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BOA NOITE!!!

dez
18

Deu na coluna Poder Online, assinada pelos jornalistas Jorge Felix e Tales Farias no portal IG
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Dirceu e Lula: solenidade no Planalto
quarta-feira(15)

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O escritor Paulo Coelho acaba de postar em seu blog que o ex-ministro Zé Dirceu foi, digamos, captado pelo site WikiLeaks em telegramas da embaixada americana.
O mago almoçou com Dirceu hoje e revela os detalhes e as respostas do líder petista às indagações de um repórter que o entrevistou sobre as revelações do site de Julian Assange. Escreve Coelho:
“Peguei um caderno que sempre carrego comigo ( Moleskine, tradição de escritor) e comecei a anotar nossa conversa. Abaixo o que está nos telegramas e o verdadeiro conteúdo das conversas, segundo José Dirceu.
A] são vários telegramas, porque são vários interlocutores
B] Em um deles, em churrasco na sua casa em Vinhedo, o ex-funcionario do Departamento de Estado Bill Perry, comenta sobre eleições no Brasil. Zé e Bill conversam durante toda a tarde, sobre uma infinidade de assuntos. No telegrama enviado ao Depto. De Estado, a conversa foi resumida nos seguintes items:
1] que Zé tinha feito Caixa 2 (segundo Dirceu, uma conclusão do interlocutor )
2] que não falou de reforma política ( segundo Dirceu, foi um dos assuntos dominantes).
C] O mesmo Bill Perry, na apartamento funcional de José Dirceu em Brasília, teve outra longa conversa, que resumiu em algo como “José Dirceu afirmou que Lula não seria candidato a um segundo turno, já que achava que iria perder as eleições”. Dirceu afirma que tudo que fez foi traçar os cenários que a oposição estava desejando naquele momento.
D] Em outro cabo, o então embaixador americano (aqui não me lembro o nome) relata conversas com Dirceu sobre a ALCA, mas se limita a dizer aquilo que lhe interessa. Todas as explicações dadas por Dirceu – posição do governo brasileiro e do PT sobre a inviabilidade da ALCA – se resumiu a uma referencia no telegrama, sobre a concordancia do Brasil de um novo encontro a respeito.
E] Ainda o embaixador americano na época: Dirceu defenda a posição da Venezuela e do governo Chavez, mas o embaixador resume toda a conversa em uma opinião de Dirceu – que o Chavez devia se concentrar nas questões economicas do país e não em um conflito com os EUA.”

dez
18

Sarney: o começo da queda do PMDB

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OPINIÃO POLÍTICA

A desidratação do PMDB

Ivan de Carvalho

Políticos do PMDB percebem que a longa permanência da legenda como força coadjuvante na política brasileira, durante um longo período, já está produzindo resultados preocupantes. Entendem que está deflagrado processo semelhante ao que levou o DEM, antigo PFL, a uma desidratação profunda e muito provavelmente mortal.

A diferença é que o PMDB, desde o início, sempre foi maior que o PFL/DEM, e que nos últimos oito anos o PMDB ou pelo menos parte dele esteve participando de forma expressiva do governo federal, razões pelas quais o processo de desidratação foi retardado. Mesmo assim já vai se tornando notório. Também conta a maior capilaridade que o PMDB sempre teve no país, se comparado ao PFL/DEM.

Para entender melhor o que atualmente assombra mentes peemedebistas capazes de desviar a vista das árvores para observar a floresta, vale um exame conjunto com o que aconteceu ao DEM, novo nome do extinto PFL.

O PMDB conquistou o poder com Tancredo Neves e governou com José Sarney, tudo com preciosa ajuda do PFL. O governo Sarney, no entanto, terminou com forte impopularidade. E então começou o desastre.

O PFL apresentou candidato à presidência da República em 1989. Foi Aureliano Chaves, mas os pefelistas massivamente abondonaram seu candidato e apoiaram a candidatura de Fernando Collor, que foi eleito. Na mesma ocasião, o PMDB apresentou candidato a presidente, Ulysses Guimarães, mas este, apesar de sua enorme relevância na história política do país durante o regime militar e nos anos subsequentes, não tinha carisma eleitoral. Ulysses não foi abandonado por seu partido tanto quanto Aureliano foi pelo dele, mas os eleitores abandonaram ambos. Entre outros motivos, por causa da grande impopularidade do governo Sarney.

Collor renunciou no dia em que ia ser declarado seu impedimento pelo Senado, assumiu o vice Itamar Franco e o PSDB plantou o Plano Real e colheu a eleição de Fernando Henrique Cardoso para presidente.

