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Posted on 09-02-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-02-2011


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“Tudo o que Jamelão canta é bom e bonito”, disse Dona Canô do alto de seus mais de cem anos de sabedoria acumulada, e depois de entoar “Exemplo”, ao lado dos filhos Caetano e Maria Bethania, no belissimo documentario sobre a família Veloso, dirigido por Andrucha Waddington em Santo Amaro da Purificação, que o Canal Brasil acaba de passar.

A matriarca dos Veloso está coberta de razão. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

Deu no IG

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta quarta-feira que todos os concursos públicos e nomeações de novos funcionários federais estão suspensos. A medida faz parte do programa de corte de R$ 50 bilhões no orçamento para 2011, anunciada há pouco em Brasília.

Mais de 130 mil vagas em concursos eram previstas neste ano
Novas contratações até podem ocorrer, mas de forma extraordinária, após análise criteriosa, caso a caso, disse a ministra. “Novas contratações serão olhadas com lupa”, afirmou. Até então, previa-se concursos para mais de 130 mil vagas neste ano.

A ministra firma, porém, que não há decisão sobre redução do número de cargos de comissão no governo federal (os DAS), nem se eles terão correção salarial nos mesmos percentuais oferecidos à presidenta e aos ministros a partir do Orçamento de 2011.

Segundo Miriam, a folha de pagamento do governo é a principal fonte de gastos do custeio do governo e, por consequência, um dos principais alvos do corte anunciado hoje. Foi feito um levantamento completo das despesas do governo com o funcionalismo federal e novas ações estão a caminho.

Leia amais no IG: http://economia.ig.com.br


Syilvio Simões: “se tiver
ação à venda, eu compro”
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O repórter Claudio Leal, da revista digital Terra Magazine , foi na fonte esta quarta-feira, 9, e ouviu o diretor de A Tarde, Sylvio Simões, sobre a crise sem precedentes que grassa no mais antigo jornal baiano, fundado em 1912 por Ernesto Simões Filho.

A situação no diário da Avenida Tancredo Neves (Caminho das Árvores) ficou ainda mais crítica desde ontem, com a demissão do repórter de Política Aguirre Peixoto, seguida da reação dos jornalistas da redação que em Carta Aberta , acusaram a direção de A TARDE de entregar a cabeça do repórter em uma bandeja, sob pressão do mercado imobiliário .

Bahia em Pauta reproduz a entrevista de Terra Magazine:

(Vitor Hugo Soares )
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Claudio Leal

O mais antigo jornal baiano em atividade, “A Tarde”, fundado em 1912 pelo ex-ministro do governo Getúlio Vargas Ernesto Simões Filho, vive uma das suas mais intensas crises, num conflito que envolve os jornalistas e o setor imobiliário de Salvador. Depois de publicar uma reportagem sobre crimes ambientais denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) numa obra realizada pelo governo baiano em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM, o repórter Aguirre Peixoto foi demitido pelo jornal.

Em protesto, a redação emitiu uma carta aberta e fará paralisações diárias de duas horas. Terra Magazine ouviu o diretor-executivo do Grupo A Tarde, Sylvio Simões, que procurou esclarecer o episódio. Segundo Simões, a demissão se deve “muito mais (a) uma questão de relações de poder interno, do que (a) qualquer tipo de penalização por fazer qualquer tipo de matéria”. Ele rejeita a informação de bastidores, frequente na blogosfera e nas redes sociais, de que o jornal recebeu pressões de empreiteiros.

– Obviamente, é bom que se saiba, “A Tarde” não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial – afirma Sylvio Simões.

