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BOA NOITE!!!

jan
05

Per Oscarsson: tragédia na Suécia

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Morreu tragicamente no incêndio de sua casa na Suécia o ator sueco Per Oscarsson, que ganhou o prémio de Melhor Ator em Cannes em 1966, pelo desempenho no filme “Fome” e que protagonizou outros filmes famosos no cinema europeu. Ele também trabalhou em filmes recentes baseados na trilogia Millennium de Stieg Larsson.

O porta-voz do ator confirmou que os exames periciais da arcada dentária feitos pela polícia atestam que os corpos carbonizados encontrados pertencem ao ator, de 83 anos, e à mulher, de 67.

A moradia onde residia o casal, localizada numa zona remota da cidade de Skara, ardeu na totalidade. Quando os bombeiros chegaram ao local, apenas a chaminé estava intacta.

( Informações do portal português TSF e agência Reuters )


Lily Marinho: uma vida de romance
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Internada com uma infecção respiratória desde o dia 13 de dezembro na UTI da clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio, Lily Marinho morreu às 20h05 da noite desta quarta-feira (5), de falência múltipla dos órgãos. Viúva do jornalista e empresário Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, Dona Lily, como era conhecida, tinha 89 anos.

Desde a sua internação, dona Lily, como costuma ser chamada, estava cercada de cuidados por toda a família. Nascida na Alemanha, registrada na Inglaterra e educada na França, Lily Monique Lemb, seu nome de batismo, ficou noiva aos 17 anos logo após ser coroada miss Paris. Mudou-se para o Rio de Janeiro com seu então marido, o jornalista e fazendeiro Horácio Gomes Leite de Carvalho Filho. Com ele teve um filho, que morreu aos 26 anos em um acidente de carro. Meses depois adotou João Baptista, na época com pouco mais de um ano.

Já viúva, após 45 anos de casamento, reencontrou Roberto Marinho, a quem conhecera 40 anos antes durante um jantar. Em setembro de 1991 se casaram e ficaram juntos até 6 de agosto de 2003, data da morte do empresário.

Lily Marinho deixa um filho, João Baptista, quatro netos, Phillipe, Gabriela, Anthony e João Victor, além dos três enteados, filhos de Roberto Marinho – Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto.

Vida

Dona Lily Marinho nasceu Lily Monique Lemb, na Alemanha, em 1921. Registrada na Inglaterra, foi educada na França, mas se naturalizou brasileira há 28 anos. Filha única da francesa Jeanne Bergeon e do militar britânico John Lemb, aos 17 anos ganhou o título de miss Paris e logo em seguida ficou noiva do jornalista e fazendeiro brasileiro Horácio Gomes Leite de Carvalho Filho, com quem se mudou para o Rio de Janeiro.

A união durou 45 anos. Juntos tiveram um filho biológico – Horácio de Carvalho Junior, que morreu aos 26 anos, em 1966, em um acidente de carro, e João Baptista – adotado por Lily com pouco mais de 1 ano de vida e alguns meses após a morte do primogênito.

Dona Lily conheceu seu segundo marido, Roberto Marinho, durante um jantar, quando ainda estava casada. Mas apenas 40 anos mais tarde, no final da década de 80 e somente após a morte de Horácio, eles se reencontraram. Em 1991 se casaram e ficaram juntos até 6 de agosto de 2003, data da morte do fundador das Organizações Globo.

Atividades

Por defender uma cultura de paz e não-violência, princípios do Manifesto da UNESCO 2000, Lily Marinho foi nomeada em 1999 embaixadora da Boa Vontade da organização. Ela apoiava projetos pelos direitos das crianças de rua e famílias necessitadas.

Apaixonada pelas artes, Lily Marinho, além de colecionadora, também presidiu as comissões de honra das exposições de Rodin, Picasso, Camille Claudel e Monet no Brasil.

Lily e Roberto

Assim que se casou com Roberto Marinho, dona Lily foi morar em sua mansão no Cosme Velho, zona sul do Rio. Com cerca de três mil metros quadrados, a casa cor-de-rosa já abriu suas portas para muitos jantares e recepções para artistas, políticos, reis e rainhas, comandados de perto pela anfitriã.

No jardim da mansão, projetado por Burle Marx, dezenas de flamingos provocam curiosidade. Não só pelos animais em si, mas pelo fato de alguns deles terem sido presenteados por Fidel Castro na década de 90.

