fev
21


Kadafi: “covardes da mídia”/PÚBLICO
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DEU NO IG

Em meio à tensão e à pressão de manifestantes e autoridades líbias que pedem sua renúncia, o presidente líbio, Muamar Kadafi, apareceu rapidamente na TV estatal na noite de segunda-feira para anunciar que ainda está no poder.

O líder quis deixar claro que não havia fugido do país e negou rumores. “Estou em Trípoli e não na Venezuela. Não acredite nesses covardes na mídia”, falou, dentro de um carro ao lado de um prédio em ruínas, por volta das 2h de terça-feira (horário local).

Mais cedo nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, havia dito que Kadafi estava a caminhho de Caracas, capital da Venezuela.

A aparição de 40 segundos ocorreu depois de ataques de aviões de guerra e helicópteros em Benghazi, segunda maior cidade do país, dominada pelos manifestantes da oposição. De acordo com testemunhas, as forças de segurança tinham como alvo opositores. O governo líbio, no entanto, nega que os civis tenham sido alvo. O filho de Kadafi, Saif Al-Islam Kadafi, disse que os alvos eram depósitos de armas em áreas remotas.

A emissora de TV árabe Al-Jazeera afirmou que, segundo diversas testemunhas, aviões da Força Aérea líbia bombardearam alguns locais da capital. “O que estamos testemunhando hoje é inimaginável. Aviões de guerra e helicópteros estão bombardeando indiscriminadamente uma área depois da outra. Há muitos, muitos mortos”, disse um morador ouvido pela Al-Jazeera.

Mais cedo, dois jatos da Força Aérea da Líbia pousaram em Malta. Segundo a Reuters, os pilotos disseram à autoridades do país que tinham sido ordenados a bombardear manifestantes. Eles teriam se recusado a realizar a tarefa e um deles teria pedido asilo político.

Também há relatos de que militares estariam atirando contra manifestantes em Trípoli. A imprensa internacional tem dificuldade de confirmar as informações dadas por testemunhas por causa de um bloqueio imposto pelo governo líbio: jornalistas do exterior não podem entrar no país e o acesso à internet foi quase totalmente derrubado.

EUA

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou a repressão na Líbia e disse que o governo é responsável pelos direitos dos manifestantes. “O governo da Líbia tem a responsabilidade de respeitar direitos universais do povo, incluindo o direito de liberdade de expressão. É hora de parar o inaceitável derramamento de sangue. Estamos trabalhando com amigos e parceiros ao redor do mundo para conduzir essa mensagem ao governo líbio”.

fev
21


Banda de Ipanema: “Até parece
que estou na Bahia”

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MARIA OLÍVIA

Te cuida, Salvador!

Final de tarde de sábado, 19, a Banda de Ipanema partiu para seu
segundo desfile deste ano, o primeiro aconteceu dia 12. Milhares de
foliões se reuniram na Praça General Osório, em Ipanema em clima de
descontração, alegria e deboche.

A famosa banda de um dos bairros mais charmosos do Rio de Janeiro
completa 47 carnavais. O desenho da camisa de 2011 é dos irmãos Chico
e Paulo Caruso, que são padrinhos do bloco neste ano. Vale ressaltar
que a flor desenhada por Oscar Niemeyer na camisa 2010 será utilizada
todos os anos.

Desde sempre, a Banda de Ipanema faz uma homenagem ao centenário de
nascimento dos grandes nomes da música brasileira. Este ano a
homenagem vai para Assis Valente, José Maria de Abreu, Mario Lago,
Nelson Cavaquinho, Pedro Caetano, Peterpan e Sinval Silva.

Conhecida por receber muitos drag queens e travestis, a Banda de
Ipanema acolhe todos os tipos de público e segue arrastando multidões
pelas ruas do bairro.

O bloco foi criado pelo agitador cultural Albino Pinheiro e a Turma do
Pasquim, em 1965, durante a Ditadura Militar. Eles apelavam para a
irreverência e faziam criticas ao regime de opressão. No próximo
sábado, 26, tem repeteco e mais no sábado e terça-feira de carnaval,
prepare a passagem e a fantasia, vale a pena. E um detalhe, ele não
tem corda, porque tem coração, como disse Valtinho Queiroz em famosa
canção em homenagem ao saudoso Bloco do Jacu.