Os repórteres relatam que um dos membros da família proprietária, Ranulfo Bocayuva, teria posto seu cargo à disposição, em desacordo com os primos. O fundador do antigo vespertino, Ernesto Simões, deixou três filhos (Regina, com 50% das ações, Renato e Vera, 25% cada um); o jornal é administrado, atualmente, pelos seus netos Sylvio, Ranulfo e Renato. O IVC (Instituto Verificador de Circulação) indicou que, pela primeira vez na história, a tiragem de “A Tarde” foi superada por um concorrente, o “Correio”, da família do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

O diretor-executivo, Sylvio Simões, desmente ainda a venda de ações de “A Tarde” para empresas do mercado imobiliário, principalmente dos construtores Francisco Bastos e Carlos Suarez:

– Não. Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos).

Ele afirma que a demissão pode ser reparada “no futuro”, e “não agora”. Confira a entrevista.

Terra Magazine – O que ocorreu no episódio da demissão do repórter Aguirre Peixoto?

Sylvio Simões – Foi uma atitude da direção em relação a um redirecionamento da nossa atividade de comunicação. É só esse o ponto. É uma coisa que estão dando uma dimensão na qual não faz A Tarde. A Tarde tem uma posição muito clara, muito nítida, muito transparente, em relação aos seus propósitos. É um momento de mudanças muito grandes na empresa. O mundo está mudando e nós estamos mudando. As coisas estão se estabelecendo de uma maneira que, às vezes, há um nível de conflito interno, natural. A gente tem que tocar o barco. Obviamente, é bom que se saiba, A Tarde não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial.

O que a redação argumenta é que o repórter foi demitido depois de publicar uma matéria sobre a questão imobiliária, em Salvador. O que vocês dizem?

A razão não foi essa, foi muito mais uma discordância dentro da dinâmica da gestão da empresa. Por ventura, tentaram evidenciar uma carta dando exatamente esse sentido, que não é verdadeiro e o tempo vai exatamente demonstrar que foi muito mais uma questão de relações de poder interno, do que qualquer tipo de penalização por fazer qualquer tipo de matéria, seja em relação ao mundo imobiliário, em relação ao governo, em relação ao mundo agrícola. Sempre tivemos um princípio muito claro: nós temos um compromisso substantivo com a cidadania. Temos a obrigação na construção de um novo mundo civilizatório.

E por que Aguirre Peixoto foi escolhido?

Isso, na realidade, é que é lamentável. É lamentável que tenha acontecido essa questão com Aguirre, é lamentável. Mas a gente lamenta o que aconteceu com Aguirre, foi um desentendimento em relação à questão da visão diretiva do grupo. Isso pode ser reparado no futuro. Não agora, porque aí seria acatar uma posição diretiva de total discordância no centro de decisões da empresa.

Não há acordo com os jornalistas? Ele estão numa paralisação de duas horas.

Rapaz, eu acho que não. Eles estão obviamente conversando com o sindicato e amanhã nós vamos ter uma conversa exatamente explicitando todos esses pontos que estamos falando. Porque há uma Porque há uma afetividade muito grande dos jornalistas com A Tarde. Na realidade, foi muito mais um problema de ordem diretiva da empresa, do que estão tentando afirmar. A Tarde não tem nenhum tipo de problema natureza de problema com qualquer área da atividade econômica, porque nós temos uma independência muito clara e todo mundo sabe na Bahia disso.

Não houve um corte de anúncios do setor imobiliário?

Nunca houve corte de anúncios. Não é verdade. A construção civil, aqui no Estado da Bahia, neste ano que passou, os insumos subiram muito e houve uma redução da atividade imobiliária. Houve uma redução da atividade imobiliária. Isso aí, se você puder pesquisar, eu até lhe agradeço. Por exemplo, no governo também houve uma redução de publicidade. Porque, você sabe, nas eleições para governador e para presidente da República, fica limitada a possibilidade de fazer publicidade. Teve duas reduções: uma redução do mercado imobiliário, as construtoras pararam de construir como estavam fazendo; e tem a questão da retração do próprio governo. E na área de telefonia também houve um ajustamento.

E as notícias que estão nos blogs, de que A Tarde…

Essas notícias que estão nos blogs corre, exatamente, de uma posição adotada, antagônica à posição da direção.

