fev
14
Posted on 14-02-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-02-2011


BOA NOITE!!!
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CRÔNICA/ Valentine`s day

TALVEZ, TALVEZ, TALVEZ…

Cida Torneros

O dia começou e meu amigo me escreve de Paris, “estoy solito”, justo neste 14 de fevereiro, quando se comemora por lá (e também na América) o Valentine’s Day, Dia dos Namorados…

Meu amigo é brasileiro, tem trabalhos que o fazem peregrinar por aí, pelos lugares mais distantes, segue amanhã para o Oriente Médio. Vai quase sempre em missão que une negócios e política, digamos que é seu ofício observar o mundo, a evolução econômica dos povos, articular-se para que o Brasil se insira cada vez mais no panorama do crescimento moderno. Ele é um idealista.

Mas todos os enamorados da vida são idealistas…sonham com mundo melhor, com felicidade mais bem repartida, com liberdade nos países ditatoriais, com ausência da fome, com saúde e bem estar para si e para os outros.

Namorar alguém significa desejar viver o bem a dois, um bem compartilhado, o exercício da emoção conjunta de ver o por do sol ou de acordar e ter a tal criatura no pensamento, como primeira imagem do dia. Pode ser mais. Pode ser menos. O namoro pode oscilar, tipo aquela brincadeira, esquenta e esfria, mas quando é namoro, é e pronto.

Hoje eu lembrei que no baile de formatura dos meus vinte e poucos anos, aluguei um namorado, rs, literalmente.

Sempre fui sapeca e avançada. Já que não tinha um oficial, foi mais fácil contratar um que passou o baile inteiro (anos 70) fazendo o papel de namorado meu e inveja às minhas amigas. Truque de garota experta. Eu estava feliz, apesar…ora eu me formava, era estudiosíssima, corria atrás de trabalho, dançava e curtia demais a vida. Também andava metida em algumas reuniões políticas e ia nas passeatas contra a ditadura.

Leio no blog de outro amigo uma alusão ao Dia dos Namorados que ele passou, entre amigos e familiares, em Nova York há 11 anos atrás, e ele postou a canção “Quizás, quizás, quizás”, na voz do Nat King Cole.

O talvez provávelemente é o tempero do namoro. Talvez ele me ame de verdade, talvez ela nem se lembre que eu existo, talvez você venha viver comigo pra sempre, talvez daqui a alguns anos eu nem sinta mais o que sinto hoje por alguém. Talvez seja um namoro de ocasião. Mas se é Dia dos Namorados, cabe mandar flores, oferecer bombom, ouvir e dançar bela música como a do “talvez” e beijar o beijo ofegante, avassalador, do encontro e do medo da perda.

Um grande dia para os enamorados, e para os que vivem de recordar seus ex… vale embonecar-se e sair por aí… amar a vida, amar a alegria de viver, amar ter sido amada, amar poder amar alguém de verdade, ou mesmo de brincadeirinha… vale tudo… qualquer maneira de amar vale a pena…

Deixar de namorar, de desejar, de amar é que não tá com nada, senhores, vamos à luta, e amemos pois, cada um ao seu jeito, de mãos dadas, abraçadinhos, olhos nos olhos, que o espetáculo da Vida é um só, a cada segundo…

Feliz dia de São Valentim pra todos nós… Na falta de um namorado oficial, que tal um virtual, ou um imaginário? Como é bom curtir um sonho de amor e ser premiado com um suspiro interior de alegria de viver.

Na falta de um namorado ou de uma namorada, sugiro que se enamorem do próprio Amor!!! Assim, não estarão perdendo tempo, com tanto talvez, talvez, talvez!

*Cida Torneros é jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária. Este artigo foi publicado originalmente no Blog de Dácio Malta(RJ).

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14

Deu na coluna EM TEMPO, assinada pelo jornalista Alex Ferraz, na Tribuna da Bahia:
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Isto é um
espanto!

Vejo, na TV, Collor, Itamar Franco e Sarney comandando o processo de reforma política no Brasil.
Oxente, isto é uma RÉ-forma, pois estamos olhando para trás, através de mentes que já deveriam estar aposentadas.
Olha, fica difícil entender esse país, viu!


Zé e Nilo:dupla pinga-fogo da Assembléia

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ZÉ NILO

Os deputados Zé Neto, do PT e líder do governo na Assembléia Legislativa e Marcelo Nilo, do PDT e tri-presidente da Casa, vêm se engalfinhando tanto (verbalmente) por causa das eleições sucessivas do último para o cargo e das opiniões do primeiro, contrárias a reeleições para a Mesa Diretora, que um blog de política, o Por Escrito, perdeu a paciência com as explicações preliminares necessárias a cada vez que tinha de abordar o assunto e criou, no sábado, a síntese perfeita.

Inventou o deputado Zé Nilo.

Se assimilada, a síntese acaba o dilema entre a tese e a antítese.

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14


Ronaldo: lágrimas na despedida
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Num discurso emocionado, com algumas lágrimas e declarações de amor ao Corinthians, Ronaldo declarou que não joga mais futebol. O agora ex-atacante de 34 anos concedeu uma concorrida entrevista coletiva para mais de 200 jornalistas e não conteve as lágrimas quando lembrou de passagens dos seus 18 anos de carreira.

As dores causadas por seguidas lesões e um hipotireoidismo diagnosticado no Milan em 2007 foram as principais causas da sua decisão. “Meu corpo me venceu. Minha cabeça queria continuar, mas não consigo mais”. Em 2010, o iG Esporte abordou o problema de hipotireoidismo do atacante.

Ronaldo falou por 44 minutos. Ao lado dos filhos Ronald e Alex e do presidente Andrés Sanchez, não segurou as lágrimas, que viraram risos só quando seu filho mais novo, Alex, aprontava alguma travessura. “Ele já corintiano. E eu sempre para sempre”, disse.

