ACM Neto, Maria Luiza e João: “sem parcerias”

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Em sua primeira entrevista exclusiva a uma emissora de rádio na Bahia depois de eleito líder do Democratas na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto, deixou evidente que já elegeu um alvo preferencial para suas críticas ao governo petista de Jaques Wagner: o novo secretário estadual de Cultura, Albino Rubim.

Neto estranhou não só o palavreado complicado do acadêmico da UFBA, mas principalmento a declaração do secretário de que Salvador não seria prioridade no governo, pelo menos no que se refere à sua secretaria: “Fiquei assustado. O berço da cultura da Bahia está em Salvador”, declarou ACM Neto.

Na longa conversa por telefone com o apresentador Mário Kértesz, o deputado ACM Neto afirmou que “é impossível a Bahia ter um secretário de Cultura que não olhe para Salvador em suas várias manifestações” e disse esperar que o governador corrija o grau de erro cometido pelo secretário. O parlamentar lembrou que na capital estão mais de 70% dos equipamentos culturais do estado.

Entrevistado no programa Jornal da Bahia no Ar esta quinta-feira (3), o novo líder do DEM comentou a situação nacional do partido e sua escolha para a liderança e a luta para manter o partido na oposição ao governo Dilma e não deixar o DEM ser engolido pelo governista PMDB, via “adesão” de Kassab, prefeito de São Paulo e Jorge Bornhausen.

“Durante os últimos 45 dias eu troquei minha casa pelo avião e percorri o país. O prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab) tentou fazer a fusão do Democratas com o PMDB, o que levaria à exclusão do partido”, contou.

Depois de escolhido para líder, a missão  agora, segundo Neto, é reunificar o partido para que a oposição possa ser feita em alto nível. “O PT não vai governar o Brasil pro resto da vida”, afirmou.

Na Bahia

Em relação à Bahia, ACM Neto se mostrou particularmente contrariado com o comportamento dos deputados estaduais de oposição nos primeiros movimentos políticos na Assembléia Legislativa: “Não agiram com responsabilidade e maturidade”, disse ao lembrar que o governador Jaques Wagner tem larga vantagem para governar na Assembléia Legislativa.

Prefeito

Quanto a uma eventual candidatura a prefeito da capital em 2012, Neto preferiu manter o suspense mas sem conseguir esconder de todo a vontade manifestada já desde a eleição municipal passada. Disse que ainda é cedo para declarar uma possível candidatura. Recusou, no entanto, qualquer possibilidade de formar uma chapa com a esposa do prefeito João Henrique, Maria Luiza. “Quem diz isso não conhece a legislação eleitoral. Ela não pode ser vice. A legislação impede”.

O lider do DEM condenou a postura do prefeito e disse que não participou e não pretende participar da formação do secretariado municipal. “Respeito o prefeito, mas infelizmente ele jamais conversou comigo sobre as posições estratégicas do governo dele”, disse.

Provocado pelo entrevistador Mário Kertesz, o deputado falou também sobre o legado de seu avô, Antônio Carlos Magalhães, que teria sido deixado de lado por Neto na eleição municipal passada. “Eu acho que a Bahia vive um momento político diferente. O senador teve uma marca histórica, isso não vai se apagar jamais. Eu tenho o maior orgulho do que ele fez pela Bahia. Quero resgatar essa luta que ele teve pelos baianos”, comentou ACM Neto.

Finalmente, sobre o futuro do DEM, ACM Neto reafirmou seu apoio ao nome de José Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, para a presidência nacional do Democratas. A eleição será realizada no dia 15 de março.Em relação à direção do partido no Estado, ACM Neto citou os nomes de Paulo Souto, José Ronaldo e José Carlos Aleluia, e pediu calma. “Não vai haver briga na Bahia. Isso eu lhe garanto”.

( Vitor Hugo Soares, com informações do portal da Metrópole)

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