O jornal não está à venda? Circula que o jornal estaria negociando a venda de parte das ações para o mercado imobiliário, com os empresários Francisco Bastos e Carlos Suarez.

Não. Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos) Compramos na mesma hora. Eu mesmo to doido pra comprar. Se você conseguir aí alguns sócios pra eles venderem, eu compro? Então, a questão foi muito mais do fórum de conflito diretivo, do qual realmente a gente adotou uma posição. Lamentavelmente, surgiu esse problema, no momento em que estamos fazendo grandes mudanças. Estamos, por exemplo, montando uma nova concepção estratégica. Estamos nos preparando para a festa dos 100 anos. Uma máquina nova, um sistema de governança, com a empresa alinhada para os próximos 20 anos.

Como foi tomada essa decisão de demitir Aguirre? Isso não fica restrito à redação, à secretaria de redação?

Olha, houve uma discordância aí realmente. A parte do corpo diretivo…

Seu primo, Ranulfo Bocayuva?

Não vejo como uma questão de parente, não. Vejo como questão de executivos. Que é uma questão nossa, no primeiro momento. Na área dos executivos, realmente, a gente acabou tomando uma decisão majoritária e aconteceu esse episódio. Mas, obviamente, a gente desenhou a questão do comando da empresa em relação à política da qual a empresa tem estabelecido ao longo de todos os anos. A Tarde nunca teve uma posição sistemática. A Tarde sempre foi crítica, no momento de ser crítica, e no momento de se elogiar a gente elogia. A gente não pode adotar posições sistemáticas em relação a coisa alguma. Nesse novo Brasil, é preciso muito mais competência, porque você fazer as mudanças, as transferências de renda, com sensatez, é muito difícil. É o que a gente está tentando fazer aqui. Estou fazendo apenas uma analogia. Esse pano de fundo está sendo divulgado não é verdadeiro.

Como o senhor vê as críticas à expansão imobiliária em Salvador? É muito agressivo para a cidade?

Olha, essa questão imobiliária em relação à cidade de Salvador não advém de agora. Ela agora tomou uma dimensão maior. O que está faltando é um PDDU bem desenhado e bem definido. Isso cabe à atividade pública, à Prefeitura da cidade do Salvador. Ela precisa sentar com todos os atores e desenhar um plano que acolha a questão do meio ambiente e que acolha também a questão das pessoas. O grande problema do jornal brasileiro é que ele é absolutamente factual. O fato ninguém discute. Mas os jornais da Europa e da América do Sul são analíticos e críticos. Essa é uma grande discussão que a gente precisa ter. A gente não pode transformar o mercado imobiliário como se fosse uma coisa unívoca. Tem empresas que atuam com seriedade, com responsabilidade, etc., e tem outras que muitas vezes não atuam e precisam ser criticadas.

A Tarde vai continuar publicando matérias críticas em relação a essa expansão imobiliária?

Ah, sem dúvida, sem dúvida, desde que haja motivo e razão a gente vai tomar posição crítica em relação ao mercado imobiliário e em relação a qualquer mercado. Agora, o que nós temos levantado é o seguinte, em relação a todos os jornais, não só do Brasil, mas do mundo. A gente está perdendo leitores porque o mundo mudou de paradigma e a gente não mudou. Qual é o paradigma? Qualquer atividade é gratificante. Existe uma coisa mais bonita do que trabalhar para construir as coisas? Então, os jornais precisam começar a atividade de imóvel. E criticar a operação. O sujeito fez uma ponte errada? Você chega e baixa o cacete, porque a ponte foi mal construída. Sabe o que vai acontecer? Aqueles que constroem pontes erradas, até um Estado socialista vai dizer. Agora, se você transforma aquela ponte quebrada em todos os construtores de ponte constroem pontes ruins, aí é um problema. Até para a relação humana. A nossa reflexão é focar numa análise crítica. Isso é inabalável.