O PFL /DEM, sem lançar candidato próprio a presidente, apoiou, como força auxiliar do PSDB, as candidaturas e governos do tucano FHC durante oito anos. Nos oito anos seguintes, após tentar em 2002 a candidatura abortada de Roseana Sarney a presidente, dividiu-se entre os candidatos Ciro Gomes e José Serra. Apoiou Geraldo Alckmin em 2006 e José Serra este ano.

E então o PFL/DEM havia quase que desaparecido – elegeu agora somente dois governadores, seis senadores e 43 deputados federais.

O PMDB seguiu uma estrada mais ou menos paralela. Depois de 1989, não disputou com candidato próprio eleições presidenciais. Deixou que o PSDB e o PT disputassem o poder maior. Dividiu-se no apoio a um e outro desses partidos, até que este ano praticamente uniu-se no apoio à candidatura apresentada pelo PT.

Enquanto o PFL/DEM e, mais lentamente, o PMDB, murchavam, emergia cada vez com mais força o PT e abria-se também espaço para o crescimento de partidos médios. Em 1986, o PMDB elegeu a maior bancada na Câmara, com 89 deputados, contra 83 do PT, a segunda bancada. Este ano, o PT passou a primeira bancada, com 88 e o PMDB caiu para 79. Só elegeu um governador de estado importante, o Rio de Janeiro. No Senado, manteve a maior bancada, 20 senadores. O processo de desidratação está no início, mas já é sensível.

O PMDB, até uns anos atrás, era a legenda mais popular do país, a preferida dos eleitores, segundo as pesquisas. Atualmente, a popularidade desta legenda não chega aos calcanhares da popularidade da legenda PT. Sem designar candidaturas a presidente, o 15 é pouco presente na propaganda eleitoral.

dez
18

No apagar das luzes, o governo Luiz Inácio Lula da Silva liberou a primeira parcela de R$ 30 milhões de um total de R$ 44,6 milhões de indenização à União Nacional dos Estudantes (UNE) como reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985).

O dinheiro caiu na conta da entidade na sexta-feira, depositada pela Comissão da Anistia, escalada para saldar a conta. Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no Orçamento de 2011.

O dinheiro, segundo compromisso da direção da UNE, será integralmente aplicado na construção da nova sede, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Com 13 andares, o prédio será erguido no mesmo terreno, na praia do Flamengo, onde o antigo foi metralhado e incendiado em 31 de março de 1964, dia do golpe militar. Doado pelo ex-presidente Getúlio Vargas em 1942, o local é hoje um dos endereços mais caros do País.

A pedra fundamental da obra será simbolicamente lançada em alto estilo na segunda-feira, às 17 horas, com a presença de autoridades, artistas e intelectuais de todo o País. Com dinheiro em caixa, a construção será iniciada no primeiro semestre de 2011 e a inauguração está prevista para 2013. Essa é primeira indenização coletiva paga pelo governo brasileiro por danos da ditadura.

A lei da anistia (1979) só ampara reparações de caráter pessoal a familiares e vítimas da repressão política. A reparação decorre de lei (número 12.260) proposta pelo Executivo e aprovada pelo Congresso em junho. Responsável pelo presente natalino, o presidente de Lula é o convidado de honra e deverá estar presente. Segundo a UNE, todos os ex-presidentes da entidade foram convidados, entre os quais o ex-governador José Serra, que não teria confirmado presença.

A medida abre um precedente para indenização institucional a outras entidades civis, religiosas e políticas que sofreram perseguições nos anos de chumbo. Mas elas terão de se articular e seguir o mesmo caminho da UNE para aprovação de lei no Congresso. “É justo do ponto de vista político e histórico e totalmente defensável do ponto de vista jurídico”, afirmou o secretário nacional da juventude, ligado à Secretaria-Geral da Presidência, Beto Cury, que coordenou a tramitação do processo na comissão que fixou o valor.

Enquanto isso, a reparação coletiva devida a centenas de camponeses atingidos pela guerrilha do Araguaia, apanhados no fogo cruzado entre guerrilheiros e as forças da repressão, ainda não aconteceu. Até agora, apenas 44 agricultores tiveram reconhecido o direito a uma modesta pensão mensal de três salários mínimos (R$ 1.545), além de uma indenização retroativa de menos de R$ 100 mil para recomposição patrimonial


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Feliz aniversário e longa vida para Richards!

BOM DIA

(Regina e Vitor Hugo)

dez
18

Life: um livro para não esquecer

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CRÔNICA/ UM LIVRO

Keith Richards – LIFE

Regina Soares

“People say ‘why don’t you give it up?’ I don’t think they quite understand. I’m not doing it just for the money, or for you. I’m doing it for me.” – Keith Richards in action!

