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Postado em 07-01-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 07-01-2011 10:35

O sinal de alerta foi aceso em Brasília, esta sexta-feira,7, com a divulgação dos números do custo de vida no País.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano com alta acumulada de 5,91%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos percentuais, essa é a maior variação anual desde 2004 (7,6%). Em dezembro, o índice recuou para 0,63%, ante variação de 0,83% em novembro.

Os preços dos alimentos, os maiores vilões da inflação, avançaram 10,39% em 2010. Segundo o IBGE, o grupo contribuiu com 40% do IPCA no ano. O aumento foi sentido em todas as regiões do País, com destaque para Curitiba, que viu os preços de itens alimentícios subirem 13,14% no ano passado. Já a menor variação foi observada em Porto Alegre (7,53%).

O feijão, que não pode faltar nas mesas dos brasileiros em todo País, registrou aumento de preços de 51,49% no ano passado, segundo o IBGE. Mas quando se observa o peso da despesa no orçamento das famílias, o problema mesmo foi o encarecimento das carnes. Para comprar um quilo do produto, o consumidor teve de pagar, em média, 29,64% a mais que em 2009. Com isso, o produto foi o que mais contribuiu para o aumento da inflação oficial no País. Também ficou mais caro comer fora de casa – alta de 10,62%, representando o segundo maior impacto para o IPCA.

Para o analista Thiago Curado, da Tendências Consultoria, “2010 foi um ano em que tivemos uma pressão muito forte de alimentos, com aumento dos preços internacionais das commodities e choque de oferta. Mas se observamos o núcleo do IPCA, vemos que o índice ficou muito pressionado como um todo, em especial por conta de fatores como desemprego em queda e elevação da renda e do poder de compra dos consumidores”.

Além de alimentos

A inflação em produtos não alimentícios foi de 4,61% no ano, ligeiramente menor que a registrada em 2009 (4,65%). O maior aumento de preços foi sentido na hora de pagar os empregados domésticos (11,82%), que representou a terceira maior pressão para o IPCA como um todo em 2010.

Ir ao cabeleireiro também ficou bem mais caro no ano passado (8,16%), pressionando a taxa do grupo das despesas pessoais, que avançou 7,37%. No mesmo patamar ficou a variação dos preços de vestuário (7,52%). Na sequência, aparecem os gastos com educação (6,22%), puxados pelo aumento de 6,64% das mensalidades escolares.

As despesas com habitação avançaram 5,0% no ano passado, com destaque para a alta de 7,42% nos aluguéis e de 7,11% no valor do condomínio. No grupo de cuidados pessoais, a inflação avançou 5,07%, liderada pelo aumento dos preços de planos de saúde (6,86%).

Na outra ponta, os itens que registraram menor avanço da inflação em 2010 foram artigos de residência (3,53%), transportes (2,41%) e comunicação (0,88%). Segundo o IBGE, foi observada deflação nos itens TV, som e informática (-12,25%), emplacamento e licença (-9,51%), seguro voluntário (-3,53%), automóvel usado (-2,01%) e automóvel novo (-1,03%).

Belém tem a maior inflação do país

Na análise por regiões, o destaque ficou com Belém, com variação de 6,86% acumulada em 2010. O resultado foi pressionado, principalmente, pelo aumento de 17,58% nas tarifas de energia elétrica e de 10,38% nos custos com alimentação.

Já em Recife, a queda de 9,16% na conta de luz e o recuo de 8,98% nos preços do botijão de gás contribuíram para que a cidade tivesse a menor inflação do País no ano passado, com variação de 4,63%.

Recuo em dezembro

No mês passado, o IPCA recuou para 0,63%, ante variação de 0,83% em novembro. Apesar disso, a variação foi maior que a registrada no mesmo de 2009 (0,37%). O resultado se deveu, principalmente, à desaceleração dos preços de alimentos e bebidas – de 2,22% em novembro para 1,32% em dezembro. Apesar do menor ritmo de crescimento, o grupo responde por 49% da variação do IPCA total no mês.

(Com informações do IG)

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