Aguirre foi demitido por causa do posicionamento editorial em relação à construção civil?

De forma alguma, foi muito mais por uma questão de discordância do corpo diretivo, que adotou uma posição. E essa posição não estava sendo estabelecida. As coisas estão caminhando dentro da dinâmica sistemática, e aí transformava todo mundo em japonês. Isso não é possível. A gente só é sistemático quando a gente não tem razão. Quando a gente tem razão, uma matéria bem dada resolve o problema.

Tem lhe incomodado o fato de os jornalistas falarem da vinculação da família Simões com negócios imobiliários?

Não há vinculação nenhuma. Não temos nenhum negócio no mercado imobiliário.

Eles falam de uma empresa de venda de imóveis de sua família.

Nós não temos nenhuma empresa imobiliária. Se tem, é de minha mulher e eu não participo. O jornal, ao contrário, não traz nenhum benefício, nem também nenhum malefício à atividade dela. Por quê? Ela é uma empresa de porte, associada a uma empresa de São Paulo, é a segunda empresa da Bahia. É meu segundo casamento, portanto não tem nada a ver com meu negócio.
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Leia mais em Terra Magazine:
http://terramagazine.terra.com.br/

fev
09
Posted on 09-02-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 09-02-2011


Cuba:Internet para poucos

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Deu no jornal PÚBLICO, de Portugal, com informações de El Mundo (ES) e Reuters:

(Claudia Daut/Reuters)

Um cabo submarino de fibra ótica chegou esta terça-feira a Cuba e aumentará cerca de 3000 vezes a capacidade de acesso à Internet. Irá aumentar a velocidade de transmissão de dados, imagem e voz e permitirá reduzir os custo de ligação à rede. Mas isso não significará a massificação do acesso em Cuba, onde há apenas 14 cibernautas por cada 100 habitantes. Em Cuba o uso da Internet é restrito e muitas vezes limitado às instituições de ensino e investigação.

Embora Cuba esteja ligada à Internet desde 1996 via satélite, a velocidade é muito lenta e o acesso à rede é caro e tem sido sempre condicionado de acordo com aquilo a que as autoridades cubanas chamam “uso social”. A utlização está reservada a funcionários do Governo, acadêmicos e empresários estrangeiros, sublinhou o diário espanhol “El Mundo”. A rede é usada sobretudo em algumas instituições e universidades.

Após um acordo estabelecido entre Cuba e a Venezuela, de cerca de 70 milhões de dólares, chegou a Santiago de Cuba um navio com 1600 quilómetros de cabo que irá permitir a ligação por fibra óptica entre a costa da Venezuela e o Sudeste da ilha de Cuba, anunciou o ministro cubano da Informática e Comunicações, Ramón Linares. O projeto ficou a cargo da empresa Gran Caribe, de capitais cubanos e venezuelanos, e o seu responsável, Waldo Reboredo, explicou aos jornalistas que “quando estiver operacional, em Julho próximo, o cabo permitirá uma velocidade de transmissão de dados de 640 gigabits por segundo, de imagem e voz”.

O vice-ministro cubano das Comunicações, Jorge Luis Perdomo, disse que “não há nenhum obstáculo político” à abertura do acesso à Internet mas adiantou que a nova ligação não será “uma varinha mágica” que levará a rede a casa dos cubanos por serem necessárias várias mudanças na infra-estrutura da rede. Por isso, adiantou, o acesso manter-se-á reservado ao “uso social” e a prioridade será “continuar a criar centros de acesso coletivo e reforçar o acesso nos centros de investigação científica e médica e universidades”.

Atualmente, grande parte dos cubanos com acesso à Internet só pode consultar o correio eletrônico e algumas páginas sele cionadas pelo Governo. Para acessar o e-mail num cibercafé paga-se entre um e dois euros à hora e alguns hotéis disponibilizam acesso aos clientes por um custo médio de cinco euros à hora. Num país em que o salário médio é de vinte euros mensais, a maioria dos cubanos vê o livre acesso à Internet como uma fantasia.

