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Posted on 25-02-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 25-02-2011


Cartaz:”o lugar mais seguro para
um afro-americano é o útero”
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O cartaz já foi retirado, mas esteve exposto tempo mais do que suficiente para causar polémica. Uma menina negra, de laçarote no cabelo e olhar esperto, tem por cima a frase “O lugar mais perigoso para um afro-americano é o útero” . o cartaz estava afixado na Sexta Avenida, informa o jornal português Publico em sua edição online.

No começo, segundo o diário de Lisboa, nem se compreende bem a mensagem, mas quando se lê a referência “thatsabortion.com” percebe-se que se trata de uma campanha antiaborto que foi promovida pela organização “Life Always”, do Texas.

Um dos membros do grupo, Derek McCoy, sublinhou que a proporção de abortos entre a comunidade afro-americana é alarmante. “É isso que estamos a denunciar”. Mas um conselheiro democrata de Nova Iorque, pediu que o cartaz fosse retirado e considerou-o “racista”.

O cartaz estava exposto na Sexta Avenida e a campanha era sobretudo dirigida contra as clínicas de planeamento familiar “Planned Parenthood”, que existem sobretudo nas zonas mais pobres da cidade e nas quais se verifica o maior número de interrupções voluntárias da gravidez. Segundo dados da Life Always, apesar de a comunidade afro-americana representar apenas 12,8 por cento da população é entre esta que se verificam 36 por cento dos abortos.

A porta-voz da “Planned Parenthood”, Joan Malin, considerou que a campanha “ofensiva e discriminatória”, cujo objetivo será “estigmatizar e humilhar as mulheres afro-americanas”. Mas para alguns grupos antiaborto o cartaz “espelha a verdade de forma clara”, como disse ao diário espanhol “El Mundo” Chris Slattery, da organização Mother Care Frontline. “Os dados falam por si: desde 1973 houve mais de 13 milhões de abortos entre os afro-americanos, comparando com os 2,2 milhões de mortes por doenças cardíacas e as 300 mil por acidentes ou mortes violentas.”

Um taxista afro-americano não resistiu e desviou a sua rota para tirar com o telefone celular uma fotografia do cartaz. “Vou mostrar à minha mulher, já sei que vai ficar indignada”, disse ao “El Mundo”. Agora já não teria essa possibilidade. O cartaz foi retirado por razões de segurança pública, segundo a CNN. Para hoje estava jsendo preparada uma manifestação .

(Informções de Públco, Portugal, El Mundo, Espanha e CNN, Estados Unidos)

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25


Ronaldinho ensaia para comandar Bloco
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DEU NO IG

Apaixonado por samba e futebol, o jogador Ronaldinho Gaúcho decidiu criar um bloco de carnaval em parceria com o irmão, Assis, o cunhado, Giba, e o integrante do grupo Samba Pra Gente, Leleco. Na noite de quinta-feira (24), Ronaldinho se reuniu com os músicos do grupo, em sua casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para acertar os últimos detalhes da folia.

O “Samba, Amor e Paixão” contará com a participação do grupo Revelação e dos cantores Leandro Sapucahy e Mumuzinho. O bloco irá desfilar no dia 7 de março em um trio elétrico, junto com o bloco “Isbarra Que Eu Gosto”, na praia da Barra. A concentração acontecerá no Posto 5, às 15h. Já o ensaio geral acontecerá na quinta-feira (3), no Barril 8.000, a partir das 22h.

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25


Berlusconi:”acabou se dando mal”

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

João Carlos Teixeira Gomes

Do Rio de Janeiro

A Itália é o país das maravilhas, dizia, no século XIX, o poeta Gonçalves de Magalhães, que amava as ruínas de Roma. Mas não é preciso ser poeta para concordar. Basta evocarmos o que, em termos de criação cultural, a Itália deu ao mundo desde que o Império Romano se espalhou por toda a Antiguidade Clássica.

Até o velho western nascido nos EUA ganhou uma feição “spaghetti” com as criações de Sérgio Leone, o italiano que consagrou o bang-bang com filmes magistrais como “Era uma vez no Oeste”, com a bela Claudia Cardinale. E com o mesmo pendor pelas palavras fortes e sonoras, outro italiano, um político senil, Berlusconi, criou também o que já se tornou internacionalmente conhecido como o “bunga bunga”, ou seja, as orgias sexuais do premier com belas jovens do seu vasto harém, ao qual não faltam menores de biquíni.

