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O jovem modelo português Renato Seabra, acusado do homicídio do jornalista Carlos Castro, colunista de renome em Lisboa, vai aguardar detido nova audiência judicial, no Supremo Tribunal de Nova Iorque a 1 de Fevereiro, segundo noticia em sua edução de hoje o jornal Sol.

Alegando a «seriedade e violência do crime» cometido a 7 de Janeiro, a procuradora Maxine Rosenthal pediu ao Tribunal Criminal que não fosse concedida liberdade condicional ao modelo de 21 anos, que não prestou depoiento durante a audiência por videoconferência, em Nova Iorque.

Seabra estava no Hospital Bellevue, vestido de bata de paciente, ao lado do seu advogado, David Touger, que pediu ao juiz Ferrara que não autorizasse que fossem feitas imagens.

O pedido de nova detenção preventiva para aguardar novas provas, foi concedido pelo juiz Ferrara, na curta audiência de menos de dois minutos no Tribunal Criminal de Manhattan. Segundo o depoimento ao tribunal do detetive John Mongiello, da Polícia de Nova Iorque, o crime aconteceu às 14h, cinco horas antes de o corpo ser encontrado no Hotel Intercontintal, e Seabra «declarou que matou Castro e que o agrediu através de numerosos meios».

Seabra é acusado de homicídio em segundo grau, mas a acusação poderá ainda ser agravada para homicídio em primeiro grau ou então atenuada. Na audiência no Supremo Tribunal será conhecida a acusação, que já foi votada por um comité de jurados .

O homicídio em segundo grau, o mais comum na lei do estado de Nova Iorque, prevê uma pena entre os 25 anos e a prisão perpétua, permitindo o pedido de liberdade condicional ao fim dos 25 anos na cadeia. Se Seabra se declarar culpado a 1 de Fevereiro, não chegará a ir a julgamento.

(Com informações do jornal Sol e agência LUSA)

jan
14
Posted on 14-01-2011
Filed Under (Crônica, Gilson) by vitor on 14-01-2011


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CRÔNICA/TEMPESTADES
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CHOVA OU FAÇA SOL

Gilson Nogueira (Do Rio de Janeiro

Ao ouvir o trovão, imaginei um raio cortando ao meio o Cristo Redentor. Chovia forte no Rio de Janeiro. O aparelho de TV já havia sido desligado. Era dia de Lua Crescente, tempo de novos começos, como afirmam os que acreditam no que dizem as fases da Lua. Logo, pegaria no sono, para mente e corpo relaxarem. Dormi direto.

Ao acordar, no dia 13, estupefação, angústia diante da tragédia na região serrana do estado fluminense relatada no jornal. Faltaram palavras para traduzir o que lia. A dor não permitia que elas formassem uma frase. Uma dor aguda, profunda, sem tradução alguma, que dói diferente da dor comum, até agora. E que vai doer bastante em todo mundo para sempre.

Que absurdo, meu Deus, a morte de mais de 500 pessoas, por causa dos problemas provocados pelas chuvas! Como pôde acontecer uma coisa assim, meu Pai, em pleno verão, época de férias e de festa de sol, de uma hora para outra, com aquela gente toda, em Nova Friburgo, Petrópolis,Teresópolis e em cidades de menor tamanho do Rio???!!!

Não há palavras que definam o sofrimento dos que perderam seus parentes e amigos, nesta hora. Há, sim, uma certeza. Enquanto os interesses políticos de homens públicos que só querem o “vem a nós e ao vosso reino nada”, como diz o ditado, sobrepuserem-se aos interesses do povo, tragédias como a que faz o Brasil sofrer agora voltarão a acontecer.Chova ou faça sol.

Gilson Nogueira é jornalista

BOA TARDE!!! ( http://fontanablog.blogspot.com/

Perversidade e mau caratismo é pouco.