A censura levada a cabo pelo Governo cubano tem sido contornada por alguns bloguers e dissidentes do regime que, a partir do estrangeiro, vão a tualizando os seus sites.

O Governo cubano vê estas atitudes como tentativas de “subversão” do regime e teme que os Estados Unidos estejam a encorajar a revolta do povo cubano através de redes sociais como o Facebook e o Twitter. Aliás, as autoridades cubanas responsabilizam os EUA pelas limitações de acesso à Internet e dizem que foi o embargo comercial norte-americano que levou à utilização de uma rede de satélite, mais lenta e muito mais cara do que a ligação por fibra óptica que agora irá ser usada, através de um cabo submarino proveniente da Venezuela.

As acusações de Cuba aos EUA intensificaram-se recentemente através de um vídeo, difundido em vários blogues, em que um alegado especialista em Internet faz uma apresentação de cinquenta minutos a responsáveis do Ministério do Interior cubano, afirmando que os Estados Unidos, através do Facebook e do Twitter, estarão a promover dissidências, de um modo semelhante ao que foi utilizado nas revoltas na Ucrânia em 2004 e no Irã no ano passado.

O autor do vídeo, cuja identidade não foi divulgada, defende que “ser um bloguer não é mau” e que “eles [os dissidentes] têm os deles e nós os nossos”, mas garante que ambas as partes irão lutar “para ver quem é mais forte”.

DEU NO COMUNIQUE-SE (portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Da Redação

Os blogs jornalísticos e de opinião já acompanham e até superam, em número de seguidores no Twitter, a popularidade dos 10 maiores jornais brasileiros. É o caso do blog do Tas e de dois blogueiros do R7 e O Globo. O apresentador do “CQC” supera em número de seguidores os dez veículos, já blogueiros do R7 e o Globo têm mais seguidores que nove dos maiores periódicos do País.

Entre os jornais, O Globo, em terceiro lugar em circulação, ocupa o primeiro lugar no Twitter, com mais de 177 mil seguidores, e a economista Miriam Leitão, do mesmo jornal, já se aproxima do veículo, com 170.363 seguidores.

Rosana Hermann, Daniel Castro, ambos do R7, Ancelmo Gois e Ricardo Noblat, do O Globo, superam nove dos dez maiores jornais brasileiros, em número de seguidores.
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Os números do avanço:

DEU NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
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A TARDE

Edição regional censura Caetano

Por Maria do Socorro Mendonça em 8/2/2011

O Cclips – Complexo Intermodal Porto Sul, que segundo o governo é a salvação da nossa região e será implantado respeitando a tudo e a todos, está a todo momento pondo dúvidas nesse discurso do governo e da empresa, agora 100% cazaquistanesa, interessada em exportar o pó de ferro para a Ásia.

O governo, representado pelo Derba – Departamento de Estradas e Rodagens da Bahia, de forma truculenta ameaça moradores do litoral Norte, informando que o trator irá passar em fevereiro, quando começarão as obras, derrubando tudo. Em nenhum momento foi feito um trabalho junto àquelas comunidades sobre o que poderia ocorrer. No entanto, encontraram um servidor que dizem ter experiência de 50 anos fazendo este trabalho, e é lógico, com métodos próprios da ditadura, onde fez escola. Em reunião pública na Associação Comercial de Ilhéus, chamou todos de mentirosos e disse que o decreto havia sido publicado e que, se o povo não quiser, o dinheiro será depositado em juízo. Pasmem! E nós acreditávamos que “minha casa é minha vida”! Aprendi, naquele dia, que não! Isso é apenas a ponta do iceberg, caso este empreendimento seja realidade.

