Ilma Figueredo: “hipocrisia” do parlamento

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A eurodeputada comunista portuguesa Ilda Figueiredo disse esta quarta-feira «respeitar» a decisão das autoridades cubanas de não permitirem a viagem do dissidente Guillermo Fariñas a Estrasburgo para receber o Prémio Sakharov, cuja atribuição considerou uma «hipocrisia» do Parlamento Europeu.

A cerimónia de entrega do prémio Sakharov teve lugar hoje no em Estrasburgo, com uma cadeira vazia no local da cerimônia, apenas ocupada por uma bandeira cubana, dado o governo cubano não ter permitido o deslocamento de Fariñas, que no entanto enviou uma mensagem previamente gravada, escutada pelos eurodeputados.

«É uma posição do governo cubano que, enfim, eu respeito e não tenho que tomar posição», acabou por dizer a deputada eleita pela CDU, após insistentes questões, às quais foi respondendo preferindo vincular sua discordância com a atribuição do prémio, «pela terceira vez» contra Cuba, no que considerou uma «hipocrisia» do Parlamento Europeu.

Ilda Figueiredo disse não ter que «concordar ou discordar com a posição do governo cubano», sublinhando antes que discorda com a opção do Parlamento Europeu que, «ao tomar por três vezes uma posição contra Cuba, de fato o que quer é desviar a atenção» e «não enfrentar Israel ou os Estados Unidos».

«Estou de acordo com uma posição que discorda desta atribuição do prémio Sakharov, em medida que tínhamos outros candidatos que, aqui bem mais perto, enfrentavam esta situação de não cumprimento dos direitos humanos», disse, referindo-se designadamente a uma organização não-governamental israelita que denuncia a ocupação dos territórios palestinos.

Esta é a terceira vez em menos de dez anos que o prêmio foi atribuído a um indivíduo ou organização contra o regime cubano, depois do opositor Oswaldo Paya Sardinas em 2002 e das Damas de Branco, movimento de que reúne as mulheres e familiares de dissidente detidos, em 2005.

(Deu no jornal SOL, de Lisboa, com informações da agência europeia LUSA)

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Comentários

danilo on 15 dezembro, 2010 at 16:13 #

engraçado o comportamento destes gloriosos esquerdistas…

clamam pela liberdade de Julio Assange – segundo Lullla, “aquele rapaz do kikilikis dikiliks”. [Wikileaks}

por outro lado, esquerdistas ficam mudos e apoiam a falta de liberdade imposta aos dissidentes cubanos, incluindo aí o tal Guillermo Fariñas.

e depois os esquerdistas vem com esse papo de “hipocrisia”.

é isso que os baianos chamam de MORAL DE JEGUE… hehehe


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