Um falso alarme do rompimento do deck de uma represa provocou pânico na manhã desta sexta-feira no centro do município de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Segundo informações do portal IG, pacientes foram retirados às pressas do hospital de campanha montado para atender as vítimas das chuvas. Pessoas chegaram a subir em árvores e caixas eletrônicos com medo.

Uma fila de aproximadamente 500 metros de moradores à espera de água foi desfeita por causa do pânico gerado pelo alerta.

Contudo, a informação foi negada ao iG pelo relações públicas do 11º BPM (Friburgo) capitão Rodrigo Matos. Outro boato dava conta de que a caixa d’gua de um hospital tivesse quebrado e provocado a confusão. Porém, o PM também disse que a informação não é verdadeira.

Homens dos bombeiros também correram para se proteger na hora do falso alarme, ajudando, inclusive, na evacuação do hospital de campanha. Mesmo que a represa, localizada no distrito de Conselheiro Paulino, tivesse se rompido não ofereceria risco à população, de acordo com a PM, já que ela está a 13 quilômetros do centro de Nova Friburgo.

A inspetora da Polícia Civil Valéria Vieira Serpa caiu de uma picape da corporação na hora do tumulto e bateu com as costas em um paralelepípedo. Ela foi socorrida rapidamente e, de acordo com a corporação, seu estado requer atenção já que a policial não está sentindo as pernas.

jan
14

Aécio: tucano tem apelo no PMDB

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB prepara reciclagem

Ivan de Carvalho

A crise entre o PMDB e o PT por causa de espaços políticos no governo Dilma Rousseff não arrefeceu. Apenas, a batalha passou a ser travada em surdina, por exigência da presidente. Mas o PMDB, embora já conformado em não ter um representante partidário no núcleo político do governo (Michel Temer integra esse núcleo, mas por ser vice-presidente da República e não por ser peemedebista), insiste em cobrar postos que minimizem as duas pesadíssimas perdas que sofreu na composição do primeiro escalão e já também em algumas áreas do segundo escalão, como ocorreu na Saúde, onde, além do cargo de ministro, perdeu a Secretaria de Atenção à Saúde e a Funasa.

O PMDB está consciente de que perdeu espaço e força na composição do governo, além de ter encolhido na Câmara dos Deputados, onde, desde que é PMDB, pela primeira vez não terá a maior bancada, mas a segunda em número de integrantes, superada pela do PT. A estratégia petista, a esta altura absolutamente óbvia, é a de desidratar o PMDB e torná-lo cada vez mais um aliado frágil e controlável. Ao tempo em que os petistas ocupam os espaços a fórceps arrancados ao PMDB.

O partido que já foi de Ulysses Guimarães está consciente de que se as coisas continuarem no rumo em que vão lhe caberá o mesmo destino que atualmente amarga o DEM (antes PFL), hoje próximo, muito próximo da extinção. Está idéia, assinala um analista ligado ao PMDB, está “fermentando no partido” e deverá produzir resultados a seu tempo.

Uma observação atenta dos fatos recentes leva à conclusão de que o comando peemedebista teve fraco desempenho na negociação com o novo governo, o que facilitou ao PT ocupar espaços que no governo Lula eram do PMDB. Michel Temer bem teria feito se renunciasse à presidência do PMDB imediatamente à proclamação de sua eleição para vice-presidente da República pelo TSE. Como vice de Dilma, ele não podia brigar por seu partido. Então deixasse a outro essa tarefa e ele se preservaria para atuar como conciliador. Mas não fez isto e, assim, prejudicou.

Na avaliação da bancada na Câmara, o líder Henrique Alves apresenta (apresenta) fraco desempenho na negociação e na batalha. O critério de avaliação é o dos resultados. Ao ensaiar uma proposta de salário mínimo bastante acima da que o governo admite, o líder teria visado principalmente a, mostrando disposição para a briga, reduzir seu desgaste junto à bancada peemedebista na Câmara. A proposta colocaria o PT na terrivelmente incômoda posição de defender um salário mínimo menor. E, na duvidosa ou improvável hipótese de o maior ser aprovado, a presidente Dilma estaria na incômoda posição de vetá-lo.

