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Postado em 02-02-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 02-02-2011 12:12


Obama: duro com Mubarak/Reuters/PÚBLICO
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Deu no jornal PÚBLICO (Portugal)

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, endureceu drasticamente o tom do discurso para com o regime egípcio de Hosni Mubarak, aliado leal dos Estados Unidos há 30 anos, para dizer que a transição de poder político no Egipto “tem que começar agora”.

Depois de falar ontem à noite durante meia hora ao telefone com Mubarak – contestado nas ruas por milhões de pessoas há mais de uma semana – Obama revelou-se muito mais do lado daqueles que se manifestam nas ruas egípcios do que do Presidente, mesmo se não pediu claramente a demissão do aliado. Obama “abandonou a linguagem dos professores de direito e adotou o tom de um líder de direitos cívicos”, avaliava o analista Mark Mardell, da BBC News.

“Uma transição ordeira tem que ser significativa, tem que ser pacífica e tem que começar agora”, afirmou o chefe de Estado norte-americano, revelando não ter ficado excepcionalmente impressionado com o discurso antes feito por Mubarak, no qual este anunciara publicamente que já antes da vaga de protestos pretendia não se recandidatar às eleições de Setembro próximo, mas que se manterá irredutível no poder até essa data.

Obama disse ainda que Mubarak reconhecera, na conversa que tiveram ao telefone, que “a mudança tem que acontecer”. E prosseguiu: “Todos nós, que temos o privilégio de servir em posições de poder político, assim o fazemos sendo essa a vontade do nosso povo”. Estas palavras são substancialmente diferentes daquelas em que, ainda na sexta-feira passada, Obama falava na necessidade de diálogo entre as forças no Egito.

E o mais significativo exemplo desta mudança de atitude da Administração norte-americana em relação ao enfraquecido Mubarak – que ontem viu mais de um milhão de egípcios nas ruas a exigirem o seu afastamento – foi o apoio profundamente emocional que Obama expressou aos manifestantes, os quais apenas algumas horas antes tinham sido descritos pelo Presidente egípcio como “amotinados violentos” que seguiam motivações “de uma qualquer força política sinistra”.

A “paixão e dignidade” expressa ao longo desta semana pelos egípcios são “uma inspiração para o resto do mundo”, frisou o chefe de Estado norte-americano: “Ao povo do Egipto e, em especial, aos jovens do Egipto, quero deixar claro que nós estamos a ouvir-los. E tenho a convicção firme de que vocês determinarão o vosso próprio destino e alcançarão a promessa de um futuro melhor para os vossos filhos e netos”.

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