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ESTA TARDE VI LLOVER

Armando Manzanero

Esta tarde vi llover
Vi gente correr y no estabas tu
La otra noche vi brillar
Un lucero azul y no estabas tu
La otra tarde vi que un ave enamorada
Daba besos a su amor ilusionada y no estabas
Esta tarde vi llover
Vi gente correry no estabas tu
El otoño vi llegar al mar oi cantar
Y no estabas tu
Yo no se cuanto me quieres si me
Extrañas o me engañas solo se que vi llover
Vi gente correr y no estabas tu
Esta tarde vi llover
Vi gente correry no estabas tu
El otoño vi llegar al mar oi cantar
Y no estabas tu
Yo no se cuanto me quieres si me
Extrañas o me engañas solo se que vi llover
Vi gente correr y no estabas tu

BOA NOITE!!!

(VHS)

jan
15

Regão serraa: desastre sem tamanho/Terra

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O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro chegou a 611 neste sábado. De acordo com informações da Defesa Civil, 274 óbitos foram registrados em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 55 em Petrópolis e 19 em Sumidouro. A Polícia Civil do Rio informou que 590 corpos já foram identificados

As vítimas fatais que teriam sido encontradas em São José do Vale do Rio Preto não estão especificadas no último levantamento da Defesa Civil. O Terra tenta contato com a prefeitura da cidade, mas ainda não obteve sucesso devido à dificuldade de comunicação na região.

Ainda segundo a Defesa Civil e as prefeituras, são 8.120 desalojados e 5.970 desabrigados nas três cidades mais afetadas. Em Petrópolis, são 3,6 mil desalojados e 2,8 mil desabrigados. Em Teresópolis, são 1,3 mil desalojados e 1,2 mil desabrigados. Em Nova Friburgo, são 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados.

As autoridades ainda não sabem estimar o número de pessoas desaparecidas porque as equipes de resgate enfrentam dificuldades para chegar, com o maquinário necessário, a locais afetados para tentar resgatar vítimas. Neste sábado, voltou a chover forte na região, o que prejudica as operações.

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse na sexta-feira que as equipes devem utilizar rapel para chegar aos locais mais difíceis.

O Instituto Médico Legal (IML) do Estado montou uma força-tarefa para ajudar nas identificações dos corpos. Na porta dos locais improvisados como necrotérios, uma multidão procura por amigos, familiares ou conhecidos que desapareceram depois da madrugada de terça para quarta-feira. Muitos ainda não foram encontrados em meio aos escombros. O reconhecimento dos mortos é feito através de fotos.

Na cidade de Nova Friburgo, os setores da Justiça autorizaram que os corpos das vítimas sejam enterrados sem identificação porque os médicos-legistas que trabalham na região serrana não estão dando conta de reconhecer tantos mortos, que já começam a exalar mau cheiro por falta de refrigeração.

Leia mais no Terra ( http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias )

jan
15


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OPINIÃO POLÍTICA

A Lavagem, o jegue e o Senhor

Ivan de Carvalho

Li, sem surpresa, mas com deleite, o comentário escrito pelo grande amigo e competente colega Alex Ferraz, publicado ontem na Tribuna da Bahia, e intitulado “A nova revolução dos bichos”.
Como diria Karl Marx, como a História, “A Revolução dos Bichos”, criada pela imaginação do escritor-profeta George Orwell sobre o modo stalinista de governar, aconteceu pela primeira vez como realidade e agora, na versão de Alex, se repete como farsa. Mas farsa só para não contradizer Marx. Porque o relato de Alex Ferraz retrata a pura realidade.

É verdade que se trata de um relato hilário. Mas não seria, sem deixar de ser trágico e hediondo, hilário, para quem tivesse um pouco de discernimento, o modo stalinista de governar? Tão hilário – assim como tão terrível – quanto o modo hitlerista de governar.

Alex Ferraz protesta contra a terrível decisão contra-cultural – solicitada e adotada a pretexto de proteger os animais – que atingiu a lavagem do Bonfim de proibirem o jegue e alguns outros animais de quatro patas (cavalos e burros sim, com inexplicável omissão sobre os cachorros e fora de questão as pessoas, que, sem o privilégio das quatro patas, têm apenas dois pés). E, reportando a revolta, que se instalou entre os bichos, contagiando outras espécies, dá conta de justas ações de protesto programadas.

