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Postado em 01-02-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-02-2011 15:02

Maluf:


Maluf: “conversa de companheiros”/Terra
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DEU NO TERRA MAGAZINE

Ana Cláudia Barros e Claudio Leal

Na reabertura do novo Congresso, um reencontro ao estilo do velho Oeste: o delegado Protógenes Queiroz (PCdoB) será colega do ex-governador paulista Paulo Maluf (PP), preso numa operação da Polícia Federal sob seu comando, em 2005. Maluf e seu filho, Flávio, foram acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na cerimônia de diplomação, em outubro, na Assembleia Legislativa de São Paulo, Protógenes foi recebido aos gritos de “Prende o Maluf!”. Terra Magazine procurou ouvir os dois deputados para compreender o significado político do ingresso da caça e do caçador na Câmara de Deputados. “Celular não é pra se intrometer na conversa de dois companheiros”, reagiu Maluf, avesso a um papo. Protógenes respondeu a três perguntas. “É uma contradição”, reconhece.

Terra Magazine – Como tem sido o primeiro contato do senhor com as espécies políticas de Brasília?
Protógenes Queiroz – Tem sido uma relação muito cordial. O Congresso Nacional, hoje, tem uma nova vida, houve uma renovação de quase metade dos congressistas. Então, há muita expectativa de que esse novo Congresso venha atuar dando importância e relevância ao poder Legislativo na construção do Brasil.

Na Câmara dos Deputados, o senhor vai ter como colega o deputado Paulo Maluf, preso em 2005 pela PF, numa operação sob seu comando. Vocês foram eleitos pelo mesmo Estado. Repetindo aquela velha pergunta de Francelino Pereira: que país é esse?
É uma verdadeira contradição. Mas essa contradição faz parte do aperfeiçoamento da democracia. Nós não chegamos ainda na plenitude democrática. A ausência de uma reforma política permite que alguns quadros da política brasileira se perpetuem no poder. Enquanto não houver reforma política, de uma forma séria, que traduza a realidade da maioria dos eleitores brasileiros, nós vamos viver com essa realidade.

No seu mandato, o que o senhor pretende priorizar?
Vou manter a bandeira que eu sempre preguei, a do combate à corrupção. Agora, na qualidade de deputado, com o viés legislativo, de criar instrumentos para coibir a corrupção no Brasil e até me alinhar com a proposta da presidente Dilma, que em seu primeiro pronunciamento à Nação, no Congresso Nacional, enfatizou o combate à corrupção. Ela disse que o governo não iria agir de uma forma complacente com qualquer aliado

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Comentários

Ivan de Carvalho on 1 Fevereiro, 2011 at 18:30 #

Gente nova, ganha a competência e a garra, mas às vezes, não tem jeito, perde a História. A frase atribuida ao piauiense Petrônio Portela é de um dos antecessores dele na presidência da Arena, o mineiro Francelino Pereira.


luiz alfredo motta fontana on 1 Fevereiro, 2011 at 18:37 #

Caro Ivan de Carvalho

Parafraseando Francelino Pereira poderíamos perguntar:

Que deputado é este?

E poderíamos também lembrar que é o resultado da proporcionalidade, tendo sido guindado ao congresso graças ao Tiririca.

Abraços!


Claudio on 1 Fevereiro, 2011 at 20:00 #

Ivan, mea maxima culpa. Na hora da entrevista, bateu na cabeça o nome do arenoso piauiense, e não do mineiro Francelino Pereira, vivíssimo lá em Belzonte. Aliás, meses atrás tentei entrevistar o Francelino sobre as artes mineiras da política. E vejo que a pedrada teve uma finalidade: recordar da antiga pauta e ligar outra vez para ele. Escusas! Já está retificado na matéria.
PS- Por sinal, o caderno Folhetim, da FSP, editado por Tarso de Castro, fez uma série de entrevistas a partir desta pergunta. Entre os entrevistados, Sérgio Buarque de Hollanda.


Marco Lino on 1 Fevereiro, 2011 at 20:20 #

A bancada do banqueiro baiano Daniel Dantas no Congresso foi, talvez, a que mais perdeu peso (Heráclito que o diga) na nova legislatura.

Aliás, 2010 foi um péssimo ano para DD.

E ainda viu seu algoz justiceiro ser eleito.

Um banho de folha de vez em quando não faz mal algum, DD…


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João Tavares on 2 Fevereiro, 2011 at 8:27 #

Paulo Maluf foi eleito com 497.203 mil votos, sendo o terceiro deputado federal mais votado no estado e o quarto no país. Ou seja eleito com os seus próprios votos por tudo aquilo que fez quando foi governo quer na Capital e no Interior, que não foi favor mas a obrigação de todo homem público. Já Protógenes pegou carona na esteira final do cometa do deputado Tiririca, para falar o menos!? Maior contradição do que esta impossível!? Faz parte do jogo democrático! Felizmente a Democracia sempre será a diferença entre iguais e antagonicos!?


Marco Lino on 2 Fevereiro, 2011 at 14:23 #

A eleição do delegado teria sido mais tranqüila se este tivesse aceitado o suborno do banqueiro.

Mas ele não aceitou. Antes, preferiu, como um cruzado, perseguir o sonho de prender o banqueiro corrupto. Não adiantou, Gilmar soltou.

Já Maluf… aí são outros quinhentos! Conhece todos os paraísos fiscais do mundo.

Aliás, dizem que na ânsia de encontrar novos paraísos, o filho de libanês acabou encontrando, lá na Mesopotâmia, o Éden perdido…

6.000 anos escondido… mas o cara achou.

Viva o nosso Salim!!!


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