Há no PMDB o entendimento de que, a curto prazo, o partido não vai recuperar a posição confortável de que desfrutava no governo Lula (na minha opinião, o Projeto de Poder do PT entrou em novo estágio com o início do governo Dilma). Mas estima-se, no partido, que este tem experiência para, a prazo maior, recuperar espaços. “Se não recuperar, Aécio está aí mesmo”, assinala o anônimo analista já referido antes.

O tucano Aécio Neves tem, dentro do PMDB, um apelo muito forte. Se o PMDB não estiver confortável no governo Dilma, abrirá outro caminho, pois sabe que, do contrário, acabará tendo o mesmo destino do DEM – e é esta consciência que vai se firmando entre os peemedebistas

jan
14
Posted on 14-01-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 14-01-2011


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Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

jan
14
Posted on 14-01-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 14-01-2011

deu no IG

O número de mortes na região serrana do Rio de Janeiro já é maior do que a soma de todas as mortes provocadas pelas chuvas que atingiram o Brasil em 2010, ano em que Rio de Janeiro, São Paulo e Estados do Nordeste já haviam sofrido com as enchentes. Em todo o ano passado, o País registrou 473 mortes em 11 Estados das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste.

O número de vítimas abrange as mortes ocorridas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre, Alagoas, Pernambuco e Bahia.

Em 2010, o Rio também foi o Estado que registrou mais óbitos decorrentes dos temporais, com 316 mortes. Somente em Niterói, o município mais atingido, foram pelo menos 168 vítimas, grande parte em consequência dos desabamentos e deslizamentos de terra no Morro do Bumba, no início de abril.

São Paulo registrou 46 óbitos e Alagoas contabilizou 35 mortos. Ainda segundo a Defesa Civil, apesar de não confirmarem nenhuma morte, outros sete Estados também registraram prejuízos causados pelas chuvas: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Rondônia e Sergipe.

A tragédia da região serrana é a maior tragédia natural da história brasileira. E o Rio de Janeiro é um Estado onde tragédias se repetem. Só o ano de 2010 foi marcado por duas grandes tragédias provocadas pelas chuvas.

Na madrugada do dia 1º de janeiro, logo após as festas de réveillon, parte da pousada Sankay, na Praia do Bananal, além de sete casas vizinhas foram soterradas em Angra doe Reis. No Morro da Carioca, pelo menos 20 casas foram atingidas, totalizando 53 mortos na cidade do sul fluminense.

No dia 7 de abril o acúmulo de água provocou um grande deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói e em toda a região metropolitana da capital. Dezenas de casas construídas em cima de um antigo lixão, no Morro do Bumba, foram soterradas em uma tragédia anunciada. As 47 vítimas, além de centenas de desabrigados pagaram um preço alto pelas construções feitas em áreas de risco. No total, mais de 250 mortos foram contabilizados no Rio e em municípios vizinhos. Niterói é uma cidade marcada por tragédia.

Durante a tragéria do Morro do Bumba, moradores ainda recordam e evocam a tragédia de 17 de dezembro de 1961, quando um incêndio causou a morte de cerca de 500 pessoas (70% delas crianças) na cidade.

Em 2008, a alvo da força das águas foi Santa Catarina. A tragédia começou no dia 22 de novembro e deixou 137 mortes em mais de 60 cidades afetatadas. Mais de 1,5 milhão foram afetadas e pelo menos 25 comunidades sumiram do mapa.

Conhecida como uma das maiores tragédias naturais da história do Brasil, as fortes chuvas que resultaram em grandes deslizamentos de terra na serra de Caraguatatuba, no litoral norte paulista, mataram mais de 400 pessoas e soterradas centenas de casas. Cerca de 30% da população ficou desabrigada e diversos desaparecidos nunca foram encontrados.

(Mais informações no portal IG:

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