Para nossa surpresa, ontem (23/1) soubemos através de amigos que Caetano Veloso, na sua coluna no caderno de Política no jornal A Tarde, abordou o tema Porto Sul. Fomos procurar o jornal nas bancas de revista e… As pessoas estavam enganadas? Ali, não tinha nada com referência a Caetano e sua coluna. Ligações para lá, ligações para cá… Vamos tirar a dúvida, pois estamos duvidando do que está diante dos nossos olhos. Vamos fazer scanner da página do jornal que está em nossas mãos e enviar para lá e para cá. Pronto…

Verdade pura e absoluta

É incrível, mas é verdade. As páginas são as mesmas, mas as notícias são outras. Ou seja, na capital circulou a mesma página com conteúdo diferente do que circulou no interior do estado. O jornal A Tarde, em pleno século 21, quando acreditamos estar vivendo democracia, liberdade de imprensa, respeito a todos… Resolvemos estudar na internet a página daquele jornal e encontramos, conforme poderão confirmar, que um dos patrocinadores é a Bamin! Foram duas edições, sendo uma às 14:51h (sem Caetano) e a outra às 20:10h (com Caetano). Caetano Veloso em pleno século 21, foi barrado no interior… Censurado?

A mídia regional, com sites, blogs, emissoras de rádio, jornal impresso e até TV nos faz crer que a democracia não existe, pois são totalmente parciais, infelizmente! A quem recorrer quando fatos como este ocorrem e ainda corremos o risco de informarem que Caetano Veloso atrasou para entregar o artigo? Eles se resguardam de qualquer atuação por parte de leitores conscientes. É assim! Aqui, na nossa região, não é diferente e por isso, todos conhecem apenas a verdade do governo da empresa do pó de ferro que sob seus pés a tudo domina. Está tudo dominado!

Na Bahia só existe uma verdade pura e absoluta hoje, que é essa empresa e a beleza do seu empreendimento. Como leitores, o mínimo que merecemos é que a coluna do Caetano Veloso seja estampada na primeira página do jornal no próximo domingo, em destaque e com letras garrafais. Um exemplo é o que aconteceu com o Gil esta semana na revista Muito. Aproveitem e, além da coluna, façam uma entrevista com ele sobre o tema. Farão isso, se de fato não estiverem sob o domínio da empresa Bamin, a grande patrocinadora.

fev
09


Marta a Sarney: “É presidenta, senhor presidente!”
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OPINIÃO POLÍTICA

O marimbondo e a avestruza

Ivan de Carvalho

Pode ser que tenha êxito, mas não será fácil ao marketing política da presidente Dilma Rousseff alcançá-lo. Trata-se de emplacar ou não o tratamento de “presidenta” para a chefe – ou deveria eu escrever chefa? – do Executivo federal.

Já abordei antes esse assunto, mas ontem foram acrescentados mais um ou dois elementos. E como uma gripe que não sei se, como as outras, veio das galinhas e outras aves da China, me pegou, estou querendo pegar leve no escrever para poupar energias. Assim, talvez elas – as energias, não as galinhas – possam ser melhor usadas no combate ao vírus.

Bem, voltando ao assunto, as pesquisas, durante o ano eleitoral de 2010, mostraram à saciedade que a resistência do eleitorado feminino à aspirante e depois candidata Dilma Rousseff era maior que a resistência do eleitorado masculino. Dizendo de outra forma, ela obtinha percentuais mais altos de intenções de votos entre os eleitores do que entre as eleitoras.

Isso prolongou-se até o final da campanha para o segundo turno e não tenho dúvidas de que o marketing político da presidente tem até aqui acesso a pesquisas que confirmam (possivelmente com variações de percentuais, é claro) a persistência do fenômeno.
Foi aí que o comando do marketing e o então presidente Lula tiveram a idéia, supostamente vantajosa, de agredir os tímpanos de todo mundo para fazer a média de Dilma Rousseff com as mulheres. Não bastasse ser a primeira presidente do Brasil, tinha que ser a primeira presidenta e maldito burro será quem nestes tempos lembrar da princesa Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a famosa regente – ou deveria eu escrever regenta? – que assinou a Lei Áurea.

