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Ao vivo do Teatro Guararapes em Recife-PE. – 2005
Orquestra & Coral.

BOA NOITE!!! LONGA VIDA A CAUBY!

(VHS)

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Posted on 10-02-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-02-2011


Dilma assopra vela da festa/AE
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Deu no IG
Quarenta dias depois de deixar a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva discursou hoje, pela primeira vez, como presidente de honra do PT, na festa de 31 anos do partido. Em sua fala, Lula subiu o tom e repudiou as comparações entre o seu governo e o da sua sucessora, Dilma Rousseff.

“Eu só não estou no governo, mas eu sou governo tanto quanto outro companheiro que está lá. O sucesso da Dilma é o meu sucesso, o fracasso da Dilma é o meu fracasso”, discursou Lula, sob muitos aplausos.

No começo de sua fala, Lula brincou que, ao deixar o cargo, sentiu-se como um “cachorro quando cai da mudança” e arrancou risos da plateia ao dizer que o discurso que preparou “não cabia”.

Na Presidência, Lula ficou famoso por improvisar suas falas em aparições públicas.

Lula discursou após o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que já havia ironizado as comparações entre os governos. “Tentam criar uma dicotomia entre governo Lula e Dilma, como se fosse possível, como se fosse crível”, afirmou Dutra.

Dilma, que esteve em São Paulo pela manhã, chegou à festa, mas não discursou. Em sua fala, Lula teceu elogios à ex-ministra da Casa Civil no discurso e disse que está reservado a ela a possibilidade de provar que a “mulher é tão ou mais competente que o homem”.

Lula prometeu também que será ativo na política do PT. “Aqui não tem aposentadoria”.

O discurso do ex-presidente durou cerca de 30 minutos. No final, ele contou que foi visitar o vice-presidente José Alencar, na última segunda-feira, e voltou a se emocionar o falar do colega. ” Amanhã vou passar lá para visitá-lo”, disse.

O ex-presidente foi recebido no Teatro dos Bancários, onde acontece o encontro, aos gritos de “olê, olê, olê, olá, Lulá, Lulá”. Chegou acompanhado da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que, como ele, eram os únicos vestidos de vermelho, a cor oficial do partido.

No palco onde fez o discurso estavam, além da ex-primeira-dama, José Eduardo Dutra, os ex-presidentes do partido, o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoíno. Ambos figuram como réus do processo do mensalão, escândalo que desgastou o partido em 2005, no final do primeiro mandato de Lula.

Ao chegar ao evento, José Dirceu afirmou aos jornalistas que a fase de escândalos do partido ainda precisa ser superada. “Precisamos fazer a reforma política, a reforma do estatuto do PT, e precisa ter o julgamento (do mensalão). Eu quero ser julgado, vai fazer quatro anos, em agosto, que a denúncia foi aceita. Não quero que prescreva. Quero ser julgado, eu confio na justiça”, concluiu.

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é o único dirigente de partido aliado ao governo Dilma presente no evento.

*Com informações da Agência Estado


Florisvaldo:”em respeito ao jornalismo”
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Deu na revista digital Terra Magazine

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CLAUDIO LEAL

O editor-chefe do secular jornal baiano “A Tarde”, o poeta e jornalista Florisvaldo Mattos, pediu desligamento do cargo, nesta quinta-feira (10), em meio à crise provocada pela demissão do repórter Aguirre Peixoto. Reportagens sobre crimes ambientais de uma obra do governo da Bahia em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM teriam motivado a queda de Peixoto.

Segundo a redação, o jornal atendeu a pressões do mercado imobiliário, acusado de fazer obras predatórias na primeira capital do País. O diretor-executivo de “A Tarde”, Sylvio Simões, desmentiu a versão em entrevista a Terra Magazine e atribuiu o episódio a conflitos de “poder interno”.

Os jornalistas entraram em “estado de greve” nesta quinta e a crise ganhou repercussão em sites especializados na imprensa brasileira. O pedido de demissão de Mattos ocorre depois de Sylvio Simões ter dito, em reunião com repórteres e editores, que faltava autoridade e que trocaria todo o comando da redação em cinco ou seis meses. O diretor acrescentou que o jornal só teve comando quando Ricardo Noblat era o editor-chefe, entre dezembro 2002 e outubro de 2003. O diálogo foi tenso e os sócios do jornal se recusaram a readmitir o repórter.