É claro que houve, em relação aos jegues da Lavagem do Bonfim e animais assemelhados (burros e cavalos) uma dramática queda de status. De astros de uma festa supostamente abençoada por Deus e mundialmente conhecida foram rebaixados a escravos. Não podem desfilar garbosos puxando as enfeitadas carroças e aparecendo em filmes e fotografias nas televisões e jornais, mas vão puxar outras carroças, sem nenhuma graça e cheias de cana de açúcar, ou carregar cangalhas ou ainda servir de montaria sob o sol escaldante do sertão, bem pior que o da Cidade Baixa. E sem a proximidade do Senhor do Bonfim para “dar uma força”.

Afinal, quando Jesus, em sua pregação de três anos na Terra, aproximava-se do momento da cruz, ele atingiu a máxima popularidade. Aclamado pelas ruas de Jerusalém como profeta ou mesmo como o Messias, escolheu que faria o seu desfile de rei no Domingo de Ramos montado em um jumentinho que nunca antes fora montado por alguém. Não se chamava o quadrúpede Rocinante, nem Bucéfalo, nem Incitatus, nem Pégaso. Era apenas um jegue sem nome, mas entrou para a história, o mais famoso quadrúpede da história do planeta.

Fico pensando… se isso fosse na Salvador de hoje, Jesus teria de fazer o percurso a pé. Ou em uma moto, para glória e marketing da Honda, Susiki, Yamaha ou outra marca.


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A sugestão e link da musica para começar o dia no Bahia em Pauta vêm de São Paulo, do poeta Luiz Fontana, editor do Blogbar.
(VHS)

BOM DIA!!!

Gibbs: saia justa com russo na Casa Branca

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Perguntar Não Ofende

Regina Soares (De Belmont – EUA)

O Secretário de Imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, discute diariamente vários aspectos e tópicos ligados a administração do Presidente Obama, economia e o progresso, ou falta de, nas guerras lideradas pelos Estados Unidos. Ontem, 14 , Gibbs, que deixará o posto no próximo mês, se viu envolto em outro tipo de discussão:

“Foi o ataque perpetrado em Arizona um inevitável produto do “excesso de liberdade” na América do Norte?” Pergunta do jornalista russo na audiência, Andrei Sitov.

O argumento do jornalista russo era de que o jovem atirador, perturbado mentalmente, de acordo com as investigações até aqui, ao reagir violentamente, abrindo fogo contra um grupo que se reunia em frente a um supermercado, matando 6 e ferindo gravemente 14 dos presentes, incluindo a representante do Congresso, Cabrielle Griffords, do partido Democrata, suposto alvo imediato do atirador, o Juiz Federal John M. Roll e uma criança de apenas 9 anos, Christina Taylor Green, um ataque sangrento, despertando raiva, choque e dor de Tucson a Washington, seria um ato derivado da tão propagada “liberdade americana”.

Surpreso e a contragosto, Gibbs discordou veemente, “Não, isso não é América”. Veja vídeo(nota BP:edição do vídeo não está autorizada para o Brasil)

Aparentemente não convenceu Sitov, cujo país é conhecido pelos atos de restrições as tais liberdades individuais que América considera um valor seu, já que foi ouvido dizendo em resposta: “se se quer parar com esse tipo de manifestação, deve-se estar disposto a fazer certas restrições a liberdade”…

Regina Soares, advogada em eleições nos Estados Unidos, mora em Belmont, área da baia de San Francisco, Califórnia.

jan
15
Posted on 15-01-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 15-01-2011


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Duke, no Super Notícia (MG)


Dona Ilair:salvamento comoveu o mundo
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Imagens de humanismo e bom jornalismo
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ARTIGO DA SEMANA

OUTRO LADO DA TRAGÉDIA NO RIO

Vitor Hugo Soares

O antigo e sempre novo compositor baiano ensina que “a tristeza é senhora e desde que o samba é samba é assim”. De Salvador, olhando para a tela da TV enquanto se desenrolam as cenas da maior catástrofe climática de que se tem lembrança na história do País, é praticamente impossível não associar os versos do samba pungente aos fatos, mazelas e personagens de um drama nacional tantas vezes anunciado e tantas vezes repetido, como acontece nestes primeiros dias de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro, cujo grito de alerta (não escutado) partiu de São Paulo e Minas.