Maria Olívia é jornalista

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João cai nos braços do ministro Negromonte
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Recusado primeiro pelo PT do governador Jaques Wagner e, depois, pelo PV de Marina Silva, o prefeito João Henrique achou finalmente um caminho para a sua rota de fuga do PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Acaba de aceitar o convite do ministro das Cidades, Mario Negromonte, e do deputado João Leão, para ingressar no PP. Conveniente, não?

Veja detalhes na matéria publicada no portal da Rádio Metrópole, que Bahia em Pauta reproduz

(Vitor Hugo Soares)
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DEU DO PORTAL DA RÁDIO METROPOLE-SALVADOR:

O prefeito João Henrique recebeu esta segunda-feira (21) o convite formal para ingresso no Partido Progressista (PP). O convite foi feito e aceito durante reunião no Palácio Thomé de Souza. Segundo a assessoria do prefeito, João Henrique ingressará no PP formalmente no dia 12 de março.

Estiveram no encontro outros filiados ao PP, como o ministro das Cidades, Mário Negromonte, o deputado federal João Leão, os deputados estaduais Mário Júnior e Cacá Leão e o secretário regional do PP, Jabes Ribeiro. “É um quadro muito importante para o partido, o prefeito da terceira maior cidade do país. Somos o terceiro maior partido em votos da base aliada do governo federal e o segundo da base aliada do governo estadual . O governador da Bahia tem ciência desta filiação e está contente”, afirmou o ministro Negromonte.

“É muito importante o entrosamento das três esferas governamentais para as obras necessárias para a Copa do Mundo. Além disso, é uma honra me filiar ao PP, que tem experiências exitosas de administrações municipais”, frisou JH. Na Bahia, o PP conta com 50 prefeitos e em nível nacional com 44 deputados federais e 5 senadores.


Bispos contra donos do poder no Maranhão
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Deu no blog ComContinuação, de Felipe Klamt
http://www.comcontinuacao.blogspot.com/

Os bispos do Regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, distribuíram ontem, nas missas do domingo nas igrejas do Maranhão, uma forte nota contra o governo estadual (conduzido por Roseana Sarney)e os grupos de políticos e de empresários que sustentam há mais de quarenta anos a oligarquia Sarney.

“Está na hora de se fazer uma inversão de prioridades e valores também em relação ao papel do Estado e de seus representantes”.Nesta frase os bispos de Bacabal, Zé Doca, Balsas, Grajaú, Imperatriz, Carolina, Brejo, Pinheiro, Coroatá, Viana, Caxias e São Luís sintetizam a rejeição e revelam a determinação de enfrentar os usurpadores do povo maranhense.

O texto foi construído entre os dias 12 e 14, no encontro dos bispos da Regional Nordeste 5, realizada na cidade de Carolina, trazendo a radical cobrança de mudança na relação do governo com a população. Pelo conteúdo os bispos demonstram a insatisfação do clero com o governo de Roseana Sarney.

“A história do Brasil – na qual se insere a história do Maranhão – tem sido marcada pela apropriação por parte de pequenos grupos, mediantes influências políticas e corrupção ativa daquilo que pertence a todos. Esses pequenos grupos fazem do bem público um patrimônio pessoal”. O longo texto ainda não foi publicado no site da CNBB.

fev
21

O clima de tensão na Líbia fez com que o preço do barril de petróleo, negociado em Londres, tenha chegado perto dos 105 dólares. O novo máximo desde 2008.

A alta dos preços tem a ver com os confrontos que ocorrem na Líbia, o principal produtor de petróleo africano.

A BP já deixou de operar no país e vai retirar de lá todos os seus tralhadores. A petrolífera norueguesa Statoil também começou a fazer preparativos para retirar da Líbia famílias expatriadas e funcionários não-essenciais.

(Informações do Diário de Notícias, de Portugal)


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Manhã de Carnaval

Luiz Bonfá e Antonio Maria

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
Nas cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus
Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz na manhã
Desse amor
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Pronto, Manhã de Carnaval, na voz e violão de Nara ( Eterna ) Leão, para começar a semana.

