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Grassi:volta por cima

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DEU NA FOLHA.COM

A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, já tem pelo menos três nomes-chave da pasta definidos.

Hollanda, que passou a semana em Brasília, fazendo a transição, formalizou ontem os primeiros convites para sua equipe. Três dos convidados já disseram sim.

Um deles é o ator Antonio Grassi, articulador do nome da cantora para o ministério ocupado por Juca Ferreira. Grassi voltará à presidência da Funarte.

A escolha não deixa de ter certo sentido simbólico: Grassi, em 2007, fora demitido da Funarte pelo então ministro Gilberto Gil. À época, Gil, que pertencia ao PV, disse ter sofrido pressões do PT em decorrência da mudança na Funarte.

Hollanda, cabe lembrar, foi o nome apresentado pelo PT à presidente eleita Dilma Rousseff.

dez
31

DEU NO IG

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu na tarde desta sexta-feira dos funcionários do Palácio do Planalto lamentando o fim das mordomias com o término do mandato. Em tom de brincadeira Lula disse que, se a presidenta eleita Dilma Rousseff vacilar, ele foge com a faixa presidencial correndo pela esplanada dos ministérios.

“Eu quero ver, na segunda-feira, quando não tiver ajudante de ordens, quem virá trazer os óculos: Dona Marisa, pega meus óculos? ‘Vai pegar você!’ Ô meu filho, pega um cafezinho para mim? ‘Não sou seu empregado!’ E a vida continua, Guido”, disse Lula, olhando para o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Bem humorado, o presidente disse que tem treinado para sair correndo com a faixa presidencial em vez de entregá-la a Dilma. “Amanhã, às 4 horas, passarei a faixa para a Dilma. Se ela vacilar eu saio correndo, quero ver ela correr atrás de mim na Esplanada, atrás daquela faixa. Por isso é que eu me preparei fisicamente. Ela disse que parou de andar, então ela vai estar menos preparada do que eu, fisicamente”, brincou.

Lula se conteve para evitar as lágrimas ao rememorar sua trajetória política desde a candidatura ao governo de São Paulo, em 2002, passando pela campanha pelas Diretas Já, em 1984 e pelas caravanas da cidadania, a partir de 1993.

“Eu vou dizer algumas palavras. Eu vou fazer o esforço que o Gonçalves fez, ontem, para não chorar. O Gonçalves se engasgou umas duzentas vezes, mas isso porque me parece que, na lógica do Exército, general que é general não chora. Aqui na minha lógica, é o seguinte: chora quem pode chorar, quem tem vontade de chorar e quem tem motivo para chorar”, se referindo ao general Gonçalves Dias, chefe da segurança pessoal da presidência.

Os relatos eram entremeados por comentários e revelações como, por exemplo, a de que foi o líder cubano Fidel Castro que o convenceu a não abandonar a carreira política depois da derrota em 1982.


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BOM DIA!!! FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!

(VHS)

dez
31

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OPINIÃO POLÍTICA

Um cidadão, um número

Ivan de Carvalho

A partir do ano que começa amanhã a tradicional cédula de identidade, também conhecida como RG, começará a ser substituída por outro documento, o Registro de Identidade Civil, que vai ser mais conhecido como RIC, e que foi lançado ontem em Brasília pelo presidente Lula e seu atual ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Em 2011, dois milhões de brasileiros de sete Estados já poderão trocar o antigo documento pelo novo.

Trata-se de um avanço tecnológico na identificação do cidadão. A nova identidade é um cartão magnético com impressão digital e chip eletrônico. Dele constarão nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, impressão digital do indicador (não mais do polegar) direito, órgão emissor, local e data da expedição e de validade. Abstraída a tecnologia, até aí tudo é muito parecido com a atual cédula de identidade. O CPF, que nesta é opcional, não deve ser incluído no cartão magnético ontem lançado. Cada cidadão passa a ser reconhecido nacionalmente por um único número, vinculado diretamente às suas impressões digitais e registrado no chip.

