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BOA NOITE!!!

Deu no Diário de Notícias (Portugal)

O procurador-geral da República brasileira, Roberto Gurgel, disse hoje que vai analisar a procedência de supostas ameaças veiculadas na internet à nova Presidente.

De acordo com Roberto Gurgel, só depois da análise de documentos com o conteúdo das ameaças será possível decidir a abertura ou não de investigação e a punição dos responsáveis.

“Será analisada a procedência dessas mensagens” para determinar se é possível, segundo a atual legislação, processar os autores por delitos de apologia e incitação ao crime”, declarou Gurgel à imprensa.

As frases foram divulgadas no Twitter durante a cerimónia de posse de Dilma Rousseff, no último sábado, em Brasília. As mensagens, cujo teor envolve principalmente o apelo para que um atirador de elite abatesse a nova Presidente durante sua posse, podem ser enquadradas nas práticas de incitação ao crime e apologia de crime, conforme o Código Penal com detenção prevista de três a seis meses ou multa.

Gurgel recebeu hoje um pedido de parlamentares para que o Ministério Público tome providências sobre as supostas ofensas e ameaças a Dilma Rousseff

Karen: uma história confusa

Desaparecida desde sexta-feira (31), a psicóloga Karen Tannhauser foi encontrada na tarde desta segunda-feira (2) dentro do porta malas do carro da síndica na garagem do edifício onde mora, em estado de choque. O prédio fica no Jardim Botânico, bairro da zona sul do Rio.

Segundo policiais, a psicóloga estava perambulando pela garagem do prédio e só entrou na mala do carro, um Palio Weekend, na tarde desta segunda-feira. A síndica teria deixado o porta malas meio aberto, o que possibilitou que Karen, que é pequena e magra, se escondesse lá. Foi o marido da síndica que encontrou a psicóloga quando ia buscar uma caixa de ferramentas no veículo. Ela estaria completamente suja e muito perturbada.

“Ela está viva e acordada. Se está bem é o que vamos ver depois”, disse uma mulher que apenas se indentificou como parente de Karen.

A psicóloga está internada agora no hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul da cidade, onde passa por exames. Segundo seu namorado, que é médico, ela já estava deprimida há duas semanas. Desde que saiu do carro, Karen estaria se comportando de forma agressiva, impedindo que os policiais se aproximem. “Não quero ninguém perto”, repete a todo momento.


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Clipe de Carlinhos Brown cantando “A Namorada”, música do álbum “Alfagamabetizado” lançado em 1997.

BOA TARDE!!!

Claudio Leal

Da Redação de Terra Magazine(SP)

Considerado um dos piores gestores das capitais brasileiras, com taxa de reprovação de 50% na mais recente pesquisa Datafolha, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), enfrenta contundentes ataques a seu mandato. Na internet, uma petição com cerca de 1.600 assinaturas pede o “impeachment” de Carneiro, “por incapacidade de gestão, falta de transparências na utilização de recursos públicos, falta de prestação de contas das relações de Trancons, créditos tributários, compras e contratações em licitações, e por desequilíbrio da ordem pública”.

A prefeitura da capital baiana se defende de casos de corrupção. A ex-secretária de Planejamento Kátia Carmelo relatou a existência de uma “máfia da Transcon”, as permissões para obras na orla marítima de Salvador. O esquema, que envolveria empreiteiros e funcionários públicos, pode ter provocado prejuízos de R$ 500 milhões para o erário.

Terra Magazine apurou que o prefeito não responderá à petição, pois aponta o blogueiro João Andrade Neto, do “Pura Política”, como o autor do abaixo-assinado. Andrade foi preso pela Polícia Civil, em agosto de 2010, por tentativa de extorsão de um empresário, com flagrante do Centro de Operações Especiais (COE). As críticas também partem de vários setores da sociedade e são manifestadas em redes sociais como Facebook e Twitter.

