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Postado em 14-01-2011
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 14-01-2011 09:55

Aécio: tucano tem apelo no PMDB

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB prepara reciclagem

Ivan de Carvalho

A crise entre o PMDB e o PT por causa de espaços políticos no governo Dilma Rousseff não arrefeceu. Apenas, a batalha passou a ser travada em surdina, por exigência da presidente. Mas o PMDB, embora já conformado em não ter um representante partidário no núcleo político do governo (Michel Temer integra esse núcleo, mas por ser vice-presidente da República e não por ser peemedebista), insiste em cobrar postos que minimizem as duas pesadíssimas perdas que sofreu na composição do primeiro escalão e já também em algumas áreas do segundo escalão, como ocorreu na Saúde, onde, além do cargo de ministro, perdeu a Secretaria de Atenção à Saúde e a Funasa.

O PMDB está consciente de que perdeu espaço e força na composição do governo, além de ter encolhido na Câmara dos Deputados, onde, desde que é PMDB, pela primeira vez não terá a maior bancada, mas a segunda em número de integrantes, superada pela do PT. A estratégia petista, a esta altura absolutamente óbvia, é a de desidratar o PMDB e torná-lo cada vez mais um aliado frágil e controlável. Ao tempo em que os petistas ocupam os espaços a fórceps arrancados ao PMDB.

O partido que já foi de Ulysses Guimarães está consciente de que se as coisas continuarem no rumo em que vão lhe caberá o mesmo destino que atualmente amarga o DEM (antes PFL), hoje próximo, muito próximo da extinção. Está idéia, assinala um analista ligado ao PMDB, está “fermentando no partido” e deverá produzir resultados a seu tempo.

Uma observação atenta dos fatos recentes leva à conclusão de que o comando peemedebista teve fraco desempenho na negociação com o novo governo, o que facilitou ao PT ocupar espaços que no governo Lula eram do PMDB. Michel Temer bem teria feito se renunciasse à presidência do PMDB imediatamente à proclamação de sua eleição para vice-presidente da República pelo TSE. Como vice de Dilma, ele não podia brigar por seu partido. Então deixasse a outro essa tarefa e ele se preservaria para atuar como conciliador. Mas não fez isto e, assim, prejudicou.

Na avaliação da bancada na Câmara, o líder Henrique Alves apresenta (apresenta) fraco desempenho na negociação e na batalha. O critério de avaliação é o dos resultados. Ao ensaiar uma proposta de salário mínimo bastante acima da que o governo admite, o líder teria visado principalmente a, mostrando disposição para a briga, reduzir seu desgaste junto à bancada peemedebista na Câmara. A proposta colocaria o PT na terrivelmente incômoda posição de defender um salário mínimo menor. E, na duvidosa ou improvável hipótese de o maior ser aprovado, a presidente Dilma estaria na incômoda posição de vetá-lo.

Há no PMDB o entendimento de que, a curto prazo, o partido não vai recuperar a posição confortável de que desfrutava no governo Lula (na minha opinião, o Projeto de Poder do PT entrou em novo estágio com o início do governo Dilma). Mas estima-se, no partido, que este tem experiência para, a prazo maior, recuperar espaços. “Se não recuperar, Aécio está aí mesmo”, assinala o anônimo analista já referido antes.

O tucano Aécio Neves tem, dentro do PMDB, um apelo muito forte. Se o PMDB não estiver confortável no governo Dilma, abrirá outro caminho, pois sabe que, do contrário, acabará tendo o mesmo destino do DEM – e é esta consciência que vai se firmando entre os peemedebistas

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 14 Janeiro, 2011 at 12:29 #

Caro Ivan de Carvalho

Dá uma tristeza,um desânimo……uma preguiça…

O desconforto do PMDB tem nome e sobrenome, será enfrentadop hoje na reunião ministerial:

Aqui o Estadão online de hoje:

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“BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff abre nesta sexta-feira, 13, às 14 horas, no Palácio do Planalto, a primeira reunião ministerial do seu governo. No encontro, alertará a equipe para a necessidade de adotar “procedimentos éticos” e dividir com os ministros da área econômica os ônus políticos que podem resultar dos cortes orçamentários. O ajuste nas contas de cada pasta é considerado “inevitável” pela presidente. A previsão é que o encontro se estenda até as 18 horas. ”

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Neste cenário, Dilma cede e se apequena, antes dos 100 dias, o PT não sabe e não tem cintura para administrar miséria, necessita de cofres fartos para “aparelhar por aparelhar”, nos últimos anos carteirinha de petista é especialização para cargos, carguinhos e cargões.

A equipe de Dilma é uma coleção de fracassos nas urnas, começando pelo Mercadante e terminando na tal da Ideli.

Claro que o PMDB de Sarney, Jucá, Renan, e outros menos votados, ou vocacionados, sabe disto e tem a conta-fatura pronta, sem este PMDB Dona Dilma não sobrevive, Lula com todo o seu carisma sabia disto e manteve as “burras” abertas.

Aécio, ainda precisa trocar as penas, e o fará nos prõximos dois anos, já sabe que como tucano seu vôo será curto e desengonçado, não faz bem ao mineiro a fantasia tucana, roupa “black-tie” e bico fantasia.

Acredite, Dilma não resiste oa PMDB nem nos primeiros 100 dias de seu tíbio, ao menos por hora, governo.

Repetindo:

Dá uma tristeza, um desânimo, ….uma preguiça……….


katia ohlendorf andrade on 20 Janeiro, 2011 at 17:32 #

Não dá para misturar alhos com bugalhos. Aécio nunca tripudiou covardemente sobre o Governo Lula, nas inumeráveis crises golpistas que aconteceram nos últimos anos, como o mensalão, a campanha do cansei, o dossiê dos “aloprados”, a CPI dos Correios, etc, pelo contrário, sempre tendo defendido a democracia e desmontando a tese do impeachment do Presidente da República. E nunca privatizou um prego em Minas, tendo transformado a CEMIG numa das maiores empresas de distribuição elétrica da América Latina, inclusive comprando empresas estrangeiras que aqui aportaram no desgoverno de FHC.
Aécio vai ser a grande liderança brasileira nos próximos anos. Como Governador, ele fez um excelente governo em Minas e trabalhando ombro a ombro com o Governo Federal, fez no estado o maior programa de obras de todos os tempos. Oposição sim, mas não oposição besta, oposição por oposição. O DEM fez e acabou. Foi pro buraco. Um buraco bem fundo, onde ainda cabe muita gente idiota, é só pular.


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