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Bahia em Pauta publica um texto de Albino Rubim, novo secretário de Cultura da Bahia, publicado originalmente no Caderno 2 do jornal A Tarde. Confira. (VHS)

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IMPRENSA E NEOLIBERALISMO

Antonio Albino Canelas Rubim *

Paul Krugman publicou recentemente um artigo em The New York Times, reproduzido pelo jornal A Tarde, intitulado “Quando os zumbis vencem”. O premiado economista discute o “estranho triunfo das idéias fracassadas” ao analisar a circunstância norte-americana e o complicado governo Obama. Ele afirma que “Os fundamentalistas do livre mercado estavam errados acerca de praticamente tudo e, ainda assim, eles agora dominam a cena política mais amplamente que nunca”.

No texto, Krugman busca respostas para tal predomínio depois de tantos fracassos neoliberais. A avassaladora crise mundial nascida em 2008 continua destroçando países e pessoas. A Irlanda, antes louvada pelos arautos do neoliberalismo como modelo, é o mais recente exemplo deste amontoado de fiascos. Entretanto, estas idéias mantêm impressionante vigência.

Uma das explicações para a hegemonia – afinal trata-se do tema anunciado por Antonio Gramsci – nos EUA, conforme Paul Krugman, é que “…as pessoas que deveriam estar tentando exterminar as idéias zumbis ao invés disto tentam chegar a um acordo com elas”. Para o autor, “isto é especialmente verdade (…) em relação ao presidente (Obama)”. Cabe lembrar que a potência da hegemonia neoliberal nos anos 80 e 90 era tal que se falava mesmo em “pensamento único”.

O “pensamento único” foi construído de modo articulado, através de governos dos países centrais – em especial, a Inglaterra de Margaret Thatcher e os EUA de Ronald Reagan -, das agências internacionais – como o banco Mundial, o FMI etc. – a da grande mídia transnacional.

O interessante artigo demonstra de modo vigoroso a atualidade do mais novo livro de Emiliano José. Ele se inscreve no que em outros tempos poderia, sem mais, ser denominado luta ideológica. Mas atenção: hoje a palavra “ideologia” está esquecida e parece ter sido banida do pensamento “respeitável”. Aliás, a hegemonia neoliberal conseguiu colocar sob suspeita muitas das idéias críticas e dos ideais emancipadores. Em lugar da cena pública de tensões e contradições imanentes à vida social e política, o neoliberalismo entroniza a sociedade competitiva, logo “moderna”. Os excluídos – pessoas e países – habitam as ruínas do brutal processo, intitulado “modernização”. Eles são destituídos de lugar no mundo, na vida e no pensamento. Desconsiderados, tornam-se párias, sem direito sequer à existência pública.

Emiliano José enfrenta corajosamente questões vitais da atualidade mundial e brasileira. Ele retorna a um tema caro na sua trajetória de estudioso e escritor: as preocupantes conexões entre jornalismo e política no Brasil. Desta vez, tais enlaces são perscrutados através do olhar atento à acentuada partidarização da mídia brasileira como oráculo do pensamento neoliberal.

O livro trata do jornalismo de campanha e das várias tentativas de desconstrução da Constituição de 1988, sob a ótica neoliberal, ensejadas nos governos Collor, Itamar e especialmente FHC, quando ocorrem as maiores desfigurações da Constituição Cidadã. Para isto, Emiliano José produz amplas revisões históricas: do neoliberalismo no mundo e no Brasil; dos processos constituintes e da própria atuação da imprensa brasileira recente.

A situação do Brasil, felizmente, não se assemelha a circunstância norte-americana, mas a persistência das “idéias fracassadas” é enorme no país. Elas estão presentes cotidianamente em falas de empresários, políticos, acadêmicos; em jornais, revistas semanais, programas de rádio e de televisão e, em especial, nas colunas vigentes na mídia.

Livros como o de Emiliano José são muito bem-vindos para superar o nefasto neoliberalismo que nos ameaça. Ele assume uma atitude vital ao se posicionar e lutar a favor de novos valores sociais, que nos ajudam a imaginar e a construir outro mundo possível: mais justo, democrático, solidário e intercultural.

Albino Rubim, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA e pesquisador do CNPq, escolhido pelo governador Jaques Wagner para Secretário de Cultura da Bahia .


