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Posted on 28-12-2010
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Son Salvador, no Estado de Minas (Belo Horizonte-MG)

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28
Posted on 28-12-2010
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OPINIÃO POLÍTICA

Lula e liberdade de imprensa

Ivan de Carvalho

Neste espaço, ontem, escrevi sobre a atitude do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, de despedir-se do cargo atirando contra a mídia, particularmente os jornais, e defendendo o seu projeto de regulação para o setor. Deixei claro que considero liberticida tal projeto – e qualquer outro que tenha a pretensão de balizar ou influenciar, seja por qual modo for, o conteúdo do que a mídia divulga.
Também afirmei que o presidente Lula partilha a disposição do ministro Franklin Martins de instituir algum tipo de controle sobre a informação. Martins fez críticas à informação dos jornais em relação ao desempenho do governo do qual ele participa e com esta crítica justificou, implicitamente, na entrevista que dava, o projeto que, disse, vai encaminhar à presidente eleita Dilma Rousseff.
Ora, se a crítica serve para justificar o projeto de regulação da mídia, sem o qual, segundo Martins, a “sociedade é que sairá perdendo”, é óbvio que o projeto, na imaginação e intenção do ministro, vai conduzir os jornais a darem tratamento diferente ao que deram durante o governo Lula às informações que divulgam sobre o governo. E, evidentemente, a muitos outros tipos de informação.
Isto seria cerceamento da liberdade de expressão, seria uma forma de censura – não dá para saber ainda se ostensiva ou de ação oblíqua – à imprensa.
Quando afirmei, ontem, que Lula partilha do projeto do seu ministro da Comunicação Social, fundamentei tal afirmação com a iniciativa presidencial de convocar para dezembro de 2009 uma Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que se realizou sem a presença de alguns dos principais atores do setor e recomendou a criação, por leis, de uma conselho federal e de conselhos estaduais de comunicação. Alguns conselhos estaduais já foram criados ou estão em fase de projeto ou, como é o caso da Bahia, de anteprojeto.
Vejo agora que não precisaria preocupar-me em fundamentar o apoio do presidente Lula à proposta de seu ministro. Aliás, tratando-se de coisa tão relevante na área da comunicação social, se o presidente estivesse em desacordo, claro que substituiria o auxiliar. Não o fez. E não se limitou, na implementação da proposta, a convocar a Confecom. Ontem, Lula declarou seu apoio explícito à regulação da mídia, que considerou “necessária”.
Deu uma explicação, que transcrevo: “Não defendo o controle da mídia, mas responsabilidade. Precisa parar de achar que não pode ser criticada, porque toda a vez que é criticada diz que é censura. Quando faz a matéria, diz que é liberdade de imprensa, quando recebe a crítica, diz que é censura”.
Ora, para criticar a imprensa, nem o presidente nem ninguém precisa de uma regulação da mídia. E a imprensa não diz (isso é o presidente que diz) que as críticas a ela são censura, cerceamento. Não são. A regulação proposta é. Prova disso: o Lula não explicou como seria exatamente a regulação que defende, mas afirmou que é preciso que os jornais publiquem informações da forma mais correta. E quem vai dizer qual é a forma mais correta? Os jornais e seus leitores, o Estado ou os tais “conselhos” criados pelo Estado?
Claro que se houver uma informação mentirosa ou errada e o caso for grave, vai constituir crime previsto no Código Penal e/ou dano material ou moral a ser ressarcido nos termos do Código Civil. Tudo com ajuizamento das ações adequadas e o devido processo legal.


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BOA NOITE!!!

dez
27
Posted on 27-12-2010
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Boston, na costa leste dos Estados Unidos, depois da tempestade de neve, uma das maiores das úiltimas décadas, segundo o The Boston Globe.
Feliz Ano Novo para Marcia Dourado , moderadora deste site blog baiano antenado com o mundo, que conseguiu aterrissar neste belo (embora as vezes aterrador) cenário natalino , pouco antes de serem fechados todos os principais aeroportos da região, incluindo os quatro de Nova Iorque, onde ela (com Natasha, Dani e Tiago) irão esperar a chegada de 2011. BP espera notícias.

