer o que foi executado. Por isto, entre outros motivos, a Medida Provisória é um aleijão jurídico, usado à larga pelo Executivo federal.
Quanto à Lei Delegada, o processo é, talvez possamos dizer assim, inverso. Primeiro, o Legislativo abre mão de sua atribuição fundamental, atribuindo ao Executivo legislar em nome dele. Então o Executivo legisla (faz uma reforma administrativa, por exemplo) e o que estabeleceu não é submetido ao crivo do Poder Legislativo, que lá no início do processo assinou um cheque em branco. A Lei Delegada, embora já haja sido uma tradição brasileira, depois superada pela Medida Provisória, também é um aleijão jurídico.
Os dois aleijões trabalham a favor da hipertrofia do Poder Executivo em detrimento do Poder Legislativo. E no caso da Medida Provisória, em que pesem os protestos, vem sendo usada em profusão e com conteúdos que extrapolam claramente seus limites constitucionais, tornando-se assim instrumento de usurpação de poder do Legislativo pelo Executivo. Infelizmente, o Congresso Nacional, até hoje, não teve a coragem de acabar com essa safadeza autoritária praticada contra ele com sua cumplicidade e graças a ela.
Agora, inventou o Executivo e o Congresso submeteu-se à fixação do valor do salário mínimo anualmente por decreto, embora na Constituição esteja expresso que tal valor será, anualmente, “fixado em lei”. Como diria o genial José Genoíno, ex-presidente nacional do PT, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Lei é lei e decreto é decreto. Mas já foi dado a conhecer (que celeridade!) um parecer da Advocacia Geral da União assegurando que, no caso, tanto faz, porque em lei o Congresso já fixou os critérios para fixação do valor e então aos decretos do Executivo sobre apenas decretar o resultado dos cálculos.
Ora, claro, não é bem assim. Pois, politicamente, o tema é furtado ao debate e votação anual do Congresso, o que só pode beneficiar o governo, nunca a oposição ou os assalariados. E, juridicamente, retira-se do Congresso a possibilidade de, a cada ano, ter a oportunidade legislativa de, querendo, modificar os critérios atualmente estabelecidos, o que mudaria, naturalmente, o resultado dos cálculos e, portanto, o reajuste do salário mínimo.
Mais um aleijão. Se o STF, que a isso será chamado, não o excluir.

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Posted on 26-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 26-02-2011


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Junião, hoje no Correio Popular (Campinas/SP)


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Sophia,o sotaque francês de uma romana sensual que canta Bossa com alma brasileira.
Boa noite!
(Gilson Nogueira
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Semana que vem Dilma vai falar na Bahia …
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…para clientela do Bolsa Família
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ARTIGO DA SEMANA

VISITA AO ANDAR DE BAIXO

Vitor Hugo Soares

Na terça-feira que vem desembarca na Bahia, em sua primeira visita oficial ao estado depois da posse, a presidente Dilma Rousseff – ou presidenta para quem preferir, sem querer jogar mais fogo na fogueira de vaidades linguísticas que cerca o assunto desde antes de receber a faixa, em 1º de janeiro deste complicado e intrigante 2011.

A expectativa é de que Dilma trará um saco de guloseimas para adoçar a boca dos habitantes do andar de baixo, a começar pelo anúncio do novo teto do pagamento do programa Bolsa Família, pedra de toque do governo na área social, apontado como crucial para a ascensão de uma mulher pela primeira vez ao posto mais elevado da Nação.

Pela programação oficial, a presidente descerá na capital para uma cerimônia de inauguração ao lado do governador Jaques Wagner (PT) e aliados. Seu destino principal, no entanto, é a cidade de Irecê, a pouco menos de 500 quilômetros de Salvador, em pleno sertão baiano.

