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Regina Soares escreve de Belmont, na área da bela Baia de San Francisco (CA), e manda a sugestão da música oppara terminar o dia no BP:

Oswaldo Montenegro, digno representante da minha geração – e certamente de muitos dos leitores -, geração colorida. Da distância vai também o Boa Noite aos leitores doDia ao BP. FELIZ ANO!!!!!

abraços!
regina

dez
30

DEU NA UOL

FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o juiz federal Fausto Martin de Sanctis como novo desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região. O decreto foi publicado nesta quinta-feira (30) na imprensa oficial.

A promoção já havia sido definida pelo TRF, conforme a Folha publicou no final de novembro. A posse do juiz deve ocorrer em 30 dias.

De Sanctis ficou nacionalmente conhecido pela atuação nas ações penais relativas à Operação Satiagraha, da Polícia Federal, ao determinar por duas vezes a prisão do banqueiro Daniel Dantas, na fase de inquérito da operação, e por ter aplicado a Dantas a pena de dez anos de prisão em um dos processos relativos ao caso.

Dantas nega ter cometido os crimes apontados na Satiagraha e recorreu contra a condenação imposta por De Sanctis.

A medida do TRF foi tomada de acordo com a vontade de De Sanctis, que se inscreveu no concurso de promoção por antiguidade. O juiz era o primeiro da lista de concorrentes por ter o maior tempo na magistratura na 1ª instância da 3ª Região da Justiça Federal, na qual são julgadas as causas federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De Santis é juiz federal há 19 anos.

Em 2008, auge da Satiagraha, uma vaga por antiguidade também foi aberta no TRF. Na oportunidade, contudo, De Sanctis abriu mão da promoção e não se inscreveu para o concurso.

Considerado um juiz linha dura, os advogados de Daniel Dantas tentaram, sem sucesso, excluí-lo das ações resultantes da operação da PF. Alegavam que o magistrado havia perdido a imparcialidade para julgar os processos relativos ao caso.

dez
30
Posted on 30-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-12-2010

DEU NO BLOG DA FOLHA

A Bulgária de Dilma

Dilma Rousseff nunca foi à Bulgária. Mas Gabrovo, terra onde seu pai nasceu, espera que a Bulgária vá até ela.

O município, a cerca de 200 km de Sófia, capital búlgara, entregou à presidente eleita uma árvore genealógica dos Russév.

É essa a origem do pai de Dilma, Pedro Rousseff. Ele aportuguesou o nome após trocar o país natal, um dos mais pobres da Europa, pelo Brasil, em 1929.

Nesta quinta-feira (30), Dilma encontrou-se com o primeiro-ministro Boyco Borisov, que repassou o presente. A ele, prometeu incluir a Bulgária em seu primeiro giro na Europa, já em 2011.

DEU NO TERRA

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, voltará a defender nesta sexta-feira pela manhã, em conversa reservada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, o fim do processo de extradição que tramita contra o ex-extremista italiano Cesare Battisti. A posição oficial da AGU, já encaminhada a Lula, não entra no mérito se o ex-integrante da organização de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) deve ou ser não acolhido como refugiado político, mas lista argumentos para que não haja extradição ainda que Brasil e Itália tenham um tratado internacional sobre o envio de cidadãos a seus países de origem.

As 65 páginas de argumentos técnicos contra a extradição e outras cinco do parecer específico de Adams, que tendem a ser acatadas e anunciadas nesta sexta, deverão ser anexadas no processo de extradição em poder do Ministério da Justiça (MJ). O MJ então pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) que emita um alvará de soltura em prol de Cesare Battisti.

Apesar da real possibilidade de o italiano ser considerado refugiado pelo governo brasileiro, sua eventual liberdade não é imediata. Tanto o presidente do STF, Cezar Peluso, pode decidir levar o pedido de soltura do Plenário da Corte, em recesso até fevereiro, quanto pode retardar a libertação do ex-extremista por conta de um eventual recurso proposto pelo governo a Itália.

Luís Inácio Adams se reuniu nesta quinta com o presidente Lula e apresentou uma lista de argumentos em prol da não extradição do italiano. Na última terça-feira, em reunião no Palácio da Alvorada, a AGU já havia encaminhado um parecer pró-Battisti, mas Lula preferiu se certificar de que todos os argumentos jurídicos estavam esgotados e pediu esclarecimentos sobre a documentação.

Cesare Battisti foi condenado pela Justiça de seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos, ocorridos no final da década de 1970. Depois de preso, Battisti, considerado um terrorista pelo governo italiano, fugiu e se refugiou na França e na América Latina.