Rubim entra na Cultura e sai Meireles
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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

O governador Jaques Wagner divulgou na tarde desta segunda-feira (17) a lista dos 15 primeiros nomes do secretariado do seu segundo mandato. Cinco secretarias estaduais mudaram de comando com o anúncio, entre elas, a de Segurança Pública, que deixou de ser chefiada por César Nunes e passou às mãos de Maurício Barbosa. Outra novidade é a recriação da Secretaria de Comunicação, que foi desmembrada da Casa Civil. Esta foi a única alteração na estrutura administrativa do governo confirmada até o momento.

Wagner manteve Eugênio Spengler na Secretaria do Meio Ambiente; Ney Campello na de assuntos referentes à Copa de 2014; Nilton Vasconcelos na do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte; Jorge Solla na Secretaria de Saúde, Cícero Monteiro na de Desenvolvimento Urbano; Osvaldo Barreto na de Educação; Manoel Vitório na de Administração; Carlos Martins na Secretaria da Fazenda; e Eva Maria Dal Chiavon na Casa Civil.

Domingos Leonelli, que havia se afastado do quadro administrativo do governo Wagner para concorrer às eleições do ano passado, reassumirá a Secretaria de Turismo. O vice-governador Otto Alencar assume a pasta de Infraestrutura no lugar de Wilson Alves de Brito Filho. O professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Albino Rubim, substituirá Marcio Meirelles na Cultura. Zezéu Ribeiro assume a Secretaria do Planejamento no lugar de Antônio Alberto Valença. Por fim, o delegado da Polícia Federal Maurício Barbosa chefiará a Secretaria de Segurança Pública, que tinha César Nunes a frente.

“A definição da nova equipe segue uma orientação geral de combinar o critério de qualificação técnica para cada pasta, com capacidade política para executar com cada vez mais eficiência, as ações do nosso governo”, explicou o governador. “A renovação traz ânimo novo para a continuidade de um projeto aprovado por 63% da população baiana”, concluiu Wagner.

O governador não definiu prazo para divulgação dos ocupantes das outras nove secretarias e da Procuradoria Geral do Estado. Wagner, no entanto, salientou que a coordenação política do governo continuará trabalhando nos próximos dias e os nomes serão divulgados à medida que forem confirmados.


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Deu no jornal PÚBLICO (Portugal)

A Wikileaks promete libertar dentro de semanas informação bancária secreta ilegal de dois mil clientes, recolhida por Rudolf Elmer, ex-funcionário de um banco suíço nas ilhas Caimão, afirma Julian Assenge.

Elmer não sabe precisar quantas pessoas ou entidades poderão ficar expostas com a informação que reuniu.

Julian Assange promoveu em Londres uma entrevista coletiva de imprensa com Rudolf Elmer.Segundo o site do The Guardian, durante o encontro com jornalistas Elmer mostrou dois discos em que supostamente está reunida a informação que se irá libertar.

Rudolf Elmer chegou a ser vice-director da filial do Julius Bar nas ilhas Caiman, considerado o quinto centro financeiro mundial. Despedido em 2002, o seu caso tornou-se um complexo problema de relações públicas para o banco. Elmer conta que se dirigiu a universidades e autoridades fiscais com a informação que recolheu, mas que ninguém quis se mexer. E, neste momento, a informação recolhida por Elmer arrisca-se a agitar os meios financeiros.

Tal como afirma, Elmer começou por deparar-se com um assunto que lhe pareceu a cauda de um rato, mas quando começou a puxar pareceu-lhe mais uma cauda de um dragão e, neste momento, lhe parece ser um dragão de várias cabeças.

O seu caso está presentemente em tribunal e está marcada para a próxima quarta-feira a sessão judicial onde vai começar a ser julgado por violação das regras de sigilo bancário suíças. Elmer se bate contra as regras de sigilo no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e nos tribunais suíços.


A volta do ex-ditador; “vim ajudar”

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Jean Claude Duvalier, o Baby Doc – apontado como um dos mais violentos, sanguinários e corruptos ex-ditadores da história atual – regressou tranquilo e vendendo saúde ontem ao Haiti após 25 anos vivendo em Paris. A promessa antiga de que seria detido não se cumpriu. Nas mãos de Duvalier e do seu pai, a quem sucedeu no poder, morreram cerca de 60 mil pessoas .

“Vim para ajudar”, disse Duvalier ao desembarcar no país i, proveniente de Paris. Cerca de mil pessoas estavam à espera do homem que ficou conhecido por Baby Doc e governou o país entre 1971 e 1986, até que uma revolta popular o derrubou. Antes o Haiti fora comandado pelo seu pai, François Duvalier, Papá Doc, de 1957 a 1971, quando morreu.