Só que Berlusconi, que às vezes parece herdeiro de Mussolini, acabou se dando mal. Pois não é que toda a Itália se uniu para exigir a renúncia do velho líder, que corre o risco de ser julgado por um tribunal de três circunspectas juízas? A imprensa noticiou que mais de um milhão de manifestantes encheram as ruas de várias cidades italianas exigindo a saída do D. Juan do Palácio Venezia. Dado surpreendente: não eram apenas mulheres a engrossar a massa dos iracundos. Muitos homens também lá estavam, a gritar em uníssono: “A Itália não é um bordel!”. Quem diria! Logo na Itália, cujos homens têm a fama de viver beliscando o traseiro das turistas nas ruas.

Berlusconi deve ter exagerado nas investidas galantes. Pois alguém já se esqueceu de que, ainda recentemente, um cidadão lhe atirou no rosto uma miniatura da catedral de Milão, partindo-lhe o nariz e vários dentes? Leio que as manifestantes recusam a pecha de “moralistas”, mas combatem o primeiro-ministro para “recuperar a identidade feminina esvaziada pela vulgarização”. Quer dizer, não estão contra o sexo, o que seria espantoso na Itália e num mundo de todas as permissividades, mas sim contra a banalização do sexo. Também contra o machismo enquistado no poder. Houve quem não perdesse o bom humor. Um grupo de mulheres levava um cartaz, dizendo: “Sílvio, calma, só temos inveja de não poder participar do bunga bunga!”.

Todas eram maduras, o que faz supor que não terão a menor chance: está patente que Sílvio tem clara preferência por franguinhas.

Em suma, ninguém se iluda com o poder de um grupo de mulheres decididas a acabar com os privilégios sexuais dos homens, investindo contra o que denominam de “o modelo político e cultural da linha machista e patriarcal”. Aliás, em todo o mundo e em todas as épocas, nunca se pôde duvidar do prestígio ou da imensa força das mulheres, sobretudo quando hábeis no uso da beleza ou da própria astúcia sexual. Quantas na história chegaram a derrubar governos, apear ministros, sujeitar reis e imperadores, não se furtando a recorrer ao poder das artimanhas do sexo para governar, reinar e impor sua vontade a monarcas e governantes transformados numa legião de mamulengos? É só conferir.

O mais curioso nessa história que envolve Berlusconi é que os protestos contra o bunga bunga não se limitaram à Itália, espalhando-se por Tóquio, Madri, Atenas, Amsterdã, Nova Iorque e até Honolulu! Não deixa de ser intrigante tal fenômeno, que poderia ser interpretado como uma súbita onda universal de moralismo, numa época que, em matéria de sexo e liberação dos costumes da alcova (ou fora dela) é difícil crer que ainda haja o que ocultar. Afinal, estão aí a internet, os blogs, as redes sociais, os chats, o cinema, a televisão, os big brothers da vida e toda a parafernália da comunicação social para bombardear dia e noite a sociedade com mensagens sexuais de todo o tipo, sem excluir o envolvimento publicitário maciço, a proclamar, enfaticamente, que fora do sexo não há salvação.

Em suma, toda essa odisséia envolvendo o incontrolável Berlusconi me faz lembrar a manchete da reportagem de uma revista nacional que, na década de 50, analisando as dificuldades do governo de então para controlar a crise da carne verde, simplesmente anunciou, com argúcia e sentido dúbio: “A carne é fraca, mas derruba governos”.
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João Carlos Teixeira Gomes é escritor, jornalista e membro da Academia de Letras da Bahia. É autor de “Gregório de Mattos, o Boca de Brasa”, “Glauber Rocha, esse vulcão”, “Memórias das Trevas” e “Assassinos da Liberdade”.

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25

Aumentam os receios de que hoje possa ser um dia violento entre aliados e opositores ao regime de Kadhafi, na capital da Líbia, devido à convocação de uma manifestação a favor do líder.

Milhares de pessoas estão nas ruas um pouco por todo o país. As televisões internacionais mostram imagens de Benghazi e da Praça Verde, em Tripoli, onde milhares de pessoas acabam de fazer as suas orações.

Assim que terminaram, a aparente calma que marcou o período das orações desapareceu, dando lugar a palavras de contestação ao regime de Kadhafi.