No Brasil o então ministro da Justiça, Tarso Genro, sob o argumento de “fundado temor de perseguição”, garantiu a ele o status de refugiado político, o que em tese poderia barrar o processo de extradição que o governo italiano havia encaminhado à Suprema Corte brasileira. Ainda assim, o caso foi a julgamento no Supremo Tribunal Federal no final de 2009, quando os magistrados decidiram que o italiano deveria ser enviado a seu país de origem, mas teria de cumprir pena máxima de 30 anos de reclusão, e não prisão perpétua como definido pelo governo da Itália. Na mesma decisão, no entanto, os ministros decidiram que cabe ao presidente da República a decisão final de extraditar ou confirmar o refúgio a Battisti.

Tratado de extradição

Assinado em Roma em outubro daquele ano, o Tratado de Extradição entre Brasil e Itália prevê que o governo entregue o extraditando, sob pena, de acordo com o advogado Antonio Nabor Bulhões, de Lula poder responder junto ao Congresso brasileiro ou até à comunidade internacional para desobediência ao documento bilateral.

“Cada uma das partes obriga-se a entregar à outra (…) as pessoas que se encontrem em seu território e que sejam procuradas pelas autoridades judiciais da parte requerente, para serem submetidas a processo penal ou para a execução de uma pena restritiva de liberdade pessoal”, diz trecho do tratado de extradição Brasil-Itália.

dez
30


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O pianista e compositor norte-americano Billy Taylor, conhecido pelo trabalho como mestre e divulgador de jazz, morreu em Nova Iorque aos 89 anos. A morte de Taylor aconteceu na terça-feira, segundo revelou a imprensa norte- americana.A notícia ´re uma das manchetes de hoje (30) no portal europeu TSF.

O jornalista Rui Tukayana traça a trajetória de Billy Taylor em e breve texto publicado no destacado site de Lisbos:

“Tocou com Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Miles Davis, compôs cerca de 300 canções, mas era apelidado de Dr. Taylor por ter conduzido durante mais de uma década um programa de jazz no National Public Radio e por ter criado o Jazzmobile, plataforma para atuações de jazz.

Billy Taylor escreveu ainda o gospel “I wish I knew how it would feel to be free”, que Nina Simone chegou a gravar, e que foi adopada nos anos 1960 como um hino não oficial do movimentos dos direitos civis nos Estados Unidos.

Numa entrevista em 2007, Billy Taylor afirmou que o jazz era a melhor música para contar a História da América: «Se ouvirem com atenção, se o estudarem, perceberão que tudo o que precisam saber sobre a América está ali».

dez
30
Posted on 30-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-12-2010

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CRÔNICA/ CALOR

DITADURA DA COR

GILSON NOGUEIRA

Nem sol, nem chuva, “ o xixi da nuvem”, segundo minha neta, aos três aninhos de vida. No lugar do sol e da chuva, mormaço, de não sentir a brisa no rosto e de dar vontade de abrir a ducha de casa e sair com ela sobre a cabeça lançando moda em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde o azul parece ser mais azul e a moda praia bomba o ano inteiro nos corpos de mulheres esculturais e invariavelmente quentes como as águas do meu Nordeste amado.

Pois é, está difícil levar a sério a previsão de tempo carioca neste começo de verão com cara de inverno bêbado. Ao lado desse desarranjo de origem glacial, provocado, no espaço, pelo aquecimento global, tem algo esquisito na terra do saudoso Mané Garrincha, no verão tupiniquim: Pintaram de vermelho a praia de Ipanema e irão utilizar a mesma cor nos assentos do novo Maracanã!

No primeiro caso, a novidade fica por conta das barracas de praia, distribuídas por uma marca de cerveja entre vendedores do seu produto, o que vem provocando críticas de freqüentadores do pedaço, independentemente de suas colorações futebolísticas e político-partidárias. No segundo, visando fazer bonito na Copa de 2014, irão pintar de vermelho as arquibancadas do mais importante estádio de futebol do mundo, o que me leva a pensar,desde já, em uma tremenda falta de gosto dos cartolas da CBF, aliada a “jogadas” do poder central.

Por que não tingir de branco, de ponta a ponta, as arquibancadas do Maraca, em homenagem à Paz Universal? A iniciativa, creio, depois disso, inspiraria neutralidade, contrastando com o verde do gramado, onde o colorido dos uniformes dos times em ação comporia mais uma obra de arte na moldura das torcidas do futebol brasileiro.

Enquanto escrevo, com pressa, para entrar no Skipe e, assim, falar com parentes, nos Estados Unidos, onde a neve cai intensamente e apavora até esquimó, em férias, surge, em pé, na porta do “ escritório”,com a camisa 10 do Flamengo, um amigo, que pergunta:

“ Você já imaginou que nós podemos ser uma simples bactéria para os ET no Universo?”

Não meu, irmão, agora não, até que admito a possibilidade de existir vida fora da Terra, disco voador, essas coisas, mas, deixe-me encontrar,por favor, a idéia para tentar barrar essa onda vermelha que ameaça impor a ditadura da cor no nosso país.

Gilson Nogueira é jornalista baiano, com neta-xodó carioca e coração espalhado entre a Bahia e o Rio


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Gonzaguinha e Roberto Ribeiro Cantando “E vamos a luta” no especial Luiz Gonzaga JR.

