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Postado em 04-02-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 04-02-2011 16:27

Ex-ministra de Minas e Energia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff ficou sabendo do apagão que atingiu nesta madrugada o Nordeste do País bem cedo nesta sexta-feira, por meio de portais de internet. Foi a presidenta quem ligou para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e cobrou informações e providências sobre o caso. Na sequência, por volta das 9h30, começou a despachar e entrou em contato, por telefone, do gabinete, com especialistas do setor elétrico, relataram fontes do governo ao iG.

Logo em seguida, Lobão foi então escalado para dar explicações à imprensa. Antes de conceder uma entrevista coletiva sobre o assunto, ele disse ao iG que até aquele momento o governo ainda buscava as causas do problema.

A informação sobre o problema circulou com bem menos velocidade no governo Dilma, em comparação com o apagão ocorrido em novembro de 2009 em uma área abastecida pela usina de Itaipu, pouco mais de um mês antes de se iniciar o ano eleitoral. Na época à frente do Palácio do Planalto, Lula convocou imediatamente uma reunião com todos os titulares de todos os ministérios ligados à área e líderes do governo. Vários ministros, entre eles Lobão e a própria Dilma – então ministra da Casa Civil – passaram boa parte da madrugada reunidos no Palácio do Planalto em busca de uma estratégia para minimizar o impacto negativo da notícia.

O Planalto amanheceu no dia seguinte já com um plano em andamento para blindar Dilma e tentar evitar um abalo na candidatura presidencial da petista. A ministra foi afastada da imprensa num primeiro momento, para prevenir arranhões em sua imagem. Mas, 40 horas depois, em meio à pressão e aos ataques da oposição, acabou concedendo uma entrevista coletiva. Dilma errou na mão ao falar do assunto e elevou demais o tom ao responder a perguntas sobre o apagão. “Você está confundindo duas coisas, minha filha. O que houve foi um blecaute”, disse Dilma a uma repórter.

Imediatamente, oposicionistas aumentaram as críticas e até mesmo aliados próximos da hoje presidenta não escondiam a preocupação. Diziam que a então pré-candidata ao Planalto havia sido inábil no tratamento da questão, principalmente considerando o fato de ter sido ministra da pasta. O cenário teve como agravante o fato de apenas duas semanas antes Dilma ter dito em entrevista ao programa “Bom dia, ministro”, da Radiobrás, que o Brasil não corria este risco. “Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão. Nós voltamos a fazer planejamento”, afirmou na época.

Mais informações no IG: http://www.ig.com.br/

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