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Um Natal The Best para Todos ligados no BP. Hoje e Sempre. Na Paz de Deus!!!
BOA NOITE

(Gilson Nogueira)

Nuvem negra cobriu área da explosão/El Universal
Pelo menos 27 mortos, 52 feridos (pelos dados mais atualizado da defesa civil mexicana, segundo o jornal El Universal) e enormes danos materiais são o saldo da explosão num oleoduto em San Martín Texmelucan, no estado de Puebla, centro do México, segundo fontes dos serviços de defesa civil.

A explosão ocorreu este domingo de madrugada (hora local) e, segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Proteção Civil, Laura Gurza, o incidente pode estar relacionado com uma tentativa de extração de combustível de forma clandestina.

Cinco mil pessoas foram retiradas da área e encaminhadas pelas autoridades para um pavilhão polidesportivo para receberem apoio.

Em resultado da violência da explosão 32 casas ficaram totalmente destruídas e outras 33 sofreram estragos.

O incêndio resultante da explosão já foi declarado sob controlo dos bombeiros.

A explosão ocorreu pouco depois das 05:30 locais , num oleoduto da Pemex e, segundo as autoridades, o roubo de combustível a partir da rede da empresa estatal mexicana de petróleo é uma prática comum.

(Com informação do jornal El Univerdrsal , do México, e portal TSF, de Portugal )

dez
19


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Na coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, a revista VEJA publica na edição desta semana:

Lúcio: “de avião nem amarrado”

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CÂMARA

O pânico do deputado

Teve início há duas semanas um suplício na vida do deputado federal recém-eleito Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel.Como não entra num avião nem amarrado, Lúcio foi de carro de Salvador a Brasília. Voltou da mesma forma. Uns 1.500 quilômetros de estrada. Quando a legislatura começar de verdade, será que o nobre deputado terá disposição para fazer essa viagem todas as semanas

dez
19
Posted on 19-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-12-2010


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Nome fundamental da história da música popular urbana, autor de clássicos como “Safe As Milk” ou “Trout Mask Replica”, tão influentes quando comercialmente falhados, Captain Beefheart morreu sexta-feira aos 69 anos, de esclerose dupla, doença que enfrentava há anos.A notícia só foi divulgada ontem, sábado, segundo o jornal PÚBLICO, de Lisboa.

Captain Beefheart foi um dos músicos mais influentes da era rock, alargando-lhe horizontes com temperamento de artista incorruptível. Companheiro em vanguardismo de Frank Zappa, reverenciado por várias gerações de músicos e artistas, de Tom Waits a Johnny Rotten, de Matt Groening, criador dos Simpsons, a Alex Kapranos, dos Franz Ferdinand, não resistiu à esclerose múltipla de que sofria há muito.

Morreu sexta-feira em Arcata, na Califórnia onde nasceu, anunciou ontem um representante da galeria Michael Werner, em Nova Iorque, que albergou várias exposições do homem nascido Don Van Vliet e imortalizado enquanto Captain Beefheart. Tinha 69 anos e abandonara a música em 1982 para se dedicar à sua outra grande paixão, a pintura, construindo uma reputação respeitável no meio artístico com as suas telas expressionista de grandes dimensões.

O seu lugar na história da música popular urbana, apesar de nunca ter sido um autor de fama comercialmente falando, estava já afastado para cuidar da saúde.servado.

Influenciado pelo blues e pelo rhythm & blues – a base de quase toda a sua música -, transformou essas linguagens em palco de experimentação extrema, distorcendo-as sob a inspiração do free-jazz, como no clássico “Trouta Mask Replica”, de 1971, ou usando-as como prolongamento da sua visão artística, onde cabiam dadaísmos, jogos fonéticos admiráveis, surrealismo em escrita automática ou teatro do absurdo em formato canção.

Os vários conjuntos de músicos que o acompanharam desde o final da década de 1960 – editou o primeiro álbum, “Safe As Milk”, em 1967 -, eram sempre creditados como The Magic Band, nome certeiro para o carácter visionário da música que o exigente líder Beefheart deles extraía

dez
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Posted on 19-12-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 19-12-2010


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Clayton, no O Povo (CE)

dez
19


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CRÔNICA/ SENTIMENTOS

AMORES TRAPACEIROS

Maria Aparecida Torneros

A noite, em Copacabana, era momento de brinde, muito chope rolando, na Avenida Atlântica, um mesmo restaurante de tantos anos, o grupo de amigos festejando o final do ano, a cada tim-tim, repetíamos: ao Amor!! e assim foi, por horas, quando já, na madrugada, voltando pra casa, o som da palavra “amor” reverberava dentro de mim… Amor, quantas vezes teremos provado de suas trapaças, e, porque, num processo freudiano, tendemos a reprisar comportamentos que julgamos, sob o ponto de vista racional, que beiram a estupidez, ou se alicersam em jogadas trapaceiras?

