DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Fernanda Chagas e agências

Com o corte de R$ 50 bilhões nas despesas, anunciado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), esta semana, os ministérios das Cidades e dos Esportes, ambas comandadas por baianos – Mário Negromonte (PP) e Orlando Silva (PCdoB) – , estão no rol dos que mais serão prejudicados. O detalhamento dos cortes ainda não foi divulgado, mas como já se sabe que as emendas propostas por parlamentares, que somavam R$ 21 bilhões, foram contingenciadas quase que completamente, restando apenas R$ 1 bilhão, as pastas em que há mais emendas já conseguem antecipar o prejuízo.

No caso das Cidades, cujo orçamento é de R$ 18,5 bilhões, somente as emendas somam R$ 3,4 bilhões; enquanto a pasta de Esporte R$ 1,2 bilhão. Vale lembrar que tanto o ministério das Cidades como de Esportes são de extrema importância para a concretização de obras para a Copa de 2014, onde Salvador está entre cidades-sede.

Contudo, como forma de garantir que o estado não seja tão penalizado, o governador Jaques Wagner não perdeu tempo e após anúncio que, sem dúvida, deixou os governantes em polvorosa, rumou para Brasília, onde participou de segunda audiência oficial com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Na ocasião, o governador apresentou o andamento dos projetos da Bahia de mobilidade urbana e das obras para a Copa do Mundo. Também relatou à presidente o início das obras da Arena Fonte Nova e outras necessidades de Salvador e Região Metropolitana com vistas ao Mundial.

O objetivo do líder petista é garantir que não haja dificuldades no repasse de recursos para a Bahia, porque, segundo ele mesmo explica, os projetos já estão sendo desenvolvidos. Dilma, conforme a assessoria do governador, se mostrou entusiasmada com o andamento das obras da Fonte Nova, as mais adiantadas entre os estádios para a Copa 2014. Além do avanço das obras da arena, Wagner conversou com a “companheira” sobre o canal de tráfego exclusivo para o transporte de massa na Avenida Paralela e garantiu à presidente Dilma que as obras da Bahia são viáveis.

Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o país precisava em 2009 e 2010, para enfrentar a crise internacional, aumentar o gasto público como ação anticíclica. “Foi feito, deu certo, o país conseguiu sair da crise mais rapidamente do que todos os outros. Não se pode comparar momentos diferentes. Não tem nada de consertar o que o presidente Lula fez. O momento que a gente vivia era outro e agora é este”.

Somente a secretaria de Educação será preservada, conforme assegurou a presidente em reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu a garantia de que a pasta será preservada. Porém pequenos cortes não serão descartados. Nem mesmo as agências reguladoras, que o governo Dilma pretende reforçar, devem escapar.

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