Duvalier foi avisado em 1997 pelo ex-presidente René Préval de que seria detido se tentasse regressar, lembra o El País. Estava acusado de vários crimes, entre os quais corrupção e violação dos direitos humanos. Mas ontem Baby Doc foi escoltado pela polícia até ao seu hotel de quatro estrelas. Logo no dia em que estava previsto realizar-se o segundo turno das eleições presidenciais, que foi adiada devido aos protestos populares pelas fraudes na primeira volta, não reconhecida pela Organização de Estados Americanos.

(postado por Vitor Hugo Soares com informações de SOL (Portugal), El Pais, Espanha, e agências internacionais de notícias)

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17


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BOM DIA!!!

A revista VEJA publica esta semana, na coluna Holofote, assinada pelo jornalista Felipe Paturi:
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Ivete com Jesus: cortes gerais

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ESTÁ VOANDO CACO DE TELHA PARA TODO LADO

A cantora Ivete Sangalo resgatou uma palavra do léxico empresarial nos anos 90: o downainzing. Depois de acumular prejuizos na produção dos shows da cantora Beyoncé e do grupo californiano Black Eyed Peas ela resolveu cortar e funcionários de suas empresas, reunidas na holding Caco de Telha. Os cortes podem atingir seu irmão, Jesus Sangalo, e seu vice-presidente, Ricardo Martins. As demissões não indicam que Ivete enfrente uma crise financeira. A questão é que a cantora se convenceu de que é o único produto rentável de sua empresa e pretende evitar desperdícios

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17
Posted on 17-01-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 17-01-2011


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Amorim, no Correio do Povo (RS)

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17
Posted on 17-01-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 17-01-2011

Dilma: novo retrato na parede do poder

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OPINIÃO POLÍTICA

Dilma inquieta ministros

Ivan de Carvalho

A presidente Dilma Rousseff está deixando inquietos seus ministros, especialmente alguns dos que ela herdou (ressalvo, por causa dos maledicentes, que não estou sugerindo que sejam eles uma herança maldita) do ex-presidente Lula.
É que Luiz Inácio Lula da Silva fazia duas coisas com muita intensidade. Uma delas eram os pronunciamentos públicos. A propósito de qualquer coisa, o então presidente tinha algo a dizer, discurso ou declaração, ainda que o enunciado verbal fosse mera roupagem para vestir o nada.
Ou fosse algum despropositado vitupério atirado à oposição, do tipo “o DEM deve ser extirpado”, ou uma constatação filosófica do tipo “a culpa é da zelite”, ou um ensinamento histórico para marcar que “nunca antes neste país” aconteceu uma determinada coisa ou até, sabe-se lá, uma coisa indeterminada.

Se Lula estivesse ainda no cargo, como gostaria e chegou a sonhar acordado, poderia hoje, com um misto de irrefreável orgulho e profundo pesar, lágrimas nos olhos (ele choraria, com toda certeza, se fosse lá, e o se fica por conta de não ter ido ao local do acidente com o avião da TAM em Congonhas) dizer: “Nunca antes neste país uma chuva matou tanta gente assim”. O que, não fosse por aquele evento que a nós chegou pela história de Peri e Ceci, seria verdade.

Mas falando pelos cotovelos, ou por todos os tentáculos (é que já se confunde Lula com lula para de surpresa renomear o maior campo petrolífero do país, enquanto ainda tem gente que reclama de um aeroporto chamado Luís Eduardo Magalhães por decisão do Congresso Nacional), o ex-presidente Lula conseguiu quase invariavelmente pautar a mídia brasileira segundo o interesse do governo. Ele levantava os temas que passariam a ser notícia e, com isso, reduzia ao mínimo temas incômodos que a mídia poderia abordar por iniciativa própria ou provocada por setores da sociedade.

Lula não descia do palanque. Dilma não sobe nele. Esteve pronta para devida e oportuníssima subida da serra, mas foi gesto único. Daí que a mídia fica de bobeira, com tempo disponível para se entregar ao esporte de caraminholar coisas, tolices como os desentendimentos brabos que lavram, agora por ordem presidencial em surdina, na base de sustentação política do governo, ou as peripécias da inflação, das dificuldades fiscais e do já prolongado drama cambial.

E a outra falha, não nossa, mas do governo. Este não está se aprestando a atulhar o Congresso de trabalho e matérias de difícil decisão. Um Congresso que fica sem trabalho, garantem os especialistas, dá trabalho ao governo. Mente desocupada é oficina do diabo.

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