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Postado em 15-02-2011
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-02-2011 22:36

Resumo da Ópera: Chico Bruno


Desde a Arena, sempre foi assim

Quem acompanha a briga pelo poder no DEM não deve estar estranhando o atual comportamento dos democratas.

Desde os tempos em que estiveram alinhados na Arena, no PDS e no PFL esses senhores disputam o poder da mesma forma.

Vale lembrar, que o cacique ACM nunca engoliu Paulo Maluf e sempre andou as turras com Jorge Bornhausen.

Nesses primeiros dias de 2011, a imprensa está passando batida sobre essa inestimável memória.

Sempre os caciques liberais ao se aproximar a convenção nacional demarcam qual será o espaço de cada um na nova executiva. Era assim na Arena, lá atrás, e será agora no Democratas.

Ontem (14) em São Paulo, os oligarcas se reuniram.

O senador José Agripino Maia (RN) e os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC) e Marco Maciel (PE) durante uma reunião gastronômica aplainaram arestas.

No encontro, os três trataram de buscar o consenso. Na saída, Agripino disse que a reunião foi de “confluência”.

Agripino disse que a conversa serviu inaugurar um novo ciclo, o da distensão entre os dois grupos.

– Avançamos. A expectativa é que de que a gente venha conseguir a unidade. Não são três pessoas que decidem. Isso se desdobra com reuniões em casas de deputados e senadores. É o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã.

A encrenca atual do DEM tem como pano de fundo os movimentos erráticos do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que quer sair do partido em um momento e em outro quer ficar.

Os movimentos de Kassab lembram os de Paulo Maluf na eleição indireta para presidente da República em 1984.

A verdade é que Kassab quer consolidar seu espaço na executiva nacional, do qual sempre foi excluído, apesar de administrar a maior cidade da América do Sul.

Kassab quer ter o mesmo tratamento dispensado aos velhos caciques, como Agripino Maia, Marco Maciel, Jorge Bornhausen, César Maia e aos novos como ACM Neto.

A primeira batalha, a escolha do líder na Câmara dos Deputados foi vencida pelo grupo liderado por Agripino Maia, líder no Senado, com a escolha de ACM Neto.

Agora, na batalha final não haverá troca de tiros.

Como sempre será feito um arranjo à moda da antiga Arena.

Resumo da ópera.

Com a saída de Sarney e seu grupo para PMDB e a morte de ACM, Agripino, Maciel e Bornhausen são os únicos remanescentes que passaram pela Arena, PDS, PFL e finalmente do DEM.

Os três caciques chegarão a 15 de março com uma solução de consenso.

Quem viver verá.

(Deu no site de Chico Bruno: http://www.chicobruno.com.br/ )

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