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Uma noite boa, sem apagão, para todos os que curtem o BP.

(Gilson Nogueira)

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Posted on 04-02-2011
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Deu no Blog de Guilherme Barros, no IG:

A presidenta Dilma Rousseff cobrou de forma dura de seus ministros as razões que explicam o apagão que atingiu oito estados do Nordeste na madrugada passada.

Ela determinou também providências para que um novo blecaute não se repita.

Dilma cobrou principalmente do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, com quem ela esteve na parte da manhã e à tarde.

Segundo pessoas próximas, Dilma ficou bastante irritada com a notícia do apagão e reviveu os tempos de quando ela estava a frente do Ministério das Minas e Energia.

Dilma telefonou de manhã para todos ligados à área. Ela quer o máximo de transparência do governo na explicação dos motivos do blecaute.

Autor: Guilherme Barros


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DVD “MINHA VIDA MEU FORRÓ”. de Adelmário Coelho, gravado na Bahia.

BOA NOITE

(VHS)

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04
Posted on 04-02-2011
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ACM Neto diz que apagão teve causa política

Através de sua assessoria, o líder do Democratas na Câmara Federal, deputado ACM Neto, disse nesta sexta-feira (4) que a grande causa do apagão que atingiu o Nordeste é, no fundo, de ordem política, e não técnica.

“A causa maior do problema é o loteamento político dos cargos no setor elétrico nacional. Se tivéssemos pessoas técnicas e qualificadas para ocupar os cargos do setor, teríamos planos de contingência e reduziríamos em muito as chances de panes desse tipo ocorrerem”.

O líder do DEM na Câmara Neto afirmou também que essa é uma “oportunidade única” para a presidente Dilma Rousseff (PT) “mudar a política de indicações privilegiando a competência técnica e não o “padrinho político”. “É o momento de a presidente mostrar que tem pulso e só colocar técnicos competentes nos cargos estratégicos. Esse deve ser o único critério”, ressaltou

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04
Posted on 04-02-2011
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Ex-ministra de Minas e Energia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff ficou sabendo do apagão que atingiu nesta madrugada o Nordeste do País bem cedo nesta sexta-feira, por meio de portais de internet. Foi a presidenta quem ligou para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e cobrou informações e providências sobre o caso. Na sequência, por volta das 9h30, começou a despachar e entrou em contato, por telefone, do gabinete, com especialistas do setor elétrico, relataram fontes do governo ao iG.

Logo em seguida, Lobão foi então escalado para dar explicações à imprensa. Antes de conceder uma entrevista coletiva sobre o assunto, ele disse ao iG que até aquele momento o governo ainda buscava as causas do problema.

A informação sobre o problema circulou com bem menos velocidade no governo Dilma, em comparação com o apagão ocorrido em novembro de 2009 em uma área abastecida pela usina de Itaipu, pouco mais de um mês antes de se iniciar o ano eleitoral. Na época à frente do Palácio do Planalto, Lula convocou imediatamente uma reunião com todos os titulares de todos os ministérios ligados à área e líderes do governo. Vários ministros, entre eles Lobão e a própria Dilma – então ministra da Casa Civil – passaram boa parte da madrugada reunidos no Palácio do Planalto em busca de uma estratégia para minimizar o impacto negativo da notícia.

O Planalto amanheceu no dia seguinte já com um plano em andamento para blindar Dilma e tentar evitar um abalo na candidatura presidencial da petista. A ministra foi afastada da imprensa num primeiro momento, para prevenir arranhões em sua imagem. Mas, 40 horas depois, em meio à pressão e aos ataques da oposição, acabou concedendo uma entrevista coletiva. Dilma errou na mão ao falar do assunto e elevou demais o tom ao responder a perguntas sobre o apagão. “Você está confundindo duas coisas, minha filha. O que houve foi um blecaute”, disse Dilma a uma repórter.

Imediatamente, oposicionistas aumentaram as críticas e até mesmo aliados próximos da hoje presidenta não escondiam a preocupação. Diziam que a então pré-candidata ao Planalto havia sido inábil no tratamento da questão, principalmente considerando o fato de ter sido ministra da pasta. O cenário teve como agravante o fato de apenas duas semanas antes Dilma ter dito em entrevista ao programa “Bom dia, ministro”, da Radiobrás, que o Brasil não corria este risco. “Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão. Nós voltamos a fazer planejamento”, afirmou na época.

