Super Notícia: na frente da Folha
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DEU NO PORTAL COMUNIQUE-SE ( ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DE BASTIDORES DA IMPRENSA)

Izabela Vasconcelos

O editor do jornal Super Notícia, Rogério Maurício, comemora o fato de o veículo fechar 2010 como o periódico de maior circulação do Brasil, à frente da Folha de S.Paulo, que liderou o ranking por 24 anos, mas acredita que o jornal mineiro ainda possa crescer mais. “Num mercado como o nosso, numa cidade grande, ainda temos espaço para crescer ainda mais”, afirmou. O jornal, que custa R$ 0,25, registrou média diária de circulação de 295.701 exemplares, contra 294.498 da Folha.

Para Rogério, o crescimento da classe C impulsionou as vendas do jornal popular. “Nossos leitores não migraram de outro jornal para o nosso. É um novo mercado leitor. São pessoas que nunca leram jornal e encontram o Super Notícia em padarias, mercearias e bancas”, explica.

Outro fato que pode ter incrementando as vendas foi o lançamento da revista Super TV, que circula às quintas-feiras com o jornal. A revista, com uma tiragem de 100 mil exemplares, é vendida por R$ 0,75 e foi lançada no dia 16 de setembro de 2010.

A Redação do Super Notícia é formada por cerca de 20 jornalistas, mas um número grande de profissionais de O Tempo e O Tempo Online colaboram com o jornal mineiro, num trabalho integrado.

O principal concorrente do Super Notícia é o Aqui MG, dos Diários Associados, que aparece na 27º posição do ranking, com 41.539 exemplares.
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Dois comentários divergentes sobre o assunto no Comunique-se:

Alair Ribeiro [27/01/2011 – 08:42]
(Freelancer)

O Super diminuiu o preço e a notícia. A fórmula mulher pelada, polícia e futebol funciona. Não há jornalistas, há subeditores. As matérias são chupadas do jornal maior e mutiladas para caber nas páginas do tablóide. Cada vendedor do jornal ganha R$0,10 dos R$ 0,25 que custa. A FSP custa R$ 2.50, 10 vezes mais. Se se fizer a proporção de preços e circulação… façam as contas. O Extra, do Globo foi quem lançou a fórmula das notícias reduzidas e mutiladas. É preocupante que o leitor tenha bem menos informações do que o necessário. Fiz um trabalho na UFMG sobre o “Estado de Minas” e o “Aqui” e sobre o “Tempo” e o “Super”. É preocupante a piora do texto e a incompletude da notícia. Não forma leitores, parece formar curiosos…

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Paulo Sérgio Pires [27/01/2011 – 10:16]

“Os jornalões apreciam dormir em berço explêndido. Estão apenas esperando a mudança total para a mídia on-line nos próximos anos. No futuro os jornais impressos terão de seguir a fórmula dos jornais populares mesmo, com mulheres nuas, polícia, futebol e celebridades. Jornal é apenas mais um produto que tem seu benefício para um público-alvo com uma expectativa determinada. sua única direferença é sua responsabilidade social. Não adianta falar de música clássica, literatura, artes quando o que se quer é entretenimento. Isso é marketing editorial”

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BAHIA EM PAUTA, no meio do tiroteio, pergunta: e você, o que pensa de tudo isso?

(VHS)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 27 Janeiro, 2011 at 14:17 #

Caro VHS

Nestes últimos anos, e em especial na edição do Blogbar, leio regular e diariamente alguns jornais: Folha, Estadão, Tribuna da Imprensa, Globo, Gazeta do Povo, Zero hora, sem contar passadas rápidas em outros. Lá de fora leio El País, El mundo, El Confidencial, Corriere Della sera, Il Messaggero, la Repubblica, La Stampa, Le Figaro, Le Monde, Libération, Guardian, The independent e ainda o Washington Post.

Não entrando em nenhuma alusão ou discussão quanto às linhas editoriais, e sim ficando na forma e conteúdo, é fácil perceber que o El País, lá fora foi o jornal que mais soube utilizar e aproveitar a internet, tornando sua leitura agradável, com utilização de várias mídias que se somam. Aqui, ainda, e infelizmente, os jornais sofrem de uma certa síndrome autista, quase que fechando os olhos para além das redações. ou, em outra linha, mutilando a informação em injustificada e canhestra defesa da comunicação instantânea.

Acredito que estamos no início de um processo que se aperfeiçoara rapidamente, em que os jornais terão de exercitar a troca de informações, tendo como normal, por exemplo, o dinamismo do noticiado, que poderá ao final do dia ser diverso do matinalmente apresentado.

Ganharemos todos, espero…


Chico Bruno on 27 Janeiro, 2011 at 19:49 #

Vitor,
A vergonha é nossa. Nenhum jornal nordestino está entre os 20 primeiros em circulação no país. Veja a relação que publiquei no sítio.


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