Dilma pisará o solo de uma região emblemática de contrastes e confrontos da política e da economia no Nordeste: dos jogos mais pesados e rasteiros de poder nos períodos de chuvas ou de secas; do mandonismo aberto no tempo dos antigos coronéis e chefes políticos , das pressões e tentativas de amedrontamento feitas pelos mandantes atuais, que seguem ameaçando e tentando intimidar os que se opõem, opinam ou simplesmente informam sobre desmandos éticos, políticos ou mazelas administrativas dos poderosos da vez.

É bem o caso das pressões levadas a efeito há duas semanas pelo prefeito petista do município, que, de dentro de um hospital da cidade, ameaçava por telefone um radialista. Este, no ar, apresentava um programa de notícias e comentários de grande audiência na região, e deu informações concretas sobre o abandono do hospital público e dos programas e atendimentos de saúde em Irecê.

As ameaças do prefeito petista ao radialista para que lhe fosse revelada a fonte da informação colhida no hospital caiu na web, graças a um vídeo postado no You Tube. O elevado número de acesso acabou dando ao fato repercussão estadual e nacional na semana passada. E ainda causa tremores e muito desconforto em arraiais do PT às vésperas da visita da presidente Dilma.

A chegada da presidente (a) no Estado e na cidade governados por seu partido, está programada para acontecer exatamente dois meses depois de receber a faixa de comando do País. Dias depois de obter do Congresso sem muita conversa a aprovação do salário mínimo de R$ 545, ao mesmo tempo em que faz acenos de máxima austeridade nos gastos públicos, independência na política externa, defesa plena da liberdade de expressão e de imprensa, tudo envolto em discursos e acenos simpáticos e de linguagem agradável aos ouvidos dos habitantes do andar de cima.

Não só no âmbito da frágil e desconectada oposição, mas principalmente em setores mais nervosos e preocupados da aliança governista, já há quem enxergue semelhanças com a personagem de uma narrativa fantástica do argentino Julio Cortázar, incluída no livro “História de Cronópios e Famas”: a membro da família que tinha medo de cair de costas.

“Há anos que a família luta para curá-la da obsessão, mas chegou a hora de confessar nosso fracasso. Por mais que nos esforcemos, a tia tem medo de cair de costas; e sua inocente mania nos afeta a todos, a começar por meu pai que a acompanha fraternalmente a toda parte e vai olhando o chão para que a tia possa andar despreocupada, enquanto minha mãe se esmera em varrer o pátio várias vezes por dia, minhas irmãs apanham as bolas de tênis com que se divertem inocentemente no terraço, e meus primos apagam todos os rastos atribuídos aos cachorros, gatos, tartarugas e galinhas que proliferam lá em casa. Mas de nada adianta, a tia só resolve atravessar os quartos depois de prolongada vacilação, intermináveis observações oculares e palavras desaforadas a qualquer menino que passar por lá nesse momento”, escreve Cortazar em trecho marcante de sua narrativa impagável e exemplar.

Voltemos a Irecê, onde a presidente Dilma anuncia no dia 1º de março os novos valores para pagamento do Bolsa Família, em ato pensado para abrir as atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, e ao qual este ano o governo, por motivos óbvios, pretende emprestar relevância especial.

Dados do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome revelam que 93% dos usuários do cartão são mulheres. Por isso, o governo considera o programa crucial para melhorar a situação econômica das mulheres.

O Bolsa Família foi reajustado pela última vez em setembro de 2009. Os valores pagos hoje pelo programa variam de R$ 22 a R$ 220, dependendo da quantidade de filhos e da renda de cada família beneficiada. O valor médio pago pelo Bolsa Família é R$ 94. O valor do novo reajuste ainda não está definido. O martelo será batido em reunião da ministra de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, com Dilma Rousseff, antes da viagem para o anúncio oficial.

Olhos na Bahia, portanto, que na terça-feira Irecê – antigo bastião do carlismo no sertão, tomado agora pelo PT – vai ferver.
A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:
vitor_soares1@terra.com.br

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