“Todos sabem aqui do meu histórico de lesões. Tenho tido nos últimos dois anos uma sequência muito grande de lesões que vão de um lado para o outro, de uma perna para a outra, de um músculo para o outro e essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Há quatro anos atrás no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotireoidismo. Um distúrbio que desacelera o seu metabolismo, e que para controlar esse teria de tomar hormônios que no futebol não são permitidos. Seriam um doping. Muitos devem estar arrependidos de tanta chacota do meu peso, dos comentários do meu peso, mas não guardo mágoa de ninguém, e tenho de explicar isso no último dia da minha carreira.”

Com 35 gols em 69 jogos pelo Corinthians, Ronaldo agora se declara um torcedor e será um embaixador do clube. “Vou assistir a alguns do time e agora sou um embaixador que tentará levar mais ainda o nome do Corinthians para o mundo


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Olha aí, Regina: Para lembrar aquele Valentine`s Day em Nova Iorque, há exatamente 11 anos. Você, que vive em San Francisco (Califórnia), atravessou generosmente os Estados Unidos de costa a costa para estar presente naquela noite baiana regada a vinho e paella (e muita cerveja) no aconchegante restaurante espanhol na 9ª Avenida , a dois quarterões da Broadoay onde acabáramos de ver “O Fantasma da Ópera”.

Na mesa, que encantou as donas do restaurante e frequentadores habituais, “pela alegria e espontaneidade”, além de você, Gracinha, Lauro, Carolina (Cacá), Laurita (arrasando na Maçã) ,Margarida e este editor. A chuva fina e o friozinho la fora tornavam a noite ainda mais especial e romântica.

Saudade assim até que é bom!, diria Luiz Gonzaga. “Unforgetable”, cantaria Nat King Cole, aqui falando de amor em espanhol.
BOA DIA A TODOS!!!

(Vitor Hugo Soares)

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14

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OPINIÃO POLÍTICA

O tremor das múmias

Ivan de Carvalho

É notório que a quase despercebida queda do regime autoritário da Tunísia ante protestos populares detonou as manifestações bem maiores, demoradas e intensas que, no Egito, derrubaram o autoritarismo de 30 anos de Hosni Mubarak.

Mas antes dele estiveram no poder o regime autoritário de Anwar El-Sadat, benfeitor da humanidade por ter compreendido a importância de um acordo de paz com Israel e criado as condições para que a Jordânia também fizesse o seu.

Mas antes de Sadat estivera no poder o tresloucado visionário e autoritário Gamal Abdel Nasser, que fundou uma tal de República Árabe Unida – ente que em seus delírios políticos de grandeza deveria reunir alguns países árabes e que ficou restrita mesmo ao Egito.
Sadat deflagrara uma guerra, em 1973, para recuperar perdas e ganhar apoio popular e moral que lhe desse condições de fazer a paz sem humilhações, o que concretizou em 1979.

Gamal Abdel Nasser, com um bloqueio ao Golfo de Akaba, essencial para Israel, dera partida, em 1967, à guerra que humilhou o Egito e deu a Israel a oportunidade de ocupar o deserto do Sinai, a margem oriental do Canal de Suez (o que levou à interrupção, imposta pelo Egito, da importante ligação marítima), a Cisjordânia (as bíblicas Judéia e Samaria), anexar Jerusalém e, temporariamente, a própria Cisjordânia, e ocupar da Síria as Colinas de Golan. Nasser, com sua autoritária fúria anti-hebraica, configurou o problema que o mundo não está conseguindo resolver. E, eu aposto, não resolverá naturalmente.

O leitor poderá ir recuando ao passado e alcançará o tempo dos faraós sem encontrar pelo caminho um só momento em que o Egito haja desfrutado de um momento democrático. Antes das pirâmides, no entanto, não sei e, se alguém sabe, não conta.

Mas tem a mídia dado conta de preocupações em vários países árabes com embrionários protestos ou simplesmente com a hipótese de surgirem protestos contra os governos autoritários das nações árabes. Todas elas têm governos autoritários. Também algumas nações muçulmanas não árabes que vivem sob ditaduras (todas vivem nessas condições, salvo a Turquia e, concedamos, o Paquistão) têm dado sinais de preocupação.

Mas não é isso que mais me chama a atenção e sim os cuidados e não-me-toques de nações totalitárias ditas comunistas com a informação que chega (ou que impedem chegar) a seus cidadãos, desculpem, escravos, sobre os acontecimentos no Egito. Até que dá para dizer que desta vez, apesar dos filmes em contrário, as múmias é que estão assustadas. E avaliam que já não são elas o veículo da maldição, mas a Internet.

Parecem temer alguma espécie de cotejo, de comparação, de identificação entre o regime egípcio e seus regimes e principalmente entre o que aconteceu no Egito e o que eventualmente poderia acontecer nesses países trementes à idéia de liberdade. Temendo que se estabelecesse na cabeça dos chineses um paralelismo entre a Praça Tahrir e a Praça da Paz Celestial, o regime chinês tirou a palavra Egito da rede mundial de computadores. Até dois dias atrás (não sei como está hoje), o internauta que buscava a palavra Egito deparava com uma resposta padrão a sua pesquisa: “Não será mostrado”.

Já em Cuba, a televisão estatal (não há outra) anunciou com uma extraordinária economia de tempo e de palavras – com as quais Fidel Castro foi tão perdulário – o fim do regime de 30 anos de Mubarak. Parecia haver pressa para passar ao assunto seguinte.

fev
14
Posted on 14-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 14-02-2011


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Humberto ,no Jornal do Comércio (PE)

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