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Postado em 07-02-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 07-02-2011 10:36


Negromonte: loteamento no ministério

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Do poeta Luiz Fontana, editor do Blogbar do Fontana, na área de comentário do Bahia em Pauta, no espaço do artigo de hoje do colunista político da Tribuna da Bahia e colaborador do BP, Ivan de Carvalho
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Caro Ivan

Enquanto isto, Negromonte avança sem medo ou pejo.

Aqui a Folha de São Paulo:

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PP loteia ministério com aliados da Bahia

Com orçamento de quase R$ 19 bilhões, pasta das Cidades acolhe indicações do governador Jaques Wagner

Atuação do petista foi decisiva para garantir a nomeação do ministro Mário Negromonte, seu apoiador no Estado

SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO

Com um dos mais poderosos orçamentos da Esplanada (R$ 18,5 bilhões), o PP (Partido Progressista) loteou o ministério das Cidades com ex-congressistas e dois ex-assessores do governador baiano Jaques Wagner (PT) em postos de comando.
Gerenciado desde janeiro pelo deputado baiano Mário Negromonte (PP), o ministério terá Cássio Ramos Peixoto como chefe de gabinete. Ele era diretor da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da gestão Wagner na Bahia.
Ex-deputado estadual, Roberto Muniz (PP-BA) assumirá a secretaria-executiva, posto mais importante da pasta depois do ministro. Ele foi secretário da Agricultura do governo baiano.
Ao contrário do seu antecessor, Márcio Fortes, que era conhecido pelo perfil técnico, Negromonte fez carreira política como deputado e hoje é presidente da seção baiana do PP. No Estado, ele apoia o governo Wagner.
Em troca, o governador ajudou a referendar a indicação do pepista para o ministério diante da pressão do PT para ficar com a pasta.
Wagner fez questão, inclusive, de comparecer à posse de Negromonte no cargo no início de janeiro. O ministro nega interferência.
O PP também escalou o ex-deputado Feu Rosa (PP-ES) para cuidar da relação da pasta com o Congresso.
Rosa chegou a ser citado no primeiro relatório da CPI dos sanguessugas, de agosto de 2006, como um dos congressistas que teriam destinado emendas para o esquema. Quatro meses depois, foi excluído do texto final.
O Ministério das Cidades é um dos destinos favoritos dos parlamentares para direcionar suas emendas devido ao alto potencial de capitalização política com obras como saneamento e habitação.
A pasta tem ainda nomes indicados por outras lideranças, como Rodrigo Figueiredo, que ocupava a secretaria-executiva na gestão de Márcio Fortes. Homem forte no ministério, Figueiredo é da cota do deputado federal Pedro Henry (PP-MT).
Na administração de Negromonte, porém, Figueiredo foi “rebaixado” para uma assessoria especial. O ministro diz que se trata de “readequação”, mas, segundo a Folha apurou, o nome dele não agradava ao Planalto.
Figueiredo também teve histórico de desentendimentos com deputados. Henry é réu no caso do mensalão. Agora, ocupa a Secretaria de Saúde de Mato Grosso.
Também ex-deputado, Leodegar Tiscoski (PP-SC) foi mantido à frente da Secretaria Nacional de Saneamento.
Há uma “cota” alagoana na pasta. O diretor-presidente da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), Elionaldo Magalhães Moraes, é ligado ao senador Benedito de Lira (PP-AL).

Ministro afirma que indicados para a pasta são “técnicos experientes”

DE SÃO PAULO

O ministro Mário Negromonte diz que todos os nomeados por ele para a pasta são “técnicos experientes”.
“Cássio Ramos Peixoto é um técnico com larga experiência no setor público. O Roberto Muniz é um técnico com experiência política”, afirmou o ministro.
Peixoto é o seu chefe de gabinete, e Muniz será o secretário-executivo da pasta. Ambos eram quadros do governo da Bahia na gestão de Jaques Wagner (PT).
Advogado, Negromonte exerceu por quatro vezes o cargo de deputado federal e foi reeleito pelo PP baiano nas eleições de outubro.
Ele teve passagens por PMDB (1986-1988), PSDB (1988-2001) e PPB (2001-2003), que virou Partido Progressista em 2003, ano em que Jaques Wagner assumiu o governo do Estado -no último pleito, já era seu aliado.
Negromonte refuta, porém, que tenha havido interferência do governador nas nomeações nas Cidades.
“A influência do governador Jaques Wagner [nas nomeações] foi zero. O governador nunca sugeriu um nome”, afirmou.
Sobre o ex-deputado Feu Rosa, o ministro afirmou que Rosa “já estava lá [no ministério] havia muito tempo”.