BOA QUINTA-FEIRA!!!

dez
30

A violência no Iraque custou a vida a 3976 civis desde 1 de Janeiro deste ano, embora este seja o balanço anual mais baixo do morticínio desde a invasão americana no governo Bush em 2003.Os dados estão em um relatório preliminar publicado pela ONG internacional Iraq Body Count (IBC), com sede no Reino Unidos, noticiado pelo portal europeu TSF.

Este balanço, até 23 de Dezembro, é inferior ao número estabelecido pela mesma organização não governamental (ONG) para 2009 (4680) e que já tinha sido o mais baixo desde a invasão do Iraque, em 2003.

No entanto, o mesmo balanço é bastante superior ao estabelecido pelos Ministérios da Saúde, Interior e Defesa iraquianos, que a 01 de Dezembro apontavam para 2416 civis mortos nos primeiros 11 meses de 2010.

Apesar desta redução anual do número de mortos civis, a IBC destaca que a diminuição é agora menos acentuada do que nos anos anteriores, tendo passado de 50 por cento em 2009 e 63 por cento em 2008 para apenas 15 por cento.

A organização, que desde 2003 faz a contagem do número de civis mortos a partir de informações avançadas pelos meios de comunicação e pelas autoridades, adianta que Bagdad e Mossul foram as cidades mais violentas do Iraque.

dez
30
Posted on 30-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-12-2010


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Solda, no jornal O Estado do Paraná

OPINIÃO POLÍTICA

PRIORIDADE TOTAL

IVAN DE CARVALHO

Nem somente sobre sua candidatura a mais um biênio na presidência da Assembléia Legislativa conversou o deputado Marcelo Nilo, durante almoço com jornalistas, na terça-feira. Fora desse tema, o que houve de mais relevante na conversa foi a avaliação do presidente da Assembléia sobre o futuro governo de Jaques Wagner, que começa no sábado.

Marcelo Nilo está em boas condições para fazer tal previsão, embora, como facilmente se pode supor por sua posição política e sua ligação até de amizade pessoal com o governador, só se pudesse esperar uma previsão otimista. Mas ele dispõe de informações gerais suficientes para uma avaliação das perspectivas do governo.

Assinalando que considera bom o governo de Wagner durante os quatro anos de mandato que se encerram no dia 31, Nilo diz acreditar que o novo governo “vai ser melhor que o primeiro”. E é então que, convidado a explicar as razões que o levariam a pensar assim, o presidente da Assembléia dá uma informação importante.
O segundo governo (mandato) será melhor “porque ele vai estar mais experiente” e porque “ele vai dar prioridade total à segurança”. Esta é a informação nova. E a respeito vale lembrar, em linhas gerais, o que aconteceu no setor da segurança pública no primeiro mandato.

O governador fez sua campanha para conquistar o primeiro mandato e assumiu o cargo anunciando prioridade para educação, saúde e emprego e renda. Não incluiu a segurança, que, presume-se, deveria ser tratada normalmente. Mas isto não foi suficiente e a criminalidade – especialmente a praticada com uso da violência – cresceu progressiva e expressivamente. Com um ano de governo já se tornara o principal alvo das críticas da oposição. Uma situação que já era grave quando Wagner assumiu chegara a um estágio agudo, crítico.

O governador certamente examinou os números e outras informações a respeito. Terá, eu acredito, percebido também o crescimento da preocupação da sociedade com o problema e o aumento do sentimento de insegurança da população, tanto na região metropolitana de Salvador quanto no interior. Então anunciou que a segurança pública passaria a ser prioridade, juntamente com aquelas outras três desde o início anunciadas.

Algumas iniciativas foram tomadas, mas não com a intensidade e a celeridade necessárias para reverter o quadro. Assim foi que o principal tema das oposições durante a campanha eleitoral deste ano (na qual as oposições, como se sabe, se saíram mal) foi a insegurança pública. O fato de as oposições não terem obtido êxito eleitoral não significa que, nesta questão, estivessem mal fundamentadas. É que muitos outros fatores de grande influência estiveram envolvidos nos resultados eleitorais.

Se a informação do presidente da Assembléia, de “prioridade total à segurança” se concretizar – e não há razão para supor que ele não tenha sobre isso uma informação definitiva sobre a disposição do governador – poderá haver um progresso importante no setor. Até porque alguma coisa já foi feita e estudos e planos podem ter sido preparados ao longo do primeiro mandato de Wagner. E também porque, já tendo a prioridade para a segurança decidida, ele poderá começar a por a decisão em prática imediatamente.

É verdade que no momento as finanças do Estado da Bahia estão apertadas, mas prioridade total é prioridade total. Sem esquecer que a saúde continua precisando (e por muito tempo mais continuará, seja qual for o esforço, pois são colossais a demanda e a deficiência do SUS) de prioridade igual.

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