(Vitor Hugo Soares)

Geddel com Dilma em visita ao vale
do São Francisco/Foto: Claudio Leal
DEU NO TERRA MAGAZINE ( http://terramagazine.terra.com.br/ )
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ELIANO JORGE

Com cinco ministérios a serem chefiados por peemedebistas, o partido do vice-presidente da República, Michel Temer, terá a segunda maior cota do início de governo de Dilma Rousseff, inferior apenas ao PT. Ex-ministro da Integração Nacional, o deputado federal Geddel Vieira Lima não nega que seu PMDB tenha reivindicado peso maior, mas contemporiza.

– Já se falou demais. Sempre haverá de ter algum ou outro reclamo, mas agora é ter tranquilidade para se resolverem as coisas todas, de forma que o PMDB, que tem o vice-presidente da República, não seja agente de problemas, seja agente de ajudar a encaminhar soluções para um ano que se avizinha e não será tão fácil como os últimos anos – afirmou a Terra Magazine.

Geddel diz acreditar que sua legenda ainda será contemplada após a formação dos ministérios. “O partido sempre gostaria de participar mais (do governo). Daí a se transformar em queixa ou coisa que o valha, eu não creio. Tudo é passível de conversa, de tranquilidade. A presidenta vai assumir, e existem outras formas de prestigiar partido. Vamos aguardar. Tenho certeza que Dilma vai tratar o PMDB como o parceiro que é”, opinou.

Derrotado no primeiro turno das eleições para governador na Bahia, ele está encerrando seu mandato na Câmara. Porém, não comenta sobre seu futuro. “Deixa 2011 chegar. Por enquanto, só estou pensando em passar o fim de ano com minha família, vou viajar, só chego de volta no final de janeiro”.

Sobre os percalços que prevê para 2011, ele detalha: “É o sentimento que a gente percebe, de algumas dificuldades econômicas maiores. Você está vendo aí inflação, vai precisar fazer uma certa contenção de gastos e tudo o mais. Isso, por si só, torna o ano mais difícil”.

dez
27
Posted on 27-12-2010
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O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) fez nesta segunda-feira (27) sua crítica mais dura ao acordo de rodízio entre o PT e o PMDB para presidir a Câmara dos Deputados nos próximos quatro anos. “Transformaram a Câmara em churrascaria. Esse rodízio só serve a dois senhores: o PT e o PMDB”, disse o comunista ao iG. Cotado como candidato pelos colegas, ele nega.

Apesar de negar sua candidatura ao comando da Casa, Aldo é visto como o principal articulador do lançamento de um nome da base aliada ao governo para disputar a presidência da Câmara contra Marco Maia (PT-RS). O deputado comunista disse também ao iG que já tratou do assunto com a presidenta eleita Dilma Rousseff.

Aldo Rebelo rebate críticas à reforma do Código Florestal
PT e PMDB acertam rodízio na presidência da Câmara
PT e PMDB montam blocões no Senado
Lula orienta entendimento entre PT e PMDB na Câmara
A conversa ocorreu na semana passada quando Aldo participou de um jantar realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada para os ex-ministros – Aldo foi ministro da Articulação Política (2004-2005). Segundo ele, o próprio Lula e futuro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, participaram da conversa sobre a disputa na Câmara.

“Eles vêem com preocupação a disputa na Câmara”, disse. O deputado contou que não foi questionado ou convencido a desistir da ideia. “Mas não me perguntaram nada. Fui eu que disse a eles. Falei que (a base governista) pode ter duas candidaturas”, completou Rebelo, que conversou com o iG por telefone nesta segunda pela manhã.

Aldo Rebelo foi presidente da Câmara entre setembro de 2005 e janeiro de 2007, depois que o então deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) renunciou ao posto e ao mandato após sofrer denúncias de cobrança de propina do dono do restaurante da Casa. Ele tentou a reeleição em fevereiro de 2007, mas acabou derrotado por Arlindo Chinaglia (PT-SP) que ganhou o apoio do PMDB na época.