MAL-ENTENDIDO
Feu Rosa disse que seu envolvimento no esquema foi um “mal-entendido”. “Meus adversários políticos se aproveitaram disso”, afirmou.
“Eu fui citado por uma pessoa com quem nunca conversei na vida”, afirmou.

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Comentários

Ivan de Carvalho on 7 Fevereiro, 2011 at 13:10 #

No primeiro governo de Jaques Wagner (que foi reeleito e exerce hoje o seu segundo mandato de governador), o então deputado estadual Roberto Muniz, do PP, que antes de deputado fora prefeito de Lauro de Freitas, importante município da Região Metropolitana de Salvador, foi secretário estadual da Agricultura, representando o PP no governo Wagner. Sua ida para a Secretaria Executiva do Ministério das Cidades, levado pelo ministro Negromonte, que é do PP, não resulta da indicação de Wagner, mas de decisão tomada dentro do próprio PP. Quanto a Cássio Ramos Peixoto, não apurei sua origem política ou da sua indicação para o cargo, mas note que ele, antes de ir chefiar o gabinete do ministro das Cidades, era diretor da Agência Estadual de Defesa Agropecuária, um órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, que estava sob o comando do PP. Assim, a escolha para a chefia de Gabinete me parece uma decisão do próprio Negromonte, seja por este histórico, seja pela própria natureza do cargo de chefe de gabinete.
Creio que Wagner deu seu aval para a nomeação de Negromonte – mas este não foi o elemento decisivo, e sim a indicação insistente da bancada do partido no Congresso (principalmente na Câmara), o que venceu até resistências de Dilma Rousseff, que preferia manter Márcio Fortes. Wagner e Negromonte estão atuando em razoável, ainda que não perfeita, harmonia política, mas um não está na dependência do outro.


luiz alfredo motta fontana on 7 Fevereiro, 2011 at 13:57 #

Caro Ivan

Não deixa de ser tentadora a versão de que Negromonte foi ungido graças ao denodo de Bolsanaro, Maluf, Amim e outros, embora pareça mais factível de que tenha sido a cota de Wagner.

Mas…

sempre o mas…

Tudo é possível!

Veja a última do Dirty Harry nacional:

Protógenes, inebriado com a eleição ao congresso, graças a Tiririca, sempre é bom lembrar, lança-se, desde já, mesmo que sem votos, para a Prefeitura de São Paulo.

Aqui nota na Coluna de Mônica Bergamo, Foilha de São Paulo:

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OLHA EU AQUI!
E surge uma pedra no caminho de Netinho (PC do B), candidato derrotado ao Senado e pré-candidato à prefeitura pela legenda comunista: o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) também almeja a candidatura. “Seria uma honra suceder o Kassab, uma das melhores administrações da história de SP”, diz. Protógenes afirma inclusive que, se precisar abrir mão da candidatura para ser vice numa composição com outro partido, ele topa.

BEM AMADO
“Fui convidado por seis cidades para ser candidato a prefeito: Guarujá, Jundiaí, Salvador, São Paulo, Guarulhos e Santos. Mas minha preferência é por São Paulo”, diz Protógenes.

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Como pode perceber, tudo é possível, incluindo-se o tal “paladino das redações”, derramar-se emj elogíos ao Kassab.


Ivan de Carvalho on 7 Fevereiro, 2011 at 19:23 #

Ah, Protógenes, Protógenes… desconfio que no momento em que ele decidiu ingressar no PC do B, deu adeus às armas.


Ivan de Carvalho on 7 Fevereiro, 2011 at 19:25 #

É que o PC do B é um partido governista e ele, o Protógenes, estava brigando com o pessoal do governo. Daí…


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