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Postado em 19-12-2010
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-12-2010 14:03


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Nome fundamental da história da música popular urbana, autor de clássicos como “Safe As Milk” ou “Trout Mask Replica”, tão influentes quando comercialmente falhados, Captain Beefheart morreu sexta-feira aos 69 anos, de esclerose dupla, doença que enfrentava há anos.A notícia só foi divulgada ontem, sábado, segundo o jornal PÚBLICO, de Lisboa.

Captain Beefheart foi um dos músicos mais influentes da era rock, alargando-lhe horizontes com temperamento de artista incorruptível. Companheiro em vanguardismo de Frank Zappa, reverenciado por várias gerações de músicos e artistas, de Tom Waits a Johnny Rotten, de Matt Groening, criador dos Simpsons, a Alex Kapranos, dos Franz Ferdinand, não resistiu à esclerose múltipla de que sofria há muito.

Morreu sexta-feira em Arcata, na Califórnia onde nasceu, anunciou ontem um representante da galeria Michael Werner, em Nova Iorque, que albergou várias exposições do homem nascido Don Van Vliet e imortalizado enquanto Captain Beefheart. Tinha 69 anos e abandonara a música em 1982 para se dedicar à sua outra grande paixão, a pintura, construindo uma reputação respeitável no meio artístico com as suas telas expressionista de grandes dimensões.

O seu lugar na história da música popular urbana, apesar de nunca ter sido um autor de fama comercialmente falando, estava já afastado para cuidar da saúde.servado.

Influenciado pelo blues e pelo rhythm & blues – a base de quase toda a sua música -, transformou essas linguagens em palco de experimentação extrema, distorcendo-as sob a inspiração do free-jazz, como no clássico “Trouta Mask Replica”, de 1971, ou usando-as como prolongamento da sua visão artística, onde cabiam dadaísmos, jogos fonéticos admiráveis, surrealismo em escrita automática ou teatro do absurdo em formato canção.

Os vários conjuntos de músicos que o acompanharam desde o final da década de 1960 – editou o primeiro álbum, “Safe As Milk”, em 1967 -, eram sempre creditados como The Magic Band, nome certeiro para o carácter visionário da música que o exigente líder Beefheart deles extraía

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Comentários

danilo on 19 dezembro, 2010 at 14:37 #

mais um dos grandes do rock, e da contracultura que se vai. apesar de andar meio sumido, Captain Beefheart nunca arrefeceu da inquietação.

e agora uma perguntinha escrota: por que será que os [ex] grandes da nossa vetusta MPB se tornaram um velhácos acomodados? vide Chico Buarque, Gilberto Gil etc etc…


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