“Essa história é velha”, proclamam as vozes críticas dos arautos da “objetividade jornalística”, antes de remoer ataques à concessão de passaportes diplomáticos pelo Itamaraty aos filhos e netos do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa é outra história antiga, que lembra tempos de mesquinharias e vinganças políticas e pessoais. Da época dos ditadores que dominavam quase a América Latina inteira e conduziam a feroz “Operação Condor”. Então, o ex-presidente João Goulart e o ex-governador Leonel Brizola, vigiados o tempo inteiro e ameaçados de morte no exílio do Uruguai, tentavam em vão conseguir um passaporte que os permitisse – e a seus familiares – chegar a terras mais seguras, enquanto tanta “gente com dois passaportes” (a frase é de Brizola) – da imprensa, inclusive – voava livremente dentro e fora do Brasil.

Isso ninguém me contou, eu vi. Na época em que, repórter do Jornal do Brasil, também costumava voar de férias (com Carteira de Identidade apresentada antes do embarque) para sentir a pressão da chapa no continente. Mas, por enquanto, não quero perder o rumo destas linhas destinadas a falar sobre o drama atual nas serras fluminenses.

Sim, a tragédia das chuvas no Rio e no País também é velha e recorrente. No entanto, a cada tempo ela se apresenta mais intensa em sua dramaticidade exemplar, como na batida do clássico Bolero de Ravel. E a cada vez, há sempre algo novo e diferente para ver e aprender, basta abrir bem os olhos e tirar a cera dos ouvidos, como esta semana aconteceu comigo em um consultório médico da capital baiana.

No caso da zona serrana do Rio, os números apavorantes nesta sexta-feira em que escrevo, crescem sem parar. Já são mais de 530 mortos, dezenas de soterrados, milhares de desabrigados (vários na busca notícias desesperada de parentes mortos ou ainda soterrados), mas o rol de tristes fatos e consequências – sociais, políticas, econômicas, mas principalmente humanas – aumenta diariamente.

“Tudo demorando em ser tão ruim”, como no samba triste de Caetano Veloso. Mas, aqui e ali, demonstrações de força, coragem, generosidade e profissionalismo que redimem e restauram a crença em uma nação, em uma gente e em um país. Quando tudo parece ruir e ser arrastado montanha abaixo pela enxurrada, eis as imagens com força humanística e competência jornalística capazes de restaurar fé, esperança e confiança quase inteiramente perdidas.

Falo, evidentemente, das imagens da reportagem que sugiro desde já como forte candidata a conquistar todos os prêmios de jornalismo do Brasil este ano – o Esso inclusive. Transmitidas pela primeira vez no Jornal da Globo, madrugada de quarta-feira, 12/1, as cenas correm e emocionam o mundo desde quinta-feira quando foram mostradas também no canal internacional de notícias CNN . Podem ser vistas nos blogs e no You Tube.

Mostram a operação de salvamento de dona Ilair de Souza, 52 anos, na localidade serrana de São José do Rio Preto. Reproduzidas inúmeras vezes e com todos os detalhes pelo canal fechado Globo News, na quinta-feira e ontem, a reportagem é simplesmente magnífica. Um desses momentos raros que unem bom jornalismo com demonstrações espontâneas de coragem, iniciativa, força, solidariedade, entrega e o melhor do caráter de um povo nas condições mais dramáticas e adversas. Tudo conduzido por gente simples, vizinhos, desconhecidos, heróis anônimos da comunidade fluminense.

Dado digno de nota: nas imagens fortes e comovedoras colhidas pelo olhar atento e competente do cinegrafista Rogério de Paula no comando de sua câmera, não aparece nem se percebe a presença de nenhum político, governante, representante de ONG, assessores, ou símbolos oficiais, nem mesmo da polícia, em um dos momentos mais emblemáticos e humanos dessa tragédia que abala o País.

Exemplo bom de ver no meio das patéticas e permanente representações teatrais de políticos e de governantes; da feiúra que restou de casas simples e ricas mansões destruídas; dos escombros que encobrem o rico cenário geográfico, cultural e artístico de belas localidades da época imperial; da bizarra festa de 20 mil pessoas saudando a chegada de Ronaldinho Gaúcho no campo do Flamengo, na Gávea, alheios ao horror e ao grito de dor que parte da região serrana, pela identificação do parente no necrotério improvisado ou na pilha de corpos congelados dentro do caminhão frigorífico.

Apesar de tudo, as imagens do salvamento de dona Ilair são reveladoras de que nem tudo está perdido. Há coragem e esperança entre os escombros da tragédia fluminense. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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