Após a morte de Roberto Marinho, dona Lily escreveu, em francês, o livro de memórias “Roberto & Lily”, lançado em 2004. Na obra, sobre o dia 6 de agosto de 2003, Lily Marinho falou: “Estava escrito que aquele seria o dia da nossa separação neste mundo, que eu nada poderia fazer a não ser esperar que chegasse a minha hora, para revê-lo e, dessa vez, ficarmos juntos… por toda a eternidade”.

(Deu no IG)


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A composição de Wilson Batista e Geraldo Pereira, de 1958, que a inimitável interpretação de Moreira da Silva, o Moringueir, transformou em um dos maiores sucessos da música brasileira de todos os tempos, é uma bela sugestão ao BP garimpada pelo repórter e amigo deste site blog, Claudio Leal. Bahia em Pauta agradece.

(Vitor Hugo Soares)

Mangueira: “Rainha da Inglaterra, não”

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Claudio Leal

O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), errou sua aposta na reforma do seu secretariado. O galo cantou com a nomeação do ex-banqueiro do jogo do bicho Alfredo Mangueira (PMDB), vereador da capital baiana, para a Casa Civil da prefeitura. Horas depois da nomeação, Mangueira decidiu entregar o cargo porque tem “um nome a zelar”.

A presença de um político vinculado ao jogo do bicho só ampliou o desgaste do peemedebista João Henrique, considerado um dos piores gestores do Brasil na última pesquisa Datafolha. Conta com 50% de reprovação.

Mangueira nega ser cotista da banca Paratodos Bahia e explica, numa carta ao ex-chefe, as razões do pedido de exoneração: “Tomo essa decisão por entender que, a inexistência de autonomia para o Titular do Cargo, impede o exercício sério, pleno, transparente e competente, marcas que tem pautado os meus quase 30 anos de vida pública. Ao agradecer, formulo votos de sucesso, cuidado e atenção na condução das atividades do nosso Executivo Municipal”. Sem mais.

Na prefeitura, Mangueira bancaria a avestruz, já que ficaria submetido ao ex-secretário João Cavalcanti, agora chefe de gabinete de João Henrique. Em entrevista a Terra Magazine, o ex-banqueiro nega pressões do jogo do bicho, para evitar exposição pública, e afirma:

– Tenho meu nome a zelar, não vou fazer papel de boneca na secretaria.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Por que o senhor renunciou à secretaria da Casa Civil de João Henrique?
Alfredo Mangueira – Não é renúncia. Eu entreguei o cargo ao prefeito.

Qual foi motivo?
O motivo, eu divulguei à imprensa na minha carta.

O que significa “inexistência de autonomia”, como está na carta?
Autonomia é você ser o secretário, não é ser Rainha da Inglaterra para só assinar documento. Ficaria o secretário, para fazer a parte política só. Tenho meu nome a zelar, não vou fazer papel de boneca na secretaria. Por inexistência de autonomia para o titular do cargo, impedido de exercer com transparência e competência. Está na carta.

Como o senhor avalia as insinuações de que o senhor renunciou porque já foi banqueiro do jogo do bicho?
A carta está dizendo, leia a carta. Você vai ver. Não tem nada de ser banqueiro do jogo do bicho. Eu já fui, não sou mais. A carta está dizendo tudo.

O senhor ainda é cotista do jogo do bicho?
Não, não. Não sou. A carta está dizendo. Eu só sentaria na cadeira para ter autonomia. Se não vou ter autonomia? Só vou fazer parte da política? Não precisa. Eu já faço a parte política.

Qual sua opinião sobre o prefeito João Henrique? Ele lhe prometeu algo e não cumpriu?
Não. Eu não avalio. O prefeito é uma pessoa espetacular.Não aceitei a secretaria da maneira que veio. É excelente, é um homem de bem, não tenho nada contra o prefeito, não estou rompido com o prefeito. Simplesmente, não aceitei o cargo.

Então, a história de que o senhor não aceitou o cargo por pressão do jogo do bicho é mais fofoca?
Não, não. A história que estão dizendo não é nem do bicho, é que o PMDB me pressionou para eu não aceitar. Se eu aceitasse, perderia o mandato. Não foi isso. A realidade é o que está na carta. Hoje, a imprensa vai especular diversas notícias. Mas, se você acreditar num homem de bem, está aí a notícia. Eu entreguei o cargo. Se você é nomeado, você não renuncia, entrega.

E sua renúncia à presidência da Câmara foi por qual motivo?
Não entendi.