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), Sylvio amplia seu poder na direção do mais importante jornal baiano e um dos maiores do Nordeste. Sua mãe, Regina Simões, filha do fundador Ernesto Simões Filho, tem 50% das ações. A empresa sofre uma baixa de circulação e há anos enfrenta conflitos editoriais. Segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), “A Tarde” já foi ultrapassada em tiragem pelo “Correio”, da família do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

“Informo aos prezados colegas que, em encontro cordial com os membros da Direção Executiva, apresentei a minha demissão do cargo de editor-chefe e o meu desligamento dos quadros da Empresa A TARDE, de forma inteiramente livre e espontânea”, escreveu Florivaldo Mattos à redação. Ele saiu sob os aplausos dos colegas. Em assembleia, os jornalistas de “A Tarde” pediram à direção que definisse uma linha editorial, para evitar a repetição do caso de Aguirre.

Sylvio Simões desmentiu que o jornal esteja negociando a venda de ações com os empreiteiros Francisco Bastos e Carlos Suarez. “Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos) Compramos na mesma hora. Eu mesmo tô doido pra comprar. Se você conseguir aí alguns sócios pra eles venderem, eu compro!”, reagiu.

Em conversa com Terra Magazine, o ex-editor-chefe Florisvaldo Mattos preferiu não comentar o pedido de demissão, “em respeito ao jornalismo”. Ele ressalta que trabalhou por 21 anos em “A Tarde” e atribui sua saída a episódios acumulados, não apenas a atual crise.

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10
Posted on 10-02-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-02-2011


Mubarak fala:expectativas frstadas no Cairo
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DEU NO IG

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, anunciou nesta quinta-feira que delegará mais autoridade a seu vice-presidente, Omar Suleiman, mas descartou renunciar, surpreendendo e frustrando centenas de milhares de manifestantes que se reuniram para celebrar sua partida da cena política após 30 anos no poder. Não ficou claro quais poderes foram transferidos para Suleiman.

Com 47 minutos de atraso, Mubarak fez um discurso à nação no qual indicou que permanecerá no poder até setembro, quando estão previstas as próximas eleições. “Satisfeito com que ofereci à nação em mais de 60 anos”, afirmou Mubarak, em referência a todo o seu período na vida pública, “anuncio que vou continuar nesse cargo e assumir minhas responsabilidades.”

“Esses tempos difíceis não são sobre mim, mas sobre o Egito, sobre o futuro. Todos estamos no mesmo barco”, afirmou Mubarak, que reiterou que não tentará a reeleição. “Expresso meu comprometimento em seguir e proteger nossa Constituição e o povo, e transferir o poder para quem quer que seja eleito em setembro em eleições livres e transparentes”, afirmou.

O líder acrescentou que não aceitará qualquer tipo de intervenção internacional. “Eu passei a maior parte da minha vida defendendo a nossa terra”, afirmou Mubarak. “Nunca sucumbi à pressão internacional. Minha dignidade está intacta”.

Na tentativa de aparentar que está acatando as exigências da oposição, Mubarak disse ter pedido emendas de seis artigos da Constituição, prometeu punir os responsáveis pelos episódios violentos dos últimos dias e suspender a lei de estado de emergência que vigora no país há 30 anos “quando as condições de segurança permitirem”.

No entanto, na praça Tahrir os manifestantes nem esperaram o discurso acabar para gritar palavras de ordem pedindo sua saída. Centenas deles tiraram os sapatos e os agitaram em frente aos telões pelos quais assistiam ao discurso de Mubarak, um insulto em sociedades árabes, enquanto outros gritavam: “Abaixo Mubarak, saia, saia!”

O jornalista Florisvaldo Matos acaba de entregar o seu pedido de demissão do cargo de Editor-chefe do jornal A Tarde, no bojo da maior crise já vivida pelo jornal fundado por Ernesto Simões Filho ao longo de quase cem anos de existência, grande parte deles como maior jornal da Bahia e do Nordeste em circulação.

Bahia em Pauta publica o comunicado da demissão do editor-Chefe
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COMUNICADO PESSOAL

Informo aos prezados colegas que, em encontro cordial com os membros da Direção Executiva, apresentei a minha demissão do cargo de editor-chefe e o meu desligamento dos quadros da Empresa A TARDE, de forma inteiramente livre e espontânea.
Agradeço a todos os integrantes desta Redação todas as atenções e gestos de bondade, afeto, carinho e respeito de que sempre fui alvo. Levo grandes lições de amizade e brio.

Abraços.
Florisvaldo Mattos
SSA/BA, 10.02.2011

fev
10
Posted on 10-02-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-02-2011

O primeiro-ministro egípcio e o secretário-geral do partido do regime disseram, à estação britânica BBC, que o Presidente Hosni Mubarak «poderá demitir-se» ainda hoje.

Hossam Badrawi, secretário-geral do partido no poder, disse por sua vez à estação britânica que Mubarak irá «provavelmente» falar à nação ainda hoje, e Hossam Badrawi, secretário-geral do partido no poder, disse por sua vez à estação britânica que Mubarak irá «provavelmente» falar à nação ainda hoje, e que «espera» que o Presidente egípcio transfira o poder para o seu vice-presidente, Omar Suleiman.

Segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press, as chefias militares egípcias passaram o dia de hoje em reunião.

Desde 25 de Janeiro que Mubarak é contestado por um movimento popular sem precedentes, que exige a sua demissão.

(Informação do portal europeu TSF )


Suzane:deserdada pela justiça
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DEU NO IG

Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais, foi considerada indigna de receber a herança pelo 1º Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro. A decisão foi publicada no Diário da Justiça de terça-feira, 8, e ainda cabe recurso.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não comentou a decisão, já que o caso corre em segredo de justiça. De acordo com a publicação, a indignidade é uma sanção civil aplicada ao herdeiro que tem uma conduta injusta com quem iria transmitir a herança.

A ação foi movida pelo irmão de Suzane, Andrés, e ficou suspensa até o término do julgamento penal. Em julho de 2007, Suzane e os irmãos Cravinhos foram condenados pela morte dos pais dela casal Manfred e Marísia. Ela e seu ex-namorado, Daniel, foram condenados a 39 anos de prisão em regime fechado pelos dois homicídios e seis meses em semiaberto por fraude processual (eles tentaram forjar um latrocínio).

O irmão de Daniel, Christian, pegou 38 anos em regime fechado e seis meses no semiaberto.

Em outubro de 2002, Manfred e Marísia foram assassinados a golpes de barra de ferro, enquanto dormiam na casa em que a família vivia, na zona sul de São Paulo. Suzane e os irmãos Cravinhos tentaram forjar uma cena de latrocínio no local, mas dias depois confessaram os assassinatos.

Deu ontem (9)no portal Comunique-se ( especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Izabela Vasconcelos

Profissionais do jornal A Tarde acusam o veículo de ter demitido o repórter Aguirre Peixoto após uma matéria que prejudicou grandes empreiteiras, algumas anunciantes do jornal. Segundo os jornalistas, que divulgaram uma carta aberta nas redes sociais, o veículo cedeu à pressão de anunciantes.
“Aguirre Peixoto teve a cabeça entregue em uma bandeja de prata a empresas do mercado imobiliário em uma tentativa de atração/reaproximação com anunciantes deste setor. Tentativa esta que pode dar certo ou não”, diz a carta-aberta escrita pelos colegas do jornalista.

Denúncias de crimes ambientais
Peixoto, que trabalhava há três anos no jornal, publicou a matéria “Tecnovia é denunciada por crime ambiental na Paralela” no dia 02/2 e foi demitido no dia 8/2. Em agosto do ano passado, Peixoto foi alvo de ações judiciais, criminais e cíveis, por uma série de reportagens sobre crimes ambientais na construção do Centro Tecnológico do Governo do Estado da Bahia.

Na última semana, Aguirre foi pautado para dar sequência à série e falar da liminar concedida pela 10ª Vara Federal, que cassava multa aplicada ao empreendimento pelo Ibama. No dia seguinte, a Tribuna da Bahia divulgou que a liminar acabava com o processo criminal contra o empreendimento. No entanto, A Tarde ouviu o MPF e mostrou que havia dois processos diferentes. O da multa, que foi cassada liminarmente, e o criminal, que continuava em tramitação normal. “Essa foi a razão suficiente para o repórter ter a cabeça entregue como prêmio a possíveis anunciantes”, diz a carta-aberta.

Fim de anúncios
De acordo com Peixoto, após a série de reportagens, as construtoras deixaram de anunciar seus empreendimentos no jornal. No entanto, A Tarde não deu explicações para o jornalista sobre a demissão. “Um dos diretores disse que era contra minha demissão, mas que era uma decisão da empresa”, afirmou Peixoto.

O Comunique-se tentou contato com a direção do jornal, mas ainda não teve resposta. Por meio do Facebook, o superintendente de A Tarde, Renato Simões Filho, defendeu o jornal “A quem interessa achincalhar A Tarde? Com que objetivo”? E continuou. “Se a empresa toma uma atitude de acordo com seu julgamento, que se ouçam os argumentos antes de condená-la à execração. Os incendiários e indignados, por favor, se acalmem e venham para o entendimento”.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia protestou contra a demissão do jornalista


Leão pronto para atacar outra vez
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OPINIÃO POLÍTICA

Salário, imposto e barganha

Ivan de Carvalho

Entre muitas, o governo tem duas obrigações a cumprir. Propor ao Congresso Nacional um valor para o salário mínimo neste ano e corrigir monetariamente a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física, o que permite aos contribuintes não pagarem além do que deveriam.
A União é useira em burlar sua obrigação de corrigir a tabela do IRPF, seja ignorando o assunto, o que ocorreu anos seguidos, seja fazendo, geralmente a muito custo e depois de uma barulheira no Congresso e na mídia, uma correção em percentual inferior ao correto.