Pois dormi pensando nisso. Acordei pensando nisso. Fiz um balanço oportuno, desses que costumamos nos dar o direito íntimo de fazer na época de Boas Festas, lembrei de amores de uma vida inteira, lembrei de amores de novela, amores de cinema, amores de literatura, amores trágicos, amores passionais, amores que justificaram crimes, amores que propiciaram poder, amores que se perderam, amantes que viveram comédias, que se enganaram mutuamente, amantes que se amaram a si mesmos, usando o outro apenas como espelhos para sua sede narcisista, amantes que se doaram e renunciaram para deixar que seus parceiros seguissem livres e pudessem tentar novos rumos em busca da tal felicidade.

Aí, uma canção melosa, antiga, bem latina, bem nostálgica, me veio na memória, dos tempos em que eu editava um jornal espanhol e o cantor Julio Iglesias estava no auge da sua carreira. Ele veio ao Brasil, no início dos anos 80, eu participei de uma entrevista coletiva sua, em São Paulo, o homem jogava charme em todas as direções, tinha um marketing perfeito para vender o tal amor trapaceiro.

A letra da música, que ele também gravou em português, ressurgiu em mim, como um troféu para “amantes” , os tais que são estúpidos, se deixam levar por impulsos, vão no olho do furacão, se embrenham no vendaval, atores em cena, buscando representar e voar enquanto a vida segue em meio a desencontros, afastamentos, saudades arrefecidas, vidas divididas, e, na maturidade, um dia, vem o final do ano, chegam os tais pensamentos que nos fazem sentir o quanto fomos ( e somos) estúpidos, em conceituar e viver certos amores trapaceiros. Um inconsciente sado-masoquista, quem sabe, proporcionado por um mundo imaginário, o lugar das “briguinhas” por amor, mas o tempo, impiedoso, ultrapassando o orgulho, a questão de sofrer por amor, como se isso fosse uma regra básica para que a felicidade nos inundasse, e, de repente, vemos que tudo poderia ter sido diferente.

“Se eu pudesse a vida mudar”, prega o cantante, como uma chicotada da saudade, numa atitude impensável, e ainda assim, tão trapaceira e marketeira, como se o lamento por tudo que se passou, essa maneira de julgar sentimentos como se eles fossem deveres legalizados, estivessem escritos não nas estrelas, mas no código civil, conferindo à loucura da paixão um lugar inconcebível, onde coubesse razão em lugar de impulso.

Não há como voltar atrás, os amores vividos, quase sempre tiveram sua dose de trapaça consentida, faz parte do jogo, é lícito e legal sentir ciúmes, provocar também, brigar e reconciliar, ter saudades e reencontrar-se com o amor, numa rodada de chope, ainda que seja num brinde que vira mantra… Repetir o tim-tim ao amor, permitir que ele se reverbere internamente, que sua meladeira contagiosa nos inunde de muitas saudades, muitas lembranças, espelhos do tempo estradeiro, coisas fortes entranhando memórias, espaços feridos de corações amadores, aprendizes de jogadas que deviam se transformar em golpes de mestre, mas que, no fundo, não passaram de “blefes”, ou melhor, podem ser classificadas como tentativas cujos acertos ou erros, não nos cabe juízo de valor, justamente agora, se não há como ” poder mudar a vida”.

Então, mais prudente, honesto, saudável, é olhar para a frente, seguir vivendo, amando, aprendendo a vencer novos amores trapaceiros, fingir que tudo será diferente, prometer-se uma isenção quase alienada, comprometer-se com a paz de uma alma amante da emoção, pronta para voar como gaivotas sobre mares imensos, disposta a enveredar pelas artimanhas dos grandes encontros, sem dispensar a malícia e o sabor passageiro dos pequenos arremedos do bendito amor…

Feliz final de ano para os amores, todos, os trapaceiros, principalmente, porque é deles o enredo que move a indústria cinematográfica, a produção literária, a poesia , a música, a pintura, a escultura, sua saga inunda o planeta, com arte e ilusão, passemos pois à contagem regressiva, vamos saudar o amor, eu e tu, como na velha canção melosa que a voz do cantante latino trouxe de volta ao meu “coração vagabundo”. Tim-tim!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária
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