O ministro da Justiça parece bem entusiasmado. “O novo RIC é mais moderno, traz tecnologia de ponta, é mais seguro e mais prático. No futuro, esse documento também integrará o CPF, o título de eleitor e muitos outros documentos. Além disso, há possibilidade de fazer transições bancárias com o novo cartão.”

Está bem claro. Começou ontem o processo, previsto para se completar em dez anos, de implantação do documento único de identificação com chip no Brasil e ele abre a oportunidade de vir a ser instrumento para efetuar também transações bancárias. Se o ministro da Justiça faz o elogio da iniciativa que tomou junto com o presidente Lula, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsky, também é todo elogios.

“É à prova de fraudes e evita que uma mesma pessoa seja identificada por mais de um número de registro em diferentes estados da Federação ou que o cidadão seja confundido com uma pessoa de mesmo nome”, disse, acrescentando: “Essas vantagens são de extrema relevância e poderão contribuir para mitigar os graves prejuízos para o Estado e para os cofres públicos, pois evita crimes”.

Esse documento único de identificação tem a capacidade de ser a um tempo a chave e o cadeado. Ao lado das vantagens tão proclamadas e que realmente apresenta, aumenta imensamente o perigo da implantação de um sistema cuja figura central é o que chamei, em artigo recente, de “o homem chipado”, isto é, monitorado, fiscalizado e controlado pelo Estado por meio de um chip.

Os norte-americanos, apesar do temor do terrorismo desde o atentado contra as torres Gêmeas e o Pentágono, não admitem esse documento único por entenderem que ele é uma ameaça à liberdade e à privacidade do indivíduo. Claro que eles poderão, em grande maioria, ser convencidos a admiti-lo, se uma catástrofe muito maior vier a acontecer. Mas, por enquanto, não admitem assumir o ônus.

Enquanto isso, no Brasil, o documento único de identidade nos é simplesmente imposto, sem consultas e debates, sem aprovação do Congresso, praticamente de surpresa – embora alguns ensaios viessem sendo feitos, como a decisão do Contran que impõe chips de rastreamento nos veículos. E o torpedo é vendido como vantajoso, moderno, seguro, à prova de fraudes. Se um dia um regime ditatorial dominar o país (já aconteceu antes mais de uma vez) o RIC será extremamente útil aos ditadores.

dez
31
Posted on 31-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-12-2010


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Pater, para o jornal A Tribuna (ES)

dez
31
Posted on 31-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-12-2010

Battisti fica:polêmica à vista

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o ex-ativista italiano Cesare Battisti no Brasil. Lula seguiu parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) antecipado pelo iG. No documento, os advogados, baseados no tratado de extradição entre Brasil e Itália, argumentaram que a condição pessoal ou social de Battisti poderia ser agravada no caso de seu envio ao país natal.

A decisão de manter o italiano no Brasil foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Ele afirmou que o Brasil tomou uma decisão soberana dentro dos termos do tratado de extradição.

Em nota oficial, a presidência da República ainda destacou que “o parecer [da AGU] considerou atentamente todas as cláusulas do Tratado de Extradição entre o Brasil e a Itália” e ponderou que as reações contrárias do governo italiano causam “profunda estranheza” ao Brasil.

Apesar da situação, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) adiantaram que a Corte deve reavaliar a situação de Battisti. Uma posição final sobre sua permanência, por tanto, ainda será tema de debates na Justiça. O mesmo deve acontecer em relação à sua liberação do complexo presidiário da Papuda, em Brasília.

Condenado à prisão perpétua por quatro homicídios na Itália à época em que militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), no anos de 1970, Battisti conseguiu escapar de seu país hoje está preso no complexo penitenciário da Papuda em Brasília, onde aguarda decisão sobre sua extradição.

(IG)

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