“Esse processo de coleta de assinaturas partiu de uma pessoa que não tem credibilidade nenhuma, tem interesses escusos que não passam pelos interesses públicos”, diz o secretário de comunicação, Diogo Tavares. A Secom afirma que, nos últimos meses, não houve pedido de anúncio por parte do blogueiro. Uma reportagem do site avisava: “Vinte e três pessoas já assinaram o pedido de Impeachment contra o prefeito de Salvador, apresentado pelo diretor do Pura Política, João Andrade Neto”.

João Henrique é criticado pela liberação desordenada de construções na cidade, invadida por anúncios imbiliários desde o início do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que alterou o perfil histórico da primeira capital do Brasil, em 2007. O prefeito não se defendeu publicamente do pedido de “impeachment”, que ganha força nas redes sociais. Sob o pretexto de adequar a capital para a Copa do Mundo de 2014, a prefeitura estuda alterações no PDDU, para expandir o setor hoteleiro.

“A gente está buscando uma correção dos gabaritos nas áreas com atividade preferencialmente hoteleira”, declarou o secretário de Desenvolvimento, Habitação e Meio Ambiente, Paulo Damasceno, em entrevista ao jornal “A Tarde”. Os bairros cobiçados pelas empreiteiras são os litorâneos Stella Maris, Piatã, Ribeira, Ondina, Rio Vermelho, Armação e Pituaçu. De perfil residencial, a Ribeira nunca teve espigões.

“O pedido é o sumário afastamento do prefeito João Henrique pela falta de assistência à população soteropolitana, cidades cheias de buracos, lixo nas ruas, falta de transparências no contrato de coleta de lixo, das contratações emergências (sic) desnecessárias, e com contratações na modalidade de inelegibilidade, inexistência de responsabilidade e compromissos com os funcionários públicos, atrasos de salários, calotes a fornecedores, benefícios políticos de ordem estrutural da maquina pública para eleição da sua esposa, a deputada e primeira dama Maria Luiza Orge Carneiro, e pela liberação irregular de alvarás de postos de gasolina”, diz o texto da petição.

Após o anúncio do aumento da tarifa do ônibus, de R$ 2,30 para R$ 2,50, um movimento de protesto começou a ser articulado na internet. Em 2003, a “Revolta do Buzu” paralisou as principais avenidas da cidade.

Terra Magazine – http://terramagazine.terra.com.br/

jan
03
Posted on 03-01-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 03-01-2011

Foto: Rahel Patrasso/Futura Press/TERRA

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OPINIÃO POLÍTICA

As mulheres na mira

Ivan de Carvalho

Agora que Dilma Rousseff já está no exercício da presidência da República, parece delineada uma polêmica ou pelo menos uma divergência que poderá levar algum tempo para chegar a um desfecho. Trata-se da palavra que vai qualificá-la – se presidente ou presidenta.
Em princípio, estava tudo tranquilo, havia praticamente um consenso de que, sendo o cargo ocupado por homem ou mulher, a palavra seria presidente, por ser o vocábulo usual e por ser neutro, aplicando-se assim aos dois gêneros, masculino e feminino. Além disso – e apesar dos gramáticos dizerem que tanto presidente quanto presidenta são formas corretas –, talvez por não ser usual, presidenta dói nos tímpanos, pelo menos nos meus.

Durante a campanha eleitoral, no entanto, as pesquisas mostraram com insistência que a candidatura Dilma tinha melhor desempenho entre os eleitores homens do que junto às mulheres eleitoras. Os estrategistas da campanha, especialmente Lula e o setor de marketing comandado por João Santana, recomendaram a Dilma que usasse sempre o termo presidenta, um dos modos de buscar uma aproximação com o eleitorado feminino. Tanto Lula quanto a campanha passaram também a fazer isso.

