Fátima pisa no pé de João/TM

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DEU NO TERRA MAGAZINE

O terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, centenário e célebre entre os locais de culto do candomblé de Salvador , é o cenário da entrevista (mais uma destinada a dar muito o que falar) da primeira dama do estado da Bahia, Fátima Mendonça, à revista digital Terra Magazine, postada esta quarta-feira, 16.

A reinauguração das Casas de Iemanjá e Oxalá , com a presença da ministra da Cultura, Ana de Holanda , ofereceu o motivo para o encontro, pois no ambiente também estava o repórter Bob Fernandes, Editor-chefe de Terra Magazine, paulista de nascimento e baiano honorário, com título recebido da Assembléia Legislativa .Um gancho jornalístico e tanto, que Bob não deixou escapar.

O resultado da conversa entre a primeira dama e o repórter está no Terra Magazine . Mulher do governador Jaques Wagner (PT), filiada ao Partido Verde, Fátima parece enfeitiçada pela tentação de substituir João Henrique Carneiro, do PMDB, na prefeitura de Salvador nas eleições municipais de 2012.

Casada com o governador, esse é um dos obstáculos – no caso, legal – para que ela se decida a ser ou não candidata à prefeitura de Salvador num momento em que o prefeito, João Henrique, dispensaria maiores desqualificações Mas Fátima pisa no pé do ocupante do palácio Tomé de Souza: “O prefeito de Salvador é medíocre”.

Tem mais, muito mais na conversa. O suficiente não só para abastecer o noticiário político e promover polêmica em muitos arraiais pelos proximos dias, mas também para azedar a convivência de Jaques Wagner e João Henrique, que hoje estão juntos em Brasília.

Bahia em Pauta publica trechos da entrevisrta em TM. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Bob Fernandes

De Salvador (BA)

O centenário e célebre terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, guiado pela venerada “Mãe Stella”, é o cenário. A reinauguração das casas de Iemanjá e Oxalá é o motivo para o encontro. Ali estão a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o governador da Bahia, Jaques Wagner, cinco deputados federais, secretários de estado e dirigentes do Patrimônio Histórico. Mas é a Maria de Fátima Mendonça, a Fatinha, que se dirigem filhos e filhas de santo, o “povo do candomblé”. Ela, de vestido branco no dia de Oxalá, ouve a cada passo:

– Tá na hora de uma mulher… é sua vez, Fatinha… chega desses caras, agora é você… seja a prefeita, Fatinha… é Dilma lá e você aqui…

Fátima Mendonça, filiada ao PV, é casada com Jaques Wagner, o governador, e esse é um dos obstáculos – no caso, legal – para que ela se decida a ser ou não candidata à prefeitura de Salvador num momento em que o prefeito, João Henrique, dispensaria maiores desqualificações.

Além dos tradicionais índices de miséria e desemprego, da sujeira, abandono, do desrespeito ao bom senso e às leis, a transformação da cidade num pasto para apetites imobiliários fala por João Henrique e sua Era. Um tempo que marca negativamente a história de Salvador e que irá custar caro, muito caro à cidade.

É nesse ambiente de desesperança e de morda mais quem puder morder que, depois de notas na mídia aqui e ali, começa a se alastrar o zum-zum-zum sobre a hipótese da candidatura Fátima Mendonça à prefeitura de Salvador.

Enquanto advogados e políticos discutem se ela pode ou não ser candidata, Terra Magazine foi ouvi-la a respeito, uma vez que a simples irrupção da hipótese já diz muito.

– Eu sou uma esperança – resume Fátima Mendonça, a Fatinha.

Já há mais de uma década, a Bahia mergulhou num estado de estagnação, de mediocridade cultural segundo definição do antropólogo Antonio Risério. Somem-se a isso os índices econômicos de Salvador, a miséria e a degradação na cidade e é possível entender o porquê da sôfrega busca por “uma esperança”.