Mais informações no IG: http://www.ig.com.br/

DEU NO PODER ONLINE, EDITADO POR JORGE FELIX E TALES FARIA, NO IG
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No centro dos problemas causados pelo apagão do Nordeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi dormir às 4h da madrugada, depois que a polícia debelou duas revoltas em presídios causadas pela falta de luz.

Mesmo assim, Eduardo Campos tem uma avaliação otimista do episódio. Em entrevista ao Poder Online, ele disse que o apagão, neste momento, ajudará à presidenta Dilma Rousseff a se livrar dos políticos no setor elétrico.

Poder Online: O que o sr. acha que foi? Falta de sorte?

Eduardo Campos: Não sei não. Pode ter sido até sorte. Porque, apesar de todos os problemas causados, o apagão vai ajudar à presidenta Dilma a fazer exatamente aquilo que ela tanto queria: mexer no comando do setor elétrico, nomeando apenas técnicos.

Poder Online: A presidenta queria mudar mesmo?

Eduardo Campos: Ela acha que não dá para deixar o pessoal por muito tempo nesses cargos. Cria vícios. É preciso arejar. E eu concordo com ela também. Temos que colocar técnicos mesmo. Isso não é área para brincadeira.

Poder Online: Pois é, a oposição diz que o problema é este, muito apadrinhado político. E o comando da Chesf (Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco), onde ocorreu o problema, é indicação do seu partido, o PSB.

Eduardo Campos: Olha. De fato o PSB e o PT do Nordeste têm indicado diretores para lá. Mas são todos técnicos da propria Chesf. Alguns vão sair, porque a presidenta já havia pedido este rodízio. Mas são técnicos qualificados. E entrarão também técnicos no lugar destes.

Poder Online: Como o sr. soube do apagão?

Eduardo Campos: Estava jantando com o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, na residência oficial de João Pessoa. A luz apagou lá, e meu ajudante de ordens informou que estávamos com o mesmo problema no Recife. Aí voltei correndo para meu Estado. Cheguei aqui às 23h40.

Poder Online: Levantou vôo sem luz?

Eduardo Campos: Os aeroportos de João Pessoa e do Recife funcionaram com geradores.

Poder Online: E os transtornos? Qual foi o maior problema?

Eduardo Campos: O maior problema foram as rebeliões nos presídios. Num deles, os presos mataram outro presidiário que, ao que parece, eles já tinham marcado. Foi terrível. Mas a área de segurança do Estado tem um protocolo pré-programado para ocorrências deste tipo e conseguimos debelar o problema nos presídios. Assim como colocar em funcionamento os geradores dos hospitais. Graças a Deus, tudo se acertou. Mas só fui dormir às 4 horas da madrugada, com o fim dos problemas nos presídios.

Autor: Tales Faria

fev
04
Posted on 04-02-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 04-02-2011


Dias de revolta no Egito
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OPINIÃO POLÍTICA

A complicada queda de um ditador

Ivan de Carvalho

Em política, poucas coisas são tão gratificantes quanto a queda de um ditador. Isto não elimina o fato de que política é uma coisa muito complicada nem a possibilidade do que, intrinsecamente, é um acontecimento desejável, resultar, logo dobrada a esquina, em uma situação mais tormentosa ainda que a eliminada.

Pouco depois de iniciados os protestos populares no Egito contra o governo de 30 anos (mandatos sucessivos obtidos em eleições controladas) do presidente-ditador Hosni Mubarak, escrevi sobre o assunto neste espaço, assinalando que uma das hipóteses que se abriam com a possibilidade do fim da Era Mubarak seria a de que a mudança política no Egito – a mais populosa nação árabe e limítrofe de Israel, o que a torna um elemento crítico para a paz na região e no planeta – poderia resultar numa instabilidade político-militar e diplomática de grande amplitude. E de agravamento progressivo, mas acelerado, vale a pena acrescentar agora.

No momento, o que era, quando fiz a mencionada abordagem do tema, uma possibilidade, já se tornou uma certeza – logo chegará ao fim a Era Mubarak, iniciada em seguida ao assassinato do ex-presidente egípcio Anwar Sadat, que deflagrou uma guerra contra Israel e não a venceu, mas ganhou posição na opinião pública árabe para ser capaz de assinar um acordo de paz com este país, atraindo para acordo semelhante a Jordânia (outro país essencial no conflito regional por ser também limítrofe de Israel).

A questão urgente neste momento não é quantos e quais erros (foram muitos) cometeu Mubarak no poder. Ele vai sair e a história resolverá isso algum dia, bem como julgará a importância que teve no processo de manutenção do que, tenho certeza, é um estado de paz provisória na região. Uma paz destinada a ser profunda e totalmente quebrada em futuro talvez não distante. É o resultado da rebelião, é se ela levará ao fim da paz.