As pessoas levantam o episódio de sua renúncia à presidência da Câmara, logo depois de ter vencido a eleição…
Foi outro episódio. Eu tinha minha vida particular e não aceitei. Tinha minha esposa, meus familiares.

Não teme ficar marcado pelos dois episódios?
Não, não. Na minha carta, eu digo o por quê. Só basta você interpretar a carta. Leia a minha carta direitinho, ponto por ponto… Quando eu vi a situação da secretaria, que eu ia assinar sem saber o que estava assinando, sem passar por minha secretaria… Eu não ia aceitar um negócio desse. Você aceitaria?

O senhor que sabe…
Aceitaria? Ser Rainha da Inglaterra? (risos) Não aceitei.

Terra Magazine ( http://terramagazine.terra.com.br/ )

jan
05
Posted on 05-01-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 05-01-2011


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J. Bosco, no O Liberal (PA)

Hage|: é preciso levar corruptos à cadeia

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DEU NO VALOR (Reproduzido do site de Chico Bruno, esta quarta-feira, 6)

Paulo de Tarso Lyra no Valor

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, avisou à presidente Dilma Rousseff que é impossível combater a corrupção sem uma ação conjunta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Durante a conversa de pouco mais de uma hora, na semana passada, na qual foi convidado para permanecer no cargo, Hage listou à presidente uma série de projetos de lei parados no Congresso – lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, Lei de Acesso à Informação e conflito de interesses, que precisam ser aprovados para permitir ação mais efetiva nessa área. Defendeu também a revisão do Código de Processo Penal e o fim da possibilidade de protelação de condenações com recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Nós vamos trabalhar para isso”, prometeu Dilma, segundo Hage.

À frente do ministério desde julho de 2006, Hage disse, em entrevista ao Valor, que o país avançou muito nos últimos anos em ações policiais integradas e investigações mas claudica, nas palavras do próprio ministro, no resultado final do processo – a condenação dos réus. “O que falta ao Brasil é apresentar corruptos à cadeia.”

Para ele, um processo mais ágil não significa autoritarismo nem a supressão de direitos, como a chamada “presunção de inocência”. Cita, por exemplo, o caso do banqueiro Bernard Madoff condenado a 150 anos de prisão sob a acusação de fraude bancária que causou prejuízos de bilhões de dólares. “A sentença foi dada, em menos de seis meses, por um tribunal de Nova York, não foi sequer pela Suprema Corte Americana. Pelo que me consta, os Estados Unidos são uma democracia e não vivem um Estado policialesco”, acrescentou. Leia mais.
http://www.chicobruno.com.br/


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No You Tube:

“O Grande Cantor e Compositor Mineiro MILTON NASCIMENTO “emprestando” a voz para este vídeo da música de sua autoria e do Cantor/Compositor também mineiro chamado TUNAI. Esta música é um CLÁSSICO DA MPB de muito sucesso na década de 1980. Composição chamada “Certas Canções” de 1982 do álbum ÂNIMA. Vale a pena conferir. – Vídeo com bonitas imagens. Criação de Clipe : Juliano Souza. Março de 2010. – Imagens extraídas da internet.”
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BOM DIA!!!

(vhs)


Dilma Rosseff, Lula, Marisa, Michel e Marcela Temer
na cerimônia de posse em Brasília/TM

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Marcelo Semer
De São Paulo (SP)

Dia primeiro de janeiro de 2011, o país assistiu a cena até então inédita: uma mulher recebendo a faixa de presidente da República e passando em revista as tropas militares.

Enquanto o Brasil parava para ouvir o discurso de Dilma, parte dos twitteiros que acompanhavam plugados à cerimônia, se deliciava fazendo comentários irônicos e maldosos sobre a primeira vice-dama, Marcela Temer.

Loira, jovem e ex-miss, a esposa de Michel Temer virou imediatamente um trending topic.

Foi chamada de paquita, diminuída a seus atributos físicos e acusada de dar o golpe do baú no marido poderoso e provecto. Tudo baseado na consolidação de um enorme estereótipo: diante da diferença de idade que supera quatro décadas e uma distância descomunal de poder, influência e cultura, só poderia mesmo haver interesses.

Essa é uma pequena mostra do quanto Dilma deve sofrer para romper as barreiras atávicas do preconceito de gênero, ainda impregnadas na sociedade.

Se não fosse justamente pela superação dos estereótipos, aliás, Dilma jamais teria chegado aonde chegou.

