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Direito da Varanda: Chico Bruno

A surpresa baiana no ministério de Dilma

Dilma Rousseff escolheu o seu ministério. Ponto final.

Uma equipe com poucas surpresas. Um ministério com a cara de Lula e com maioria dos ministros filiados ao PT ou próximo a legenda, como os casos de Luiza Barrios e Ana de Hollanda.

Um ministério, que antes da posse, já é acossado pelos mal feitos produzidos por alguns de seus membros, como Pedro Novais e Ideli Salvatti, que tentaram burlar o parlamento com reembolsos de despesas incompatíveis com o que reza a cartilha de prestação de contas de verbas indenizatórias.

Um mau começo.

Mesmo tendo a mesma cara do atual ministério, a equipe escalada por Dilma causou mal-estar na coligação que a elegeu, principalmente no PMDB e PSB, que se sentem injustiçados.

Mesmo tendo abiscoitado seis ministérios, o PMDB reclama que perdeu sustância, pois ficou sem duas jóias da coroa: Saúde e Comunicações, que perdeu para o PT.

O PSB chia porque ficou com apenas dois ministérios, quando sonhou que poderia ter três.

Além disso, apesar de Dilma negar, sua equipe terá um homem forte, pois ninguém tem dúvidas que Antonio Palocci será esse personagem.

Aliás, na transição Palocci já deu pistas de que assim será.

As surpresas produzidas pela escalação de Dilma são duas.

1 – O quinhão conferido a José Sarney, que indicou dois ministros;

2 – As vagas destinadas a Bahia.

É interessante o caso baiano, pois o governador Jaques Wagner foi intitulado pela oposição e por parte da mídia baiana como desprestigiado pela presidenta eleita.

Ao ser anunciada a escalação do time que entrará em campo no dia 1º de janeiro, o que se viu foi o contrário do que pregava a oposição e uma parte da mídia baiana.

Jaques Wagner viu dois secretários estaduais se tornarem ministros: Luiza Barrios e Afonso Florence, este com a missão de materializar o principal discurso de Dilma, o de erradicação da miséria.

Além disso, Wagner teve papel decisivo na indicação do progressista baiano Mário Negromonte, da manutenção de Jorge Hage e ainda na de Orlando Silva.

Wagner é o único governador de Estado que transformou dois secretários de Estado em ministros, depois dele quem conseguiu a proeza foi o governador de Pernambuco Eduardo Campos, que emplacou Fernando Coelho, seu secretário de Desenvolvimento Econômico em ministro.

O que chama atenção é que durante a composição ministerial, Wagner afirmava que mais importante do que ministérios eram os recursos que seriam repassados por Dilma para a Bahia.

Pelo visto, Wagner trabalhando à moda mineira agilizava as duas coisas.

Em tempo: Ministério pronto para entrar em campo, quem sai dele sou eu. Volto em 2011.

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