Aldo nega que seja candidato contra Marco Maia, deputado escolhido pela bancada do PT para disputar o cargo. Na semana passada, o petista conseguiu o apoio dos líderes de oposição (DEM e PSDB). Aldo, no entanto, afirma que há um grande número de deputados insatisfeitos por terem sido excluídos da decisão sobre o nome de Maia.

“Não sou candidato. Decidimos que vamos fazer um amplo processo de consulta com todos os deputados. Vamos apresentar um projeto. Sabemos que há uma grande insatisfação”, disse Aldo. “Agora, é um processo precoce. A situação é muito difícil porque a candidatura do PT é muito forte. Ele também conseguiu o apoio da oposição”, completou.

Aldo disse não ter nada contra Maia. “É um bom nome. Não estamos discutindo isso. O problema é que esse rodízio (com o PMDB). Presidência da Câmara não é ato de nomeação. É eleição”, disse. “Não podemos excluir 360 deputados de um processo de escolha”, completou, referindo-se ao número de deputado que não é do PT ou do PMDB.

FHC: “Não entendo o que ela(Dilma) fala”

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DEU NO PORTAL DO ESTADÃO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ter sérias dificuldades para entender o que fala a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao programa Manhattan Connection, exibido no domingo, 26, à noite pelo canal de TV por assinatura GNT, FHC ironizou a petista e disse não ter “imaginação suficiente” para adivinhar o que Dilma quer dizer quando começa algum raciocínio e não o conclui.

“Não, não entendo não, eu confesso a você que tenho uma série dificuldade (para entendê-la)”, afirmou. “É uma dificuldade minha, você sabe que eu sou curto em inteligência. Às vezes eu não consigo, ela não termina o raciocínio e eu não tenho imaginação suficiente para saber o que ela iria dizer.”

FHC disse que Dilma assumirá um País em condições muito melhores que as que encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o sucedeu no cargo. Na avaliação dele, o principal problema a ser enfrentado pela presidente eleita é a questão fiscal. “A Dilma vai pegar uma economia em bom momento, mas vai pegar uma situação fiscal bastante difícil também. Os gastos públicos aumentaram muito e é difícil você aumentar mais o imposto. Vai ter que ter algum ajuste.”

Porém, o ex-presidente afirmou que não prevê um cenário pessimista para Dilma e enalteceu as conquistas que o País obteve nos últimos anos, principalmente durante seu governo (1995-2002). Ao falar de si mesmo, FHC fez um autoelogio. “Eu mudei o Brasil, vamos dizer com clareza aqui, sem falsa modéstia. O Brasil era um antes da consolidação da economia e passou a ser outro”, afirmou.
“Vamos ser francos, o Brasil está melhorando, está melhorando muito, há muito tempo vem melhorando e vai melhorar mais. Depois que você põe em movimento uma máquina, você começa a pedalar e ela vai. Não sou pessimista nesse sentido, mas acho que ela (Dilma) vai ter que fazer alguns ajustes”, afirmou.

FHC também aproveitou para criticar o presidente Lula. “O ano em que ele (Lula) pegou (assumiu o governo) piorou por causa dele, por causa do medo que os mercados tinham do que ele dizia que iria fazer e que, para a sorte de todos nós, não fez.”
Dossiê

O tucano condenou a montagem de um dossiê sobre seus gastos e os de sua mulher, Ruth Cardoso (morta em 2008), durante sua gestão na Presidência. O dossiê teria sido feito em 2008 pela então secretária-executiva da Casa Civil Erenice Guerra a pedido da então ministra Dilma, quando o Congresso manifestou interesse em investigar os gastos do presidente Lula e de sua família com cartões corporativos.
“Realmente foi grave aquilo, porque ela (Dilma) telefonou pra a Ruth e disse que não estava fazendo nada”, afirmou. “Era simplesmente para justificar os gastos que nunca foram explicados, até hoje, da primeira parte do governo Lula. Inventaram que nós tínhamos gastos que não tínhamos, não havia nem cartão corporativo, não havia nenhum gasto de coisa nenhuma, mas fizeram aquela onda, aquele chantagem toda, foi bastante desagradável.”