Tudo começou num 18 de Dezembro, e agora, 67 anos depois, ele, o mais controverso, fora da lei, figura quase apocalíptica, extraordinário músico e compositor, um Rolling Stone, na profissão e na vida, resolveu nos contar de próprio punho, em parceria com James Fox, jornalista do Sunday Times em Londres, sua historia, que, mais que isso, é sua vida, LIFE, como ele chamou o livro, quente do forno e nas bancas do mundo para nosso deleite.

Como ele nos adverte logo de entrada:

“This is the life. Believe or not I haven’t forgotten any of it”
“Essa é a vida. Acreditem ou não eu não esqueci nada dela”
Uma vida que muitos de nós só poderiam imaginar e invejar, narrada por ele, que sempre abriu seu caminho, falou o que sente e sentiu o que falou, ao seu jeito, sem disfarce, e que agora nos abre nesse livro que acabo de começar a ler e pretendo compartir com vocês, leitores do Bahia em Pauta, em alguns capítulos, à medida que a leitura avançe e os fatos se desdobrem.

Desde seus primeiros dias, filho único criado por devotos pais, Bert Richards and Doris Dupree Richards, ou simplesmente Bert e Doris, como ele os chama carinhosamente e intimamente, durante o desenrolar da sua historia, seis tias, foi criado em um verdadeiro matriarcado, onde mulheres eram maioria e ditavam as regras do jogo, e outras figuras importantes na sua formação como homem e músico, já que música se manifestou desde muito cedo em sua vida, como única opção. O avô materno, Gus, de quem herdou o temperamento boêmio e o amor pela música desde muito cedo, quando escapavam da casa em longas caminhadas, “para escapar das mulheres”, e se perdiam em aventuras que ao fim se transformaram em lições de vida.
“Gus, uma vez me perguntou, enquanto caminhava-mos, eu tinha 5 ou 6 anos de idade”:
– “Você tem uma moeda nos bolsos?”
-“ Sim, Gus.”
-“Vê aquele menino na esquina?”
-“Sim, Gus,”
-“Vá e entregue a ele.”
-“O que, Gus?”
-“Vai lá, ele necessita mais que você.”
“Eu entregava a moeda. Gus me dava duas de volta. A lição ficou comigo…”

Como também o dia em que, finalmente recebeu de suas mãos a primeira guitarra, a mesma que tinha visto em cima do piano e que não podia alcançar nos seus tenros 5 anos de idade, estava sempre lá, inalcançável e atrativa e vivia nos seus sonhos. Aos 9 ou 10 anos essa “clássica guitarra Espanhola, doce e ansiado desejo, adorável como uma garota, embora eu não soubesse o que fazer com ela, me foi entregue”. “O cheiro, lembro até hoje, quando abro a caixa de uma guitarra, quando é uma velha guitarra, eu poderia enrolar-me dentro e fechar a tampa”…

Desde esses tenros dias, como um garoto, vivendo numa familia que se reunia em torno do radio para cantar e esquecer as amargas lembranças de guerras vividas na Europa dos seus primeiros passos, escutando obsessivamente, Chuck Berry e Muddy Waters, até levar a guitarra aos seus mais absolutos limites e juntar forças com Mick Jagger para formar os Rolling Stones, muita agua vai rolar….

Regina Soares, advogada, especializada em eleições americanas, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia(EUA).
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Nota: prometo voltar de quando em quando para continuar a historia… Essa é uma daquelas que a gente tem que sorver devagarinho, como um bom vinho. (Regina)

dez
18
Posted on 18-12-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 18-12-2010


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Clayton, no O Povo (CE)

dez
18

Lula e Assange: dupla em alta no fim do ano

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OPINIÃO POLÍTICA

Assange e Lula nas quebradas de 2010

Vitor Hugo Soares

É fim de ano outra vez. No Brasil e no mundo vive-se período de baixa estação de notícias. Os diários impressos, as revistas semanais, as redes de TV, os blogs e os sites “operam à meia boca”, expressão que o jornalista Ricardo Noblat gostava de usar quando morava e trabalhava na Bahia – antes da explosão da web que o levaria de vez de Salvador e o transformaria em pioneiro dos blogueiros políticos mais citados do País.

Em dias assim a mídia está voltada, em geral, para o jogo interesseiro e desinteressante que cerca as escolhas ministeriais da presidenta que chega; ou às viagens e pajelanças de despedida do presidente que sai – na capital o no interior do País. Pior ainda, abre manchetes e produz textos amplos e generosos para mais “um retorno do imperador Adriano ao futebol brasileiro” (depois de eleito o pior jogador estrangeiro na Itália), ou para as maravilhas que a “top model” consegue operar na cozinha.

Tamanha apatia investigativa e falta de vigor no noticiário político e geral, principalmente, mas também o insosso e repetitivo noticiário de comportamento de nossas “celebridades”, é que valorizam e dão sabor jornalístico especial à matéria de capa da revista “Time” desta semana.