Mulher. Divorciada. Guerrilheira. Ex-prisioneira. Quem diria que seria eleita para ser a chefe das Forças Armadas?

Superar estereótipos é o primeiro passo para romper preconceitos.

O exemplo de Lula mostrou, todavia, como sua tarefa não será fácil.

O país aprendeu a conviver com a sapiência de um iletrado retirante, mas os preconceitos regionais e o ódio de classe não se esvaziaram tão facilmente. A avalanche das “mensagens assassinas”, twitteiros implorando por um “atirador de elite” na posse, só comprova o resultado alcançado pelo terrorismo eleitoral.

Dilma sabe dos obstáculos a vencer e é por este motivo que iniciou seu discurso enfatizando o caráter histórico do momento que o país vivia, fazendo-se de exemplo para “que todas as mulheres brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher”.

Em dois discursos recheados de assertivas e recados, não faltou uma lembrança emocionada a seus companheiros de luta contra a ditadura, que tombaram pelo caminho.

Mais tarde, receberia pessoalmente suas ex-colegas de prisão. Não esqueceu das “adversidades mais extremas infligidas a quem teve a ousadia de enfrentar o arbítrio”. Não se arrependeu da luta, justificando-se nas palavras de Guimarães Rosa: a vida sempre nos cobra coragem.

Mas, mulher, adverte Dilma, não é só coragem, é também carinho.

É essa mulher, misto de coragem e carinho, que seu exemplo espera libertar do jugo de uma perene discriminação.

Discriminação que torna desiguais as oportunidades do mercado de trabalho, que funda a ideia de submissão, e que avoluma diariamente vítimas de violência doméstica, encontradas nos registros de agressões corriqueiras e no longo histórico de crimes ditos passionais, movidos na verdade por demonstrações explícitas de poder, orgulho e vaidade masculinas.

Temos um longo caminho pela frente na construção da igualdade de gênero.

Nossos tribunais de justiça são predominantemente masculinos, porque os cargos de juiz foram explícita ou implicitamente interditados às mulheres durante décadas. Houve quem justificasse o fato com as intempéries da menstruação e quem estipulasse que professora era o limite máximo para a vida profissional da mulher.

Nas guerras ou ditaduras, as mulheres além dos suplícios dos derrotados, ainda sofrem com freqüência violências sexuais, que simbolicamente representam a submissão que a vitória militar quer afirmar.

Mulheres são maioria nas visitas semanais de presos. Mas quando elas próprias são encarceradas, as filas nas penitenciárias se esvaziam. Com muito sofrimento e demora, sua luta é para garantir os direitos já conferidos a presos homens.

Sem esquecer as incontáveis mulheres de triplas jornadas, discriminadas pela condição quase servil de dona de casa, que se obrigam a cumular com suas tarefas profissionais e maternas.

Que a posse de Dilma ilumine esse horizonte ainda lúgubre de preconceito, no qual os estereótipos da mulher burra, submissa e instável, predominam na sociedade.

E que, enfim, possamos aprender, com as mulheres, a respeitar sua igualdade e suas diferenças.

Pois, como ensina Boaventura de Sousa Santos, elas, mais do que ninguém podem dizer: “Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza. Temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza”.

Façamos, assim, de 2011, um ano mulher.

*Siga @marcelo_semer no Twitter

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de “Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho” (LTr) e autor de “Crime Impossível” (Malheiros) e do romance “Certas Canções” (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

Fale com Marcelo Semer: marcelo_semer@terra.com.br


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Morreu nesta terça-feira (4) aos 63 anos o cantor e compositor escocês Gerry Rafferty, conhecido pela música Baker Street, de 1978. De acordo com o site do jornal inglês The Guardian, a causa da morte foi falência do fígado. As informações são da revista Rolling Stone.

Nascido em 16 de abril de 1947, Gerry lançou nove discos. Dentre eles, destaca-se City to City, que contém outra faixa famosa: Right Down The Line.

Antes de sair em carreira solo, Gerry foi integrante da banda Stealers Wheel, que, muitos anos depois de seu término, teve a sua música Stuck in the Middle With You utilizada com trilha sonora do filme Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino.

Baker Street recebeu covers de artistas como Rick Springfield e da banda Foo Fighters. Mais de 30 anos depois de ser lançada, a música ainda rendia a Rafferty cerca de R$207 mil por ano. A canção foi eleita em 2008 pelos leitores da Rolling Stone americana como uma das 100 maiores músicas de guitarra de todos os tempos.

(TERRA)

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BOA NOITE!!!

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