FHC disse esperar que o ato não se repita durante o governo Dilma. “Mas se quiserem fazer espionagem da minha vida podem fazer à vontade, não tenho nada para esconder, mas espero que não”, afirmou. “Eu digo não é o procedimento correto ficar fazendo dossiê.” A entrevista com FHC foi a última do programa Manhattan Connection na GNT, que disponibilizou alguns trechos em seu site na internet.

Quase uma semana depois do caos, a operadora Oi ainda não tem um prazo para o restabelecimento regular dos seus serviços interrompidos desde o incêndio acontecido na manhã de terça-feira (21), em uma central telefônica no bairro do Itaigara. Além da Bahia, o incêndio causou transtornos também em cidades de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Piauí e Maranhão. Segundo nota da empresa, foram prejudicados os serviços de telefonia fixa, móvel e de transmissão de dados. A causa do incêndio ainda é investigada, com a mesmo falta de objetividade quanto aos resultados quanto à gestão da crise conduzida pela telefônica com maior número de clientes no mercado baiano.

A interrupção dos serviços prejudicou também os serviços bancários e o comércio, em pleno período natalino. Sistemas operacionais de cartões de crédito e débito, que são ligados às operadoras, saíram do ar, em bancos e nas lotéricas, assim como o sistema do Banco do Brasil (ainda fora do ar em várias áreas esta segunda-feira(27), Caixa Econômica Federal e do Bradesco – nos dois primeiros, alguns clientes não conseguiram sequer realizar saques. T

Também foram prejudicados a central de Polícia, cujo número de emergência está fora do ar, e a Coelba, que também tem seu número de atendimento funcionando precariamente, ou fora do ar.

O incêndio começou por volta das 10h da manhã desta terça-feira, no Itaigara

Desastre completo, não só pelo fogo na central baiana da Oi, mas pela má gestão da situação de crise e da falta de alternativas da telefônica em relação aos seus milhões de cliente na Bahia e no Nordeste. Quem, afinal, defenderá os consumidores neste momento de caos e graves prejuizos?

(Vitor Hugo Soares, editor do BP, com informações do Correio da Bahia)

dez
27
Posted on 27-12-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 27-12-2010


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Ronaldo , no Jornal do Comércio (Recife-PE)

dez
27
Posted on 27-12-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 27-12-2010

Jagger e Richards: dois genios na mesma escola

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UM LIVRO – “LIFE’  Parte 2

Jagger/Richards

Regina Soares

Como por um passe de mágica, ou obra do destino, os dois, Mick e Keith, nasceram e se criaram tão perto um do outro, que seria inevitável o encontro. Embora eles tenham se conhecido como garotos na escola primaria, teriam passado anos até o dia do encontro e reconhecimento, sem falar assimilação, do que viria a ser uma das mais famosas duplas da historia da música.

Passado pelo processo de eliminação, quando se descobre que matemática, geometria e física, não fazem sentido nem parte do seu mundo, Keith encontra nos subúrbios do sul de Londres, mais precisamente, frequentando Sidcup Art College, a sua salvação, “Havia muito mais “música” que “arte” em Sidcup, significava liberdade, convivência com diferentes artistas, logo você se dava conta do que estava sendo treinado para ser, e não era Leonardo da Vinci”… Pressionado por bullies na escola e treinado em técnicas de sobrevivência com Boy Scouts, Keith sabia que havia chegado a hora de se libertar do subúrbio e da proteção familiar.

O encontro só se daria em 1961, em uma estação de trem de Dartford, como relembra Keith em uma carta a sua tia Patty, encontrada semanas antes do seu livro ficar pronto.

“…Oh, minha querida, tenho estado tão ocupado desde o Natal, além do trabalho na escola. Você sabe do meu entusiasmo por Chuck Berry, eu pensei que fosse o único fã por milhas, mas, uma manhã na estação de Dartford, eu segurava um dos discos de Chuck, quando um cara que eu conhecia da escola primaria, 7-11 anos, se aproximou. Ele tinha todos os discos de Chuck Berry, e seus amigos também, eles são todos fãs de “rythm and blues”, real R&B, como Jimmy Reed, Muddy Waters, Chuck, Howlin’ Wolf, John Lee Hooker, Chicago bluesman, “lowdown stuff, marvelous”!