Trata da escolha do público leitor, por larga margem de votos, do australiano criador do site WekiLeaks, Julian Assange, como Personalidade do Ano, e da polêmica e contestável decisão dos editores da influente publicação de ofertar o título ao décimo colocado na votação popular do leitores: o norte-americano Mark Zuckerberg (criador do Facebook), a onda da moda na Internet.

Ainda assim merece destaque o notável saque jornalístico da Time, que começa pela própria composição da capa em si. A imagem na revista corre o mundo. No entanto, nunca é demais descrevê-la mais uma vez para os menos avisados, ou em respeito à lição de técnica de redação do saudoso e premiado mestre do Jornal do Brasil, Juarez Bahia (sete premiações do Esso de Jornalismo): “escreva sempre como se estivesse transmitindo a informação para o leitor pela primeira vez”. Obedeço ao querido Bahia, que nos deixou em um dezembro como este.

Assange está com a boca amordaçada por uma bandeira americana, o que já seria forte o suficiente, mas não pára aí. Acompanha uma incômoda pergunta como chamada, que completa o jeito ousado e genial de pensar e fazer imprensa: “Quer saber um segredo?”, pergunta a revista.

Bravo! Sensacional! Mesmo que no fundo a imagem e a pergunta sirvam para disfarçar uma boa dose de temor. Até mesmo de pusilanimidade – para ser mais exato – dos editores da legendária publicação. Na verdade, uma piedosa, embora criticável compressa jogada sobre a enorme ferida aberta na diplomacia e nos círculos mais representativos do governo e do poder nos Estados Unidos.

Ainda assim, o fato quando se analisa o conjunto da obra é que esta edição da Time é um primor. Um marco neste ano de 2010, em que a mídia impressa nos Estados Unidos, no Brasil e no resto do mundo tem pouco ou nada a festejar. E olha que, por estas bandas do Atlântico Sul, foi um ano de campanha presidencial.

Semana passada, bem antes de surgir a idéia da capa e de começar a circular a revista americana, o presidente Lula, notório peladeiro da Granja do Torto, não deixou a bola passar sem petardo certeiro na direção dos vacilos e omissões da mídia e dos grupos de opinião e intelectuais mais destacados no país. Deu apoio firme e explicito a Assange e seu site explosivo, além de levantar suspeitas em relação ao que, de fato, se esconde nos subterrâneos da insólita perseguição desencadeada contra o Wekileaks e seu criador: um grave e surpreendente atentado contra a liberdade de informação, com origem nos Estados Unidos.

Assange foi levado à prisão pelo governo britânico, sempre dócil e atencioso aos desejos do governo americano, parceiro histórico para toda obra na Europa. Mesmo que esses desejos sejam manifestados “por vias travessas” (como dizem os nordestinos) de uma ordem de prisão com base em estranha e suspeita acusação de “estupro” vinda da Suécia, onde o criador do Wikileaks teria se recusado a usar camisinha ao fazer sexo com duas súditas do farrista e bígamo Rei Gustavo, que anda as voltas em casa com atribulações sérias no gênero.

Tão forte quanto a capa da Time são as imagens de Assange saindo da detenção na última quinta-feira, sob aplausos e gritos de incentivos vindos das ruas de Londres, depois de pagamento de salgada fiança. Graças, registre-se por justiça, à colaboração de anônimos rackers e blogueiros do mundo, ajuda financeira mais substancial de celebridades como Michael Moore e Bianca Jagger, além de apoios políticos como o do presidente do Brasil. “Seguirei na minha luta”, anunciou Julian Assange, em breves e alentadoras palavras de coragem na saída da prisão.

Duas vitórias de uma vez e na mesma semana do criador do Wikileaks: A sua escolha, pelos leitores da Time, como “Personagem do Ano” e a reconquista da liberdade, ainda que tardia e provisória, mas sob palmas e vivas das ruas. Isso apesar da mal justificada decisão dos editores da revista de não dar bolas à vontade dos leitores, e oferecer o prêmio, de fato, ao criador do Faceboook, décimo colocado na votação.

Poderiam ao menos minorar a injustiça, se tivessem optado pelos mineradores e heróis chilenos retirados do fundo da terra, que ficaram em oitavo lugar na escolha dos leitores da revista. Os protestos já pipocam aqui e ali e não será surpresa se o presidente cobrar satisfações mais uma vez antes de passar a faixa para Dilma Rousseff.

No fim, Viva a revista Time. Afinal, fotos, opinião e polêmica seguem sendo, apesar de tudo, os melhores combustíveis da mídia (impressa ou digital) e do bom jornalismo.

Vitor Hugo Soares é jornalista; E-mail: vitor_soares1@terra.com.

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