Fátima Mendonça, a Fatinha, não tem, como ela mesma reconhece, “papas na língua” e costuma dizer o que pensa, sente. Não por outro motivo o marido, o governador Jaques Wagner, escaldado, responde quando perguntado sobre a possível candidatura da mulher:

– Somos um casal harmônico, mas somos, ao mesmo tempo, duas individualidades.
E quanto à questão legal?

– Há visões divergentes, tem quem entenda não ser possível, tem quem entenda ser perfeitamente legal – já disse o governador a amigos.

E Fátima Mendonça será candidata prefeita de Salvador?
Esta pergunta já foi feita ao próprio Wagner por, pelo menos, dois grandes interessados. Um deles o prefeito João Henrique e o outro o deputado federal Nelson Pellegrino, do PT, que não esconde o desejo de novamente se candidatar.

A construção da candidatura de Fátima seria árdua mesmo no campo oficial e é evidente que a palavra do governador é decisiva, mas, vista a questão por outro ângulo, o simples murmurar das ruas sobre a alternativa amplia o raio de ação de Jaques Wagner e dá a ele condições de pilotar ainda mais o ritmo do processo. Afinal, ao menos dentro do espectro da aliança governista, que outro postulante há de se precipitar enquanto persistir a hipótese Fátima Mendonça?

Ao longo desta conversa com Terra Magazine, Fátima Mendonça começa por elencar as dificuldades; legais, conjunturais, mas logo em seguida diz sentir, no mesmo murmurar das ruas, a comichão, a dúvida que faz avançar. É ela mesma que se pergunta:

– Será, Maria de Fátima, que sua missão é essa?
Enquanto o carro oficial avança por avenidas onde vicejam atestados de avacalhação imobiliária, Fátima incorpora o papel de candidata. E, para tanto, não poupa o prefeito João Henrique, eleito pelo PMDB, aliado do governo no início, alavanca de Geddel Vieira Lima na eleição municipal de 2008 e agora, como a cidade, perdido no limbo. Sem partido, sem projeto algum. Salvo… Fátima Mendonça com a palavra:
– …ele (João Henrique) fica nessa coisa, nessa conversa… e, no fundo, no fundo, eu… ele sabe o que é que ele quer…
(Sabe. Ele e a cidade inteira sabem.)

Terceira capital do país com 2 milhões e 600 mil habitantes, Salvador tem um dirigente “medíocre”, na percepção de Fátima Mendonça. Que na conversa que se segue, diz ainda:

– A miséria é uma vergonha, o metrô é uma vergonha, a Saúde é uma vergonha, a Educação é uma vergonha, a ocupação territorial desta cidade é triste, triste (…) quando se vê já tá subindo um “cacete armado”, só dizendo assim, como se diz aqui na Bahia (…) e aí você pergunta: “Como foi feita essa negociação?” Ninguém sabe… É muita pobreza de espírito, muita mediocridade (…) desencaminharam minha cidade, nossa cidade…

E ela, Maria de Fátima Mendonça, a Fatinha, será candidata a prefeita de Salvador?

Resposta:

– …Talvez…

Leia a entrevista na íntegra em Terra Magazine:
http://terramagazine.terra.com.br

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Comentários

Carolina Castro on 18 Fevereiro, 2011 at 12:23 #

Muito interessante a entrevista que o Terra Magazine realizou com a Fátima. Agora se ela não está a fim de encarar os esquemas que giram em torno da política, então é melhor nem entrar.
A politica não é uma missão para aqueles que se julgam chamados. Política não é missão. É como um jogo de xadrez, definido as regras, as estratégias dos jogadores mudam conforme os movimentos dos atores. Não se vence apenas com estratégias pré moldadas.


Carolina Castro on 19 Fevereiro, 2011 at 14:41 #

Muito interessante a entrevista que o Terra Magazine realizou com a Fátima. Agora se ela não está a fim de encarar os esquemas que giram em torno da política, então é melhor nem entrar.
A politica não é uma missão para aqueles que se julgam chamados. Política não é missão. É como um jogo de xadrez, definido as regras, as estratégias dos jogadores mudam conforme os movimentos dos atores. Não se vence apenas com estratégias pré moldadas.


Gregory Despain on 25 setembro, 2011 at 21:58 #

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