A soma desses dois tipos de burla gerou uma defasagem acumulada que está atualmente em torno de 64 por cento, segundo cálculos de especialistas. Para se tornar justa, melhor dizendo, em acordo com a legislação, a tabela teria de ser objeto de um reajuste de 64 por cento agora.

Mas a verdade é que ninguém esperava isso. Até umas semanas atrás, esperava-se (no sentido mesmo de que havia a esperança, nada de certeza) que o governo se dispusesse a fazer uma correção que cobrisse o aumento de preços no período de um ano.

No entanto, a fera (refiro-me ao leão, claro) está inteiramente à vontade, solta para seu assalto anual aos contribuintes. É que a lei que determina a correção da tabela de desconto do IRPF não prevê novo reajuste no início deste ano, ao contrário do que tem ocorrido nos últimos quatro anos. Mas qual a razão de não estar na lei o mandamento para a correção agora? Simples, o governo federal e o Congresso não puseram o mandamento na lei. Não há, formalmente, o mandamento, embora exista um mandamento ético, de honestidade, de não cobrar ao contribuinte o que ele não deve. Esquecimento? Nem pensar. Foi caso pensado.

Mas, como sempre, nessa época, quando não está previamente determinada a correção, faz-se algum barulho. Este ano tem sido ruído em surdina, mas tem sido. Acontece que o ministro da Fazenda está às voltas com a proposta de reajuste do salário mínimo (Lula deixou editada uma medida provisória fixando o valor em R$ 540,00, mas Dilma está propondo um aumento para R$ 545,00 – adjutório de pouco mais de dezesseis centavos por dia, um assombro).

E então o que disse ontem o ministro da Fazenda? Uma coisa espantosa, que só é absorvida pela população brasileira porque ela habita o país dos absurdos. Em um país civilizado, cultural e politicamente, a declaração do ministro seria um escândalo.
Ele simplesmente disse que qualquer correção da tabela do IRPF dependerá de acordo do governo com as centrais sindicais a respeito do valor de R$ 545,00 para o salário mínimo. As centrais estão pedindo R$ 580,00 para o salário mínimo e 6,46 de reajuste para a tabela do
IRPF. A oposição propõe R$ 600,00 para o salário mínimo (mesmo valor que a coligação PSDB-DEM-PPS anunciou que daria, se vencesse a eleição que perdeu). O ministro, na verdade, está propondo uma troca: o Estado não lesará o contribuinte se as centrais sindicais fizerem um acordo com o governo sobre o salário mínimo.

No caso, aí, o governo parece empenhado em jogar contribuintes e assalariados uns contra os outros e os contribuintes contra as centrais sindicais, o que é política, embora não de bom nível, mas usa um instrumento que não devia, pela ética, usar. A ética manda o governo promover o reajuste da tabela do IRPF independente de qualquer acordo que ele queira fazer com as centrais sindicais sobre outros assuntos.

Diz o ministro que a correção da tabela implicaria numa perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões. Mas não haveria perda nenhuma. Apenas se deixaria de arrecadar o que não é devido. Os contribuintes é que não perderiam R$ 2,2 bilhões.

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10
Posted on 10-02-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-02-2011

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DEU NO IG

O homem que completa 80 anos nesta quinta-feira (10 de fevereiro) gosta de se resguardar e de poupar ao máximo as energias que armazena. Anda em passos curtos. Prefere ficar sentado que de pé. Responde com frases curtas às perguntas daqueles que se amontoam ao seu redor numa segunda-feira, o único dia da semana em que ele costuma, religiosamente, sair de casa. “Olha, eu gostaria de sair mais se pudesse, se não fizesse mal. Beber, por exemplo, eu não bebo, porque sei que não é bom”, explica o resguardo, no dia da exceção.

Em algum momento da noite ele soltará de vez a voz, conhecida Brasil afora há 60 anos. E provará que ela, a voz, é a única coisa que ele, o cantor, extravasa sem economia de esforço. Niteroiense radicado em São Paulo, Cauby Peixoto mantém-se há oito anos em temporada contínua no igualmente histórico Bar Brahma, de São Paulo. É ali que ele dissipa a energia ainda acumulada no auge de seus 80 anos.

Na noite de 17 de janeiro, o mítico compositor paulista Paulo Vanzolini abrilhanta a plateia do bar, o que confere simbolismo extra à “cena de sangue num bar da avenida São João” de “Ronda”, interpretada por Cauby três vezes durante o show, em português e em espanhol. A voz de trovão, acredite, está em grande medida preservada. Imóvel, Cauby faz ela verter pelo salão como se fosse o sangue do verso de Vanzolini. A plateia retribui acenando-lhe lenços brancos improvisados em guardanapos de papel. Ele devolve o gesto e o afeto, balançando em gestos mínimos seu lenço de linho.

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