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Na inesgotável mina musical da América, mais uma voz de ouro: John Stevens! Bom fnal de semana.

(Gilson Nogueira)

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Posted on 11-02-2011
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 11-02-2011


Aguirre:reflexo da insensatez
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ARTIGO/IMPRENSA E PODER

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Washington de Souza Filho *

Ainda vivo, o jornalista Aurélio Velame, para comentar um dos muitos casos de desmandos vividos em redações, na época na Tribuna da Bahia, usou uma frase, adequada para o momento atual, da demissão de Aguirre Peixoto, jovem jornalista, repórter de A Tarde.
– Pior do que ser capataz é ser chicote de feitor.
Aurélio, bom frasista, excelente redator de títulos e, posteriormente, editoriais, criou a expressão em um momento de discussão interna, em que a tônica era o poder exacerbado de quem determina o cumprimento de ordens, adequadas a uma conveniência relacionada ao que é chamado nas redações de IP – interesse do patrão, na linguagem dos jornalistas.
A demissão de Aguirre é um reflexo da insensatez que, infelizmente, faz parte das redações, nas quais as relações de poder sempre atingem o elo mais fraco da corrente. A justa reação da redação de A Tarde é compreensível pela natureza e caráter de Aguirre, a quem conheci e convivi como aluno da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. A situação, porém, deveria ser analisada pelo papel que desempenham os repórteres como ele – gente que precisar estar nas ruas.
A razão apontada para a demissão dele tem ligação com outro recente, com a participação dos mesmos personagens, apontados como os responsáveis pela decisão do jornal: os empresários acusados, de acordo com diversas publicações, de integrarem um esquema para a ocupação de áreas diversas de Salvador, em especial na orla e na avenida Paralela, apontado como especulação imobiliária. Um fato que ganhou espaço nas páginas policiais, com acusações de diversas formas – de extorsão a tráfico de influência.
A punição a Aguirre é por ter agido de forma diferente, como jornalista. Sem nenhuma máscara, levantou as informações, procurou as fontes, quis ouvir a todos. Elaborou a sua reportagem e a submeteu aos responsáveis pela publicação. O risco ao qual ele foi exposto é uma tendência do jornalismo atual, que transforma o autor de uma reportagem em alvo de quem tem o poder, em especial do dinheiro como o seu maior símbolo – e inibe o jornalismo como ação de interesse público. No regime militar, era uma prática comum, promovida, solidariamente, por muitos editores e chefes em geral, salvaguardar os autores com a omissão do nome, a assinatura. O peso da publicação era do meio de comunicação.
O fato corresponde a um padrão, infelizmente comum nas redações, em que os diversos chefes têm os seus poderes condicionados pelos interesses dos seus patrões, em uma atividade que em a crença comum é a de que o jornalista é um ser livre para exercer a sua capacidade, desde que cumpra os diversos preceitos da profissão – a sua garantia de proteção, do valor do seu trabalho e do seu veículo. A demissão de Aguirre tem outro peso, com o fato de que a informação, pelo avanço da tecnologia ter favorecido o desenvolvimento de formas diversas de comunicação, que ampliaram o limite para a sua divulgação. O necessário é a apuração, de forma clara, para a publicação, de maneira honesta, de fatos – algo que muitas vezes não ocorre.
A disposição de fazê-lo culpado é a comprovação do que sempre disse Aurélio. O evidente, no caso, é que os algozes nem precisaram sujar as mãos.

*Washington Filho é Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação (UFBA)

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O jornalista baiano Claudio Leal, repórter da revista digital Terra Magazine , com redação em São Paulo , sempre atento aos caminhos e descaminhos do jornalismo na Bahia, acaba de postar em seu endereço no twitter:
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“Cansado de ouvir a família e os adversários, Cidadão Kane nomeou Ben para dirigir seu jornal. E explicou: http://migre.me/3RqEP ”

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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DEU NO IG

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, após 18 dias de protestos contra o seu governo, transferindo o poder ao Exército.

O líder de 82 anos estava no poder desde 1981 e enfrentrava protestos diários por sua renúncia desde o dia 25 de janeiro.

Reunidos na Praça Tahrir, que virou símbolo dos protestos de 18 dias pela renúncia do líder egípcio, centenas de milhares de manifestantes explodiram em gritos de emoção com a notícia.

O anúncio da renúncia foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, horas depois de ser divulgada a notícia de que Mubarak e sua família tinham deixado a capital do país, Cairo, em direção à cidade egípcia de Sharm el-Sheik.

Na noite de quinta-feira, Mubarak provocou revolta com um discurso no qual afirmou que delegaria mais poderes ao vice-presidente, Omar Suleiman, sem renunciar ao cargo de presidente.

No dia 1º de fevereiro, quando a onda de protestos completou uma semana, Mubarak anunciou que não concorreria à reeleição nas eleições presidenciais marcadas para setembro. O anúncio não foi suficiente para encerrar os protestos e milhares de manifestantes continuaram lotando a praça Tahrir, no centro do Cairo, exigindo a renúncia imediata do líder.

Leia mais no IG : http://ultimosegundo.ig.com.br

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O Presidente do Egito, Hosni Mubarak, teria deixado esta sexta-feira, 11, a cidade do Cairo com a família, segundo informa a rede americana de televisão NBC.