O repórter da Al Jazeera em Benghazi contava que entre os que rezavam viam-se civis com armas na mão. No sermão desta sexta-feira em Benghazi ouviram-se apelos para terminar com 42 anos de poder de Kadhafi.

Em Tripoli testemunhas contam que a capital está cercada pelas forças leais ao regime. Tanques e veículos blindados patrulham as ruas. Um habitante de Tripoli, ouvido pela BBC, contava que a maior parte das pessoas opta por ficar em casa, porque a cidade está sob cerco.

«Todos têm muito medo, o pânico está a espalhar-se», contava esta testemunha sob anonimato.

(Rute Fonseca, no portal europeu TSF)

fev
25
Posted on 25-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 25-02-2011


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Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas/SP)

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OPINIÃO POLÍTICA

Um plano para o PMDB

Ivan de Carvalho

Prossegue a guerra do governo e do PT contra o PMDB em todo o país. Aqui e ali pratica-se um ato diversionista, tendente a disfarçar o propósito central de enfraquecer o maior aliado do governo e, com isso, neutralizar eventual disposição de reação imediata.
De outro lado, o PMDB raciocina que não chegou ainda o momento de retaliar, pois a presidente Dilma Rousseff acaba de obter nas urnas o seu mandato e está, assim, protegida, além do poder inerente ao cargo que ocupa, pelo manto do apoio popular. Estes dois fatores são fortíssimos elementos para a manutenção de uma base partidária e parlamentar fiel e submissa.

Tais circunstâncias – o poder do cargo, a manifestação eleitoral muito recente e a fidelidade submissa de todos os outros setores da base parlamentar e política do governo – levam o PMDB, por sua vez, a encher-se de cautelas e não lançar desafios nem mostrar as unhas (ou garras?) antes que o governo sofra um certo desgaste, o que parece razoavelmente provável, quando se considera a herança bendita deixada pelo antecessor e com a qual a presidente terá de lidar. Mas, se acontecer, exigirá tempo.

Enquanto esse tempo não passa e o desgaste do governo não se materializa, o PMDB espera e vai se enchendo de raiva como o sapo-boi se enche de ar. Se, nessa situação, esperar demais, pode ter o mesmo destino não raro reservado ao batráquio – explodir, numa idiota autodestruição, enquanto supõe que crescer à base de um enchimento de nada vai assustar o predador.

Não assusta, porque o predador já conhece bem sua presa. Que se entregou de mãos e pés atados na presunção, alimentada à base de promessas que não se cumprem, de que seria um participante privilegiado do poder, do qual este não poderia prescindir, enquanto ele, o PMDB, poderia ameaçar, chantagear, rebelar-se, até passar para o outro lado, juntando-se a Aécio Neves e sua candidatura a presidente.

Aliás, passar para o outro lado exigiria ao PMDB renunciar às “boquinhas” que o governo do PT lhe tem permitido ocupar, o que não fará facilmente nem sem uma dolorida emoção. Mas não só isto.
A outra grande dificuldade de passar para o outro lado, composto pelo PSDB, Democratas e PPS, além, supõe-se, do PV e do Psol, é que esse outro lado saiu muito fragilizado das urnas e está ensaiando, pelo menos no PSDB e no DEM – as peças principais –, guerras civis. Além disso, parece impossível que o PMDB demonstre, numa eventual passagem para o “outro lado”, a impecável unidade com que se apresentou na votação do salário mínimo proposto pelo governo na Câmara dos Deputados.

E enquanto o PMDB espera para ver o que mais de cargos de segunda ou terceira classe lhe será concedido, bem como o momento propício para demonstrar sua insatisfação em alguma ou algumas votações no Congresso, até o que o partido ia conseguindo por sorte ou esforço próprio lhe foi tirado.

Para ser mais claro: Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo – maior cidade do Brasil e terceiro maior orçamento público do país – vai deixar o DEM e combinara com o ex-presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, que é do PMDB paulista, ingressar na sessão estadual do partido para ser candidato a governador em 2014. O PMDB foi destruído em São Paulo, não tem sequer um deputado federal e só tem um estadual. Orestes Quércia morreu. Kassab, talvez, para o PMDB paulista, (meu Deus dos céus) a ressurreição e a vida. Aí a presidente Dilma pediu a ele para esquecer o PMDB e ingressar no PSB. Deverá ser atendida, do que estão à vista todos os sinais.

É preciso mais do que isto para ter certeza do que o governo e o PT planejam para o PMDB?

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