DEU NO PODER ONLINE, EDITADO POR JORGE FELIX E TALES FARIA, NO IG
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No centro dos problemas causados pelo apagão do Nordeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi dormir às 4h da madrugada, depois que a polícia debelou duas revoltas em presídios causadas pela falta de luz.

Mesmo assim, Eduardo Campos tem uma avaliação otimista do episódio. Em entrevista ao Poder Online, ele disse que o apagão, neste momento, ajudará à presidenta Dilma Rousseff a se livrar dos políticos no setor elétrico.

Poder Online: O que o sr. acha que foi? Falta de sorte?

Eduardo Campos: Não sei não. Pode ter sido até sorte. Porque, apesar de todos os problemas causados, o apagão vai ajudar à presidenta Dilma a fazer exatamente aquilo que ela tanto queria: mexer no comando do setor elétrico, nomeando apenas técnicos.

Poder Online: A presidenta queria mudar mesmo?

Eduardo Campos: Ela acha que não dá para deixar o pessoal por muito tempo nesses cargos. Cria vícios. É preciso arejar. E eu concordo com ela também. Temos que colocar técnicos mesmo. Isso não é área para brincadeira.

Poder Online: Pois é, a oposição diz que o problema é este, muito apadrinhado político. E o comando da Chesf (Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco), onde ocorreu o problema, é indicação do seu partido, o PSB.

Eduardo Campos: Olha. De fato o PSB e o PT do Nordeste têm indicado diretores para lá. Mas são todos técnicos da propria Chesf. Alguns vão sair, porque a presidenta já havia pedido este rodízio. Mas são técnicos qualificados. E entrarão também técnicos no lugar destes.

Poder Online: Como o sr. soube do apagão?

Eduardo Campos: Estava jantando com o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, na residência oficial de João Pessoa. A luz apagou lá, e meu ajudante de ordens informou que estávamos com o mesmo problema no Recife. Aí voltei correndo para meu Estado. Cheguei aqui às 23h40.

Poder Online: Levantou vôo sem luz?

Eduardo Campos: Os aeroportos de João Pessoa e do Recife funcionaram com geradores.

Poder Online: E os transtornos? Qual foi o maior problema?

Eduardo Campos: O maior problema foram as rebeliões nos presídios. Num deles, os presos mataram outro presidiário que, ao que parece, eles já tinham marcado. Foi terrível. Mas a área de segurança do Estado tem um protocolo pré-programado para ocorrências deste tipo e conseguimos debelar o problema nos presídios. Assim como colocar em funcionamento os geradores dos hospitais. Graças a Deus, tudo se acertou. Mas só fui dormir às 4 horas da madrugada, com o fim dos problemas nos presídios.

Autor: Tales Faria

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