Bahia à frente dos olhos, mas oposições
locais só enxergam Pernambuco e Ceará
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Do alto sua varanda no litoral norte de Salvador, com vista para a larga barra de entrada da cidade fundada para ser a rainha do Atlântico Sul, o blogueiro Chico Bruno fixa olhos atentos e críticos nas derrapagens das oposições – em especial as baianas – na fase de transição política. Leitura obrigatória para quem governa e para quem é contra, que Bahia em Pauta recomenda. Confira.

( Vitor Hugo Soares )

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Direto da Varanda: Chico Bruno

Oposição faz discurso pífio

A disputa pelos ministérios e a volta dos anões do orçamento tem tomado uma boa parte do noticiário político, que com isso tem desprezado alguns espasmos da oposição.

Antes das eleições, a oposição já fluía de forma desarticulada. Após o fechamento das urnas dá sinais que a ressaca da derrota será longa.

Ando nos últimos dias me detendo na análise do que andam dizendo alguns oposicionistas em alguns estados.

O exemplo mais interessante é o baiano.

Os que agora fazem oposição na Bahia, a governaram durante quase 40 anos. Por isso, é preciso medir as palavras antes de pronunciá-las.

A oposição baiana precisa olhar o legado que deixou de herança em 2006, para não proporcionarem respostas rápidas, curtas e grossas dos governistas.

Essa semana, por exemplo, a oposição baiana proporciona duas análises.

A primeira é sobre o discurso de que o governador Jaques Wagner (PT) não tem prestígio junto às autoridades federais, tanto que não consegue emplacar nomes no futuro ministério de Dilma Rousseff.

O prestígio dos governadores aliados ao projeto petista não pode ser medido pelo número de ministros emplacados, mas sim pela quantidade de recursos alocados pela União aos Estados.

Nesse mister, o governador Jaques Wagner demonstra que está bem na foto, basta ver as grandes obras que vem sendo tocadas na Bahia.

A segunda análise é o discurso bairrista da oposição que tenta contrapor os feitos dos demais Estados nordestinos aos baianos.

Mais uma vez a oposição incorre em erro elementar. Basta olhar os legados deixados em 2006 para os atuais governadores.

Ceará e Pernambuco, por exemplo, plantaram grandes obras estruturantes, cujos frutos estão sendo colhidos pelos atuais governadores.

Apenas para registro. Os portos de Pecém, no Ceará e Suape, em Pernambuco são os propulsores das boas administrações atuais.

No caso da Bahia, o governo Jaques Wagner não recebeu um legado como os recebidos pelos governadores Cid Gomes (PSB) e Eduardo Campos (PSB), muito pelo contrário, encontrou um Estado com gargalos de infraestrutura para o escoamento de sua produção.

Portanto, soa mal quando a oposição baiana tenta comparar Ceará e Pernambuco com a Bahia.

No Ceará e Pernambuco, os antecessores de Cid e Campos fizeram o dever de casa, já na Bahia, os carlistas dormiram em berço esplendido.

Os portos baianos, por exemplo, não receberam o tratamento adequado para escoar a produção do agronegócio baiano.

Enquanto, Cid e Campos receberam estados preparados para enfrentar os desafios do futuro, Wagner se viu obrigado construir os projetos estruturantes que não recebeu como legado.

É por essas e outras, que a oposição baiana precisa reciclar o seu discurso, pois o atual desmerece os governos dos seus aliados tucanos no Ceará e peemedebistas-pefelistas no Pernambuco até 2006 e enche a bola de Cid e Campos.

Leia mais política no site de Chico Bruno:

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Comentários

danilo on 12 dezembro, 2010 at 15:45 #

é simples. basta bater na tecla da Bahia estar perdendo espaço muito em função de Wagareza não ter amor por esta terra, já que não nasceu aqui.

é um forasteiro numa terra ainda do velho oeste. e os forasteiros não batalham por aquilo q não é seu.

olha, macacada, eu sei que esta análise é polêmica e delicada e politicamente incorreta nestes tempos caretas da linguagem. eu também sei q neguinho vai ficar retadinho com o que eu disse.

mas e daí? é visível perante a todos o desleixo de Wagareza Cabelo de Q-Bôa e a falta de tesão por esste pedaço de terra,


Marco Lino on 12 dezembro, 2010 at 19:30 #

Quantos Rômulo Almeida existem hoje na Bahia (no governo e na oposição)?! Pobreza extrema a nossa, não?

Artigo cortante para a oposição, mas verdadeiro. Parabéns ao autor!


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