Entre as muitas questões envolvidas nos acontecimentos que se desdobram agora no Egito (com os gigantescos protestos de rua e os não menos intensos conflitos entre contestadores e simpatizantes de Mubarak), duas me parecem as mais importantes. Uma, a questão dos direitos humanos, uma ferida profunda na sociedade egípcia e, aliás, não raro com muito mais intensidade, em todos os países árabes e na quase totalidade dos países, incluindo não árabes, nos quais prevalece a religião islâmica.

No Egito, as instituições islâmicas não têm responsabilidade por isto, como não tinham no Iraque e não têm na Turquia, no Cazaquistão ou mesmo no Paquistão. Mas têm tudo a ver – não a doutrina do Corão, mas as instituições que orbitam em torno dele e o interpretam à sua própria maneira e à dos seus interesses – com regimes absurdos como o que domina o Irã ou o que dominou o Afeganistão no tempo dos talibãs. E muito a ver com o que acontece na Líbia, no Sudão e em dezenas de outros países asiáticos e africanos.

A outra questão: o grande perigo que há no Egito de agora é que, depois do anúncio de Mubarak de que terminará seu mandato em setembro e não buscará outro e das garantias de seu governo de que o filho dele, Gamal, não será candidato à sucessão do pai e de que de setembro poderá até haver uma antecipação da mudança para agosto, a mobilização de oposição sinta-se forte o suficiente (já vem dando sinal dessa crença) para transformar em realidade o grito de “Mubarak, saia já”.

Então, não haveria clima para preparar uma “transição ordenada”, mas para uma revolução talvez incontrolável, na qual os manifestantes insatisfeitos com a falta de empregos, a desigualdade social e a economia decadente podem ser instrumentalizados por facções políticas e religiosas que, no poder, cuidariam de por em prática o que têm na cabeça – incendiar o mundo árabe e mais algumas nações islâmicas contra Israel, que, suspeita-se, tem cerca de 200 bombas nucleares.

Então…

fev
04
Posted on 04-02-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 04-02-2011


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Cícero, no Jornal de Brasília (DF)


Apagão no NE:Salvador na escuridão/Terra Magazine

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A queda de energia que atingiu os estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte na noite de quinta-feira (3) ocorreu devido a uma falha em um circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco. A informação foi confirmada pelo diretor de operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Bandeira Arnaud, em contato telefônico com a Redação do Correio.

Arnaud ainda explicou que a subestação afetada possui seis linhas de grande porte que movimentam 500 mil wolts em alta tensão.

“Houve uma falha em um componente eletrônico já identificado pelos técnicos e que faz parte do sistema de proteção da subestação. Sem ordem, esse componente transmitiu uma mensagem para desligar toda a instalação. Com o sistema desequilibrado, os impactos foram sentidos em usinas como Paulo Afonso e Xingó. As únicas que não foram afetadas são as de Sobradinho e Boa Esperança”, afirmou.

De acordo com o diretor, a energia já foi restabelecida em todos os estados atingidos e os trabalhos começaram desde o momento em que a falha foi verificada, às 23h20. Ele ainda informou que, seguindo uma determinação da operado nacional, um relatório será realizado para investigar como o problema aconteceu e encontrar uma maneira de evitar novas interrupções no fornecimento de energia elétrica.
(CORREIO)
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Bahia em Pauta comenta e pergunta:

O arrazoado de explicações técnicas do diretor da Chesf , cheio de minúcias desnecessárias e inúteis sobre o que pouca gente entende, ou importa, parece completo. Como o de outros técnicos e tecnocratas em outros apagões passados.

Mas o problema principal não é este (se é que este foi mesmo o problema original e não uma mera desculpa de ocasião). A questão é que um problema tão previsivel , e que deveria ter sido isolado de imediato como medida preventiva, termine por causar a queda em cadeia de todo o sistema Chesf, deixando na escuridão uma região inteira, da Bahia ao Ceará.

E prejuizos monstruosos de toda ordem , ainda impossíveis de calcular , como a paralisação do Polo Petroquímico de Camaçari, por, pelo menos, os próximos três dias? Camaçari, afinal, responde por 30% do PIB baiano.

Bahia em Pauta lança a pergunta que não quer calar: quem responderá por tudo isso? O grande e saudoso sanfoneiro pernambucano de Exu, que dá nome à subestação da Chesf?

( Vitor Hugo Soares, com informações da Radio Band News- FM Salvador e jornal Correio da Bahia )

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