(Gilson Nogueira)

fev
21


Temer: proposta de reforma
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OPINIÃO POLÍTICA

REFORMA POLÍTICA

Ivan de Carvalho

A tão reclamada, por tantos, a reforma política foi novamente posta em lugar de destaque no debate. Nos últimos dias, muito se tem falado nela. O que não chega a ser uma garantia de que acontecerá em futuro próximo, pois há anos que a adoção de tal reforma é discutida e a nada se chegou.

O vice-presidente da República, Michel Temer, ex-presidente da Câmara dos Deputados e do PMDB, apresentou esta semana ao seu partido uma proposta de reforma político-eleitoral cujo ponto mais importante é a criação de um sistema apelidado de “distritão”.
Neste sistema, cada unidade da Federação (Estados, Distrito Federal) constituirá um distrito eleitoral e elegerá um certo número de deputados federais e estaduais, segundo critérios legalmente fixados. Serão eleitos, em cada “distritão”, os candidatos mais votados, em ordem decrescente até o preenchimento do total do número de cadeiras a serem ocupadas na Câmara dos Deputados, na Assembléia Legislativa ou na Câmara Legislativa (caso do Distrito Federal). Isto ocorreria independentemente dos partidos a que estejam filiados e pelos quais concorram os candidatos.

O bom na proposta de Temer é que ela assegura o princípio do primado da maioria, isto é, elegem-se realmente os mais votados. No sistema atual, rotina elegerem-se parlamentares com votações muito inferiores às de outros candidatos que não conseguem conquistar os mandatos que buscam por causa da fórmula de cálculo adotada pelo legislador. Às vezes são eleitos deputados com votações irrelevantes, até ridículas.

Mas a proposta de Michel Temer sofre uma crítica que quase certamente irá inviabilizá-la. Ela quase acaba com os partidos. Ao contrário do que ocorre hoje, o candidato não dependeria em absolutamente nada da soma de votos de seu partido ou da coligação em que este esteja inserido. Então, nesse ponto, os partidos perdem a função e este é um caminho para inverter a tendência, recente no Brasil e praticamente imposta por interpretações do TSE e STF, de reforçar o poder dos partidos.

Uma vez excluída a proposta apresentada por Temer, restam ainda três hipóteses de reforma político-eleitoral, sem contar a hipótese, que seria tolice desconsiderar, de permanência do atual sistema.

1. Voto em lista. Cada partido (ou coligação?) faria uma lista de candidatos e os eleitores votariam na lista, não em qualquer candidato individualmente. O número de votos obtidos por cada lista daria o número de cadeiras de cada partido. E elas seriam ocupadas pelos candidatos listados, começando pelo que encabeça a lista e “descendo” até que todas as cadeiras obtidas pelo partido sejam preenchidas. Críticas fortes a este sistema: a) pelo menos nos primeiros tempos, haveria uma espécie de ditadura de fato das cúpulas partidárias e depois essa ditadura passaria a ser exercida pelos delegados à convenção; b) o eleitor, definitivamente, perderia o poder de escolher o indivíduo em quem votar para deputado (e, presumo, também para vereador).

2. Voto distrital. Um sistema majoritário de eleição de parlamentares que tem dado certo em vários países, entre eles Reino Unido e Estados Unidos, mas que não será aprovado no Brasil, em futuro previsível. Eleitos pelo sistema oposto, o proporcional, os deputados são refratários à extinção do sistema que os colocou lá e adoção de seu avesso.

3. O sistema misto, em que haverá distritos eleitorais, mas o voto proporcional coexistirá com isto. Cada unidade federada seria um “distritão” e metade de sua bancada seria eleita por esse “distritão”, segundo lista pré-ordenada pelo partido (ou coligação?). A outra metade da bancada seria eleita pelo voto proporcional, como hoje. Esta última hipótese parece estar ganhando terreno – é que o PT é a favor da lista, o PSDB é a favor do voto distrital, e o PMDB pode, talvez, arrastar PT e PSDB para o sistema híbrido dessa terceira hipótese.

fev
21
Posted on 21-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 21-02-2011


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Sinfrônio , no Diário do Nordeste(CE)

Sinfrônio foi feita originalmente para o Diário do Nordeste (CE)

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