De qualquer modo, o cara da estação, chama-se Mick Jagger, ele, seus amigos e garotas, se reúnem todos os sábados de manhã no “Carrousel”, … Além de que Mick é o melhor R&B interprete/cantor desse lado do Atlântico, e eu não estou dizendo “maybe”. Eu toco guitarra (elétrica), no estilo de Chuck, conseguimos uns caras para tocar o baixo, a bateria e a guitarra acustica, e praticamos 2 a 3 noites na semana, SWINGIN!”

Já as lembranças de Mick sobre esse evento são um pouco diferentes.

“Éramos próximos um do outro, por muitos anos. Nos conheciamos desde a escola primária, se é que se possa acreditar, no mesmo e igual subúrbio. Então, a gente se encontrou numa estação aos 18, mais ou menos, e começamos a falar sobre “blues”. Nós éramos diferentes, Eu já havia aparecido na TV com meu pai, que era um notável esperto em educação física nesse tempo. Keith era…áspero, crú, vamos dizer assim. Pelos 10 anos a seguir, não nos separamos. Mesmo depois de famosos, vivíamos na casa um do outro. Nós éramos muito jovens, e como cachorrinhos, nos agrupamos.

Não éramos nem perto de ser uma banda ainda, morávamos em um frio e sujo flat, mas sujo do que imaginávamos. Certamente eu queria ser famoso, e nosso caminho até a fama não era exatamente absurdo, mas, inconcebível, no sentido em que nós nem sequer sabíamos como chegar lá. O cenário musical de Londres era ainda insignificante, e nós não tocávamos a música da moda que era o Jazz, que então dominava.
Ainda assim, nós praticávamos noite e dia de puro ímpeto que não se pode traduzir em palavras, inocentes garotos de subúrbio vivendo na borda de um um milênio escuro”.

Assim, o “upscale” e o “lowlife” se encontram na vida, na historia, para o caminho que ambos forjariam ao ritmo dos Blues e Rock and Roll…

Os tempos eram de pós guerras, depressão, dor e silencio, magnificamente perpetuados nos filmes em branco em negro do começo dos anos 60’s, como “Saturday Night and Sunday Morning”, “This Sporting Life” e outros, uma vida em preto e branco, ou, mais precisamente, cinzento, como o fog que cobre Londres. “The Technicolor” estava chegando, mas, ainda não estava lá em 1959. As pessoas, no entanto, tinham a necessidade de tocar-se de chegar ao coração, e para isso havia a música. Escutem as canções daquela época, deliciosamente românticas e tentando dizer o que não podia ser dito em prosa e verso no papel.

A dupla encontraria também seu momento de despertar e romper o ovo. Puxados por Andrew Loog Oldham, a estória de ficar trancados em uma sala até escreverem uma musica juntos, que resultou ser um dos clássicos de todos os tempos, “As Tears Go By”, popularizada por Marianne Faithfull, é verdadeira. Dai então eles seguiram colaborando em “hit after hit”, por mais de cinco décadas e centenas de composições que fazem a maioria do catalogo dos Rolling Stone, tarefa muito difícil tendo-se em conta suas personalidades, talentos e egos.

Antes de serem “The Rolling Stones”, foram “The Glimmer Twins”, nome dado a dupla depois de umas férias no Brasil, em Dezembro 1968/Janeiro 1969 com suas amigas, Marianne Faithfull e Anita Pallenberg. Um casal, no mesmo cruzeiro que eles, perguntou quem eles eram, como se recusaram a responder, a senhora insistiu:“just give us a glimmer” (“apenas dê-nos um reflexo”, significando “uma dica”) o que encantou a Jagger e Richards.

Parceiros, amigos, rivais, colaboradores, mitos, icônicas imagens de um tempo, músicos e determinadores de uma época do som e da imagem, qualquer que sejam as palavras que usemos para definir esses dois gigantes, temos que reconhecer que são imagens de uma mesma moeda!

Regina Soares, advogada , especializada em eleições americanas, mora em Belmont, na entorno da baía de San Francisco, Califórnia (USA).

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