A lembrança é apropriada (para não deixar o país boquiaberto com essa maravilha de ser governado por uma pessoa do sexo feminino), mas incômoda, podendo, no entanto ser minimizada com o argumento de que a princesa não foi eleita, mas exercia o poder em nome de seu pai, o Imperador Pedro II, que também, obviamente, não fora eleito.

Dos que insistem em “presidenta Dilma”, muitos se alimentam no fato de que Machado de Assis, em certo trecho de seus escritos, pespegou um “presidente, presidenta…”, como quem quer afirmar a correção das duas formas. Aí o dicionário Caldas Aulete incorporou as duas alternativas oferecidos pelo papa do português brasileiro e o Houaiss e o Aurélio embarcaram na onda do escritor e do primeiro dicionário citados.

Etimologicamente, como já explicou a revista Veja, a palavra vem do latim praesidentis, particípio presente do verbo praesidere (que significa tomar assento à frente). Por este caminho, a palavra seria invariável desde a origem – o correto seria, pois, presidente. Se são, observa a revista, indiscutivelmente invariáveis termos como assistente e dependente, não ocorrendo a ninguém “dizer que tem uma assistenta ou uma dependenta”, para que serviria a palavra presidenta?

Para fazer política, conclui, por vias oblíquas, a revista, dizendo que a questão de estar certo ou errado às vezes é menos definida pela gramática que pela questão política. Ontem, no seu blog, citado no Blog do Noblat, o jornalista José Roberto de Toledo, de O Globo, chama Dilma de presidente e avisa que, para ele, presidenta “só se o governo flexionar também o gênero de gerentes e serventes”. A gerenta (está perto, já se usou o neologismo gerentona) e a serventa. Arg!

Foi hilário, ontem. O presidente do Senado, José Sarney, o Marimbondo de Fogo da Academia Brasileira de Letras, referiu-se por três vezes a Dilma Rousseff como “presidente”. Na terceira vez, a 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy, pegou o microfone do plenário e corrigiu: “Pela ordem, senhor presidente. Senhora presidenta da República”.

E Sarney? Ah, Sarney é de lascar: “Muito obrigado a Vossa Excelência, mas eu sempre estou usando a fórmula francesa: madame le président. Todas as duas são corretas, senadora, gramaticalmente”.
Quem viu teve a impressão de que Marta Suplicy baixou a cabeça como uma avestruza.

fev
09
Posted on 09-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 09-02-2011


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Amarildo, na Gazeta (ES)


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Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais.
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BOM DIA!!!


Lula e o PT:de olho em 2012
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DEU NO IG

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reassumirá amanhã, quinta-feira(10) a presidência de honra do PT mas, se depender da direção do partido, seu papel irá muito além do simbolismo do cargo. A cúpula petista espera que Lula desempenhe uma série de funções no partido, entre elas ajudar a preparar o PT para as eleições municipais de 2012.

A primeira abordagem aconteceu no final do ano passado, quando Lula recebeu a Executiva Nacional do partido no Palácio do Planalto. Na ocasião o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse esperar a participação do então presidente em atividades do partido. Segundo petistas, Lula concordou com uma ressalva. “Só não me peçam para ir em reunião de final de semana”, disse ele.

A direção petista está preparando uma proposta de agenda que será apresentada ao ex-presidente nas próximas semanas.

A cúpula partidária quer a presença de Lula em uma série de encontros setoriais que vão preparar o Congresso Nacional Extraordinário do PT, marcado para o final do ano. Além disso, espera a participação de Lula em atividades da escola de formação política do PT. A direção do partido acredita que, com Lula, os debates podem sair do âmbito estritamente interno do PT e chegar à sociedade.

Leia mais no IG: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/

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