Mas, ainda que adotado como parte de uma estratégia de marketing político-eleitoral, o termo presidenta continuou soando um tanto estranho. Aparentemente, até mesmo para a própria Dilma Rousseff. Sinal disso é que, mal terminara o segundo turno, talvez mesmo na primeira vez que fez declarações públicas após ser eleita, Dilma vacilou ligeiramente, deu uma paradinha de um segundo para pensar, e disse “presidente”, referindo-se a ela. A eleição passara, já podia.
Mas logo depois terá entrado novamente em cena o setor de marketing e o padrinho político Lula e nos dois discursos do dia 1º de janeiro Dilma Rousseff referiu-se sempre a ela mesma como “presidenta”, consolidando a opção por uma forma feminina da palavra, em detrimento da forma neutra. Fico pensando no caso de ela ser sucedida por um homem que também rejeite a forma neutra e, optando por uma forma ostensivamente masculina, resolva autodenominar-se de “presidento”.

Com esse novo sistema gramatical, a palavra presidente não teria mais lugar no país e seria uma vítima do marketing político.
Mas deixando considerações vernáculas de lado, até porque não sou especialista no assunto, a opção por “presidenta” é uma de diversas decisões ou atitudes bastante notórias para cortejar mentes e corações femininos e eliminar aquela resistência revelada pelas pesquisas eleitorais. Mas é claro que o jogo não pára por aí. Vale lembrar que o eleitorado feminino não foi mais resistente que o masculino somente a Dilma.

Essa resistência maior que a masculina tem sido oferecida pelas mulheres também ao Partido dos Trabalhadores. Então interessa tanto à presidente Dilma – que ela desculpe a teimosia – quanto ao PT as decisões, discursos e atitudes que ressaltam e até homenageiam o lado feminino da população. Busca-se fazer do limão uma limonada.

jan
03
Posted on 03-01-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 03-01-2011

Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

jan
03

Erenice: livre, leve e solta

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A investigação aberta pela Casa Civil para apurar um suposto caso de tráfico de influência de dois assessores da ex-ministra Erenice Guerra terminou sem recomendar qualquer punição. A sindicância concluiu que não há provas de irregularidades cometidas pelos servidores Vinicius Castro e Stevan Knezevic, que trabalhavam com Erenice no Palácio do Planalto. O escândalo derrubou a então ministra da Casa Civil, em setembro, durante a campanha eleitoral.

Castro colocou a mãe como sócia em uma empresa de consultoria em Brasília – a Capital Assessoria e Consultoria – em parceria com Saulo Guerra, filho de Erenice. Outro filho da ex-ministra, Israel, era quem atuava com Castro no lobby e supostamente cobrava comissão de empresas que tentavam fazer negócios com o governo. Segundo as acusações, os dois cobravam uma taxa de 5% para fazer o “serviço”. Após a revelação do caso, pela revista Veja, Castro pediu demissão do cargo. Knezevic foi devolvido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde é servidor público.

Na sexta-feira passada, a Casa Civil abriu um processo disciplinar para apurar as relações de um convênio firmado com a Unicel, empresa que tem o marido de Erenice como consultor. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, essa foi a única conclusão da sindicância aberta em outubro para apurar a denúncia de tráfico de influência dos assessores de Erenice. O relatório final da apuração será enviado ao Ministério da Defesa, à Anac e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Uma reportagem da revista Veja mostrou, em setembro, que a Capital Assessoria e Consultoria fez lobby e cobrou propina para facilitar a participação da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA) em contratos com o governo. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo revelou depois, a MTA pertence ao argentino Alfonso Rios, que usou o coronel Eduardo Artur Rodrigues como testa de ferro da empresa no Brasil. Em agosto, o coronel assumiu a direção de Operações dos Correios, indicado por Erenice.

Pressionada, Erenice pediu demissão da Casa Civil. Ela assumiu a pasta em fevereiro, após Dilma deixar o seu comando para ser candidata a presidente. Erenice era o braço-direito da petista dentro do governo nos últimos cinco anos. Apesar da crise que abalou a campanha eleitoral, a ex-ministra esteve inclusive na cerimônia de posse de Dilma anteontem.

(IG, com informações da Agência Estado)

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