Também a televisão israelita confirma a informação, dizendo que Mubarak vai para a estância de Sharm el Sheik, no sul do Egito.A informação é uma das principais manchetes de hoje na edição online do jornal português Diário de Notícias, editado em Lisboa.


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“Yo Te Recuerdo”, tema original do mestre da composição romântica mexicana, Armando Manzanero, na interpretação única em português do rei Roberto Carlos. Uma sugestão garimpada no veio inesgotável do jornalista Gilson Nogueira.

BOM DIA!!!

(vhs)
En la interpretación en portugués de Roberto Carlos

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Posted on 11-02-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-02-2011


Nordeste ás escuras: Apagão?
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OPiNIÃO POLÍTICA

A herança maldita

Ivan de Carvalho

Imediatamente antes de deixar a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva tratou de avisar que, ao contrário do que acontecera com ele – que recebeu do antecessor, Fernando Henrique Cardoso, uma pavorosa “herança maldita” que o governo e o PT incluíram como uma das expressões prediletas de seu dicionário de rótulos e frases feitas –, sua sucessora não poderia se queixar de receber qualquer “herança maldita”.

O que vemos, então, nesse segundo mês de governo da presidenta (vade retro, besteirol), digo, presidente Dilma Rousseff?

Primeiro, um demorado apagão atingindo toda a região Nordeste do país. Às escuras para justificar o fenômeno, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, produziu uma frase surpreendente: “Não houve apagão. Houve uma interrupção provisória no fornecimento de energia”.

Respeito as pessoas, principalmente as claustrofóbicas, que ficaram presas em elevadores, as que ficaram às escuras e em pânico nas ruas, as que tiveram prejuízos com aparelhos elétricos e eletrônicos afetados no gradual restabelecimento do fornecimento de energia, as que iam, mas não foram, as que, já tendo ido, tiveram dificuldades para voltar, bem como as atividades econômicas, especialmente as industriais, seriamente prejudicadas.

Respeito toda essa gente e todas essas atividades, mas confesso: a justificativa do ministro valeu o apagão, quero dizer, a interrupção de energia que apagou tudo, mas não foi um apagão. O pessoal do Maranhão, de onde é o senador-ministro, é muito criativo. Lobão lançou um conceito novo que os especialistas do setor elétrico devem apressar-se a assimilar, para que não se perca.

Bem, logo em seguida, só para confirmar o anterior, outro apagão, perdão, interrupção no fornecimento de energia, desta vez em São Paulo, atingindo dois milhões de pessoas.

Mas aí o ex-presidente Lula poderá dizer, se quiser (suspeito de que não o fará) que o setor de energia, durante quase todo o seu primeiro mandato, foi comandado pela então ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff. E que esta, na Casa Civil, continuou monitorando o setor com muita energia (sem trocadilho). Então, não seria herança dele, mas ela, sim, estaria colhendo o que plantou.

Aliás, nos últimos anos da Era Lula – 2008, 2009, 2010 –, com o Ministério das Minas e Energia entregue a Lobão, apadrinhado de Sarney, e sob o monitoramento de Dilma, os apagões tiveram um aumento de frequência extraordinário. Mas o presidente chamava-se Lula e ele é que tinha o poder de decisão sobre onde e em que aplicar o dinheiro tomado aos contribuintes. Herança maldita, portanto.

Mas não é só essa má herança setorial. Estão fazendo um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União. E, depois do corte, outros recursos do Orçamento serão contingenciados, isto é, não gastos naquilo a que se destinam para ficarem disponíveis para formação do superávit primário, com o qual pagam-se amortizações e serviços da gigantesca dívida pública.

Essa imensa dívida pública é outra parte da herança maldita deixada por Lula à sucessora. Assim como é maldita a herança de ter de cortar os R$ 50 bilhões do orçamento e fazer ainda grandes contingenciamentos. Não só porque isto é coisa antipática, sob os aspectos popular e político, como porque torna confesso o que todos já sabiam – há uma crise fiscal agravando-se e exigindo sacrifícios. E essa crise é uma criação exclusiva do governo Lula.

Para completar, estão postos os elementos para uma crise cambial. O Banco Central está comprando dólares diariamente, com grande prejuízo em reais, para evitar o agravamento da situação da balança comercial. A crise cambial ainda não é realidade, é uma previsão, seus fatores seriam não só internos, mas também externos. Isto, no entanto, não é suficiente para retirá-la da composição da herança maldita, especialmente se esta pode ser esticada do jeito que Lula esticou a de FHC.

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Posted on 11-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 11-02-2011


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Amarildo , no jornal A Gazeta (ES)

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O opositor egípcio Mohammed ElBaradei considerou, numa mensagem enviada através do Twitter, que o «Egipto vai explodir» e que o «exército tem de salvar o país agora».

À CNN, o ex-chefe da Agência Internacional de Energia Atómica lembrou que o discurso do presidente egípcio, que pretende manter-se no seu cargo até às eleições de Setembro, deixou as «pessoas muito zangadas, furiosas mesmo».

«Temo que as pessoas se tornem violentas caso o exército não venha em auxílio do povo. Por isso, já disse que o exército deve salvar o país de se afundar», afirmou este Prémio Nobel da Paz.

Para ElBaradei, «se as tropas não se declararem a favor da população poderá haver, sinto isso, confrontos maiores e esse é o pior cenário que poderemos ter no país».

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